{"id":2779,"date":"2020-01-31T07:11:21","date_gmt":"2020-01-31T07:11:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2779"},"modified":"2020-01-31T07:11:34","modified_gmt":"2020-01-31T07:11:34","slug":"telescopio-webb-vai-continuar-o-legado-do-spitzer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/31\/telescopio-webb-vai-continuar-o-legado-do-spitzer\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio Webb vai continuar o legado do Spitzer"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/spitzer_launch_-_main_.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"703\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ELpd2YB-703x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2780\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ELpd2YB-703x1024.jpg 703w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ELpd2YB-206x300.jpg 206w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ELpd2YB-768x1119.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ELpd2YB.jpg 985w\" sizes=\"auto, (max-width: 703px) 100vw, 703px\" \/><\/a><figcaption>O Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA, na altura conhecido como SIRTF (Space Infrared Telescope Facility), foi lan\u00e7ado a partir de Cabo Canaveral no dia 25 de agosto de 2003.\nCr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando uma janela para o Universo se fecha, outra abre-se com uma vista ainda melhor. Alguns dos mesmos planetas, estrelas e gal\u00e1xias que vimos atrav\u00e9s da primeira janela v\u00e3o aparecer com detalhes ainda mais n\u00edtidos na que ser\u00e1 aberta em breve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA concluiu a sua miss\u00e3o no dia 30 de janeiro de 2020, ap\u00f3s mais de 16 extraordin\u00e1rios anos de explora\u00e7\u00e3o. O telesc\u00f3pio fez muitas descobertas para l\u00e1 da imagina\u00e7\u00e3o dos seus construtores, como planetas fora do nosso Sistema Solar, chamados exoplanetas, e gal\u00e1xias que se formaram perto do in\u00edcio do Universo. Muitas das descobertas do Spitzer ser\u00e3o estudadas com mais precis\u00e3o com o futuro Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, com lan\u00e7amento previsto para 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos muitas perguntas novas a fazer sobre o Universo gra\u00e7as ao Spitzer,&#8221; disse Michael Werner, cientista do projeto Spitzer no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;\u00c9 muito gratificante saber que est\u00e1 quase a chegar um conjunto t\u00e3o poderoso de recursos para acompanhar o que conseguimos come\u00e7ar com o Spitzer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto o Webb como o Spitzer s\u00e3o especializados na luz infravermelha, que \u00e9 invis\u00edvel aos olhos humanos. Mas com o seu espelho gigante de ber\u00edlio revestido a ouro e a nove novas tecnologias, o Webb \u00e9 cerca de 1000 vezes mais poderoso. Este pr\u00f3ximo telesc\u00f3pio poder\u00e1 empurrar as descobertas cient\u00edficas do Spitzer a novas fronteiras, desde a identifica\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas nas atmosferas de exoplanetas at\u00e9 \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o de algumas das primeiras gal\u00e1xias formadas pouco depois do Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das suas descobertas, o Spitzer tamb\u00e9m desbravou caminho para o Webb em termos de como operar um telesc\u00f3pio deste tipo. A fim de medir a radia\u00e7\u00e3o infravermelha com alta sensibilidade, um telesc\u00f3pio tem que estar muito frio. O Spitzer mostrou aos engenheiros como um observat\u00f3rio infravermelho se comporta na vastid\u00e3o do espa\u00e7o e a que temperaturas os planeadores da miss\u00e3o devem esperar lidar com o Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 dif\u00edcil ter um telesc\u00f3pio enorme no espa\u00e7o. Mas ter um telesc\u00f3pio enorme e frio \u00e9 muito mais complicado,&#8221; disse Amber Straughn, vice-cientista do projeto JWST (James Webb Space Telescope) para Comunica\u00e7\u00f5es de Ci\u00eancia. &#8220;O Spitzer ajudou-nos a aprender como melhor operar um telesc\u00f3pio