{"id":3117,"date":"2020-06-05T05:43:13","date_gmt":"2020-06-05T05:43:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3117"},"modified":"2020-06-05T05:43:26","modified_gmt":"2020-06-05T05:43:26","slug":"flash-intenso-do-buraco-negro-da-via-lactea-iluminou-gas-bem-para-la-da-nossa-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/06\/05\/flash-intenso-do-buraco-negro-da-via-lactea-iluminou-gas-bem-para-la-da-nossa-galaxia\/","title":{"rendered":"Flash intenso do buraco negro da Via L\u00e1ctea iluminou g\u00e1s bem para l\u00e1 da nossa Gal\u00e1xia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 cerca de 3,5 milh\u00f5es de anos, o buraco negro supermassivo no centro da nossa Via L\u00e1ctea libertou uma enorme explos\u00e3o de energia. Os nossos antepassados primitivos, que j\u00e1 percorriam as plan\u00edcies africanas, provavelmente teriam testemunhado este surto como um brilho fantasmag\u00f3rico bem alto na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Sagit\u00e1rio. Pode ter persistido durante um milh\u00e3o de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, eras depois, os astr\u00f3nomos est\u00e3o a usar as capacidades \u00fanicas do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA para descobrir ainda mais pistas sobre esta explos\u00e3o catacl\u00edsmica. Olhando para os arredores da nossa Gal\u00e1xia, descobriram que o &#8220;holofote&#8221; do buraco negro chegou t\u00e3o longe no espa\u00e7o que iluminou um vasto comboio de g\u00e1s que segue as duas proeminentes gal\u00e1xias sat\u00e9lites da Via L\u00e1ctea: a Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (GNM) e a sua companheira, a Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (PNM).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O surto do buraco negro foi provavelmente provocado por uma grande nuvem de hidrog\u00e9nio com at\u00e9 100.000 vezes a massa do Sol caindo sobre o disco de material que rodopia perto do buraco negro central. A explos\u00e3o resultante enviou cones de intensa radia\u00e7\u00e3o ultravioleta acima e abaixo do plano da Gal\u00e1xia e para as profundezas do espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-h-p2033a-f-3840x2160.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ypYqb9a.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3118\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ypYqb9a.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ypYqb9a-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ypYqb9a-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o de um enorme surto da vizinhan\u00e7a do buraco negro central da Via L\u00e1ctea que enviou cones de intensa radia\u00e7\u00e3o ultravioleta acima e abaixo do plano da Gal\u00e1xia e para o espa\u00e7o. O cone de radia\u00e7\u00e3o expelido do polo sul da Via L\u00e1ctea iluminou uma estrutura massiva de g\u00e1s em forma de fita chamada Corrente de Magalh\u00e3es. Este vasto comboio de g\u00e1s acompanha as duas mais famosas gal\u00e1xias sat\u00e9lites da Via L\u00e1ctea: a Grande Nuvem de Magalh\u00e3es e a sua companheira, a Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es. Os astr\u00f3nomos estudaram linhas de vis\u00e3o a quasares bem para l\u00e1 da Corrente de Magalh\u00e3es e por tr\u00e1s de outra caracter\u00edstica conhecida como Bra\u00e7o Principal, um &#8220;bra\u00e7o&#8221; gasoso e esfarrapado que precede a GNM e a PNM na sua \u00f3rbita em torno da Via L\u00e1ctea. Ao contr\u00e1rio da Corrente de Magalh\u00e3es, o Bra\u00e7o Principal n\u00e3o mostrou evid\u00eancias de ter sido iluminado pelo surto. O mesmo evento que provocou o surto de radia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m &#8220;arrotou&#8221; o plasma quente que agora est\u00e1 a elevar-se a cerca de 30.000 anos-luz acima e abaixo do plano da nossa Gal\u00e1xia. Estas bolhas, vis\u00edveis apenas em raios-gama e com uma massa equivalente a milh\u00f5es de s\u00f3is, s\u00e3o chamadas Bolhas de Fermi. Pensava-se que as Bolhas de Fermi e a Corrente de Magalh\u00e3es eram separadas e que n\u00e3o tinham rela\u00e7\u00e3o uma com a outra, mas agora parece que o mesmo flash poderoso do buraco negro central da nossa Gal\u00e1xia desempenhou um papel em ambas.