{"id":3007,"date":"2020-04-28T05:58:47","date_gmt":"2020-04-28T05:58:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3007"},"modified":"2020-04-28T05:58:55","modified_gmt":"2020-04-28T05:58:55","slug":"uma-abundancia-de-galaxias-giratorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/04\/28\/uma-abundancia-de-galaxias-giratorias\/","title":{"rendered":"Uma abund\u00e2ncia de gal\u00e1xias girat\u00f3rias"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/quOjmfq.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"688\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quOjmfq-1024x688.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3008\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quOjmfq-1024x688.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quOjmfq-300x202.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quOjmfq-768x516.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quOjmfq-110x75.jpg 110w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quOjmfq.jpg 1190w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Colagem de 21 gal\u00e1xias fotografadas pelo levantamento ALPINE. As imagens t\u00eam por base luz emitida pelo carbono ionizado, ou C+. Estes dados mostram a variedade de estruturas gal\u00e1cticas j\u00e1 em vigor menos de 1,5 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang (o nosso Universo tem 13,8 mil milh\u00f5es de anos). Algumas das imagens na verdade cont\u00eam gal\u00e1xias em fus\u00e3o; por exemplo, o objeto na linha superior, o segundo a contar da esquerda, \u00e9 na verdade tr\u00eas gal\u00e1xias em fus\u00e3o. Outras gal\u00e1xias parecem ser mais suavemente ordenadas e podem ser espirais; um exemplo claro encontra-se na segunda linha, a primeira gal\u00e1xia a contar da esquerda. A nossa Via L\u00e1ctea \u00e9 mostrada \u00e0 escala, a fim de ajudar a visualizar os tamanhos pequenos destas gal\u00e1xias jovens.<br>Cr\u00e9dito: Michele Ginolfi (colabora\u00e7\u00e3o ALPINE); ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO); NASA\/JPL-Caltech\/R. Hurt (IPAC)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novos resultados de um ambicioso levantamento do c\u00e9u, de nome ALPINE, revelam que gal\u00e1xias girat\u00f3rias, em forma de disco, podem ter existido em grandes n\u00fameros mais cedo no Universo do que se pensava anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O programa ALPINE, formalmente denominado &#8220;ALMA Large Program to Investigate C+ at Early Times,&#8221; usa dados obtidos a partir de 70 horas de observa\u00e7\u00f5es do c\u00e9u com o observat\u00f3rio ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) no Chile, em combina\u00e7\u00e3o com dados de observa\u00e7\u00f5es anteriores de uma s\u00e9rie de outros telesc\u00f3pios, incluindo o Observat\u00f3rio W.M. Keck no Hawaii e os telesc\u00f3pios espaciais Hubble e Spitzer da NASA. Especificamente, o levantamento analisou uma zona do c\u00e9u que cont\u00e9m d\u00fazias de gal\u00e1xias remotas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 o primeiro estudo em m\u00faltiplos comprimentos de onda, que vai do ultravioleta ao r\u00e1dio, de gal\u00e1xias distantes que existiram entre mil milh\u00f5es de 1,5 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang,&#8221; diz Andreas Faisst, cientista do IPAC, um centro de astronomia do Caltech e investigador principal do programa ALPINE, que inclui cientistas de todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das principais fun\u00e7\u00f5es do ALPINE \u00e9 usar o ALMA para observar a assinatura de um i\u00e3o conhecido como C+, que \u00e9 uma forma de carbono com carga positiva. Quando a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta das estrelas rec\u00e9m-nascidas atinge nuvens de poeira, cria \u00e1tomos de C+. Ao medir a assinatura deste \u00e1tomo, ou &#8220;linha de emiss\u00e3o&#8221;, nas gal\u00e1xias, os astr\u00f3nomos podem ver como giram; dado que o g\u00e1s cont\u00e9m C+ nas gal\u00e1xias que giram na nossa dire\u00e7\u00e3o, a sua assinatura de luz muda para comprimentos de onda mais azuis e, \u00e0 medida que gira para longe de n\u00f3s, a sua luz desvia-se para comprimentos de onda mais vermelhos. Isto \u00e9 parecido ao som da sirene de um carro da pol\u00edcia que se aproxima de n\u00f3s e depois quando se afasta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/wFDHOHL.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/wFDHOHL.