muito frio no espa\u00e7o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com mais de 8700 artigos cient\u00edficos publicados tendo por base as descobertas do Spitzer, o telesc\u00f3pio tem sido um trunfo tremendo para os astr\u00f3nomos nas mais variadas disciplinas. Muitos destes resultados tentadores est\u00e3o prontos para serem revisitados com um telesc\u00f3pio mais poderoso, e o Webb prepara-se para os examinar no in\u00edcio da sua miss\u00e3o. Aqui fica uma lista dos feitos do Spitzer nos quais o Webb vai basear-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das descobertas mais impressionantes do Spitzer foi que existem n\u00e3o apenas tr\u00eas, mas sete planetas rochosos do tamanho da Terra em \u00f3rbita de uma estrela pequena e fraca chamada TRAPPIST-1. TRAPPIST-1 \u00e9 um dos sistemas planet\u00e1rios mais estudados, al\u00e9m do nosso, mas h\u00e1 muito mais a aprender sobre ele.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia22093-1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/eGiLW8W.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta impress\u00e3o de artista mostra o poss\u00edvel aspeto do sistema planet\u00e1rio de TRAPPIST-1, com base em dados dispon\u00edveis sobre os di\u00e2metros, massas e dist\u00e2ncias dos planetas. O Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer confirmou a presen\u00e7a de dois planetas do tamanho da Terra no sistema antes de descobrir outros cinco.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quarto planeta da estrela, TRAPPIST-1e, \u00e9 especialmente interessante porque possui densidade e gravidade superficial muito semelhante \u00e0 da Terra e recebe radia\u00e7\u00e3o estelar suficiente para ter temperaturas amig\u00e1veis o suficiente para a \u00e1gua l\u00edquida. O Webb vai observar este planeta para entender melhor se possui uma atmosfera e, a haver, qual a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a de mol\u00e9culas como o di\u00f3xido de carbono, dominante em Marte e em V\u00e9nus, teria implica\u00e7\u00f5es para a capacidade de um planeta em ter \u00e1gua l\u00edquida e outras condi\u00e7\u00f5es habit\u00e1veis. O Webb tamb\u00e9m ser\u00e1 capaz de detetar \u00e1gua atmosf\u00e9rica. Al\u00e9m disso, o Webb procurar\u00e1 calor proveniente de TRAPPIST-1b, o planeta mais pr\u00f3ximo da sua estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A diversidade de atmosferas em torno de mundos terrestres est\u00e1 provavelmente al\u00e9m das nossas imagina\u00e7\u00f5es mais selvagens,&#8221; disse Nikole Lewis, professora assistente de astronomia na Universidade Cornell em Ithaca, Nova Iorque, EUA. &#8220;Obter qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre o ar nestes planetas ser\u00e1 muito \u00fatil.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WASP-18b \u00e9 outro planeta intrigante que o Spitzer examinou e que o Webb investigar\u00e1 mais em observa\u00e7\u00f5es no in\u00edcio da miss\u00e3o. Este gigante gasoso, com 10 vezes a massa de J\u00fapiter, est\u00e1 localizado extremamente perto da sua estrela, completando uma \u00f3rbita a cada 23 horas. Devido \u00e0 sua alta temperatura (265\u00ba Celsius) e grande tamanho, \u00e9 conhecido como um &#8220;J\u00fapiter quente&#8221;. Usando dados do Spitzer e do Hubble, os astr\u00f3nomos descobriram em 2017 que este planeta possui muito mon\u00f3xido de carbono na sua atmosfera superior e pouco vapor de \u00e1gua. Este planeta \u00e9 particularmente interessante porque est\u00e1 t\u00e3o perto da sua estrela que corre o risco de ser completamente destru\u00eddo e poder\u00e1 n\u00e3o sobreviver outro milh\u00e3o de anos. Os astr\u00f3nomos est\u00e3o interessados em usar o Webb para observar os processos que ocorrem na atmosfera deste planeta, o que fornecer\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre os J\u00fapiteres quentes em geral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/galaxy-hd-189733b-16.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/07DBFNv.