{"id":3157,"date":"2020-06-19T05:58:50","date_gmt":"2020-06-19T05:58:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3157"},"modified":"2020-06-19T05:59:02","modified_gmt":"2020-06-19T05:59:02","slug":"atmosfera-supergigante-de-antares-revelada-por-radiotelescopios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/06\/19\/atmosfera-supergigante-de-antares-revelada-por-radiotelescopios\/","title":{"rendered":"Atmosfera supergigante de Antares revelada por radiotelesc\u00f3pios"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nrao20in06_Antares_illustration_06052020-03.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"748\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nrao20in06_Antares_illustration_06052020-03-1024x748-1-1024x748.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3158\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nrao20in06_Antares_illustration_06052020-03-1024x748-1.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nrao20in06_Antares_illustration_06052020-03-1024x748-1-300x219.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nrao20in06_Antares_illustration_06052020-03-1024x748-1-768x561.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da atmosfera de Antares. No vis\u00edvel (at\u00e9 \u00e0 fotosfera), Antares tem mais ou menos 700 vezes o di\u00e2metro do Sol, grande o suficiente para &#8220;preencher&#8221; o Sistema Solar at\u00e9 para l\u00e1 da \u00f3rbita de Marte (apresentada uma escala do Sistema Solar para efeitos de compara\u00e7\u00e3o). Mas o ALMA e o VLA mostraram que a sua atmosfera, incluindo a cromosfera inferior e superior e as zonas de vento, \u00e9 12 vezes maior.<br>Cr\u00e9dito: NRAO\/AUI\/NSF, S. Dagnello<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos criou o mapa mais detalhado at\u00e9 agora da atmosfera da supergigante vermelha Antares. A sensibilidade e a resolu\u00e7\u00e3o sem precedentes do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e do VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) da NSF (National Science Foundation) revelaram o tamanho e a temperatura da atmosfera de Antares logo acima da superf\u00edcie da estrela, em toda a sua cromosfera e at\u00e9 \u00e0 regi\u00e3o dos ventos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas supergigantes vermelhas, como Antares e a sua prima mais conhecida, Betelgeuse, s\u00e3o estrelas enormes e relativamente frias no final da sua vida. Est\u00e3o a ficar sem combust\u00edvel, para colapsar e se tornarem supernovas. Atrav\u00e9s dos seus vastos ventos estelares, lan\u00e7am elementos pesados para o espa\u00e7o, desempenhando assim um papel importante no fornecimento de elementos essenciais para a vida no Universo. Mas o modo como estes ventos enormes s\u00e3o lan\u00e7ados permanece um mist\u00e9rio. Um estudo detalhado da atmosfera de Antares, a estrela supergigante mais pr\u00f3xima da Terra, fornece um passo crucial em dire\u00e7\u00e3o a uma resposta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mapa de Antares pelo ALMA e pelo VLA \u00e9 o mapa de r\u00e1dio mais detalhado alguma vez feito para qualquer estrela, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do Sol. O ALMA observou Antares perto da sua superf\u00edcie (a sua fotosfera \u00f3tica) em comprimentos de onda mais curtos, e os comprimentos de onda mais longos observados pelo VLA revelaram a atmosfera ainda mais distante da estrela. Vista no vis\u00edvel, o di\u00e2metro de Antares \u00e9 aproximadamente 700 vezes maior que o Sol. Mas quando o ALMA e o VLA revelaram a sua atmosfera no r\u00e1dio, a supergigante tornou-se ainda mais gigantesca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O tamanho de uma estrela pode variar drasticamente, dependendo do comprimento de onda da luz observada,&#8221; explicou Eamon O&#8217;Gorman do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Dublin, na Irlanda, e autor principal do artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de 16 de junho da revista Astronomy &amp; Astrophysics. &#8220;Os comprimentos de onda mais longos do VLA revelaram que a atmosfera da supergigante tem quase 12 vezes o raio da estrela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os radiotelesc\u00f3pios mediram a temperatura da maior parte do g\u00e1s e do plasma na atmosfera de Antares. O mais not\u00e1vel foi a temperatura na cromosfera. Esta \u00e9 a regi\u00e3o acima da superf\u00edcie da estrela que \u00e9 aquecida por campos magn\u00e9ticos e ondas de choque criadas pela vigorosa convec\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie estelar &#8211; parecida ao movimento de bolhas numa panela com \u00e1gua a ferver. N\u00e3o se sabe muito sobre cromosferas e \u00e9 a primeira vez que esta regi\u00e3o \u00e9 detetada no r\u00e1dio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as ao ALMA e ao VLA, os cientistas descobriram que a cromosfera da estrela se estende at\u00e9 2,5 vezes o raio de Antares (a cromosfera do nosso Sol tem apenas 1\/200 vezes o seu raio). Tamb\u00e9m descobriram que a temperatura da cromosfera \u00e9 mais baixa do que as observa\u00e7\u00f5es \u00f3ticas e ultravioletas anteriores sugeriram. A temperatura atinge um pico de 3500\u00ba C, ap\u00f3s o qual diminui gradualmente. Como compara\u00e7\u00e3o, a cromosfera do Sol atinge temperaturas de quase 20.000 graus Celsius.