{"id":3103,"date":"2020-06-02T05:34:32","date_gmt":"2020-06-02T05:34:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3103"},"modified":"2020-06-02T05:34:44","modified_gmt":"2020-06-02T05:34:44","slug":"solar-orbiter-atravessa-as-caudas-do-cometa-atlas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/06\/02\/solar-orbiter-atravessa-as-caudas-do-cometa-atlas\/","title":{"rendered":"Solar Orbiter atravessa as caudas do cometa ATLAS"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/05\/hubble_observation_of_comet_atlas_on_23_april_2020\/22044421-1-eng-GB\/Hubble_observation_of_Comet_ATLAS_on_23_April_2020.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/05\/hubble_observation_of_comet_atlas_on_23_april_2020\/22044421-1-eng-GB\/Hubble_observation_of_Comet_ATLAS_on_23_April_2020_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem do Cometa C\/2019 Y4 (ATLAS), obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA no dia 23 de abril de 2020. O Hubble conseguiu resolver aproximadamente 25 fragmentos do cometa nesta imagem.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, D. Jewitt (UCLA), Q. Ye (Universidade de Maryland) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Solar Orbiter da ESA ir\u00e1 atravessar as caudas do Cometa ATLAS durante os pr\u00f3ximos dias. Embora a rec\u00e9m-lan\u00e7ada aeronave n\u00e3o estivesse, neste momento, programada para receber dados cient\u00edficos, especialistas da miss\u00e3o trabalharam para garantir que os quatro instrumentos mais relevantes fossem ligados durante o singular encontro.<\/p>\n\n\n\n<p>A Solar Orbiter foi lan\u00e7ada no dia 10 de fevereiro de 2020. Desde ent\u00e3o, e com exce\u00e7\u00e3o de uma breve desativa\u00e7\u00e3o devida \u00e0 pandemia de coronav\u00edrus, cientistas e engenheiros t\u00eam vindo a realizar uma s\u00e9rie de testes e rotinas de configura\u00e7\u00e3o conhecidas como comissionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A data de conclus\u00e3o desta fase foi fixada a 15 de junho, para que a sonda pudesse estar totalmente funcional para a sua primeira passagem pr\u00f3xima ao Sol, ou peri\u00e9lio, em meados de junho. No entanto, a descoberta do encontro casual com o cometa tornou as coisas mais urgentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/10\/solar_orbiter\/20813939-1-eng-GB\/Solar_Orbiter.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/10\/solar_orbiter\/20813939-1-eng-GB\/Solar_Orbiter_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A miss\u00e3o Solar Orbiter da ESA vai enfrentar o Sol a partir do interior da \u00f3rbita de Merc\u00fario na sua maior aproxima\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/ATG medialab <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O voo fortuito pela cauda de um cometa \u00e9 um evento raro para uma miss\u00e3o espacial, algo que os cientistas sabem que aconteceu anteriormente apenas seis vezes em miss\u00f5es que n\u00e3o estavam especificamente em persegui\u00e7\u00e3o a cometas. Todos esses encontros foram descobertos nos dados da aeronave ap\u00f3s o evento. A pr\u00f3xima travessia da Solar Orbiter \u00e9 a primeira prevista com anteced\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi observado por Geraint Jones, do UCL Mullard Space Science Laboratory, Reino Unido, que tem 20 anos de hist\u00f3ria a investigar estes encontros. Descobriu a primeira travessia acidental da cauda em 2000, enquanto investigava uma estranha perturba\u00e7\u00e3o nos dados registados pela sonda solar Ulysses da ESA\/NASA, em 1996. Este estudo revelou que a sonda havia passado pela cauda do Cometa Hyakutake, tamb\u00e9m conhecido como &#8220;O Grande Cometa de 1996&#8221;. Logo ap\u00f3s o an\u00fancio, Ulysses cruzou a cauda de outro cometa e depois um terceiro em 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, ao perceber que a Solar Orbiter estaria a 44 milh\u00f5es de quil\u00f3metros a jusante do cometa C\/2019 Y4 (ATLAS) dentro de algumas semanas, Geraint alertou imediatamente a equipa da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00eancia extra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/01\/solar_orbiter_instruments\/21808954-1-eng-GB\/Solar_Orbiter_Instruments.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/01\/solar_orbiter_instruments\/21808954-1-eng-GB\/Solar_Orbiter_Instruments_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O conjunto de dez instrumentos da Solar Orbiter que v\u00e3o estudar o Sol. Existem dois tipos:&nbsp;<em>in situ<\/em>&nbsp;e sensoriamento remoto. Os instrumentos<em>&nbsp;in situ<\/em>&nbsp;v\u00e3o medir as condi\u00e7\u00f5es em torno da pr\u00f3pria sonda. Os instrumentos de sensoriamento remoto medem o que est\u00e1 a acontecer a grandes dist\u00e2ncias. Juntos, ambos os conjuntos de dados podem ser usados para criar uma imagem mais completa do que est\u00e1 a acontecer na coroa do Sol e do vento solar.