{"id":3148,"date":"2020-06-16T05:37:21","date_gmt":"2020-06-16T05:37:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3148"},"modified":"2020-06-16T05:37:32","modified_gmt":"2020-06-16T05:37:32","slug":"ibex-traca-11-anos-de-mudancas-nos-limites-do-sistema-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/06\/16\/ibex-traca-11-anos-de-mudancas-nos-limites-do-sistema-solar\/","title":{"rendered":"IBEX tra\u00e7a 11 anos de mudan\u00e7as nos limites do Sistema Solar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bem para l\u00e1 das \u00f3rbitas dos planetas encontram-se os contornos nublados da bolha magn\u00e9tica no espa\u00e7o que chamamos lar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta \u00e9 a heliosfera, a vasta bolha que \u00e9 gerada pelo campo magn\u00e9tico do Sol e que envolve todos os planetas. As fronteiras desta bolha c\u00f3smica n\u00e3o s\u00e3o fixas. Em resposta aos suspiros do Sol, encolhem e esticam-se ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, pela primeira vez, os cientistas usaram um ciclo solar inteiro de dados da miss\u00e3o IBEX da NASA para estudar como a heliosfera muda com o tempo. Os ciclos solares duram aproximadamente 11 anos, \u00e0 medida que o Sol oscila entre esta\u00e7\u00f5es de alta e baixa atividade, e de volta a alta novamente. Com o longo hist\u00f3rico do IBEX, os cientistas estavam ansiosos de examinar como as mudan\u00e7as de humor do Sol eram reproduzidas nos limites da heliosfera. Os resultados mostram a mudan\u00e7a da heliosfera externa em grande detalhe, esbo\u00e7am habilmente a forma da heliosfera (uma quest\u00e3o de debate nos \u00faltimos anos) e sugerem processos por tr\u00e1s de uma das suas caracter\u00edsticas mais intrigantes. Estas descobertas, juntamente com um conjunto de dados rec\u00e9m-ajustado, foram publicadas dia 10 de junho na revista The Astrophysical Journal Supplements.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">IBEX, abrevia\u00e7\u00e3o para &#8220;Interstellar Boundary Explorer&#8221;, observa o limite do espa\u00e7o interestelar h\u00e1 mais de 11 anos, mostrando-nos onde a nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica se encaixa no resto da Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/yRfG65k.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"432\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/yRfG65k.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3149\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/yRfG65k.jpg 640w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/yRfG65k-300x203.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/yRfG65k-110x75.jpg 110w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da nossa heliosfera, a bolha c\u00f3smica que rodeia o nosso Sol e Sistema Solar. \u00c0 medida que a heliosfera &#8220;varre&#8221; o espa\u00e7o interestelar, forma-se uma frente de choque, parecida \u00e0 onda na parte da frente de um barco que navega pelo mar. Os arredores c\u00f3smicos da nossa heliosfera (esquerda) s\u00e3o conhecidos como o Fluff Local, uma nuvem de gases superquentes. Onde o vento solar encontra o Fluff Local, chamamos heliopausa. Logo dentro situa-se uma regi\u00e3o turbulenta de nome heliobainha. Tamb\u00e9m presentes na ilustra\u00e7\u00e3o, as duas sondas Voyager com os seus percursos aproximados para l\u00e1 da heliosfera. A Voyager 1 foi dirigida para norte do plano das \u00f3rbitas dos planetas quando passou por Saturno em 1980. A Voyager 2 foi dirigida para baixo por Neptuno e viaja para sul do plano dos planetas.<br>Cr\u00e9dito: Walt Feimer, NASA\/Goddard<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 uma miss\u00e3o muito pequena,&#8221; disse David McComas, investigador principal da IBEX na Universidade de Princeton em Nova Jersey, EUA. A nave IBEX tem o tamanho do pneu de um autocarro. &#8220;Tem sido um enorme sucesso, durante muito mais tempo do que se esperava. Temos sorte de agora ter um ciclo solar inteiro de observa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mapeando a fronteira do Sistema Solar, uma part\u00edcula de cada vez<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A heliosfera \u00e9 preenchida pelo vento solar, o fluxo constante de part\u00edculas carregadas do Sol. O vento solar \u00e9 expelido em todas as dire\u00e7\u00f5es, a cerca de 400 km\/s, at\u00e9 atingir o meio interestelar, ventos de outras estrelas que preenchem o espa\u00e7o entre elas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que o Sol atravessa o meio interestelar, gera uma onda quente e