{"id":3129,"date":"2020-06-09T05:53:26","date_gmt":"2020-06-09T05:53:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3129"},"modified":"2020-06-09T05:53:36","modified_gmt":"2020-06-09T05:53:36","slug":"uma-terra-e-um-sol-vistos-ao-espelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/06\/09\/uma-terra-e-um-sol-vistos-ao-espelho\/","title":{"rendered":"Uma &#8220;Terra&#8221; e um &#8220;Sol&#8221; vistos ao espelho"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os mais de 4000 exoplanetas conhecidos, KOI-456.04 \u00e9 um tanto ou quanto especial: com pouco menos do dobro do tamanho da Terra, orbita uma estrela parecida com o Sol. E f\u00e1-lo a uma dist\u00e2ncia que pode permitir temperaturas planet\u00e1rias \u00e0 superf\u00edcie favor\u00e1veis \u00e0 vida. O objeto foi descoberto por uma equipa liderada pelo Instituto Max Planck para Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar em Gotinga, Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Telesc\u00f3pios espaciais como CoRoT, Kepler e TESS permitiram aos cientistas a descoberta de cerca de 4000 exoplanetas (planetas em torno de estrelas distantes) nos \u00faltimos 14 anos. A maioria destes planetas \u00e9 do tamanho do gigante gasoso Neptuno, com aproximadamente quatro vezes o tamanho da Terra, e em \u00f3rbitas relativamente pr\u00f3ximas das suas estrelas hospedeiras. Mas os cientistas tamb\u00e9m descobriram alguns exoplanetas t\u00e3o pequenos quanto a Terra que podem, potencialmente, ser rochosos. E um punhado desses pequenos planetas tamb\u00e9m est\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia certa da estrela-m\u00e3e para potencialmente terem temperaturas superficiais moderadas para a presen\u00e7a de \u00e1gua l\u00edquida &#8211; o ingrediente essencial para a vida na Terra. &#8220;A imagem completa da habitabilidade, no entanto, envolve tamb\u00e9m uma an\u00e1lise das qualidades da estrela&#8221;, explica o Dr. Ren\u00e9 Heller, cientista do Instituto Max Planck e autor principal do novo estudo. At\u00e9 agora, quase todos os exoplanetas com menos do dobro do tamanho da Terra e com potencial para temperaturas superficiais moderadas est\u00e3o em \u00f3rbita de an\u00e3s vermelhas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/14896685\/original-1591254861.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjoxNDg5NjY4NX0=--367d59a726d4e54770cc378ff985a989cc930342\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"481\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-481x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3130\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-481x1024.jpg 481w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-141x300.jpg 141w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original-768x1634.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/original.jpg 799w\" sizes=\"auto, (max-width: 481px) 100vw, 481px\" \/><\/a><figcaption>Mundos distantes: os t\u00edpicos exoplanetas que orbitam estrelas parecidas com o Sol t\u00eam o tamanho de Neptuno e encontram-se na zona habit\u00e1vel (terceira imagem). Quase todos os exoplanetas do tamanho da Terra, que se sabe terem superf\u00edcies potencialmente tipo-Terra, est\u00e3o em \u00f3rbita de an\u00e3s vermelhas (quarta imagem). A Terra est\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia ideal do Sol para as suas temperaturas permitirem \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 superf\u00edcie. O rec\u00e9m-descoberto candidato a planeta, KOI-456.04, e a sua estrela Kepler-160 (segunda imagem), t\u00eam caracter\u00edsticas muito parecidas com a Terra e com o Sol.<br>Cr\u00e9dito: MPS\/Ren\u00e9 Heller<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas an\u00e3s vermelhas s\u00e3o conhecidas por terem vidas extremamente longas. A vida num exoplaneta em \u00f3rbita de uma estrela an\u00e3 vermelha velha pode ter tido o dobro do tempo que a vida na Terra para se formar e evoluir. Mas a radia\u00e7\u00e3o de uma an\u00e3 vermelha \u00e9 principalmente infravermelha, em de luz vis\u00edvel. Muitas an\u00e3s vermelhas s\u00e3o tamb\u00e9m not\u00f3rias por emitir explos\u00f5es altamente energ\u00e9ticas e por &#8220;fritar&#8221; os seus planetas, que mais tarde se tornariam habit\u00e1veis. Al\u00e9m disso, o seu brilho mais fraco requer que um planeta habit\u00e1vel esteja t\u00e3o perto da estrela que a gravidade estelar come\u00e7a a deformar substancialmente o planeta. O aquecimento de mar\u00e9s resultante pode provocar um vulcanismo global fatal. Tudo combinado, a habitabilidade dos planetas em torno de an\u00e3s vermelhas \u00e9 muito