{"id":2948,"date":"2020-04-03T05:56:33","date_gmt":"2020-04-03T05:56:33","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2948"},"modified":"2020-04-03T05:56:49","modified_gmt":"2020-04-03T05:56:49","slug":"tsunamis-de-quasares-rasgam-galaxias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/04\/03\/tsunamis-de-quasares-rasgam-galaxias\/","title":{"rendered":"Tsunamis de quasares &#8220;rasgam&#8221; gal\u00e1xias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando as capacidades \u00fanicas do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, uma equipa de astr\u00f3nomos descobriu os fluxos mais energ\u00e9ticos alguma vez vistos no Universo. S\u00e3o emanados por quasares e atravessam o espa\u00e7o interestelar como tsunamis, causando estragos nas gal\u00e1xias onde vivem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os quasares s\u00e3o objetos celestes extremamente remotos, emitindo quantidades excecionalmente grandes de energia. Os quasares cont\u00eam buracos negros supermassivos alimentados por mat\u00e9ria em queda que pode brilhar 1000 vezes mais do que as gal\u00e1xias hospedeiras com centenas de milhares de milh\u00f5es de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que o buraco negro devora mat\u00e9ria, o g\u00e1s quente envolve e emite radia\u00e7\u00e3o intensa, criando o quasar. Os ventos, impulsionados pela press\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o nas proximidades do buraco negro, empurram o material para longe do centro da gal\u00e1xia. Estes fluxos aceleram para velocidades de tirar o f\u00f4lego, a uma fra\u00e7\u00e3o da velocidade da luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nenhum outro fen\u00f3meno transporta mais energia mec\u00e2nica. Ao longo da vida \u00fatil de 10 milh\u00f5es de anos, estes fluxos produzem um milh\u00e3o de vezes mais energia do que uma explos\u00e3o de raios-gama,&#8221; explicou o investigador principal Nahum Arav, da Virginia Tech em Blacksburg, EUA. &#8220;Os ventos est\u00e3o a empurrar centenas de massas solares cada ano. A quantidade de energia mec\u00e2nica que estes fluxos transportam \u00e9 v\u00e1rias centenas de vezes maior do que a luminosidade de toda a Via L\u00e1ctea.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/uploads\/image_file\/image_attachment\/32040\/STScI-H-p2010a-f-3840x2160.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/TOLDTSA.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2949\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/TOLDTSA.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/TOLDTSA-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/TOLDTSA-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta \u00e9 uma ilustra\u00e7\u00e3o de uma gal\u00e1xia distante com um quasar ativo no seu centro. Um quasar emite quantidades excecionalmente grandes de energia geradas por um buraco negro supermassivo alimentado por material em queda. Usando as capacidades \u00fanicas do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, os astr\u00f3nomos descobriram que a escaldante press\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o da vizinhan\u00e7a do buraco negro empurra material para longe do centro da gal\u00e1xia a uma fra\u00e7\u00e3o da velocidade da luz. Os &#8220;ventos quasar&#8221; expelem centenas de massas solares de material por ano. Isto afeta toda a gal\u00e1xia, pois o material atravessa o g\u00e1s e poeira circundante.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e J. Olmsted (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ventos do quasar atravessam o disco da gal\u00e1xia. O material que de outra forma teria formado novas estrelas \u00e9 violentamente varrido da gal\u00e1xia, provocando a interrup\u00e7\u00e3o do nascimento estelar. A radia\u00e7\u00e3o empurra o g\u00e1s e a poeira para dist\u00e2ncias muito maiores do que os cientistas pensavam anteriormente, criando um evento a n\u00edvel gal\u00e1ctico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que este tsunami c\u00f3smico atinge o material interestelar, a temperatura na frente de choque atinge milhares de milh\u00f5es de graus, onde o material brilha em grande parte como raios-X, mas tamb\u00e9m amplamente no espectro vis\u00edvel. Qualquer pessoa que assista a este evento ver\u00e1 um brilhante espet\u00e1culo celeste. &#8220;Receber\u00edamos muita radia\u00e7\u00e3o, primeiro em raios-X e raios-gama, depois estendida para o vis\u00edvel e para o infravermelho,&#8221; disse Arav. &#8220;Ter\u00edamos um &#8216;show&#8217; enorme de luz &#8211; como \u00e1rvores de Natal espalhadas por toda a gal\u00e1xia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas da evolu\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia sugerem que estes fluxos podem explicar alguns enigmas cosmol\u00f3gicos importantes, como porque \u00e9 que os astr\u00f3nomos observam t\u00e3o poucas gal\u00e1xias grandes no Universo e porque \u00e9 que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre a massa da gal\u00e1xia e a massa do seu buraco negro central. Este estudo mostra que estes poderosos fluxos de quasar devem prevalecer no Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tanto te\u00f3ricos quanto observadores sabem h\u00e1 d\u00e9cadas que existe algum processo f\u00edsico que interrompe a forma\u00e7\u00e3o estelar em gal\u00e1xias massivas, mas a natureza desse processo tem permanecido um mist\u00e9rio. A coloca\u00e7\u00e3o dos fluxos observados nas nossas simula\u00e7\u00f5es resolve estes problemas pendentes na evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica,&#8221; explicou o eminente cosm\u00f3logo Jeremiah P. Ostriker da Universidade Columbia em Nova Iorque e da Universidade de Princeton em Nova Jersey.