{"id":2945,"date":"2020-04-03T05:54:10","date_gmt":"2020-04-03T05:54:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2945"},"modified":"2020-04-03T05:54:11","modified_gmt":"2020-04-03T05:54:11","slug":"a-curvatura-do-espaco-tempo-vai-ajudar-o-wfirst-a-encontrar-exoplanetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/04\/03\/a-curvatura-do-espaco-tempo-vai-ajudar-o-wfirst-a-encontrar-exoplanetas\/","title":{"rendered":"A curvatura do espa\u00e7o-tempo vai ajudar o WFIRST a encontrar exoplanetas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/v9Loo7M.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/v9Loo7M-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2946\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/v9Loo7M-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/v9Loo7M-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/v9Loo7M-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/v9Loo7M.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o conceito de microlente gravitacional. Quando uma estrela passa muito perto ou em frente de outra, pode &#8220;dobrar&#8221; a luz da estrela de fundo. Se a estrela mais pr\u00f3xima albergar um sistema planet\u00e1rio, os planetas tamb\u00e9m podem agir como lentes, cada um produzindo um curto desvio no brilho da fonte.<br>Cr\u00e9dito: Laborat\u00f3rio de Imagens Conceptuais do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O WFIRST (Wide Field Infrared Survey Telescope) da NASA ir\u00e1 procurar planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar na dire\u00e7\u00e3o do centro da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, onde est\u00e3o a maioria das estrelas. O estudo das propriedades dos mundos exoplanet\u00e1rios ajudar-nos-\u00e1 a entender o aspeto dos sistemas planet\u00e1rios por toda a Gal\u00e1xia e como se formam e evoluem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A combina\u00e7\u00e3o das descobertas do WFIRST com os resultados das miss\u00f5es Kepler e TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA vai dar por conclu\u00eddo o primeiro censo planet\u00e1rio sens\u00edvel a uma ampla gama de massas e \u00f3rbitas planet\u00e1rias, aproximando-nos da descoberta de mundos habit\u00e1veis parecidos com a Terra, al\u00e9m do nosso pr\u00f3prio planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 \u00e0 data, os astr\u00f3nomos encontraram a maioria dos planetas quando passam em frente da sua estrela hospedeira em eventos chamados tr\u00e2nsitos, que diminuem temporariamente a luz da estrela. Os dados do WFIRST tamb\u00e9m podem detetar tr\u00e2nsitos, mas a miss\u00e3o ir\u00e1 observar principalmente o efeito oposto &#8211; pequenos picos de brilho produzido por um fen\u00f3meno de curvatura da luz chamado microlente. Estes eventos s\u00e3o muito menos comuns do que os tr\u00e2nsitos, porque dependem do alinhamento casual de duas estrelas amplamente separadas e sem rela\u00e7\u00e3o \u00e0 deriva no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os sinais de microlentes de pequenos planetas s\u00e3o raros e breves, mas s\u00e3o mais fortes do que os sinais de outros m\u00e9todos,&#8221; disse David Bennett, que lidera o grupo de microlentes gravitacionais no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;Tendo em conta que \u00e9 um evento em um milh\u00e3o, a chave para o WFIRST encontrar planetas de baixa massa \u00e9 pesquisar centenas de milh\u00f5es de estrelas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, as microlentes s\u00e3o mais eficazes a encontrar planetas dentro e para l\u00e1 da zona habit\u00e1vel &#8211; as dist\u00e2ncias em que os planetas podem ter \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s microlentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este efeito ocorre quando a luz passa perto de um objeto massivo. Qualquer coisa com massa distorce o tecido do espa\u00e7o-tempo, como uma bola de bowling quando colocada num trampolim. A luz viaja numa linha reta, mas se o espa\u00e7o-tempo for curvado &#8211; o que acontece pr\u00f3ximo de algo massivo, como uma estrela &#8211; a luz segue a curva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sempre que duas estrelas se alinham a partir da nossa perspetiva, a luz da estrela mais distante \u00e9 curvada \u00e0 medida que se desloca pelo espa\u00e7o-tempo curvo da estrela mais pr\u00f3xima. Este fen\u00f3meno, uma das previs\u00f5es da teoria geral da relatividade de Einstein, foi confirmado pelo f\u00edsico brit\u00e2nico Sir Arthur Eddington durante um eclipse solar total em 1919. Se o alinhamento for especialmente \u00edntimo, a estrela mais pr\u00f3xima age como uma lente c\u00f3smica natural, focando e intensificando a luz da estrela de fundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas que orbitam a estrela no plano da frente tamb\u00e9m podem modificar a luz que passa pela lente, agindo como as suas pr\u00f3prias lentes gravitacionais min\u00fasculas. A distor\u00e7\u00e3o que criam permite que os astr\u00f3nomos me\u00e7am a massa e dist\u00e2ncia do planeta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua estrela hospedeira. \u00c9 assim que o WFIRST ir\u00e1 usar microlentes para descobrir novos mundos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"How Gravitational Microlensing Looks to an Observer\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2oIvUd0hdKY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mundos