{"id":3029,"date":"2020-05-05T05:38:21","date_gmt":"2020-05-05T05:38:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3029"},"modified":"2020-05-05T05:38:31","modified_gmt":"2020-05-05T05:38:31","slug":"astronomos-capturam-imagens-raras-de-discos-de-formacao-planetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/05\/05\/astronomos-capturam-imagens-raras-de-discos-de-formacao-planetaria\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos capturam imagens raras de discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/nieuws.kuleuven.be\/nl\/2020\/disks-without-orbits-c-jacques-kluska-et-al.jpg\/@@images\/c82f2751-3b19-42e8-baab-10f08880de46.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"381\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/c82f2751-3b19-42e8-baab-10f08880de46.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3030\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/c82f2751-3b19-42e8-baab-10f08880de46.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/c82f2751-3b19-42e8-baab-10f08880de46-300x149.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption>Os discos protoplanet\u00e1rios em torno das estrelas R CrA (esquerda) e HD45677 (direita), capturadas com Interfer\u00f3metro do Very Large Telescope do ESO. As \u00f3rbitas foram acrescentadas para refer\u00eancia. A estrela serve o mesmo prop\u00f3sito, dado que a sua luz foi filtrada para obter uma imagem mais detalhada do disco.<br>Cr\u00e9dito: Jacques Kluska et al.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos capturou quinze imagens das orlas internas de discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria localizados a centenas de anos-luz de dist\u00e2ncia. Estes discos de poeira e g\u00e1s, parecidos em forma a um disco de m\u00fasica, formam-se em torno de estrelas jovens. As imagens lan\u00e7am uma nova luz sobre como os sistemas planet\u00e1rios s\u00e3o formados. Foram publicadas na revista Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para entender como os sistemas planet\u00e1rios, incluindo o nosso, tomam forma, precisamos de estudar as suas origens. Os discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, ou protoplanet\u00e1rios, s\u00e3o formados em un\u00edssono com a estrela que rodeiam. Os gr\u00e3os de poeira nos discos podem crescer para corpos maiores, o que acaba levando \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de planetas. Pensa-se que os planetas rochosos como a Terra se formem nas regi\u00f5es interiores dos discos protoplanet\u00e1rios, a menos de cinco unidades astron\u00f3micas (cinco vezes a dist\u00e2ncia Terra-Sol) da estrela em torno da qual o disco se formou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes deste novo estudo j\u00e1 tinham sido obtidas v\u00e1rias imagens destes discos com os maiores telesc\u00f3pios individuais, mas estes n\u00e3o conseguem capturar os seus melhores detalhes. &#8220;Nestas fotos, as regi\u00f5es mais pr\u00f3ximas da estrela, onde os planetas rochosos se formam, cobrem apenas alguns pix\u00e9is,&#8221; diz o autor principal Jacques Kluska de KU Leuven (Universidade Cat\u00f3lica de Leuven), B\u00e9lgica. &#8220;Precis\u00e1vamos visualizar estes detalhes para poder identificar padr\u00f5es que pudessem trair a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria e caracterizar as propriedades dos discos.&#8221; Isto exigiu uma t\u00e9cnica de observa\u00e7\u00e3o completamente diferente. &#8220;Estou emocionado por termos agora pela primeira vez quinze destas imagens,&#8221; continua Kluska.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Reconstru\u00e7\u00e3o de imagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kluska e seus colegas criaram as imagens no ESO do Chile usando uma t\u00e9cnica chamada interferometria infravermelha. Usando o instrumento PIONIER do ESO, combinaram a luz recolhida por quatro telesc\u00f3pio no VLT (Very Large Telescope) a fim de capturar os discos em detalhe. No entanto, esta t\u00e9cnica n\u00e3o fornece uma imagem da fonte observada. Os detalhes dos discos precisam de ser recuperados com uma t\u00e9cnica de reconstru\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica. Esta t\u00e9cnica \u00e9 semelhante ao modo como a primeira imagem de um buraco negro foi capturada. &#8220;Tivemos que remover a luz da estrela, pois dificultava o n\u00edvel de detalhe que pod\u00edamos ver nos discos,&#8221; explica Kluska.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/bgJzNIh.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/bgJzNIh.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>As quinze imagens dos discos protoplanet\u00e1rios, capturadas com Interfer\u00f3metro do VLT do ESO.<br>Cr\u00e9dito: Jacques Kluska et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Distinguir detalhes \u00e0 escala das \u00f3rbitas dos planetas rochosos como a Terra, ou at\u00e9 \u00e0 de J\u00fapiter (como se pode ver nas imagens) &#8211; uma fra\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia Terra-Sol &#8211; \u00e9 equivalente a ser capaz de ver um ser humano na Lua ou a distinguir um cabelo a uma dist\u00e2ncia de 10 km,&#8221; real\u00e7a Jean-Philippe Berger da UGA (Universit\u00e9 Grenoble Alpes) que, como investigador principal, esteve encarregue do trabalho com o instrumento PIONIER. &#8220;A interferometria infravermelha est\u00e1 a tornar-se rotineiramente usada para descobrir os mais pequenos detalhes dos objetos astron\u00f3micos. A combina\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica com a matem\u00e1tica avan\u00e7ada finalmente permite-nos transformar os resultados destas observa\u00e7\u00f5es em imagens.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Irregularidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns aspetos destacam-se imediatamente nas imagens. &#8220;Podemos ver que alguns pontos s\u00e3o mais brilhantes ou menos brilhantes: isto sugere processos que podem levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de planetas. Por exemplo: pode haver instabilidades no disco que podem levar a v\u00f3rtices onde o disco acumula gr\u00e3os de poeira espacial e que podem crescer e evoluir para um planeta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa ir\u00e1 fazer pesquisas adicionais para identificar o que pode estar por tr\u00e1s destas irregularidades. Kluska tamb\u00e9m vai realizar novas observa\u00e7\u00f5es para obter ainda mais detalhes e testemunhar diretamente a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria nas regi\u00f5es dentro dos discos que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas das estrelas. Adicionalmente, Kluska est\u00e1 a liderar uma equipa que come\u00e7ou a estudar 11 discos em torno de outros tipos mais antigos de estrelas, tamb\u00e9m cercadas por discos de poeira, pois pensa-se que estes tamb\u00e9m possam produzir planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nieuws.kuleuven.be\/en\/content\/2020\/astronomers-capture-rare-images-of-planet-forming-disks-around-stars\" target=\"_blank\">\/\/ KU Leuven (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1051\/0004-6361\/201833774\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2004.01594\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/15-platters-that-matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-04-astronomers-capture-rare-images-planet-forming.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/images-show-planets-form\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Astronomers_capture_rare_images_of_planet_forming_disks_around_stars_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/projects\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/instruments\/pionier.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PIONIER (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os discos protoplanet\u00e1rios em torno das estrelas R CrA (esquerda) e HD45677 (direita), capturadas com Interfer\u00f3metro do Very Large Telescope do ESO. 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