densa, semelhante \u00e0 onda na frente de um barco que navega no mar. O nosso bairro c\u00f3smico \u00e9 chamado &#8220;Fluff Local&#8221;, a nuvem de gases superquentes que floresce em nosso redor. Onde o vento solar e o Fluff Local se encontram, forma a orla da heliosfera, chamada heliopausa. Logo dentro, existe uma regi\u00e3o turbulenta chamada heliobainha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Part\u00edculas chamadas \u00e1tomos neutros energ\u00e9ticos, ou ANEs, formadas nesta regi\u00e3o distante do espa\u00e7o, s\u00e3o o foco das pesquisas do IBEX. S\u00e3o criadas quando part\u00edculas carregadas e quentes, como as do vento solar, colidem com part\u00edculas neutras frias, como as que fluem do espa\u00e7o interestelar. As velozes part\u00edculas do vento solar podem roubar eletr\u00f5es de \u00e1tomos interestelares mais lentos, tornando-se neutras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A viagem destas part\u00edculas come\u00e7a muito antes da dete\u00e7\u00e3o pelo IBEX. Depois dos planetas, depois da cintura de asteroides e da Cintura de Kuiper, at\u00e9 chegar \u00e0 fronteira da heliosfera, uma &#8220;rajada&#8221; de vento solar demora um ano para percorrer 100 vezes a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol. Ao longo do caminho, o vento solar capta \u00e1tomos ionizados de gases interestelares que se infiltraram na heliosfera. O vento solar que alcan\u00e7a a orla n\u00e3o \u00e9 o mesmo vento que deixou o Sol um ano antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As part\u00edculas do vento solar podem passar mais seis meses percorrendo o caos da heliobainha, o golfo entre as duas fronteiras externas de heliosfera. Inevitavelmente, algumas colidem com os gases interestelares e tornam-se neutras energ\u00e9ticas. Estas part\u00edculas neutras demoram quase outro ano para a viagem de regresso, atravessando o espa\u00e7o desde a borda da heliosfera at\u00e9 alcan\u00e7ar a IBEX &#8211; caso as part\u00edculas viajem na dire\u00e7\u00e3o certa. De todas as part\u00edculas neutras formadas, somente algumas chegam \u00e0 IBEX. A viagem das part\u00edculas mais energ\u00e9ticas na faixa de observa\u00e7\u00f5es da IBEX demora dois a tr\u00eas anos, at\u00e9 mais tempo para energias mais baixas ou a partir de regi\u00f5es mais distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nave IBEX aproveita o facto de que \u00e1tomos neutros como estes n\u00e3o s\u00e3o desviados pelo campo magn\u00e9tico do Sol: as part\u00edculas neutras frescas afastam-se de colis\u00f5es quase numa linha reta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A IBEX examina os c\u00e9us em busca de part\u00edculas, observando a sua dire\u00e7\u00e3o e energia. A sonda deteta apenas uma a cada segundo. O resultado \u00e9 um mapa da fronteira interestelar, criado a partir do mesmo princ\u00edpio que um morcego usa para ecolocalizar o seu caminho durante a noite: monitoriza um sinal recebido para aprender mais sobre o seu ambiente. Estudando de onde v\u00eam as part\u00edculas neutras, e quando, a miss\u00e3o IBEX pode tra\u00e7ar os limites remotos da nossa heliosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos a sorte de observar isto de dentro da heliosfera,&#8221; disse Justyna Sokol, cientista visitante que faz parte da equipa de Princeton. &#8220;Estes s\u00e3o processos que ocorrem a dist\u00e2ncias muito pequenas. Quando observamos outras estrelas que est\u00e3o muito distantes, observamos a dist\u00e2ncias de anos-luz, de fora das suas astrosferas.&#8221; At\u00e9 a dist\u00e2ncia entre o Sol e o nariz da heliosfera \u00e9 pequena quando comparada com muitos, muitos anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando os mais de 11 anos de dados da IBEX, McComas e a sua equipa puderam estudar mudan\u00e7as que evoluem ao longo do tempo e que s\u00e3o fundamentais para entender o nosso lugar no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O vento solar \u00e9 constante, mas o vento n\u00e3o \u00e9 est\u00e1vel. Quando o vento &#8220;sopra&#8221;, a heliosfera incha como um bal\u00e3o, e surgem part\u00edculas neutras nos limites externos. Quando o vento acalma, o bal\u00e3o contrai; as part\u00edculas neutras diminuem. O balanc\u00e9 resultante de part\u00edculas neutras, relataram os cientistas, ecoou consistentemente dois a tr\u00eas anos ap\u00f3s as mudan\u00e7as no vento &#8211; refletindo a sua viagem at\u00e9 \u00e0 orla deste bal\u00e3o e para tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Demora muitos anos para estes