{"id":3135,"date":"2020-06-12T05:25:09","date_gmt":"2020-06-12T05:25:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3135"},"modified":"2020-06-12T05:25:18","modified_gmt":"2020-06-12T05:25:18","slug":"imagem-revela-protobinario-no-processo-de-formacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/06\/12\/imagem-revela-protobinario-no-processo-de-formacao\/","title":{"rendered":"Imagem revela protobin\u00e1rio no processo de forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.mpe.mpg.de\/7456336\/original-1591628019.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjo3NDU2MzM2fQ==--eaa0875d39d6307b9ec1983c44a29953fb2b9baf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"767\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-1-1024x767.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3136\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-1-1024x767.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-1-768x575.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Amplia\u00e7\u00e3o da nuvem molecular de Of\u00educo, real\u00e7ando o sistema de forma\u00e7\u00e3o estelar IRAS 16293-2422 com a protoestrela B no canto superior direito e agora as claramente identificadas protoestrelas A1 e A2 em baixo e \u00e0 esquerda. O sistema bin\u00e1rio tamb\u00e9m tem a sua pr\u00f3pria amplia\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck; fundo &#8211; ESO\/DSS2; Davide De Martin<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o de um jovem sistema estelar ainda em forma\u00e7\u00e3o revelam claramente um par de protoestrelas nos seus est\u00e1gios iniciais de evolu\u00e7\u00e3o profundamente enraizados na fonte IRAS 16293-2422 na nuvem molecular de Of\u00educo. A equipa, liderada pelo Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre, usou o interfer\u00f3metro ALMA n\u00e3o apenas para determinar a configura\u00e7\u00e3o da fonte, mas tamb\u00e9m para medir a cinem\u00e1tica do g\u00e1s e das estrelas, determinando a massa do jovem bin\u00e1rio. As duas protoestrelas s\u00e3o um pouco mais massivas do que se pensava anteriormente e giram em torno uma da outra mais ou menos a cada 400 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema chamado IRAS 16293-2422 \u00e9 uma das regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar mais brilhantes da nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica. Est\u00e1 localizado na nuvem molecular de Of\u00educo, a uma dist\u00e2ncia de aproximadamente 460 anos-luz e tem sido amplamente estudada, tamb\u00e9m porque mostra uma forte emiss\u00e3o de v\u00e1rias mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas, constituindo os blocos de constru\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies pr\u00e9-bi\u00f3ticas. No entanto, at\u00e9 agora a configura\u00e7\u00e3o detalhada da regi\u00e3o n\u00e3o era bem clara, com observa\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios comprimentos de onda mostrando v\u00e1rias fontes compactas em localiza\u00e7\u00f5es ligeiramente diferentes. Esta confus\u00e3o ocorreu devido \u00e0 grande quantidade de material em frente das protoestrelas, como esperado nestes est\u00e1gios iniciais de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada pelo Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre obteve agora observa\u00e7\u00f5es r\u00e1dio de alta resolu\u00e7\u00e3o com o interfer\u00f3metro ALMA, que revelam claramente duas fontes compactas A1 e A2 al\u00e9m da conhecida protoestrela B. &#8220;As nossas observa\u00e7\u00f5es confirmam a localiza\u00e7\u00e3o das duas protoestrelas \u00edntimas e revelam que cada uma \u00e9 rodeada por um disco muito pequeno de poeira. Ambas, por sua vez, est\u00e3o embebidas numa grande quantidade de material que mostra padr\u00f5es complexos&#8221;, comenta Maria Jos\u00e9 Maureira, autora principal do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fonte A1 tem uma massa um pouco inferior a 1 massa solar e est\u00e1 embutida num pequeno disco de poeira do tamanho da cintura de asteroides; a fonte A2 tem uma massa de aproximadamente 1,4 s\u00f3is e est\u00e1 embutida num disco um pouco maior. Curiosamente, este disco em torno de A2 tamb\u00e9m aparece em \u00e2ngulo em compara\u00e7\u00e3o com a orienta\u00e7\u00e3o geral da estrutura maior da nuvem, enquanto o disco em torno da fonte B &#8211; a uma dist\u00e2ncia muito maior &#8211; \u00e9 visto de frente, indicando uma hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o bastante ca\u00f3tica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.mpe.mpg.de\/7456357\/original-1591694678.