{"id":2829,"date":"2020-02-18T06:39:04","date_gmt":"2020-02-18T06:39:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2829"},"modified":"2020-02-18T06:39:13","modified_gmt":"2020-02-18T06:39:13","slug":"telescopio-do-eso-observa-superficie-de-betelgeuse-a-diminuir-de-brilho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/02\/18\/telescopio-do-eso-observa-superficie-de-betelgeuse-a-diminuir-de-brilho\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio do ESO observa superf\u00edcie de Betelgeuse a diminuir de brilho"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2003c.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"350\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/eso2003c.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2830\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/eso2003c.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/eso2003c-300x150.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/eso2003c-660x330.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Este mosaico de compara\u00e7\u00e3o mostra a estrela Betelgeuse antes e depois da diminui\u00e7\u00e3o de brilho. As observa\u00e7\u00f5es obtidas em janeiro e dezembro de 2019 com o instrumento SPHERE, montado no Very Large Telescope do ESO, mostram o quanto a estrela desvaneceu e como \u00e9 que a sua forma aparente variou.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Montarg\u00e8s et al.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astr\u00f3nomos capturaram a diminui\u00e7\u00e3o de brilho de Betelgeuse, uma estrela supergigante vermelha localizada na constela\u00e7\u00e3o de Orionte. As novas imagens da superf\u00edcie da estrela mostram n\u00e3o apenas a supergigante vermelha a desvanecer em brilho, mas tamb\u00e9m a varia\u00e7\u00e3o da sua forma aparente.<\/p>\n\n\n\n<p>Betelgeuse tem sido um farol no c\u00e9u noturno para os observadores estelares, no entanto durante o \u00faltimo ano temos assistido a uma diminui\u00e7\u00e3o do seu brilho. Nesta altura Betelgeuse apresenta cerca de 36% do seu brilho normal, uma varia\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel, vis\u00edvel at\u00e9 a olho nu. Tanto os entusiastas da astronomia como os cientistas pretendiam descobrir o porqu\u00ea desta diminui\u00e7\u00e3o de brilho sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma equipa liderada por Miguel Montarg\u00e8s, astr\u00f3nomo na KU Leuven, B\u00e9lgica, tem estado desde dezembro a observar a estrela com o VLT do ESO, com o objetivo de compreender porque \u00e9 que esta se est\u00e1 a tornar mais t\u00e9nue. Entre as primeiras observa\u00e7\u00f5es da campanha encontra-se uma imagem da superf\u00edcie de Betelgeuse, obtida no final do ano passado com o instrumento SPHERE.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ESOcast 217 Light: ESO Telescope Sees Surface of Dim Betelgeuse\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k38One1TlNQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A equipa tinha tamb\u00e9m observado a estrela com o SPHERE em janeiro de 2019, antes da diminui\u00e7\u00e3o do seu brilho, dando-nos assim uma imagem do antes e do depois de Betelgeuse. Obtidas no \u00f3tico, as imagens destacam as mudan\u00e7as que ocorreram na estrela, tanto em brilho como em forma aparente.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos entusiastas da astronomia perguntam-se se esta diminui\u00e7\u00e3o de brilho da Betelgeuse significar\u00e1 que a estrela est\u00e1 prestes a explodir. Tal como todas as supergigantes, um dia Betelgeuse transformar-se-\u00e1 numa supernova, no entanto os astr\u00f3nomos n\u00e3o pensam que seja isso que est\u00e1 a acontecer atualmente, tendo formulado outras hip\u00f3teses para explicar o que est\u00e1 exatamente a causar as varia\u00e7\u00f5es em forma e brilho observadas nas imagens SPHERE. &#8220;Os dois cen\u00e1rios em que estamos a trabalhar s\u00e3o um arrefecimento da superf\u00edcie devido a atividade estelar excecional ou eje\u00e7\u00e3o de poeiras na nossa dire\u00e7\u00e3o,&#8221; explica Montarg\u00e8s. &#8220;Claro que o nosso conhecimento de supergigantes vermelhas \u00e9 ainda incompleto e este \u00e9 um trabalho em curso, por isso podemos ainda ter alguma surpresa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Montarg\u00e8s e a sua equipa usaram o VLT instalado no Cerro Paranal, no Chile, para estudar a estrela, a qual se encontra a mais de 700 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra, e tentar encontrar pistas que apontem para o porqu\u00ea da diminui\u00e7\u00e3o do seu brilho. &#8220;O Observat\u00f3rio do Paranal do ESO \u00e9 uma das poucas infraestruturas capazes de obter imagens da superf\u00edcie de Betelgeuse,&#8221; diz Montarg\u00e8s. Os instrumentos montados no VLT permitem efetuar observa\u00e7\u00f5es desde o vis\u00edvel ao infravermelho m\u00e9dio, o que significa que os astr\u00f3nomos podem observar tanto a superf\u00edcie da estrela como o material que a circunda. &#8220;Esta \u00e9 a \u00fanica maneira de compreendermos o que est\u00e1 a acontecer a esta estrela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2003d.