{"id":2936,"date":"2020-03-31T06:07:27","date_gmt":"2020-03-31T06:07:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2936"},"modified":"2020-03-31T06:07:36","modified_gmt":"2020-03-31T06:07:36","slug":"revisitando-dados-antigos-da-voyager-2-os-cientistas-descobrem-mais-um-segredo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/03\/31\/revisitando-dados-antigos-da-voyager-2-os-cientistas-descobrem-mais-um-segredo\/","title":{"rendered":"Revisitando dados antigos da Voyager 2, os cientistas descobrem mais um segredo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/image_3_2.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"985\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/AUcKM1Z.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2937\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/AUcKM1Z.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/AUcKM1Z-150x150.png 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/AUcKM1Z-300x300.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/AUcKM1Z-768x768.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>A Voyager 2 obteve esta imagem \u00e0 medida que se aproximava de \u00darano no dia 14 de janeiro de 1986. O tom azulado do planeta \u00e9 devido ao metano na sua atmosfera, que absorve comprimentos de onda vermelhos da luz.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Oito anos e meio depois do in\u00edcio da sua grande &#8220;tourn\u00e9e&#8221; pelo Sistema Solar, a sonda Voyager 2 encontrava-se pronta para outro encontro. Est\u00e1vamos no dia 24 de janeiro de 1986 e ia deparar-se em breve com o misterioso s\u00e9timo planeta, \u00darano, frio como o gelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas horas seguintes, a Voyager 2 passou a 81.433 km do topo das nuvens de \u00darano, recolhendo dados que revelaram dois novos an\u00e9is, 11 novas luas e temperaturas abaixo dos -214\u00ba C. Estes dados ainda permanecem como as \u00fanicas medi\u00e7\u00f5es obtidas de perto do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, os cientistas que reinspeccionam esses dados encontraram mais um segredo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem o conhecimento de toda a comunidade da f\u00edsica espacial, h\u00e1 34 anos a Voyager 2 passou atrav\u00e9s de um plasmoide, uma bolha magn\u00e9tica gigante que pode estar a levar a atmosfera de \u00darano para o espa\u00e7o. A descoberta, relatada na revista Geophysical Research Letters, levanta novas quest\u00f5es sobre o ambiente magn\u00e9tico \u00fanico do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um &#8220;estranho&#8221; magn\u00e9tico e oscilante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As atmosferas planet\u00e1rias por todo o Sistema Solar est\u00e3o a vazar para o espa\u00e7o. O hidrog\u00e9nio &#8220;brota&#8221; de V\u00e9nus para se juntar ao vento solar, o fluxo cont\u00ednuo de part\u00edculas que escapam do Sol. J\u00fapiter e Saturno ejetam bolhas do seu &#8220;ar&#8221; eletricamente carregado. At\u00e9 a atmosfera da Terra escapa para o espa\u00e7o (n\u00e3o se preocupe, continuar\u00e1 a existir por outros mil milh\u00f5es de anos ou mais).<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos s\u00e3o min\u00fasculos nas escalas de tempo humanas, mas, dado tempo suficiente, a fuga atmosf\u00e9rica pode fundamentalmente alterar o destino de um planeta. Para um caso em espec\u00edfico, basta olhar para Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Marte costumava ser um planeta h\u00famido com uma atmosfera espessa,&#8221; disse Gina DiBraccio, f\u00edsica espacial do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e cientista do projeto MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution). &#8220;Evoluiu com o tempo&#8221; &#8211; 4 mil milh\u00f5es de anos de fuga atmosf\u00e9rica para o espa\u00e7o &#8211; &#8220;para se tornar no planeta seco que vemos hoje.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A fuga atmosf\u00e9rica \u00e9 impulsionada pelo campo magn\u00e9tico de um planeta, que pode ajudar e dificultar o processo. Os cientistas pensam que os campos magn\u00e9ticos podem proteger um planeta, afastando as tempestades do vento solar, destruidor de atmosferas. Mas tamb\u00e9m podem criar oportunidades de escape, como as bolhas gigantes libertadas por Saturno e por J\u00fapiter quando as linhas do campo magn\u00e9tico se emaranham. De qualquer maneira, para entender como as atmosferas mudam, os cientistas t\u00eam que prestar muita aten\u00e7\u00e3o ao magnetismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 mais uma raz\u00e3o pela qual \u00darano \u00e9 um mist\u00e9rio. O &#8220;flyby&#8221; da Voyager em 1986 revelou o qu\u00e3o magneticamente estranho o planeta \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A estrutura, o modo como se move&#8230;,&#8221; disse Di Braccio, &#8220;\u00darano \u00e9 realmente \u00fanico.