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjo3NDU2MzU3fQ==--a61fe7eacbf51d0d02b66d8f41171702f0f2cba2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.mpe.mpg.de\/7456357\/original-1591694678.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjo3NDU2MzU3fQ==--a61fe7eacbf51d0d02b66d8f41171702f0f2cba2\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Vista detalhada do sistema protoestelar bin\u00e1rio com em compara\u00e7\u00e3o com o nosso Sistema Solar. A separa\u00e7\u00e3o entre as fontes A1 e A2 \u00e9 aproximadamente equivalente ao di\u00e2metro da \u00f3rbita de Plut\u00e3o. O tamanho do disco em torno de A1 (n\u00e3o resolvido) \u00e9 aproximadamente o tamanho da cintura de asteroides. O tamanho do disco de A2 corresponde mais ou menos ao di\u00e2metro da \u00f3rbita de Saturno.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da observa\u00e7\u00e3o direta da emiss\u00e3o de poeira, a equipa tamb\u00e9m obteve informa\u00e7\u00f5es sobre o movimento do g\u00e1s em torno das estrelas por meio de observa\u00e7\u00f5es de linhas espectrais de mol\u00e9culas org\u00e2nicas, que tra\u00e7am bem a regi\u00e3o de alta densidade em torno do sistema bin\u00e1rio descoberto. Isto permitiu-lhes obter uma medi\u00e7\u00e3o de massa independente e confirmar que A1 e A2 formam um par ligado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Combinando as suas observa\u00e7\u00f5es mais recentes com dados recolhidos nos \u00faltimos 30 anos, a equipa descobriu que as duas estrelas se orbitam uma \u00e0 outra uma vez a cada 360 anos, a uma dist\u00e2ncia semelhante \u00e0 \u00f3rbita de Plut\u00e3o, onde a \u00f3rbita est\u00e1 inclinada cerca de 60\u00ba. &#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos derivar os par\u00e2metros orbitais completos de um sistema bin\u00e1rio neste est\u00e1gio t\u00e3o inicial da sua forma\u00e7\u00e3o,&#8221; real\u00e7a Jaime Peneda, tamb\u00e9m do Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre, que contribuiu para a modelagem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.mpe.mpg.de\/7456380\/original-1591628019.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjo3NDU2MzgwfQ==--2e2eae47a24f90c0c017e8b2afd4a719117f0d4c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.mpe.mpg.de\/7456380\/original-1591628019.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjo3NDU2MzgwfQ==--2e2eae47a24f90c0c017e8b2afd4a719117f0d4c\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Movimento relativo de A1 (azul) em rela\u00e7\u00e3o a A2 (vermelho) sobreposto na observa\u00e7\u00e3o do ALMA. A impress\u00e3o visual que A1 orbita em torno de A2 \u00e9 confirmada atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise detalhada do movimento das protoestrelas ao longo de quase 30 anos.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com estes resultados, finalmente somos capazes de mergulhar num dos sistemas protoestelares mais jovens e incorporados, revelando a sua estrutura din\u00e2mica e morfologia complexa, onde vemos claramente o material filamentar ligando os discos circunstelares \u00e0 regi\u00e3o circundante e, provavelmente, ao disco circumbin\u00e1rio. Os pequenos discos provavelmente ainda est\u00e3o a ser alimentados e a crescer!&#8221; enfatiza Paola Caselli, diretora do Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre e l\u00edder do Centro para Estudos Astroqu\u00edmicos. &#8220;Isto s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 grande sensibilidade do ALMA e \u00e0s observa\u00e7\u00f5es de mol\u00e9culas que tra\u00e7am essas regi\u00f5es densas. As mol\u00e9culas enviam-nos sinais em frequ\u00eancias muito espec\u00edficas e, ap\u00f3s as altera\u00e7\u00f5es dessas frequ\u00eancias por toda a regi\u00e3o (devido a movimentos internos), \u00e9 poss\u00edvel reconstruir a cinem\u00e1tica complexa do sistema. \u00c9 este o poder da astroqu\u00edmica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.mpe.mpg.de\/7456250\/news20200609\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2005.11954\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IRAS 16293-2422:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=IRAS+16293-2422\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/IRAS_16293%E2%88%922422\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nuvem Molecular Rho Ophiuchi:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rho_Ophiuchi_cloud_complex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amplia\u00e7\u00e3o da nuvem molecular de Of\u00educo, real\u00e7ando o sistema de forma\u00e7\u00e3o estelar IRAS 16293-2422 com a protoestrela B no canto superior direito e agora as claramente identificadas protoestrelas A1 e A2 em baixo e \u00e0 esquerda. 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