{"id":3052,"date":"2020-05-12T05:46:54","date_gmt":"2020-05-12T05:46:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3052"},"modified":"2020-05-12T05:46:56","modified_gmt":"2020-05-12T05:46:56","slug":"telescopios-e-sonda-unem-forcas-para-investigar-as-profundezas-da-atmosfera-de-jupiter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/05\/12\/telescopios-e-sonda-unem-forcas-para-investigar-as-profundezas-da-atmosfera-de-jupiter\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pios e sonda unem for\u00e7as para investigar as profundezas da atmosfera de J\u00fapiter"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-h-2018a-f-3840x2160_0.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"580\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/SLKCT7s.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3053\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/SLKCT7s.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/SLKCT7s-300x177.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/SLKCT7s-768x452.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Estas imagens da Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter foram feitas usando dados recolhidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e pelo Observat\u00f3rio Gemini no dia 1 de abril de 2018. Combinando observa\u00e7\u00f5es capturadas quase ao mesmo tempo com dois observat\u00f3rios diferentes, os astr\u00f3nomos foram capazes de determinar que as caracter\u00edsticas escuras da Grande Mancha Vermelha s\u00e3o buracos nas nuvens, em vez de massas de material escuro.<br><strong>Canto superior esquerdo e canto inferior esquerdo (amplia\u00e7\u00e3o)<\/strong>: Imagem pelo Hubble (vis\u00edvel) de luz solar refletida das nuvens na atmosfera de J\u00fapiter mostram caracter\u00edsticas escuras dentro da Grande Mancha Vermelha;<br><strong>Canto superior direito<\/strong>: Imagem infravermelha da mesma \u00e1rea obtida pelo Gemini que mostra calor emitido como energia infravermelha. As nuvens frias aparecem como regi\u00f5es escuras, mas &#8220;clareiras&#8221; nas nuvens permitem que a emiss\u00e3o infravermelha brilhante escape das camadas mais quentes por baixo;<br><strong>Meio inferior<\/strong>: Imagem ultravioleta, pelo Hubble, que mostra luz solar dispersada pelas neblinas acima da Grande Mancha Vermelha. A Grande Mancha Vermelha aparece vermelha no vis\u00edvel porque estas neblinas absorvem comprimentos de onda azuis. Os dados do Hubble mostram que as neblinas continuam a absorver at\u00e9 comprimentos de onda ultravioletas mais curtos;<br><strong>Canto inferior direito<\/strong>: composi\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios comprimentos de onda recorrendo a dados do Hubble e do Gemini que mostra luz vis\u00edvel a azul e radia\u00e7\u00e3o infravermelha a vermelho. As observa\u00e7\u00f5es combinadas mostram que as \u00e1reas que s\u00e3o brilhantes no infravermelho s\u00e3o &#8220;clareiras&#8221; ou locais onde h\u00e1 menos cobertura de nuvens a bloquear o calor do interior. As observa\u00e7\u00f5es do Hubble e do Gemini foram feitas para fornecer um contexto mais amplo da 12.\u00aa passagem da Juno (Perijove 12).<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e M. H. Wong (UC Berkeley) e equipa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA e o Observat\u00f3rio Gemini, no Hawaii, uniram esfor\u00e7os com a sonda Juno para examinar as tempestades mais poderosas do Sistema Solar, ocorrendo a mais de 800 milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia no gigantesco planeta J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de investigadores liderados por Michael Wong da Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley, e incluindo Amy Simon do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, e Imke de Pater tamb\u00e9m da UC em Berkeley, est\u00e3o a combinar observa\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios comprimentos de onda do Hubble e do Gemini com amplia\u00e7\u00f5es adquiridas pela Juno em \u00f3rbita do planeta gigante, obtendo novas ideias sobre o clima turbulento neste mundo distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Queremos saber como a atmosfera de J\u00fapiter funciona,&#8221; disse Wong. \u00c9 aqui que o trabalho da equipa da Juno, do Hubble e do Gemini entra em cena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Show de