{"id":2843,"date":"2020-02-25T06:37:46","date_gmt":"2020-02-25T06:37:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2843"},"modified":"2020-02-25T06:44:35","modified_gmt":"2020-02-25T06:44:35","slug":"2843","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/02\/25\/2843\/","title":{"rendered":"Planeta com ano de 18 horas \u00e0 beira da destrui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/z1EeK1z.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"724\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/z1EeK1z-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2113\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/z1EeK1z-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/z1EeK1z-300x212.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/z1EeK1z-768x543.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/z1EeK1z.jpg 1169w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um J\u00fapiter quente orbitando muito perto de uma estrela.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Warwick\/Mark Garlick<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos da Universidade de Warwick observaram um exoplaneta orbitando uma estrela em pouco mais de 18 horas, o per\u00edodo orbital mais curto j\u00e1 observado para um planeta do seu tipo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto significa que a dura\u00e7\u00e3o do ano para este J\u00fapiter quente &#8211; um gigante gasoso semelhante em tamanho e composi\u00e7\u00e3o com J\u00fapiter, no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar &#8211; \u00e9 inferior a um dia terrestre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O achado foi divulgado num artigo cient\u00edfico publicado dia 20 de fevereiro na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e os cientistas pensam que pode ajudar a descobrir se os planetas deste g\u00e9nero est\u00e3o, ou n\u00e3o, numa espiral destrutiva em dire\u00e7\u00e3o aos seus s\u00f3is.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O planeta NGTS-10b foi descoberto a cerca de 1000 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra, como parte do NGTS (Next-Generation Transit Survey), um levantamento exoplanet\u00e1rio sediado no Chile que visa descobrir planetas do tamanho de Neptuno usando o m\u00e9todo de tr\u00e2nsito. Isto envolve a observa\u00e7\u00e3o de estrelas em busca de uma queda no brilho, indicativa da passagem de um planeta \u00e0 sua frente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A qualquer momento o levantamento observa 100 graus quadrados do c\u00e9u, que inclui cerca de 100.000 estrelas. Dessas 100.000 estrelas, esta chamou a aten\u00e7\u00e3o dos astr\u00f3nomos devido aos mergulhos muito frequentes no brilho estelar provocados pela r\u00e1pida \u00f3rbita do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor principal Dr. James McCormac, do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, disse: &#8220;Estamos empolgados em anunciar a descoberta de NGTS-10b, um planeta do tamanho de J\u00fapiter com um per\u00edodo extremamente curto que orbita uma estrela n\u00e3o muito diferente do nosso Sol. Tamb\u00e9m estamos satisfeitos com o facto do NGTS continuar a empurrar as fronteiras da ci\u00eancia terrestre de tr\u00e2nsitos exoplanet\u00e1rios atrav\u00e9s da descoberta de classes raras de exoplanetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Embora, em teoria, os J\u00fapiteres quentes com per\u00edodos orbitais curtos (menos de 24 horas) sejam os mais f\u00e1ceis de detetar devido ao seu grande tamanho e tr\u00e2nsitos frequentes, provaram ser extremamente raros. Das centenas de J\u00fapiteres quentes atualmente conhecidos, apenas sete t\u00eam um per\u00edodo orbital inferior a um dia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NGTS-10b orbita t\u00e3o depressa porque est\u00e1 muito pr\u00f3ximo do seu sol &#8211; a apenas o dobro do di\u00e2metro da estrela que, no contexto do nosso Sistema Solar, a posicionaria 27 vezes mais perto do que Merc\u00fario est\u00e1 do nosso pr\u00f3prio Sol. Os cientistas notaram que est\u00e1 perigosamente perto do ponto em que as for\u00e7as de mar\u00e9 da estrela acabariam por destruir o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 prov\u00e1vel que o planeta sofra bloqueio de mar\u00e9, de modo que um lado est\u00e1 constantemente virado para a estrela e constantemente quente &#8211; os astr\u00f3nomos estimam que a temperatura m\u00e9dia seja superior a 1000\u00ba C. A estrela, propriamente