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/thumb700x\/eso2003d.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta imagem obtida com o instrumento VISIR montado no VLT do ESO, mostra a radia\u00e7\u00e3o infravermelha emitida pela poeira que circundava Betelgeuse em dezembro de 2019. As nuvens de poeira, que se assemelham a chamas nesta imagem, formam-se quando a estrela lan\u00e7a a sua mat\u00e9ria para o espa\u00e7o. O disco preto tapa o centro da estrela e muito do meio que a circunda, uma vez que, sendo muito brilhante, se n\u00e3o fosse tapado n\u00e3o conseguiriamos ver as plumas de poeira muito mais t\u00e9nues. O ponto laranja no meio do c\u00edrculo preto mostra onde foi obtida a imagem SPHERE da superf\u00edcie de Betelgeuse, que tem um tamanho pr\u00f3ximo da \u00f3rbita de J\u00fapiter.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/P. Kervella\/M. Montarg\u00e8s et al., Reconhecimento: Eric Pantin <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outra imagem nova, obtida com o instrumento VISIR montado no VLT, mostra a radia\u00e7\u00e3o infravermelha emitida pela poeira que circundava Betelgeuse em dezembro de 2019. Estas observa\u00e7\u00f5es foram realizadas por uma equipa liderada por Pierre Kervella do Observat\u00f3rio de Paris, Fran\u00e7a, que explicou que o comprimento de onda capturado nesta imagem \u00e9 semelhante ao detetado por c\u00e2maras que detetam calor. As nuvens de poeira, que se assemelham a chamas na imagem VISIR, formam-se quando a estrela lan\u00e7a a sua mat\u00e9ria para o espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A frase &#8216;somos todos feitos de poeira estelar&#8217; \u00e9 algo que ouvimos muito na astronomia popular, mas donde \u00e9 que vem exatamente esta poeira?&#8221; pergunta Emily Cannon, estudante de doutoramento na KU Leuven, que trabalha com imagens SPHERE de supergigantes vermelhas. &#8220;Ao longo das suas vidas, as supergigantes vermelhas como Betelgeuse criam e ejetam enormes quantidades de material ainda antes de explodirem sob a forma de supernovas. A tecnologia moderna permite-nos estudar estes objetos, situados a centenas de anos-luz de dist\u00e2ncia de n\u00f3s, com um detalhe sem precedentes, dando-nos a oportunidade de desvendar o mist\u00e9rio que d\u00e1 origem a esta perda de massa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Zooming in on Betelgeuse\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/weJG3_XhtL0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p> <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2003\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/astronomy.com\/news\/2020\/02\/dimming-betelgeuse-is-also-bent-out-of-shape-new-surface-images-show\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.skyandtelescope.com\/astronomy-news\/observing-news\/is-betelgeuse-approaching-a-crossroads\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/145011\/betelgeuse-is-still-dimming-and-we-have-the-pictures-to-prove-it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2020\/02\/14\/esos-very-large-telescope-shows-dramatic-dimming-of-betelgeuse\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.discovermagazine.com\/the-sciences\/betelgeuse-is-dimming-and-changing-shape-reveals-new-image-of-its-surface\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Discover<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-02-eso-telescope-surface-dim-betelgeuse.html\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2020\/02\/14\/will-betelgeuse-explode-after-unprecedented-dimming-the-giant-star-is-now-changing-shape\/#127d9135624c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2020\/02\/new-image-shows-betelgeuse-isnt-dimming-evenly\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ars Technica<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.euronews.com\/2020\/02\/14\/a-dying-star-one-thousand-times-bigger-than-the-sun-could-soon-explode\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">euronews<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/02\/14\/world\/betelgeuse-star-photo-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Betelgeuse:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Betelgeuse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este mosaico de compara\u00e7\u00e3o mostra a estrela Betelgeuse antes e depois da diminui\u00e7\u00e3o de brilho. As observa\u00e7\u00f5es obtidas em janeiro e dezembro de 2019 com o instrumento SPHERE, montado no Very Large Telescope do ESO, mostram o quanto a estrela desvaneceu e como \u00e9 que a sua forma aparente variou.Cr\u00e9dito: ESO\/M. Montarg\u00e8s et al. Com &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2830,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,1],"tags":[695,166,107],"class_list":["post-2829","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-betelgeuse","tag-eso","tag-vlt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2829"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2829\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2831,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2829\/revisions\/2831"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}