<br>Cr\u00e9dito: ESA-S. Poletti <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Solar Orbiter est\u00e1 equipada com um conjunto de 10 instrumentos de sensoriamento remoto e in situ para investigar o Sol e o fluxo de part\u00edculas carregadas que este liberta para o espa\u00e7o &#8211; o vento solar. Felizmente, os quatro instrumentos in situ tamb\u00e9m s\u00e3o perfeitos para detetar as caudas do cometa, porque medem as condi\u00e7\u00f5es ao redor da aeronave e, assim, podem enviar dados sobre os gr\u00e3os de poeira e as part\u00edculas eletricamente emitidas pelo cometa. Estas emiss\u00f5es criam as duas caudas do cometa: a cauda de poeira, que \u00e9 deixada para tr\u00e1s na \u00f3rbita do cometa, e a cauda de i\u00f5es que aponta diretamente para o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>A Solar Orbiter cruzou a cauda de i\u00f5es do cometa ATLAS entre 31 de maio e 1 de junho e vai cruzar a cauda de poeira a 6 de junho. Se a cauda de i\u00f5es for densa o suficiente, o magnet\u00f3metro da Solar Orbiter (MAG) poder\u00e1 detetar a varia\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico interplanet\u00e1rio devido \u00e0 sua intera\u00e7\u00e3o com i\u00f5es na cauda do cometa, enquanto o instrumento SWA (Solar Wind Analyser) poder\u00e1 capturar diretamente algumas part\u00edculas da cauda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/05\/anatomy_of_a_comet_-_infographic\/22010753-1-eng-GB\/Anatomy_of_a_comet_-_Infographic.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/05\/anatomy_of_a_comet_-_infographic\/22010753-1-eng-GB\/Anatomy_of_a_comet_-_Infographic_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Os componentes principais de um cometa &#8211; n\u00facleo, cabeleira, inv\u00f3lucro de hidrog\u00e9nio, poeira e caudas de plasma &#8211; indicando a sua composi\u00e7\u00e3o, tamanhos relativos e localiza\u00e7\u00e3o.<br>Uma&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2014\/08\/anatomy_of_a_comet_-_infographic\/14705229-1-eng-GB\/Anatomy_of_a_comet_-_Infographic.jpg\" target=\"_blank\">vers\u00e3o mais longa deste infogr\u00e1fico<\/a>, incluindo uma ilustra\u00e7\u00e3o do principal reservat\u00f3rio de cometas do Sistema Solar, foi publicada em 2014.<br>O diagrama \u00e9 representativo e n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 escala.<br>Cr\u00e9dito: ESA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando a Solar Orbiter cruzar a cauda de poeira, dependendo da sua densidade &#8211; o que \u00e9 extremamente dif\u00edcil de prever &#8211; \u00e9 poss\u00edvel que um ou mais gr\u00e3os min\u00fasculos de poeira atinjam a aeronave a velocidades de dezenas de quil\u00f3metros por segundo. Embora n\u00e3o haja risco significativo para a aeronave, os gr\u00e3os de poeira ser\u00e3o vaporizados no impacto, formando pequenas nuvens de g\u00e1s ou plasma eletricamente carregado, os quais podem ser detetados pelo instrumento RPW (Radio and Plasma Waves).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Um encontro inesperado como este oferece uma miss\u00e3o com oportunidades e desafios \u00fanicos, mas isso \u00e9 bom! Oportunidades como esta fazem parte da aventura da ci\u00eancia,&#8221; diz G\u00fcnther Hasinger, Diretor de Ci\u00eancias da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>Um desses desafios era que parecia improv\u00e1vel que todos os instrumentos estivessem prontos a tempo devido ao comissionamento. Agora, gra\u00e7as a um esfor\u00e7o especial das equipas de instrumentos e da equipa de opera\u00e7\u00f5es de miss\u00e3o da ESA, todos os quatro instrumentos no local estar\u00e3o ligados e a recolher dados, mesmo que em determinados momentos os instrumentos precisem voltar ao modo de comissionamento, de modo a garantir que o prazo de 15 de junho \u00e9 cumprido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com estas advert\u00eancias, estamos prontos para o que o Cometa ATLAS tem para nos dizer,&#8221; diz Daniel M\u00fcller, Cientista do Projeto Solar Orbiter da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esperar o inesperado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/04\/hubble_captures_breakup_of_comet_atlas\/21985767-1-eng-GB\/Hubble_captures_breakup_of_comet_ATLAS.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/04\/hubble_captures_breakup_of_comet_atlas\/21985767-1-eng-GB\/Hubble_captures_breakup_of_comet_ATLAS_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA forneceu aos astr\u00f3nomos a melhor imagem at\u00e9 agora da fragmenta\u00e7\u00e3o do Cometa C\/2019 Y4 (ATLAS). O telesc\u00f3pio resolveu aproximadamente 30 fragmentos do cometa no dia 20 de abril e 25 no dia 23 de abril.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, D. Jewitt (UCLA), Q. Ye (Universidade de Maryland) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outro desafio envolve o comportamento do cometa. O Cometa ATLAS foi descoberto no dia 28 de dezembro de 2019. Durante os meses seguintes, ficou t\u00e3o brilhante que os astr\u00f3nomos se questionaram se seria vis\u00edvel a olho nu em maio.