luzes&#8221; no r\u00e1dio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tempestades constantes de J\u00fapiter s\u00e3o gigantescas em compara\u00e7\u00e3o com as da Terra, atingindo quase 65 km da sua base at\u00e9 ao topo &#8211; cinco vezes mais altas do que as tempestades t\u00edpicas da Terra &#8211; e os poderosos rel\u00e2mpagos s\u00e3o at\u00e9 tr\u00eas vezes mais energ\u00e9ticos do que os maiores &#8220;super-rel\u00e2mpagos&#8221; da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como os rel\u00e2mpagos na Terra, os de J\u00fapiter agem como transmissores de r\u00e1dio, emitindo ondas de r\u00e1dio bem como luz vis\u00edvel quando &#8220;piscam&#8221; pelo c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada 53 dias, a Juno passa perto dos sistemas de tempestades, detetando sinais de r\u00e1dio conhecidos como &#8220;sferics&#8221; e &#8220;assobios&#8221;, que podem ser usados para mapear rel\u00e2mpagos at\u00e9 mesmo no lado diurno do planeta ou em nuvens profundas onde os flashes n\u00e3o s\u00e3o de outra maneira vis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coincidindo com cada passagem, o Hubble e Gemini observam de longe, capturando imagens globais de alta resolu\u00e7\u00e3o, essenciais para a interpreta\u00e7\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es \u00edntimas da Juno. &#8220;O radi\u00f3metro de micro-ondas da Juno investiga profundamente a atmosfera do planeta, detetando ondas de r\u00e1dio de alta frequ\u00eancia que podem penetrar atrav\u00e9s das espessas camadas de nuvens. Os dados do Hubble e do Gemini podem dizer-nos qu\u00e3o espessas s\u00e3o as nuvens e a profundidade a que estamos a observar as nuvens,&#8221; explicou Simon.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mapear os rel\u00e2mpagos detetados pela Juno em imagens \u00f3ticas do planeta capturadas pelo Hubble e imagens infravermelhas capturadas ao mesmo tempo pelo Gemini, a equipa de investiga\u00e7\u00e3o conseguiu mostrar que os eventos de rel\u00e2mpagos est\u00e3o associados a uma combina\u00e7\u00e3o de estruturas de nuvens: nuvens profundas feitas de \u00e1gua, grandes torres convectivas provocadas pela ressurg\u00eancia de ar h\u00famido &#8211; essencialmente nuvens jovianas do tipo c\u00famulo-nimbo &#8211; e regi\u00f5es limpas presumivelmente causadas pela inunda\u00e7\u00e3o do ar mais seco fora das torres convectivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Hubble mostram a altura das nuvens espessas nas torres convectivas, bem como a profundidade das nuvens em \u00e1guas profundas. Os dados do Gemini revelam claramente as &#8220;clareiras&#8221; nas nuvens a altas altitudes, onde \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar as nuvens profundas de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wong pensa que os rel\u00e2mpagos s\u00e3o comuns num tipo de \u00e1rea turbulenta conhecida como regi\u00f5es filamentosas dobradas, o que sugere que ocorre a\u00ed uma convec\u00e7\u00e3o h\u00famida. &#8220;Estes v\u00f3rtices cicl\u00f3nicos podem ser chamin\u00e9s internas de energia, ajudando a libertar energia interna por convec\u00e7\u00e3o,&#8221; disse. &#8220;N\u00e3o acontece em todos os lugares, mas algo nestes ciclones parece facilitar a convec\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A capacidade de correlacionar rel\u00e2mpagos com nuvens profundas de \u00e1gua tamb\u00e9m fornece aos investigadores outra ferramenta para estimar a quantidade de \u00e1gua na atmosfera de J\u00fapiter, par\u00e2metro importante para entender como J\u00fapiter e os outros gigantes de g\u00e1s e gelo se formaram e, portanto, como o Sistema Solar como um todo se formou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora as miss\u00f5es espaciais anteriores tenham descoberto muito sobre J\u00fapiter, grande parte dos detalhes &#8211; incluindo a quantidade de \u00e1gua na atmosfera profunda, exatamente como o calor flui do interior e o que provoca certas cores e padr\u00f5es nas nuvens &#8211; permanecem um mist\u00e9rio. O resultado combinado fornece informa\u00e7\u00f5es sobre a din\u00e2mica e sobre a estrutura tridimensional da atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/4wtfSvf.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/4wtfSvf.