dita, tem mais ou menos 70% do raio do Sol e \u00e9 1000\u00ba C mais fria que o Sol, com cerca de 4000\u00ba C. NGTS-10b tamb\u00e9m \u00e9 um excelente candidato para caracteriza\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando fotometria de tr\u00e2nsito, os cientistas sabem que o planeta \u00e9 20% maior do que o nosso J\u00fapiter e tem pouco mais de duas vezes a sua massa, de acordo com medi\u00e7\u00f5es da velocidade radial, capturadas num ponto conveniente do seu ciclo de vida para ajudar a responder perguntas sobre a evolu\u00e7\u00e3o deste tipo de planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas massivos geralmente formam-se muito longe da estrela e depois migram por meio de intera\u00e7\u00f5es com o disco enquanto o planeta ainda est\u00e1 a formar-se, ou por meio de intera\u00e7\u00f5es com planetas adicionais muito mais tarde na sua vida. Os astr\u00f3nomos planeiam solicitar tempo de observa\u00e7\u00e3o para obter medi\u00e7\u00f5es de alta precis\u00e3o de NGTS-10b e continuar a observ\u00e1-lo na pr\u00f3xima d\u00e9cada para determinar se permanecer\u00e1 nesta \u00f3rbita por algum tempo &#8211; ou se entrar\u00e1 numa espiral da morte em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sua estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coautor Dr. David Brown acrescenta: &#8220;Pensa-se que estes planetas de per\u00edodo extremamente curto migram dos confins dos seus sistemas solares e acabam sendo consumidos ou perturbados pela estrela. Ou temos muita sorte de os avistar neste per\u00edodo orbital curto, ou os processos pelos quais o planeta migra para a estrela s\u00e3o menos eficientes do que imaginamos; nesse caso, poder\u00e1 viver nesta configura\u00e7\u00e3o durante muito mais tempo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coautor Dr. Daniel Bayliss disse: &#8220;Nos pr\u00f3ximos dez anos, pode ser poss\u00edvel ver este planeta a espiralar. Vamos poder usar o NGTS para o monitorizar ao longo de uma d\u00e9cada. Se pud\u00e9ssemos ver que o per\u00edodo orbital estava a come\u00e7ar a diminuir e o planeta a come\u00e7ar a espiralar, isso dir-nos-ia muito sobre a estrutura do planeta que ainda n\u00e3o sabemos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tudo o que sabemos sobre a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria diz-nos que os planetas e as estrelas formam-se ao mesmo tempo. O melhor modelo que temos sugere que a estrela tem cerca de 10 mil milh\u00f5es de anos e assumimos que o planeta tamb\u00e9m tem. Ou estamos a v\u00ea-lo nos \u00faltimos est\u00e1gios da sua vida, ou de alguma forma \u00e9 capaz de viver aqui por mais tempo do que devia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/newsandevents\/pressreleases\/18-hour_year_planet\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/mnras\/staa115\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1909.12424\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/exoplanets\/an-18-hour-year-planet-is-on-the-edge-of-destruction.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/02\/200220104045.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-02-eighteen-hour-year-planet-edge-destruction.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/news-science\/exoplanet-18-hour-year-25234\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/02\/20\/world\/exoplanet-short-orbit-destruction-scn\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/planet-orbits-star-destruction-astronomers-1488413\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/brucedorminey\/2020\/02\/21\/hot-jupiter-may-soon-be-destroyed-by-its-own-star-say-astronomers\/#3abca46e51b6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGTS-10b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/ngts-10_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGTS (Next-Generation Transit Survey):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ngtransits.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/ngts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Next-Generation_Transit_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista de um J\u00fapiter quente orbitando muito perto de uma estrela.Cr\u00e9dito: Universidade de Warwick\/Mark Garlick Astr\u00f3nomos da Universidade de Warwick observaram um exoplaneta orbitando uma estrela em pouco mais de 18 horas, o per\u00edodo orbital mais curto j\u00e1 observado para um planeta do seu tipo. 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