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos estudaram 13 fluxos de quasar e foram capazes de medir a velocidade vertiginosa do g\u00e1s acelerado pelo vento quasar observando as &#8220;impress\u00f5es digitais&#8221; espectrais da luz do g\u00e1s brilhante. Os dados ultravioleta do Hubble mostram que estas caracter\u00edsticas de absor\u00e7\u00e3o de luz, criadas a partir de material ao longo do percurso da luz, foram desviadas espectralmente devido ao r\u00e1pido movimento do g\u00e1s pelo espa\u00e7o. Isto deve-se ao efeito Doppler, onde o movimento de um objeto comprime ou estica os comprimentos de onda, dependendo se se est\u00e1 a aproximar ou a afastar-se de n\u00f3s. Somente o Hubble possui a gama espec\u00edfica de sensibilidade ultravioleta que permite aos astr\u00f3nomos obter as observa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias que levam a esta descoberta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de medir os quasares mais energ\u00e9ticos alguma vez observados, a equipa tamb\u00e9m descobriu um fluxo acelerando mais depressa do que qualquer outro. Aumentou de quase 69 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora para aproximadamente 74 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora ao longo de um per\u00edodo de tr\u00eas anos. Os cientistas pensam que a sua acelera\u00e7\u00e3o vai continuar a aumentar com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As observa\u00e7\u00f5es ultravioletas do Hubble permitem-nos acompanhar toda a gama de produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica dos quasares, do g\u00e1s mais frio ao extremamente quente e altamente ionizado nos ventos mais fortes,&#8221; acrescentou Gerard Kriss, membro da equipa e do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;Isto s\u00f3 era antes vis\u00edvel com observa\u00e7\u00f5es de raios-X muito mais dif\u00edceis. Estes poderosos fluxos podem fornecer novas ideias sobre a liga\u00e7\u00e3o entre o crescimento de um buraco negro supermassivo central e o desenvolvimento de toda a sua gal\u00e1xia hospedeira.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m inclui o estudante Xinfeng Xu e o investigador de p\u00f3s-doutoramento Timothy Miller, ambos de Virginia Tech, bem como Rachel Plesha, do STScI. As descobertas foram publicadas numa s\u00e9rie de seis artigos cient\u00edficos na edi\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 2020 da revista The Astrophysical Journal Supplements.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/quasar-tsunamis-rip-across-galaxies\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2020\/news-2020-10\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/vtnews.vt.edu\/articles\/2020\/03\/science-quasar_tsunamis_stars_blackholes.html\" target=\"_blank\">\/\/ Virginia Tech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab66af\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal Supplements)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2003.08688\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab596a\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal Supplements)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2003.08689\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab5967\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (The Astrophysical Journal Supplements)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2003.08690\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab4bcb\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #4 (The Astrophysical Journal Supplements)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2003.08691\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #4 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab5969\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #5 (The Astrophysical Journal Supplements)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2003.08692\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #5 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab5f68\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #6 (The Astrophysical Journal Supplements)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2003.08693\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #6 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/quasar-tsunamis-kill-star-formation.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Quasar_tsunamis_rip_across_galaxies_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/earthsky.org\/space\/quasar-tsunamis-rip-across-galaxies\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EarthSky<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/behold-quasar-tsunami-kill-entire-galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/nasa-scientists-energetic-quasar-tsunamis-1494682\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/quasares-tsunamis-devastadores-rasgam-galaxias-315221\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quasar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Quasar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando as capacidades \u00fanicas do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, uma equipa de astr\u00f3nomos descobriu os fluxos mais energ\u00e9ticos alguma vez vistos no Universo. 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