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nrao20in06_Antares_VLA_ALMAdata_052020-1400x1000.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nrao20in06_Antares_VLA_ALMAdata_052020-1400x1000.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Imagens r\u00e1dio de Antares com o ALMA e com o VLA. O ALMA observou Antares perto da sua superf\u00edcie em comprimentos de onda mais curtos, e os comprimentos de onda mais longos observados pelo VLA revelaram a atmosfera estendida da estrela. Na imagem do VLA \u00e9 vis\u00edvel \u00e0 direita um enorme vento, expelido por Antares e iluminado pela sua estrela companheira mais pequena, por\u00e9m mais quentes, Antares B.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), E. O&#8217;Gorman; NRAO\/AUI\/NSF, S. Dagnello <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que a cromosfera \u00e9 &#8216;morna&#8217; e n\u00e3o quente, em temperaturas estelares,&#8221; disse O&#8217;Gorman. &#8220;A diferen\u00e7a pode ser explicada porque as nossas medi\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio s\u00e3o um term\u00f3metro sens\u00edvel para a maior parte do g\u00e1s e do plasma na atmosfera da estrela, enquanto observa\u00e7\u00f5es \u00f3ticas e ultravioletas anteriores eram sens\u00edveis apenas a g\u00e1s e plasma muito quentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pensamos que as estrelas supergigantes vermelhas, como Antares e Betelgeuse, t\u00eam uma atmosfera n\u00e3o homog\u00e9nea,&#8221; disse Keiichi Ohnaka, da Universidade Cat\u00f3lica do Norte no Chile, que anteriormente observou a atmosfera de Antares no infravermelho. &#8220;Imagine que as suas atmosferas s\u00e3o pinturas feitas de muitos pontos de cores diferentes, representando temperaturas diferentes. A maior parte da pintura cont\u00e9m pontos de g\u00e1s morno que os radiotelesc\u00f3pios podem ver, mas tamb\u00e9m existem pontos frios que s\u00f3 os telesc\u00f3pios infravermelhos podem observar, e pontos quentes que os telesc\u00f3pios ultravioletas veem. De momento, n\u00e3o podemos observar estes pontos individualmente, mas queremos tentar fazer isso em estudos futuros.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos dados do ALMA e do VLA, os astr\u00f3nomos viram pela primeira vez uma clara distin\u00e7\u00e3o entre a cromosfera e a regi\u00e3o onde os ventos come\u00e7am a formar-se. Na imagem do VLA, \u00e9 vis\u00edvel um enorme vento, ejetado de Antares e iluminado pela sua estrela companheira mais pequena, por\u00e9m mais quente, Antares B.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando eu era estudante, sonhava em ter dados como estes,&#8221; disse o coautor Graham Harper da Universidade do Colorado, em Boulder, EUA. &#8220;Conhecer os tamanhos e as temperaturas reais das zonas atmosf\u00e9ricas d\u00e1-nos uma pista de como estes enormes ventos come\u00e7am a formar-se e quanta massa \u00e9 ejetada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A nossa compreens\u00e3o inata do c\u00e9u noturno \u00e9 que as estrelas s\u00e3o apenas pontos de luz. O facto de podermos mapear as atmosferas destas estrelas supergigantes em detalhe \u00e9 um verdadeiro testemunho dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos da interferometria. Estas potentes observa\u00e7\u00f5es aproximam-nos do Universo,&#8221; disse Chris Carilli do NRAO (National Radio Astronomy Observatory), que esteve envolvido nas primeiras observa\u00e7\u00f5es de Betelgeuse em v\u00e1rios comprimentos de onda de r\u00e1dio com o VLA em 1998.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-vimeo wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Supergiant Atmosphere of Antares Revealed by Radio Telescopes\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/428242573?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"618\" height=\"348\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/supergiant-atmosphere-of-antares-revealed-by-radio-telescopes\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/supergiant-atmosphere-of-antares-revealed-by-radio-telescopes\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.aanda.org\/10.1051\/0004-6361\/202037756\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.08023\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/supergiant-star-antares-map-atmosphere.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-06-supergiant-atmosphere-antares-revealed-radio.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Supergiant_atmosphere_of_Antares_revealed_by_radio_telescopes_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceDaily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Antares:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-basic?Ident=antares&amp;submit=SIMBAD+search\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Antares\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Betelgeuse:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Betelgeuse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supergigante vermelha:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_supergiant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista da atmosfera de Antares. 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