efeitos alcan\u00e7arem os limites da heliosfera,&#8221; disse James Szalay, outro membro da equipa de Princeton. &#8220;Termos agora tantos dados da IBEX permite-nos, finalmente, fazer estas correla\u00e7\u00f5es de longo prazo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Moldando a heliosfera<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De 2009 a 2014, o vento soprou bastante baixo e constante, uma brisa suave. A heliosfera contraiu. Surgiu ent\u00e3o uma surpresa no vento solar, como se o Sol soltasse um grande suspiro. No final de 2014, a sonda da NASA em \u00f3rbita da Terra detetou o aumento de 50% da press\u00e3o do vento solar (desde ent\u00e3o permaneceu alta durante v\u00e1rios anos).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois anos depois, o forte vento solar levou a uma enxurrada de part\u00edculas neutras na heliobainha. Outros dois anos depois, preencheram a maior parte do nariz da heliosfera. Eventualmente, alcan\u00e7aram os polos norte e sul da heliosfera.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/R3usjyY.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/R3usjyY.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>\u00c0 medida que o Sol viaja pelo meio interestelar, cria uma onda densa e quente como a da parte da frente de um barco que navega pelo mar. Nesta ilustra\u00e7\u00e3o, \u00e9 a fronteira a azul escuro. A IBEX ajudou os cientistas a determinar a forma da heliosfera, que tem uma cauda parecida \u00e0 de um cometa.<br>Cr\u00e9dito: NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas mudan\u00e7as n\u00e3o foram sim\u00e9tricas. Cada &#8220;solavanco&#8221; observado tra\u00e7ou as peculiaridades da forma da heliosfera. Os cientistas ficaram surpresos ao ver claramente a onda de vento solar empurrando a heliopausa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O tempo e as part\u00edculas neutras realmente pintaram, para n\u00f3s, as dist\u00e2ncias na forma da heliosfera,&#8221; explicou McComas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A IBEX ainda n\u00e3o observou os efeitos deste soco c\u00f3smico no limite da heliosfera, a heliocauda. Isto significa que o final da cauda est\u00e1 muito mais distante do Sol do que o da frente; estas part\u00edculas est\u00e3o numa viagem muito mais longa. Talvez o vento solar ainda esteja a aproximar-se da cauda, ou talvez as part\u00edculas neutras j\u00e1 estejam no caminho de volta. Nos pr\u00f3ximos anos, a equipa do IBEX estar\u00e1 atenta a sinais do seu regresso da cauda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A natureza &#8216;montou&#8217; esta experi\u00eancia perfeita para melhor entendermos esta fronteira,&#8221; disse Szalay. &#8220;Temos que ver o que acontece quando esta grande coisa &#8211; o impulso do vento solar &#8211; muda.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No geral, isto mostra uma imagem da heliosfera parecida \u00e0 forma de um cometa. A forma da heliosfera tem sido motivo de debate nos \u00faltimos anos. Alguns argumentaram que a nossa bolha no espa\u00e7o \u00e9 esf\u00e9rica como um globo; outros sugeriram que era mais parecida com um croissant. Mas neste estudo, disse McComas, os dados do IBEX mostram claramente que a resposta da heliosfera ao impulso do vento solar foi assim\u00e9trica &#8211; portanto, a pr\u00f3pria heliosfera tamb\u00e9m deve ser assim\u00e9trica. O Sol est\u00e1 situado perto da frente e, \u00e0 medida que o Sol se move pelo espa\u00e7o, a heliocauda segue muito mais atr\u00e1s, algo como a cauda de um cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enfrentando o maior quebra-cabe\u00e7as do IBEX<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os muitos anos de dados do IBEX tamb\u00e9m aproximaram os cientistas da explica\u00e7\u00e3o de uma das caracter\u00edsticas mais intrigantes da heliosfera, conhecida como a faixa IBEX. A faixa permanece como uma das maiores descobertas do IBEX. Anunciada em 2009, refere-se a uma vasta regi\u00e3o diagonal de part\u00edculas neutras energ\u00e9ticas, pintada na frente da heliosfera. H\u00e1 muito que intriga os cientistas: por que raz\u00e3o \u00e9 que qualquer parte da fronteira deve ser t\u00e3o diferente do resto?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o tempo, a IBEX indicou que o que forma a faixa \u00e9 muito diferente do que forma o resto do c\u00e9u interestelar. \u00c9 moldada pela dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico interestelar. Mas como s\u00e3o produzidas as part\u00edculas da faixa? Agora, os cientistas relatam que \u00e9 muito prov\u00e1vel que um processo secund\u00e1rio seja o respons\u00e1vel, fazendo com que a jornada de um certo grupo de part\u00edculas neutras energ\u00e9ticas mais ou menos duplique.