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio de qualquer outro planeta no nosso Sistema Solar, \u00darano gira quase perfeitamente de lado &#8211; como um leit\u00e3o no espeto &#8211; completando uma volta a cada 17 horas. Os pontos do eixo magn\u00e9tico apontam 60\u00ba para longe desse eixo de rota\u00e7\u00e3o, de modo que \u00e0 medida o planeta gira, a sua magnetosfera &#8211; o espa\u00e7o esculpido pelo seu campo magn\u00e9tico &#8211; oscila como uma bola de r\u00e2guebi mal atirada. Os cientistas ainda n\u00e3o sabem como o modelar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/w8SQ9Bf.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/w8SQ9Bf.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Anima\u00e7\u00e3o que mostra o campo magn\u00e9tico de \u00darano. A seta amarela aponta para o Sol, a seta azul clara assinala o eixo magn\u00e9tico de \u00darano e a seta azul escura assinala o eixo de rota\u00e7\u00e3o de \u00darano.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Scientific Visualization Studio\/Tom Bridgman <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Esta excentricidade atraiu DiBraccio e o seu coautor Dan Gershman, f\u00edsico espacial de Goddard, ao projeto. Ambos faziam parte de uma equipa que elaborava planos para uma nova miss\u00e3o aos &#8220;gigantes gasosos&#8221; \u00darano e Neptuno, e estavam \u00e0 procura de mist\u00e9rios para resolver. O estranho campo magn\u00e9tico de \u00darano, medido pela \u00faltima vez h\u00e1 mais de 30 anos, parecia um bom lugar para come\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, fizeram download das leituras do magnet\u00f3metro da Voyager 2, que monitorizou a for\u00e7a e a dire\u00e7\u00e3o dos campos magn\u00e9ticos perto de \u00darano \u00e0 medida que a nave espacial por l\u00e1 passava. Sem ideia do que podiam encontrar, debru\u00e7aram-se com mais aten\u00e7\u00e3o do que estudos anteriores, tra\u00e7ando um novo ponto de dados a cada 1,92 segundos. As linhas suaves deram lugar a picos e quedas irregulares. E foi a\u00ed que o viram: um pequeno ziguezague com uma grande hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Achas que isto pode ser&#8230; um plasmoide?&#8221; perguntou Gershman a DiBraccio, vendo o rabisco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/NpzG9JE.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/NpzG9JE.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Dados do magnet\u00f3metro da Voyager 2, aquando do &#8220;flyby&#8221; por \u00darano em 1986. A linha vermelha mostra a m\u00e9dia dos dados ao longo de per\u00edodos de 8 minutos, uma cad\u00eancia de tempo usada por v\u00e1rios estudos anteriores. A preto, os mesmos dados mas a uma resolu\u00e7\u00e3o maior de 1,92 segundos, revelando a assinatura &#8220;ziguezague&#8221; de um plasmoide.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Dan Gershman <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pouco conhecidos na altura da passagem da Voyager 2, os plasmoides foram desde ent\u00e3o reconhecidos como uma maneira importante dos planetas perderem massa. Estas bolhas gigantes de plasma, ou g\u00e1s eletrificado, desprendem-se do final da magnetocauda de um planeta &#8211; a parte do seu campo magn\u00e9tico soprada pelo Sol como uma manga de vento. Com tempo suficiente, os plasmoides que escapam podem drenar i\u00f5es da atmosfera de um planeta, alterando fundamentalmente a sua composi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 haviam sido observados na Terra e noutros planetas, mas ningu\u00e9m tinha detetado plasmoides em \u00darano &#8211; ainda.<\/p>\n\n\n\n<p>DiBraccio executou os dados atrav\u00e9s do seu &#8220;pipeline&#8221; de processamento e os resultados voltaram limpos. &#8220;Eu acho que \u00e9 mesmo,&#8221; disse ela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A bolha escapa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O plasmoide que DiBraccio e Gershman encontraram ocupava uns meros 60 segundos do voo de 45 horas da Voyager 2 por \u00darano. Aparecia como um r\u00e1pido movimento de cima para baixo nos dados do magnet\u00f3metro. &#8220;Mas, se o v\u00edssemos em 3D, pareceria um cilindro,&#8221; disse Gershman.