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e L. Hustak (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cone de radia\u00e7\u00e3o que explodiu do polo sul da Via L\u00e1ctea iluminou uma enorme estrutura gasosa em forma de fita chamada Corrente de Magalh\u00e3es. O flash iluminou uma parte do fluxo, ionizando o seu hidrog\u00e9nio (o suficiente para produzir 100 milh\u00f5es de s\u00f3is) ao remover os \u00e1tomos dos seus eletr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O flash foi t\u00e3o poderoso que iluminou o fluxo como uma \u00e1rvore de Natal &#8211; foi um evento catacl\u00edsmico!&#8221; disse o investigador principal Andrew Fox do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore. &#8220;Isto mostra-nos que diferentes regi\u00f5es da Gal\u00e1xia est\u00e3o ligadas &#8211; o que acontece no Centro Gal\u00e1ctico faz diferen\u00e7a no que acontece na Corrente de Magalh\u00e3es. Estamos a aprender mais sobre como o buraco negro afeta a Gal\u00e1xia e o seu ambiente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Fox usou as capacidades ultravioletas do Hubble para examinar o fluxo usando quasares de fundo &#8211; os n\u00facleos brilhantes de gal\u00e1xias ativas e distantes &#8211; como fontes de luz. O instrumento COS (Cosmic Origins Spectrograph) do Hubble pode ver as impress\u00f5es digitais dos \u00e1tomos ionizados na luz ultravioleta dos quasares. Os astr\u00f3nomos estudaram as linhas de vis\u00e3o de 21 quasares bem para l\u00e1 da Corrente de Magalh\u00e3es e 10 por tr\u00e1s de outro elemento chamado Bra\u00e7o Principal, um &#8220;bra\u00e7o&#8221; gasoso e esfarrapado que precede a GNM e a PNM na sua \u00f3rbita em torno da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando a luz do quasar passa pelo g\u00e1s em que estamos interessados, parte da luz em comprimentos de onda espec\u00edficos \u00e9 absorvida pelos \u00e1tomos na nuvem,&#8221; disse Elain Frazer, do STScI, que analisou as linhas de vis\u00e3o e descobriu novas tend\u00eancias nos dados. &#8220;Quando observamos o espectro de luz quasar em comprimentos de onda espec\u00edficos, vemos evid\u00eancias de absor\u00e7\u00e3o de luz que n\u00e3o ver\u00edamos se a luz n\u00e3o tivesse passado pela nuvem. A partir disto, podemos tirar conclus\u00f5es sobre o pr\u00f3prio g\u00e1s.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa encontrou evid\u00eancias de que os i\u00f5es haviam sido criados na Corrente de Magalh\u00e3es por um flash energ\u00e9tico. A explos\u00e3o foi t\u00e3o poderosa que iluminou a corrente, embora esta estrutura esteja a cerca de 200.000 anos-luz do Centro Gal\u00e1ctico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/p1Rqj38.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/p1Rqj38.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> H\u00e1 3,5 milh\u00f5es de anos &#8211; um mero piscar de olhos em termos de tempo c\u00f3smico &#8211; uma tremenda explos\u00e3o abalou o centro da nossa Gal\u00e1xia. Os nossos antepassados distantes, que j\u00e1 percorriam as plan\u00edcies africanas, provavelmente teriam visto o surto resultante como um brilho fantasmag\u00f3rico bem alto no c\u00e9u noturno. Agora, os astr\u00f3nomos usaram as capacidades \u00fanicas do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA para descobrir ainda mais pistas desta explos\u00e3o catacl\u00edsmica.