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/YJb2Gn4.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/YJb2Gn4.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> A faixa permanece uma das maiores descobertas da miss\u00e3o IBEX. Refere-se a uma vasta regi\u00e3o diagonal de part\u00edculas neutras energ\u00e9ticas, pintada na frente da heliosfera.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/IBEX <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de se tornarem part\u00edculas neutras energ\u00e9ticas, em vez de ricochetearem de volta para a espa\u00e7onave IBEX, este grupo de part\u00edculas corre na dire\u00e7\u00e3o oposta, atravessa a heliopausa e entra no espa\u00e7o interestelar. A\u00ed, provam o &#8220;sabor&#8221; do Fluff Local, viajando at\u00e9 que algumas colidem inevitavelmente com part\u00edculas carregadas viajantes, perdendo um eletr\u00e3o novamente e ficando amarradas ao campo magn\u00e9tico circundante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s mais ou menos dois anos, as part\u00edculas carregadas podem colidir novamente com hom\u00f3logas mais lentas, roubando eletr\u00f5es como o fizeram antes. Depois desta breve migra\u00e7\u00e3o para l\u00e1 da heliosfera, as part\u00edculas neutras &#8220;nascidas duas vezes&#8221; podem eventualmente voltar a entrar, regressando a casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados da miss\u00e3o IBEX ajudaram os cientistas a ligar a faixa ao longo percurso interestelar das part\u00edculas. As part\u00edculas que formam a faixa viajaram cerca de dois anos e meio mais do que o resto das part\u00edculas neutras observadas. No que diz respeito ao pico do vento solar, a faixa levou mais dois anos, depois do resto da heliosfera, a come\u00e7ar a responder.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Excedendo em muito a sua miss\u00e3o inicial de dois anos, a sonda IBEX receber\u00e1 em breve companhia de outra miss\u00e3o da NASA, a IMAP (Interstellar Mapping and Acceleration Probe) na qual McComas tamb\u00e9m \u00e9 investigador principal. A miss\u00e3o tem lan\u00e7amento previsto para final de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A sonda IMAP \u00e9 uma oportunidade perfeita para estudar, com grande resolu\u00e7\u00e3o e sensibilidade, o que a IBEX come\u00e7ou a mostrar-nos, para que possamos realmente obter uma compreens\u00e3o detalhada da f\u00edsica na fronteira do Sistema Solar,&#8221; concluiu McComas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"11 Years Charting Edge of Solar System\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZY8D71NW1wM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/nasa-ibex-charts-11-years-change-at-boundary-interstellar-space-heliosphere-sun\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.princeton.edu\/news\/2020\/06\/11\/nasas-ibex-charts-11-years-change-boundary-interstellar-space\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Princeton (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab8dc2\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Supplement)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-06-nasa-ibex-years-boundary-interstellar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/NASAs_IBEX_Charts_11_Years_of_Change_at_Boundary_to_Interstellar_Space_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceDaily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Heliosfera:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Heliosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Espa\u00e7o interestelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_medium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IBEX:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/ibex\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_Boundary_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IMAP (Interstellar Mapping and Acceleration Probe):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/imap.princeton.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Princeton<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_Mapping_and_Acceleration_Probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem para l\u00e1 das \u00f3rbitas dos planetas encontram-se os contornos nublados da bolha magn\u00e9tica no espa\u00e7o que chamamos lar. 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