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Este \u00e9 o primeiro mapa da superf\u00edcie de um exoplaneta, ou planeta para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. O mapa, que mostra varia\u00e7\u00f5es de temperatura no topo das nuvens de um gigante gasoso chamado HD 189733b, foi feito a partir de dados infravermelhos obtidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Centro Harvard-Smithsonian para Astrof\u00edsica <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Spitzer tamb\u00e9m forneceu relat\u00f3rios meteorol\u00f3gicos sem precedentes para exoplanetas. Em 2007, fez o primeiro mapa da superf\u00edcie de um exoplaneta, o J\u00fapiter quente HD 189733b, mostrando as suas varia\u00e7\u00f5es de temperatura e topo de nuvens. Mais recentemente, em 2016, o Spitzer destacou os padr\u00f5es clim\u00e1ticos de 55 Cancri e, um mundo possivelmente coberto de lava com mais do dobro do tamanho da Terra. Mas os mapas do Spitzer deram aos cientistas muito que pensar, enquanto procuram novas investiga\u00e7\u00f5es com o Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Outros objetos ex\u00f3ticos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Spitzer tamb\u00e9m fez progressos na identifica\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o de an\u00e3s castanhas. Uma an\u00e3 castanha \u00e9 maior que um planeta, mas menos massiva que uma estrela e, embora as estrelas produzam a sua pr\u00f3pria energia atrav\u00e9s da fus\u00e3o do hidrog\u00e9nio, as an\u00e3s castanhas n\u00e3o. O Spitzer foi capaz de olhar para as nuvens nas atmosferas das an\u00e3s castanhas e observar como se movem e mudam de forma com o tempo. O Webb vai examinar as propriedades das nuvens das an\u00e3s castanhas e aprofundar a f\u00edsica destes objetos misteriosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A luz infravermelha tamb\u00e9m foi revolucion\u00e1ria na observa\u00e7\u00e3o de discos de g\u00e1s e poeira em \u00f3rbita de estrelas, e tanto o Spitzer como o Webb s\u00e3o sens\u00edveis ao brilho infravermelho deste material. Os discos estudados pelo Spitzer cont\u00eam as mat\u00e9rias-primas para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria e podem representar o estado do nosso Sistema Solar antes do nascimento da Terra e dos seus vizinhos. O Spitzer viu part\u00edculas ao redor de estrelas jovens a transformarem-se nas sementes de pequenos corpos planet\u00e1rios, e que alguns discos t\u00eam materiais parecidos aos vistos em cometas no nosso Sistema Solar. O Webb pode observar os mesmos discos e descobrir ainda mais sobre o processo de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Muitas gal\u00e1xias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que a luz viaja de objetos distantes at\u00e9 \u00e0 Terra, o seu comprimento de onda torna-se mais longo porque o Universo est\u00e1 a expandir-se e esses objetos est\u00e3o a afastar-se de n\u00f3s. Assim como o som de uma sirene parece diminuir de tom quando uma ambul\u00e2ncia se afasta, a luz de gal\u00e1xias distantes tamb\u00e9m diminui de frequ\u00eancia, um fen\u00f3meno chamado &#8220;desvio para o vermelho&#8221;. Isto significa que as estrelas que emitem luz vis\u00edvel no Universo primitivo aparecer\u00e3o no infravermelho quando a sua luz chegar \u00e0 Terra. Isto faz da luz infravermelha uma ferramenta especialmente poderosa para explorar o passado do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, \u00e9 imposs\u00edvel localizar centenas de milhares de milh\u00f5es de gal\u00e1xias, mas o Spitzer fez grandes cat\u00e1logos de gal\u00e1xias que representam diferentes &#8220;fatias&#8221; do Universo, contendo algumas das gal\u00e1xias mais distantes que conhecemos. As grandes \u00e1reas de levantamento do Spitzer e do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble permitiram aos astr\u00f3nomos procurar mais eficazmente objetos que podem ser estudados em mais detalhe com o Webb.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/galaxy-gn-z11-16.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/v527ZpK.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O Spitzer e o Hubble descobriram a gal\u00e1xia mais distante conhecida, GN-z11.