{"id":3061,"date":"2020-05-15T06:04:25","date_gmt":"2020-05-15T06:04:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3061"},"modified":"2020-05-15T06:04:36","modified_gmt":"2020-05-15T06:04:36","slug":"sofia-encontra-pistas-escondidas-na-neblina-de-plutao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/05\/15\/sofia-encontra-pistas-escondidas-na-neblina-de-plutao\/","title":{"rendered":"SOFIA encontra pistas escondidas na neblina de Plut\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/TlPX25G.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TlPX25G-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3062\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TlPX25G-1024x576.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TlPX25G-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TlPX25G-768x432.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TlPX25G.png 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Instant\u00e2neo de uma anima\u00e7\u00e3o que mostra Plut\u00e3o a passar em frente de uma estrela durante um evento parecido a um eclipse conhecido como oculta\u00e7\u00e3o. O SOFIA observou o planeta an\u00e3o enquanto estava momentaneamente retroiluminado por uma estrela no dia 29 de junho de 2015 a fim de analisar a sua atmosfera.<br>Cr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a sonda New Horizons passou por Plut\u00e3o em 2015, uma das muitas caracter\u00edsticas fascinantes que as suas imagens revelaram foi que esse mundo pequeno e gelado no Sistema Solar distante tem uma atmosfera nublada. Agora, novos dados ajudam a explicar como a neblina de Plut\u00e3o \u00e9 formada a partir da fraca luz do Sol, a cerca de 6 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia, enquanto se move numa \u00f3rbita invulgar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es remotas de Plut\u00e3o pelo telesc\u00f3pio a\u00e9reo da NASA, SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy), mostram que a fina neblina que envolve Plut\u00e3o \u00e9 feita de part\u00edculas muito pequenas que permanecem na atmosfera por longos per\u00edodos de tempo, em vez de ca\u00edrem imediatamente para a superf\u00edcie. Os dados do SOFIA esclarecem que estas part\u00edculas est\u00e3o a ser ativamente reabastecidas &#8211; uma descoberta que est\u00e1 a corrigir previs\u00f5es sobre o destino da atmosfera de Plut\u00e3o, \u00e0 medida que se move para \u00e1reas ainda mais frias do espa\u00e7o na sua \u00f3rbita de 248 anos terrestres em torno do Sol. Os resultados foram publicados na revista cient\u00edfica Icarus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Plut\u00e3o \u00e9 um objeto misterioso que nos surpreende constantemente,&#8221; disse Michael Person, autor principal do artigo e diretor do Observat\u00f3rio Astrof\u00edsico Wallace do MIT (Massachusetts Institute of Technology). &#8220;Havia pistas, em observa\u00e7\u00f5es remotas anteriores, da exist\u00eancia de neblinas, mas n\u00e3o t\u00ednhamos evid\u00eancias fortes para confirmar que realmente existia at\u00e9 aos dados do SOFIA. Agora estamos a querer saber se a atmosfera de Plut\u00e3o vai colapsar nos pr\u00f3ximos anos &#8211; pode ser mais resiliente do que pens\u00e1vamos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O SOFIA estudou Plut\u00e3o apenas duas semanas antes do voo rasante da New Horizons por Plut\u00e3o em julho de 2015. O Boeing 747 modificado sobrevoou o Oceano Pac\u00edfico e apontou o seu telesc\u00f3pio de 2,7 metros para Plut\u00e3o durante uma oculta\u00e7\u00e3o, um evento parecido a um eclipse no qual Plut\u00e3o projetou uma sombra fraca na superf\u00edcie da Terra enquanto passava em frente de uma estrela distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O SOFIA observou as camadas interm\u00e9dias da atmosfera de Plut\u00e3o no infravermelho e no vis\u00edvel e, pouco depois, a sonda New Horizons analisou as suas camadas superior e inferior usando ondas de r\u00e1dio e radia\u00e7\u00e3o ultravioleta. Estas observa\u00e7\u00f5es combinadas, obtidas temporalmente t\u00e3o perto umas das outras, forneceram a imagem mais completa da atmosfera de Plut\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Atmosfera azul e nublada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Criada \u00e0 medida que o gelo da superf\u00edcie vaporiza sob a luz distante do Sol, a atmosfera de Plut\u00e3o \u00e9 predominantemente azoto, juntamente com pequenas quantidades de metano e mon\u00f3xido de carbono. As part\u00edculas de neblina formam-se no alto da atmosfera, a mais de 32 quil\u00f3metros acima da superf\u00edcie, \u00e0 medida que o metano e outros gases reagem \u00e0 luz solar, antes de precipitarem lentamente at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie gelada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A New Horizons encontrou evid\u00eancias destas part\u00edculas quando transmitiu imagens que mostravam uma n\u00e9voa azulada na atmosfera de Plut\u00e3o. Agora, os dados do SOFIA preenchem ainda mais detalhes ao descobrir que as part\u00edculas s\u00e3o extremamente pequenas, com apenas 0,06-0,10 micr\u00f3metros de espessura, ou cerca de 1000 vezes mais pequenas do que a espessura de um cabelo humano. Devido ao seu tamanho pequeno, espalham a luz azul mais do que outras cores, enquanto flutuam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie, criando a tonalidade azul.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/LuP5psH.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/LuP5psH.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem de alta resolu\u00e7\u00e3o e a cores das camadas de neblinas na atmosfera de Plut\u00e3o, obtida pela sonda New Horizons no dia 14 de julho de 2015.