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, G. Cecil (UNC, Chapel Hill) e J. DePasquale (STScI) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio da Corrente de Magalh\u00e3es, o Bra\u00e7o Principal n\u00e3o mostrou evid\u00eancias de ter sido iluminado pelo surto. Isto faz sentido, porque o Bra\u00e7o Principal n\u00e3o est\u00e1 situado logo abaixo do polo gal\u00e1ctico sul, de modo que n\u00e3o foi banhado pela radia\u00e7\u00e3o da explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo evento que provocou o surto de radia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m &#8220;arrotou&#8221; o plasma quente que agora est\u00e1 a elevar-se a cerca de 30.000 anos-luz acima e abaixo do plano da nossa Gal\u00e1xia. Estas bolhas invis\u00edveis, com uma massa equivalente a milh\u00f5es de s\u00f3is, s\u00e3o chamadas Bolhas de Fermi. O seu brilho energ\u00e9tico de raios-gama foi descoberto em 2010 pelo Telesc\u00f3pio de Raios-gama Fermi da NASA. Em 2015, Fox usou a espectroscopia ultravioleta do Hubble para medir a velocidade de expans\u00e3o e a composi\u00e7\u00e3o dos l\u00f3bulos em crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, a sua equipa conseguiu estender o alcance do Hubble para l\u00e1 das bolhas. &#8220;Sempre pens\u00e1mos que as Bolhas de Fermi e a Corrente de Magalh\u00e3es eram separadas, que n\u00e3o tinham rela\u00e7\u00e3o e que faziam as suas pr\u00f3prias coisas em diferentes partes do halo da Gal\u00e1xia&#8221; disse Fox. &#8220;Vemos agora que o mesmo flash poderoso do buraco negro central da nossa Gal\u00e1xia desempenhou um papel importante em ambas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta investiga\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi poss\u00edvel devido \u00e0 capacidade ultravioleta \u00fanica do Hubble. Devido aos efeitos de filtragem da atmosfera da Terra, a luz ultravioleta n\u00e3o pode ser estudada a partir do solo. &#8220;\u00c9 uma regi\u00e3o muito rica do espectro eletromagn\u00e9tico &#8211; existem muitas caracter\u00edsticas que podem ser medidas no ultravioleta,&#8221; explicou Fox. &#8220;Se trabalhamos com o vis\u00edvel e com o infravermelho, n\u00e3o as podemos ver. \u00c9 por isso que precisamos de ir para o espa\u00e7o para o fazer. Para este tipo de trabalho, o Hubble \u00e9 \u00fanico.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os achados, que ser\u00e3o publicados na revista The Astrophysical Journal, foram apresentados durante uma confer\u00eancia de imprensa dia 2 de junho na 236.\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana, que este ano se realizou online.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/intense-flash-from-milky-ways-black-hole-illuminated-gas-far-outside-of-our-galaxy\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2020\/news-2020-33\" target=\"_blank\">\/\/ HubbleSite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2005.05720\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/ancient-milky-way-explosion-magellanic-stream.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/146343\/about-3-5-million-years-ago-a-stream-of-gas-outside-the-milky-way-would-have-lit-up-the-night-sky\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/fermi-bubbles-black-hole-shock-wave.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/intense-flash-from-milky-ways-black-hole-illuminated-gas-far-outside-of-our-galaxy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-06-intense-milky-black-hole-illuminated.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Corrente de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magellanic_Stream\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nuvens de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Small_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bolhas de Fermi:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/fermi.gsfc.nasa.gov\/science\/constellations\/pages\/bubbles.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fermi_Gamma-ray_Space_Telescope#Milky_Way_Gamma-_and_X-ray_emitting_Fermi_bubbles\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de 3,5 milh\u00f5es de anos, o buraco negro supermassivo no centro da nossa Via L\u00e1ctea libertou uma enorme explos\u00e3o de energia. 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