familiares e ex\u00f3ticos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tentar interpretar popula\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias hoje em dia \u00e9 como tentar interpretar uma imagem com uma metade tapada,&#8221; disse Matthew Penny, professor assistente de f\u00edsica e astronomia da Universidade Estatal do Louisiana em Baton Rouge, EUA, que liderou um estudo para prever as capacidades de pesquisa de microlentes do WFIRST. &#8220;Para entender completamente a forma\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios, precisamos encontrar planetas de todas as massas a todas as dist\u00e2ncias. Nenhuma t\u00e9cnica pode fazer isso, mas o levantamento de microlentes do WFIRST, em combina\u00e7\u00e3o com os resultados do Kepler e do TESS, revelar\u00e1 muito mais da imagem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 \u00e0 data foram confirmados mais de 4000 exoplanetas, mas apenas 86 foram descobertos atrav\u00e9s de microlentes. As t\u00e9cnicas usadas frequentemente para encontrar outros mundos s\u00e3o direcionadas a planetas que tendem a ser muito diferentes daqueles do nosso Sistema Solar. O m\u00e9todo de tr\u00e2nsito, por exemplo, \u00e9 melhor para encontrar planetas do tipo sub-Neptuno que t\u00eam \u00f3rbitas muito mais pequenas do que Merc\u00fario. Para um sistema planet\u00e1rio como o nosso, os estudos de tr\u00e2nsito podem perder todos os planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento de microlentes do WFIRST vai ajudar a encontrar an\u00e1logos de todos os planetas do nosso Sistema Solar \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de Merc\u00fario, cuja baixa massa e \u00f3rbita pequena se combinam para o colocar fora do alcance da miss\u00e3o. O WFIRST vai encontrar planetas que t\u00eam a massa da Terra e ainda mais pequenos &#8211; talvez at\u00e9 luas grandes, como a lua de J\u00fapiter, Ganimedes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/Yecls1D.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/Yecls1D.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O Kepler e outros esfor\u00e7os de procura exoplanet\u00e1ria descobriram milhares de planetas grandes com \u00f3rbitas pequenas, representados pelos pontos vermelhos e pretos neste gr\u00e1fico. O WFIRST vai descobrir planetas com uma gama muito maior de massas, mais distantes da sua estrela hospedeira, representados pelos pontos azuis.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, adaptado de Penny et al. (2019) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O WFIRST tamb\u00e9m conseguir\u00e1 encontrar planetas pertencentes a outras categorias pouco estudadas. As microlentes s\u00e3o mais adequadas para encontrar mundos a partir da zona habit\u00e1vel para fora. Isto inclui gigantes gelados, como \u00darano e Neptuno do nosso Sistema Solar, e at\u00e9 planetas flutuantes &#8211; mundos que vagueiam livremente pela Gal\u00e1xia, sem liga\u00e7\u00e3o a qualquer estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora os gigantes de gelo sejam uma minoria no nosso Sistema Solar, um estudo de 2016 indicou que podem ser o tipo planet\u00e1rio mais comum da Gal\u00e1xia. O WFIRST ir\u00e1 colocar essa teoria \u00e0 prova e ir\u00e1 ajudar-nos a melhor entender quais as caracter\u00edsticas planet\u00e1rias mais prevalentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O WFIRST vai explorar regi\u00f5es da Gal\u00e1xia que ainda n\u00e3o foram sistematicamente examinadas em busca de exoplanetas devido aos diferentes objetivos das miss\u00f5es anteriores. O Kepler, por exemplo, investigou uma regi\u00e3o de tamanho modesto com aproximadamente 100 graus quadrados com 100.000 estrelas a dist\u00e2ncias t\u00edpicas de mais ou menos 1000 anos-luz. O TESS varre o c\u00e9u inteiro e rastreia 200.000 estrelas, no entanto as suas dist\u00e2ncias t\u00edpicas rondam os 100 anos-luz. O WFIRST ir\u00e1 investigar aproximadamente 3 graus quadrados, mas seguir\u00e1 200 milh\u00f5es de estrelas a dist\u00e2ncias de aproximadamente 10.000 anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado que o WFIRST \u00e9 um telesc\u00f3pio infravermelho, conseguir\u00e1 ver atrav\u00e9s das nuvens de poeira que impedem outros telesc\u00f3pios de estudar planetas na regi\u00e3o central e movimentada da nossa Gal\u00e1xia. A maioria das observa\u00e7\u00f5es terrestres de microlentes, at\u00e9 ao momento, t\u00eam sido no vis\u00edvel, tornando o centro da Via L\u00e1ctea um territ\u00f3rio largamente inexplorado. Um levantamento de microlentes, realizado desde 2015 e usando o UKIRT (United Kingdom Infrared Telescope) no Hawaii, est\u00e1 a pavimentar o caminho para o censo exoplanet\u00e1rio do WFIRST, mapeando a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento UKIRT est\u00e1 a fornecer as primeiras medi\u00e7\u00f5es da taxa de eventos de microlentes na dire\u00e7\u00e3o do n\u00facleo da Gal\u00e1xia, onde as estrelas est\u00e3o mais densamente concentradas. Os resultados v\u00e3o ajudar os astr\u00f3nomos a selecionar a estrat\u00e9gia de observa\u00e7\u00e3o final para o esfor\u00e7o de microlentes do WFIRST.