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, no in\u00edcio de abril o cometa fragmentou-se. Como resultado, o seu brilho tamb\u00e9m caiu significativamente, roubando as vistas aos observadores do c\u00e9u. Uma fragmenta\u00e7\u00e3o adicional, em meados de maio, diminuiu ainda mais o cometa, tornando-o menos prov\u00e1vel de ser detetado pela Solar Orbiter.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as probabilidades de dete\u00e7\u00e3o tenham diminu\u00eddo, ainda vale a pena fazer o esfor\u00e7o, de acordo com Geraint.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A cada encontro com um cometa, aprendemos mais sobre estes intrigantes objetos. Se a Solar Orbiter detetar a presen\u00e7a do Cometa ATLAS, aprenderemos mais sobre como os cometas interagem com o vento solar e podemos verificar, por exemplo, se as nossas expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento da cauda de poeira est\u00e3o de acordo com os nossos modelos,&#8221; explica. &#8220;Todas as miss\u00f5es que encontram cometas fornecem pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7as.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Geraint \u00e9 o principal investigador da futura miss\u00e3o Comet Interceptor da ESA, que consiste em tr\u00eas naves espaciais e est\u00e1 programada para ser lan\u00e7ada em 2028. A miss\u00e3o far\u00e1 um sobrevoo muito mais pr\u00f3ximo de um cometa ainda desconhecido que ser\u00e1 selecionado entre os cometas rec\u00e9m-descobertos mais perto do tempo do lan\u00e7amento (ou mesmo depois disso).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tocar ao de leve o Sol<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/01\/solar_orbiter_journey_around_the_sun\/21809036-4-eng-GB\/Solar_Orbiter_journey_around_the_Sun.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/01\/solar_orbiter_journey_around_the_sun\/21809036-4-eng-GB\/Solar_Orbiter_journey_around_the_Sun_pillars.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A viagem da Solar Orbiter em torno do Sol.<br>Cr\u00e9dito: ESA-S. Poletti<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualmente, a Solar Orbiter est\u00e1 a circular a nossa estrela-m\u00e3e entre as \u00f3rbitas de V\u00e9nus e Merc\u00fario, com o seu primeiro peri\u00e9lio a ocorrer a 15 de junho, a cerca de 77 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol. Nos pr\u00f3ximos anos, ficar\u00e1 muito mais pr\u00f3ximo, dentro da \u00f3rbita de Merc\u00fario, a cerca de 42 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da superf\u00edcie solar. Enquanto isso, o Cometa ATLAS j\u00e1 est\u00e1 l\u00e1, aproximando-se do seu pr\u00f3prio peri\u00e9lio a 31 de maio, a cerca de 37 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este cruzamento da cauda tamb\u00e9m \u00e9 emocionante porque ocorrer\u00e1, pela primeira vez, a dist\u00e2ncias t\u00e3o pr\u00f3ximas do Sol, com o n\u00facleo do cometa dentro da \u00f3rbita de Merc\u00fario,&#8221; diz Yannis Zouganelis, Cientista Adjunto do Projeto Solar Orbiter da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>Compreender o ambiente de poeira na regi\u00e3o mais interna do Sistema Solar \u00e9 um dos objetivos cient\u00edficos da Solar Orbiter.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os cometas pr\u00f3ximos do Sol, como o Cometa ATLAS, s\u00e3o fontes de poeira na heliosfera interna e, portanto, este estudo n\u00e3o apenas nos ajudar\u00e1 a entender o cometa, mas tamb\u00e9m o ambiente de poeira da nossa estrela,&#8221; acrescenta Yannis.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhar para um objeto gelado em vez do Sol escaldante \u00e9 certamente uma maneira emocionante &#8211; e inesperada &#8211; para a Solar Orbiter iniciar a sua miss\u00e3o cient\u00edfica, mas essa \u00e9 a natureza da ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A descoberta cient\u00edfica baseia-se num bom planeamento e acaso. Nos tr\u00eas meses desde o lan\u00e7amento, a equipa da Solar Orbiter j\u00e1 provou que est\u00e1 pronta para os dois,&#8221; diz Daniel.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/About_Us\/ESAC\/Solar_Orbiter_to_pass_through_the_tails_of_Comet_ATLAS\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2515-5172\/ab8fa6\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Research Notes of the AAS)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2005.03806\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Cometa C\/2019 Y4 (ATLAS):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/C\/2019_Y4_(ATLAS)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solar Orbiter:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/solar-orbiter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/solar-orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem do Cometa C\/2019 Y4 (ATLAS), obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA no dia 23 de abril de 2020. 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