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Este gr\u00e1fico mostra observa\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es de estruturas de nuvens e circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica em J\u00fapiter recolhidas pela sonda Juno, pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e pelo Observat\u00f3rio Gemini. Atrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o de dados da Juno, do Hubble e do Gemini, os investigadores s\u00e3o capazes de ver que os rel\u00e2mpagos est\u00e3o agrupados em regi\u00f5es turbulentas onde existem nuvens profundas de \u00e1gua e onde o ar h\u00famido sobe para formar torres convectivas parecidas \u00e0s nuvens do tipo c\u00famulo-nimbo c\u00e1 na Terra. A parte de baixo da ilustra\u00e7\u00e3o de rel\u00e2mpagos, torres convectivas, nuvens profundas de \u00e1gua e &#8220;clareiras&#8221; na atmosfera de J\u00fapiter t\u00eam por base dados da Juno, do Hubble e do Gemini, e correspondem \u00e0s linhas brancas vistas nas imagens de cima. A combina\u00e7\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es pode ser usada para mapear as estruturas de nuvens a tr\u00eas dimens\u00f5es e inferir detalhes da circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Nuvens altas e espessas formam-se onde o ar h\u00famido sobe (convec\u00e7\u00e3o ativa). As &#8220;clareiras&#8221; formam-se onde o ar mais seco se afunda. As nuvens aqui vistas s\u00e3o cinco vezes mais altas do que nuvens parecidas na atmosfera relativamente mais fina da Terra. A regi\u00e3o ilustrada (que corresponde a uma pequena \u00e1rea das fotografias na parte superior) \u00e9, horizontalmente, cerca de 33% maior do que os Estados Unidos continentais.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, M. H. Wong (UC Berkeley), A. James e M. W. Carruthers (STScI) e S. Brown (JPL) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vendo a Mancha Vermelha de modo semelhante a uma &#8220;ab\u00f3bora iluminada&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o Hubble e o Gemini a observar J\u00fapiter com mais frequ\u00eancia durante a miss\u00e3o da Juno, os cientistas tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de estudar mudan\u00e7as a curto prazo e caracter\u00edsticas de curta dura\u00e7\u00e3o, como as da Grande Mancha Vermelha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens da Juno, bem como de miss\u00f5es anteriores a J\u00fapiter, revelaram caracter\u00edsticas escuras dentro da Grande Mancha Vermelha que aparecem, desaparecem e mudam de forma com o tempo. N\u00e3o ficou claro, a partir de imagens individuais, se estas caracter\u00edsticas s\u00e3o provocadas por algum material misterioso de cor escura dentro da camada de nuvens altas ou se s\u00e3o ao inv\u00e9s buracos nas nuvens altas &#8211; janelas para uma camada mais profunda e escura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, com a capacidade de comparar imagens no vis\u00edvel obtidas pelo Hubble com imagens infravermelhas do Gemini, separadas por apenas horas umas das outras, \u00e9 poss\u00edvel responder \u00e0 pergunta. As regi\u00f5es escuras no vis\u00edvel s\u00e3o muito brilhantes no infravermelho, indicando que s\u00e3o, de facto, buracos na camada de nuvens. Em regi\u00f5es sem nuvens, o calor do interior de J\u00fapiter, emitido sob a forma de luz infravermelha &#8211; de outro modo bloqueado por nuvens a alta altitude &#8211; \u00e9 livre para escapar para o espa\u00e7o e, portanto, aparece brilhante nas imagens do Gemini.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 como uma esp\u00e9cie de &#8216;ab\u00f3bora iluminada&#8217;,&#8221; disse Wong. &#8220;Vemos a luz infravermelha brilhante proveniente de \u00e1reas livres de nuvens, mas onde h\u00e1 nuvens, s\u00e3o bastante escuras no infravermelho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hubble e Gemini como rastreadores do clima joviano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A observa\u00e7\u00e3o regular de J\u00fapiter pelo Hubble e com o Gemini, em apoio \u00e0 miss\u00e3o Juno, tamb\u00e9m se mostra valiosa em estudos de muitos outros fen\u00f3menos clim\u00e1ticos, incluindo mudan\u00e7as nos padr\u00f5es de vento, caracter\u00edsticas das ondas atmosf\u00e9ricas e da circula\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios gases na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Hubble e o Gemini podem monitorizar o planeta como um todo, fornecendo mapas b\u00e1sicos em tempo real em