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/SwRI <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com estas novas informa\u00e7\u00f5es, os cientistas est\u00e3o a reavaliar as suas previs\u00f5es sobre o destino da atmosfera de Plut\u00e3o. Muitas previs\u00f5es indicaram que, \u00e0 medida que os planetas an\u00f5es se afastam do Sol, menos gelo \u00e0 superf\u00edcie seja vaporizado &#8211; criando menos gases atmosf\u00e9ricos enquanto as perdas para o espa\u00e7o continuavam &#8211; eventualmente levando ao colapso atmosf\u00e9rico. Mas, em vez de entrar em colapso, a atmosfera parece mudar num padr\u00e3o c\u00edclico mais curto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aplicando o que aprenderam com o SOFIA para reanalisar observa\u00e7\u00f5es anteriores, incluindo as do antecessor do SOFIA, o Observat\u00f3rio Aerotransportado Kuiper, mostram que a neblina se espessa e desaparece num ciclo que dura apenas alguns anos. Isto indica que as pequenas part\u00edculas s\u00e3o criadas relativamente depressa. Os investigadores sugerem que a \u00f3rbita invulgar de Plut\u00e3o est\u00e1 a provocar as mudan\u00e7as na neblina e, portanto, pode ser mais importante na regula\u00e7\u00e3o da sua atmosfera do que a dist\u00e2ncia ao Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Plut\u00e3o orbita o Sol numa forma oval longa, chamada \u00f3rbita el\u00edptica, e em \u00e2ngulo, chamada \u00f3rbita inclinada. Tamb\u00e9m gira de lado. Isto faz com que algumas \u00e1reas do planeta an\u00e3o sejam expostas a mais luz solar em diferentes pontos da \u00f3rbita. Quando regi\u00f5es ricas em gelo s\u00e3o expostas \u00e0 luz solar, a atmosfera pode expandir-se e criar mais part\u00edculas de neblina, mas como essas \u00e1reas recebem menos luz solar, pode encolher e tornar-se mais limpa. Este ciclo continuou mesmo com o aumento da dist\u00e2ncia de Plut\u00e3o ao Sol, embora n\u00e3o esteja claro se esse padr\u00e3o vai continuar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda h\u00e1 muito que n\u00e3o entendemos, mas agora somos for\u00e7ados a reconsiderar previs\u00f5es anteriores,&#8221; disse Person. &#8220;A atmosfera de Plut\u00e3o pode entrar em colapso mais lentamente do que o previsto anteriormente, ou talvez nem colapsar. Temos que continuar a monitorizar para descobrir.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Perseguindo a sombra de Plut\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O SOFIA estava posicionado de maneira \u00fanica para estudar Plut\u00e3o de longe, aproveitando um momento raro em que Plut\u00e3o passou \u00e0 frente de uma estrela distante, lan\u00e7ando uma sombra fraca na superf\u00edcie da Terra. Momentaneamente iluminada pela estrela, a atmosfera de Plut\u00e3o p\u00f4de ser analisada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viajando a mais 85.000 km\/h, esperava-se que a sombra de Plut\u00e3o aparecesse por dois breves minutos sobre o Oceano Pac\u00edfico perto da Nova Zel\u00e2ndia. O SOFIA tra\u00e7ou o seu curso para a intercetar, mas duas horas antes da oculta\u00e7\u00e3o, uma previs\u00e3o atualizada colocou a sombra a 320 km para norte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A captura dessa sombra foi um bocado atribulada. O SOFIA tem o benef\u00edcio de ser m\u00f3vel, mas o plano de voo revisto teve que ser aceite pelo controlo de tr\u00e1fego a\u00e9reo,&#8221; disse William Reach, diretor associado de opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do SOFIA. &#8220;Houveram alguns momentos tensos, mas a equipa trabalhou em conjunto e conseguimos autoriza\u00e7\u00e3o. Cheg\u00e1mos \u00e0 sombra de Plut\u00e3o exatamente \u00e0 hora certa e fic\u00e1mos muito felizes por ter conseguido!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es remotas como estas permitem que os cientistas monitorizem corpos planet\u00e1rios entre &#8220;flybys&#8221; de sondas espaciais, que geralmente podem ser separados por muitos anos. O acordo entre os dados recolhidos remotamente pelo SOFIA e da passagem rasante da New Horizons suporta que as observa\u00e7\u00f5es de oculta\u00e7\u00e3o da Terra podem fornecer dados de alta qualidade entre miss\u00f5es de naves espaciais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"SOFIA Captures Pluto Occultation\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8kz4_00l6m0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/sofia-finds-clues-hidden-in-pluto-s-haze\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/pluto-atmosphere-hazy-resilient-nasa-sofia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-05-sofia-clues-hidden-pluto-haze.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/SOFIA_finds_clues_hidden_in_Plutos_haze_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceDaily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Plut\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pluto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atmosphere_of_Pluto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Atmosfera de Plut\u00e3o (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SOFIA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.sofia.usra.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">USRA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.dlr.de\/dlr\/en\/desktopdefault.aspx\/tabid-10419\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DLR<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stratospheric_Observatory_for_Infrared_Astronomy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/newhorizons\/main\/#.VIWgrdWsV8E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Aerotransportado Kuiper:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/vision\/universe\/watchtheskies\/kuiper.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo da NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kuiper_Airborne_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Instant\u00e2neo de uma anima\u00e7\u00e3o que mostra Plut\u00e3o a passar em frente de uma estrela durante um evento parecido a um eclipse conhecido como oculta\u00e7\u00e3o. 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