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA\/G. Bacon (STScI) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por exemplo, o Spitzer, juntamente com o Hubble, obteve uma imagem de uma gal\u00e1xia chamada GN-z11, que det\u00e9m o recorde de gal\u00e1xia mais distante medida at\u00e9 agora. \u00c9 uma rel\u00edquia de quando o Universo tinha apenas 400 milh\u00f5es de anos, apenas 3% da sua idade atual e menos de 10% do seu tamanho de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Spitzer investigou milhares de gal\u00e1xias, mapeou a Via L\u00e1ctea e realizou outros feitos inovadores, observando grandes \u00e1reas do c\u00e9u,&#8221; disse Sean Carey, gerente do Centro Espacial Spitzer no Caltech\/IPAC em Pasadena, Calif\u00f3rnia, EUA. &#8220;O Webb n\u00e3o ter\u00e1 essa capacidade, mas vai revisitar alguns dos alvos mais interessantes das pesquisas do Spitzer para revel\u00e1-los com uma clareza incr\u00edvel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a maior sensibilidade do Webb permitir\u00e1 que o telesc\u00f3pio procure gal\u00e1xias ainda mais antigas. E ainda existem quest\u00f5es sobre estas gal\u00e1xias distantes: ser\u00e1 que t\u00eam muitas estrelas, ou relativamente poucas? Ser\u00e1 que s\u00e3o ricas em g\u00e1s, ou pobres? Ser\u00e1 que existem buracos negros no seu centro, e como \u00e9 que esses buracos negros interagem com as estrelas? E os cientistas ponderam h\u00e1 d\u00e9cadas sobre um problema parecido ao &#8220;da galinha e do ovo&#8221;: o que veio primeiro, o buraco negro ou a gal\u00e1xia circundante?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Poderemos ver algumas das primeiras gal\u00e1xias do Universo,&#8221; disse Straughn.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais perto de casa, o Spitzer tamb\u00e9m estudou muitos exemplos de um tipo misterioso de gal\u00e1xia chamado gal\u00e1xia infravermelha luminosa, ou LIRG (sigla inglesa para &#8220;luminous infrared galaxy&#8221;). Estas gal\u00e1xias produzem dezenas a centenas de vezes mais energia por segundo do que uma t\u00edpica gal\u00e1xia, e a maior parte dessa energia assume a forma de luz infravermelha distante. Os cientistas usaram o Spitzer para estudar LIRGs e para aprender sobre a forma\u00e7\u00e3o estelar e sobre o crescimento de buracos negros durante per\u00edodos de r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o, quando gal\u00e1xias colidem e se fundem. Tais colis\u00f5es foram ainda mais comuns h\u00e1 6-10 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s e influenciaram a evolu\u00e7\u00e3o do Universo como o conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Webb vai retirar inspira\u00e7\u00e3o do Spitzer e examinar uma variedade de LIRGs pr\u00f3ximas e distantes para aprender mais sobre o papel das fus\u00f5es gal\u00e1cticas, dos surtos de forma\u00e7\u00e3o estelar e do crescimento dos buracos negros supermassivos na evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica ao longo do tempo c\u00f3smico,&#8221; disse Lee Armus do Caltech, que ir\u00e1 liderar um programa de observa\u00e7\u00e3o LIRG para o Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para o infravermelho desconhecido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante mais de 16 anos, o Spitzer mapeou muitas das quest\u00f5es mais prementes da astronomia infravermelha. Agora cabe ao Webb revisit\u00e1-las com uma vis\u00e3o mais n\u00edtida, atrav\u00e9s da maior janela para o cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/how-nasas-webb-telescope-will-continue-spitzers-legacy\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/astronomy.com\/news\/2020\/01\/once-the-spitzer-space-telescope-is-dead-what-will-take-its-place\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-01-nasa-webb-telescope-spitzer-legacy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Espacial Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA, na altura conhecido como SIRTF (Space Infrared Telescope Facility), foi lan\u00e7ado a partir de Cabo Canaveral no dia 25 de agosto de 2003. 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