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparando os seus resultados com plasmoides observados em J\u00fapiter, Saturno e em Merc\u00fario, estimaram uma forma cil\u00edndrica com pelo menos 204.000 quil\u00f3metros de comprimento, e at\u00e9 400.000 quil\u00f3metros de largura. Tal como todos os plasmoides planet\u00e1rios, estava repleto de part\u00edculas carregadas &#8211; principalmente hidrog\u00e9nio ionizado, pensam os autores.<\/p>\n\n\n\n<p>As leituras de dentro do plasmoide &#8211; enquanto a Voyager 2 voava atrav\u00e9s dele &#8211; sugeriram as suas origens. Ao passo que alguns plasmoides t\u00eam um campo magn\u00e9tico interno torcido, DiBraccio e Gershman observaram &#8220;loops&#8221; magn\u00e9ticos suaves e fechados. Tais plasmoides s\u00e3o tipicamente formados quando um planeta lan\u00e7a peda\u00e7os da sua atmosfera para o espa\u00e7o. &#8220;As for\u00e7as centr\u00edfugas assumem o controlo e o plasmoide aperta,&#8221; explicou Gershman. De acordo com as suas estimativas, este tipo de plasmoide pode representar entre 15 e 55% da perda de massa atmosf\u00e9rica em \u00darano, uma propor\u00e7\u00e3o maior do que em J\u00fapiter ou Saturno. Pode muito bem ser a maneira dominante de \u00darano lan\u00e7ar a sua atmosfera para o espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 que o escape de plasmoides mudou \u00darano ao longo do tempo? Com apenas um conjunto de observa\u00e7\u00f5es, \u00e9 dif\u00edcil dizer.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Imagine se uma nave espacial tivesse passado por esta sala e tentasse caracterizar toda a Terra,&#8221; disse DiBraccio. &#8220;Obviamente, n\u00e3o vai mostrar nada sobre o Saara ou sobre a Ant\u00e1rtica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as descobertas ajudam a focar novas quest\u00f5es sobre o planeta. O mist\u00e9rio remanescente \u00e9 parte do que os atrai. &#8220;\u00c9 por isso que adoro a ci\u00eancia planet\u00e1ria,&#8221; comentou DiBraccio. &#8220;Estamos sempre a ir a algum lugar que n\u00e3o conhecemos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/revisiting-decades-old-voyager-2-data-scientists-find-one-more-secret\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1029\/2019GL083909\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Geophysical Research Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/uranus-gas-blob-voyager-2-discovery.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/uranus-atmosphere-is-leaking-gas-into-space\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-03-revisiting-decades-old-voyager-scientists-secret.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2020\/03\/27\/evidence-of-uranus-leaking-atmosphere-found-hidden-in-voyager-2-observations\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/something-leaking-out-uranus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/voyager-uranus-flyby-2020-review\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popularmechanics.com\/space\/solar-system\/a31958857\/uranus-is-leaking-gas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Mechanics<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/03\/27\/world\/uranus-plasmoid-voyager-2-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2020\/03\/27\/science\/uranus-bubble-voyager.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The New York Times<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2020\/03\/25\/theres-something-coming-out-of-uranus-and-a-giant-magnetic-bubble-is-to-blame\/#44384cc31c93\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plasmoide:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Plasmoid\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00darano:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Uranus_(planet)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sondas Voyager:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.heavens-above.com\/SolarEscape.aspx?lat=0&amp;lng=0&amp;loc=Unspecified&amp;alt=0&amp;tz=CET\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Heavens Above<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 1 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 2 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Voyager 2 obteve esta imagem \u00e0 medida que se aproximava de \u00darano no dia 14 de janeiro de 1986. 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