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo mais recente da equipa do UKIRT \u00e9 detetar eventos de microlentes usando aprendizagem de m\u00e1quina, que ser\u00e1 vital para o WFIRST. A miss\u00e3o vai produzir uma quantidade t\u00e3o grande de dados que n\u00e3o seria pr\u00e1tico visualiz\u00e1-los apenas a olho. O aperfei\u00e7oamento da procura exigir\u00e1 processos automatizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados adicionais do UKIRT apontam para uma estrat\u00e9gia de observa\u00e7\u00e3o que revelar\u00e1 o maior n\u00famero poss\u00edvel de eventos de microlentes, evitando as nuvens mais espessas de poeira que podem bloquear at\u00e9 a luz infravermelha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso levantamento atual com o UKIRT est\u00e1 a criar as bases para que o WFIRST possa implementar o primeiro levantamento espacial dedicado \u00e0s microlentes,&#8221; disse Savannah Jacklin, astr\u00f3noma da Universidade de Vanderbilt em Nashville, Tennessee, EUA, que liderou v\u00e1rios estudos do UKIRT. &#8220;As miss\u00f5es exoplanet\u00e1rias anteriores expandiram o nosso conhecimento dos sistemas planet\u00e1rios e o WFIRST dar\u00e1 um passo gigante para entender melhor como os planetas &#8211; particularmente aqueles dentro da zona habit\u00e1vel das suas estrelas hospedeiras &#8211; se formam e evoluem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>De an\u00e3s castanhas a buracos negros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mesma pesquisa de microlentes que ir\u00e1 revelar milhares de planetas tamb\u00e9m ir\u00e1 detetar centenas de outros objetos c\u00f3smicos bizarros e interessantes. Os cientistas ser\u00e3o capazes de estudar corpos flutuantes com massas que variam entre a de Marte e 100 vezes a do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O limite inferior deste intervalo de massas inclui planetas expelidos das suas estrelas hospedeiras e que agora vagueiam a Gal\u00e1xia como planetas flutuantes ou fugitivos. A seguir, est\u00e3o as an\u00e3s castanhas, demasiado grandes para serem caracterizadas como planetas, mas n\u00e3o suficientemente massivas para se tornarem estrelas. As an\u00e3s castanhas n\u00e3o brilham visivelmente como estrelas, mas o WFIRST ser\u00e1 capaz de as estudar no infravermelho atrav\u00e9s do calor que resta da sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os objetos na extremidade superior incluem &#8220;cad\u00e1veres&#8221; estelares &#8211; estrelas de neutr\u00f5es e buracos negros &#8211; deixados para tr\u00e1s quando as estrelas massivas esgotam o seu combust\u00edvel. O estudo e a medi\u00e7\u00e3o das suas massas v\u00e3o ajudar os cientistas a compreender mais sobre a morte das estrelas, ao mesmo tempo que fornecem um censo dos buracos negros de massa estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O levantamento de microlentes do WFIRST avan\u00e7ar\u00e1 n\u00e3o apenas a nossa compreens\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios,&#8221; disse Penny, &#8220;como tamb\u00e9m permitir\u00e1 toda uma s\u00e9rie de outros estudos sobre a variabilidade de 200 milh\u00f5es de estrelas, a estrutura e a forma\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea interior e a popula\u00e7\u00e3o de buracos negros e outros objetos escuros e compactos que s\u00e3o dif\u00edceis ou imposs\u00edveis de estudar de qualquer outra maneira.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Infelizmente, o or\u00e7amento deste ano da NASA apenas tem fundos para o desenvolvimento do WFIRST at\u00e9 setembro de 2020. O or\u00e7amento de 2021 prop\u00f5e a interrup\u00e7\u00e3o do financiamento da miss\u00e3o WFIRST e um maior foco na conclus\u00e3o do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, agora com lan\u00e7amento planeado para mar\u00e7o de 2021. A administra\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia espacial n\u00e3o est\u00e1 pronta para prosseguir com outro telesc\u00f3pio extremamente caro at\u00e9 que o Webb seja lan\u00e7ado com sucesso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"WFIRST Will Look Toward the Galactic Center for Microlensing Events\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rTHQUylSrTM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/warped-space-time-to-help-wfirst-find-exoplanets\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WFIRST:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/wfirst.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide_Field_Infrared_Survey_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Microlentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Microlensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planetas flutuantes:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rogue_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/vision\/universe\/starsgalaxies\/brown_dwarf_detectives.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/kepler.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA (p\u00e1gina oficial)<\/a><br><a href=\"http:\/\/keplerscience.arc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">K2 (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/kepler\/\">Arquivo de dados do Kepler<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/k2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados da miss\u00e3o K2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>UKIRT (United Kingdom Infrared Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.ukirt.hawaii.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/United_Kingdom_Infrared_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o conceito de microlente gravitacional. 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