v\u00e1rios comprimentos de onda para refer\u00eancia nas medi\u00e7\u00f5es da Juno, da mesma maneira que os sat\u00e9lites meteorol\u00f3gicos de observa\u00e7\u00e3o da Terra fornecem contexto para os ca\u00e7adores de furac\u00f5es da ag\u00eancia norte-americana NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Como agora temos rotineiramente estas visualiza\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o de dois observat\u00f3rios e em comprimentos de onda diferentes, estamos a aprender muito mais sobre o clima de J\u00fapiter,&#8221; explicou Simon. &#8220;Este \u00e9 o nosso equivalente a um sat\u00e9lite meteorol\u00f3gico. Podemos finalmente come\u00e7ar a analisar os ciclos clim\u00e1ticos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado que as observa\u00e7\u00f5es do Hubble e do Gemini s\u00e3o t\u00e3o importantes para a interpreta\u00e7\u00e3o dos dados da Juno, Wong e os colegas Simon e de Pater est\u00e3o a tornar todos os dados processados facilmente acess\u00edveis a outros investigadores atrav\u00e9s do Arquivo MAST (Mikulski Archives for Space Telescopes) do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O importante \u00e9 que conseguimos recolher este enorme conjunto de dados que suporta a miss\u00e3o Juno. Existem tantas aplica\u00e7\u00f5es do conjunto de dados que nem as podemos antecipar. De modo que permitimos que outros cientistas fa\u00e7am ci\u00eancia sem aquela barreira de ter que descobrir por conta pr\u00f3pria como processar os dados,&#8221; disse Wong.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados foram publicados o m\u00eas passado na revista The Astrophysical Journal Supplement Series.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/telescopes-and-spacecraft-join-forces-to-probe-deep-into-jupiters-atmosphere\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2020\/news-2020-21\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.gemini.edu\/pr\/gemini-gets-lucky-and-takes-deep-dive-jupiter-s-clouds\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio Gemini (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/story_jump\/uc-berkeley-team-probes-violent-storms-lightning-on-jupiter\/\" target=\"_blank\">\/\/ UC Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab775f\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Supplement Series)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/incredible-high-res-images-of-jupiter-reveal-the-secrets-of-its-wild-weather\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-05-gemini-lucky-deep-jupiter-clouds.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/jupiter\/a-deep-dive-into-jupiters-clouds.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/highest-resolution-images-of-jupiter-reveal-its-fiery-storms\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2020\/05\/08\/heres-jupiter-like-youve-never-seen-it-before-as-astronomers-get-lucky\/#664af41d35cf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/amp\/science-environment-52587488\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/05\/09\/world\/jupiter-storms-jackolantern-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/amazing-image-jupiter-looks-burning\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/jupiter-looks-like-a-fireball-in-this-lucky-infrared-1843344802\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2020-05-08-Telescopio-na-Terrarevela-os-segredos-das-violentas-tempestades-em-Jupiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00fapiter:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jupiter\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Great_Red_Spot\" target=\"_blank\">Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Juno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/juno\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.missionjuno.swri.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SwRI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAJuno\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAJuno\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Juno_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas imagens da Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter foram feitas usando dados recolhidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e pelo Observat\u00f3rio Gemini no dia 1 de abril de 2018. 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