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Usando o ALMA, os cientistas podem medir a rota\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias no Universo primitivo com uma precis\u00e3o de v\u00e1rias dezenas de quil\u00f3metros por segundo. Isto \u00e9 poss\u00edvel observando a luz emitida por carbono ionizado nas gal\u00e1xias, tamb\u00e9m conhecido como C+. A emiss\u00e3o de C+ das nuvens de poeira que giram na nossa dire\u00e7\u00e3o \u00e9 desviada para o azul, comprimentos de onda mais curtos, enquanto as nuvens que giram para longe de n\u00f3s, emitem luz que \u00e9 desviada para comprimentos de onda mais longos e avermelhados. Medindo os desvios da luz, os astr\u00f3nomos podem determinar a velocidade de rota\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias.<br>Cr\u00e9dito: Andreas Faisst (colabora\u00e7\u00e3o ALPINE) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa do ALPINE obteve medi\u00e7\u00f5es de C+ em 118 gal\u00e1xias remotas para criar um cat\u00e1logo n\u00e3o apenas das suas velocidades de rota\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de outras caracter\u00edsticas, como a densidade do g\u00e1s e o n\u00famero de estrelas formadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento revelou gal\u00e1xias girat\u00f3rias e destro\u00e7adas que estavam no processo de fus\u00e3o, al\u00e9m de gal\u00e1xias aparentemente perfeitamente suaves em forma de espiral. Cerca de 15% das gal\u00e1xias observadas tinham uma rota\u00e7\u00e3o macia e ordenada, o que \u00e9 esperado para as gal\u00e1xias espirais. No entanto, real\u00e7am os autores, as gal\u00e1xias podem n\u00e3o ser espirais, mas discos girat\u00f3rios com aglomerados de material. Observa\u00e7\u00f5es futuras com a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios espaciais v\u00e3o identificar a estrutura detalhada destas gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos a encontrar gal\u00e1xias girat\u00f3rias bem ordenadas neste est\u00e1gio muito precoce e bastante turbulento do nosso Universo,&#8221; diz Faisst. &#8220;Isto significa que devem ter-se formado por um processo de recolha de g\u00e1s e ainda n\u00e3o colidiram com outras gal\u00e1xias, como muitas gal\u00e1xias j\u00e1 o fizeram.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao combinar os dados do ALMA com as medi\u00e7\u00f5es de outros telesc\u00f3pios, incluindo o Spitzer, agora aposentado, que ajudou especificamente a medir as massas das gal\u00e1xias, os cientistas est\u00e3o mais aptos a estudar como estas gal\u00e1xias jovens evoluem ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Como \u00e9 que as gal\u00e1xias crescem t\u00e3o depressa? Quais s\u00e3o os processos internos que permitem com que cres\u00e7am t\u00e3o rapidamente? Estas s\u00e3o perguntas que o ALPINE est\u00e1 a ajudar a responder,&#8221; diz Faisst. &#8220;E com o lan\u00e7amento do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA, vamos poder fazer observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento destas gal\u00e1xias para aprender ainda mais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/wGZPKH6.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/wGZPKH6.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O objeto na imagem \u00e9 DC-818760, que consiste de tr\u00eas gal\u00e1xias provavelmente em rota de colis\u00e3o. Como todas as gal\u00e1xias no levantamento ALPINE, foi observada por diferentes telesc\u00f3pios. Esta abordagem em v\u00e1rios comprimentos de onda permite com que os astr\u00f3nomos estudem em detalhe a estrutura destas gal\u00e1xias. O Telesc\u00f3pio Espacial hubble (azul) revela regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar ativa n\u00e3o obscurecida pela poeira; o agora aposentado Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA (verde) mostra a localiza\u00e7\u00e3o de estrelas mais velhas usadas para medir a massa estelar das gal\u00e1xias; e o ALMA (vermelho) tra\u00e7a g\u00e1s e poeira, permitindo que a quantidade de forma\u00e7\u00e3o estelar escondida pela poeira seja medida. A imagem no topo combina luz de todos os tr\u00eas telesc\u00f3pios. O mapa de velocidade em baixo mostra g\u00e1s nas gal\u00e1xias em rota\u00e7\u00e3o que se aproxima de n\u00f3s (azul) e se afasta de n\u00f3s (vermelho).<br>Cr\u00e9dito: Gareth Jones e Andreas Faisst (colabora\u00e7\u00e3o ALPINE); ALMA(ESO\/NAOJ\/NRAO); NASA\/STScI; JPL-Caltech\/IPAC (R. Hurt) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/rotating-galaxies-galore\" target=\"_blank\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.09517\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Rotating_galaxies_galore_in_the_infant_universe_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-04-rotating-galaxies-galore-results-alpine.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/rotating-galaxies-galore-revealed-in-the-infant-universe.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Espacial Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colagem de 21 gal\u00e1xias fotografadas pelo levantamento ALPINE. 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