debatida na comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No seu novo artigo cient\u00edfico, a equipa de cientistas do Instituto Max Planck, do Observat\u00f3rio Sonneberg, da Universidade de Gotinga, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz e da NASA relata agora a descoberta um candidato a planeta com menos do dobro do tamanho da Terra e com uma ilumina\u00e7\u00e3o moderada de uma estrela parecida com o Sol. A uma dist\u00e2ncia de pouco mais de 3000 anos-luz do Sistema Solar, a estrela Kepler-160 estava localizada no campo de vis\u00e3o da miss\u00e3o principal do Kepler e foi observada continuamente de 2009 a 2013. Com 1,1 raios solares, a sua temperatura superficial de 5200\u00ba (menos 300\u00ba que o Sol), e a sua luminosidade estelar muito parecida com a do Sol fazem dela um retrato astrof\u00edsico da nossa pr\u00f3pria estrela-m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabemos que Kepler-160 alberga planetas h\u00e1 cerca de seis anos, Kepler-160 b e Kepler-160 c. Ambos os planetas s\u00e3o substancialmente maiores que a Terra e em \u00f3rbitas relativamente pr\u00f3ximas da sua estrela. As suas temperaturas superficiais certamente os tornariam mais quentes que um forno e tudo menos hospitaleiros para a vida como a conhecemos. Mas pequenas varia\u00e7\u00f5es no per\u00edodo orbital do planeta Kepler-160c deram aos cientistas a assinatura de um terceiro planeta que ainda n\u00e3o havia sido confirmado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de cientistas alem\u00e3es e norte-americanos regressou agora aos dados de arquivo de Kepler-160 recolhidos pelo telesc\u00f3pio Kepler para procurar planetas adicionais em redor daquela estrela e verificar a origem planet\u00e1ria do objeto que perturbava a \u00f3rbita de Kepler-160 c. Heller e colegas haviam conseguido encontrar um total de 18 exoplanetas em dados antigos do Kepler.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ca\u00e7a exoplanet\u00e1ria, os cientistas geralmente procuram varia\u00e7\u00f5es repetidas no brilho estelar. Estas diminui\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias, geralmente apenas 1% ou menos em rela\u00e7\u00e3o ao brilho estelar aparente, podem ser provocadas por planetas que, da perspetiva da Terra, transitam os discos das suas estrelas hospedeiras. A ideia principal de Michael Hippke, coautor do novo trabalho, e de Heller, era usar um modelo f\u00edsico detalhado da varia\u00e7\u00e3o do brilho estelar em vez de procurar uma queda de brilho e posterior aumento de volta ao normal em curvas de luz estelares. Esta aproxima\u00e7\u00e3o foi a t\u00e9cnica de pesquisa padr\u00e3o durante quase duas d\u00e9cadas. &#8220;A nossa melhoria \u00e9 particularmente importante na procura de pequenos planetas do tamanho da Terra,&#8221; explica Heller. &#8220;O sinal planet\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o fraco que est\u00e1 quase totalmente oculto no ru\u00eddo dos dados. A nossa nova m\u00e1scara de investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco melhor a separar um verdadeiro sinal exoplanet\u00e1rio do ru\u00eddo nos casos mais cr\u00edticos,&#8221; acrescenta Heller.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O seu novo algoritmo de busca foi crucial para a descoberta do novo candidato a planeta em tr\u00e2nsito, KOI-456.04. &#8220;A nossa an\u00e1lise sugere que Kepler-160 \u00e9 orbitado n\u00e3o por dois, mas por um total de quatro planetas,&#8221; resume Heller no seu novo estudo. Um dos dois planetas que Heller e colegas encontraram \u00e9 Kepler-160 d, o planeta anteriormente suspeito, respons\u00e1vel pela \u00f3rbita distorcida de Kepler-160c. Kepler-160d n\u00e3o mostra nenhum tr\u00e2nsito na cuva de luz da estrela e, portanto, foi confirmado indiretamente. O outro planeta, formalmente um candidato a planeta, \u00e9 KOI-456.04, provavelmente um planeta em tr\u00e2nsito com 1,9 vezes o raio da Terra e um per\u00edodo orbital de 378 dias. Dada a sua estrela-m\u00e3e parecida com o Sol, o per\u00edodo orbital muito parecido ao da Terra resulta numa insola\u00e7\u00e3o muito parecida \u00e0 da Terra &#8211; tanto em termos da quantidade de luz recebida quanto da cor da luz. Assim sendo, KOI-456.04 est\u00e1 situado na zona habit\u00e1vel da estrela &#8211; a gama de dist\u00e2ncias em torno de uma estrela que permite \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 superf\u00edcie de um planeta parecido com a Terra &#8211; que \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 posi\u00e7\u00e3o da Terra em redor do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;KOI-456.04 \u00e9 relativamente grande quando comparado com muitos outros planetas considerados potencialmente habit\u00e1veis. Mas \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o deste tamanho inferior ao dobro do planeta Terra e a sua estrela hospedeira do tipo solar que o torna t\u00e3o especial e familiar,&#8221; clarifica Heller. Como consequ\u00eancia, as condi\u00e7\u00f5es \u00e0 superf\u00edcie de KOI-456.04 podem ser semelhantes \u00e0s conhecidas na Terra, desde que a sua atmosfera n\u00e3o seja muito espessa e n\u00e3o muito diferente da da Terra. Se KOI-456.04 tiver uma atmosfera quase inerte com um efeito de estufa semelhante ao da Terra, ent\u00e3o a sua temperatura superficial ser\u00e1 em m\u00e9dia de 5\u00ba C, cerca de dez graus abaixo da temperatura global m\u00e9dia da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, n\u00e3o se pode descartar completamente que KOI-456.04 \u00e9 um acaso estat\u00edstico ou um erro sistem\u00e1tico de medi\u00e7\u00e3o, em vez de um planeta genu\u00edno. A equipa estima que as chances de natureza planet\u00e1ria de KOI-456.04 rondem os 85% pr\u00f3-planeta. A classifica\u00e7\u00e3o definitiva como planeta requer 99%. Embora alguns dos telesc\u00f3pios terrestres mais poderosos da Terra possam validar este candidato com observa\u00e7\u00f5es de um dos seus pr\u00f3ximos tr\u00e2nsitos, tamb\u00e9m tem boas hip\u00f3teses que a miss\u00e3o espacial PLATO da ESA seja capaz de uma confirma\u00e7\u00e3o. O lan\u00e7amento do PLATO est\u00e1 previsto para 2026 e um dos seus objetivos cient\u00edficos principais \u00e9 a descoberta de planetas do tamanho da Terra em torno de estrelas semelhantes ao Sol. Se o PLATO estiver orientado de forma a observar novamente o campo de vis\u00e3o da miss\u00e3o principal do Kepler, KOI-456.04 poder\u00e1 ser confirmado e estudado com ainda mais detalhe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/14901977\/exoplanet-sunlike-host-star\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2020\/06\/aa36929-19\/aa36929-19.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.02123\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.technologyreview.com\/2020\/06\/05\/1002831\/kepler-160-koi-456-04-earth-sun-exoplanet-habitable\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIT Technology Review<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-06-mirror-image-earth-sun.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/astronomers-may-have-found-a-twin-solar-system-thousands-of-light-years-away\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/earth-like-planet-found-orbiting-sun-like-star-125529058.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Engadget<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/astronomers-discover-mirror-image-solar-system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2020\/06\/04\/scientists-have-found-a-possible-mirror-image-of-our-planet-and-the-sun\/#405a084f7666\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/06\/05\/world\/exoplanet-sun-earth-solar-system-kepler160-scn-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kepler-160:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler-160\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/1756\/kepler-160-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-160 b (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/kepler-160_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-160 b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/5954\/kepler-160-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-160 c (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/kepler-160_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-160 c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/kepler.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA (p\u00e1gina oficial)<\/a><br><a href=\"http:\/\/keplerscience.arc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">K2 (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/kepler\/\">Arquivo de dados do Kepler<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/k2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados da miss\u00e3o K2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PLATO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/plato\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PLATO_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os mais de 4000 exoplanetas conhecidos, KOI-456.04 \u00e9 um tanto ou quanto especial: com pouco menos do dobro do tamanho da Terra, orbita uma estrela parecida com o Sol. 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