{"id":2776,"date":"2020-01-31T07:07:44","date_gmt":"2020-01-31T07:07:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2776"},"modified":"2020-01-31T07:08:00","modified_gmt":"2020-01-31T07:08:00","slug":"como-os-modelos-climaticos-da-terra-ajudam-os-cientistas-a-imaginar-vida-em-mundos-inimaginaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/31\/como-os-modelos-climaticos-da-terra-ajudam-os-cientistas-a-imaginar-vida-em-mundos-inimaginaveis\/","title":{"rendered":"Como os modelos clim\u00e1ticos da Terra ajudam os cientistas a imaginar vida em mundos inimagin\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/CYnxAxc-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2777\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/CYnxAxc-1024x576.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/CYnxAxc-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/CYnxAxc-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o de um exoplaneta.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/Chris Smith<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num edif\u00edcio situado na extremidade noroeste do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, milhares de computadores arrumados em &#8220;racks&#8221; do tamanho de m\u00e1quinas de venda autom\u00e1tica zumbem num coro ensurdecedor de processamento de dados. Dia e noite, fazem 7 mil bili\u00f5es de c\u00e1lculos por segundo. Estas m\u00e1quinas s\u00e3o conhecidas coletivamente como o supercomputador Discover da NASA e t\u00eam a tarefa de executar modelos clim\u00e1ticos sofisticados para prever o clima futuro da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas agora tamb\u00e9m est\u00e3o a investigar algo muito mais distante: se algum dos mais de 4000 planetas curiosamente estranhos para l\u00e1 do nosso Sistema Solar, descobertos nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, pode suportar vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas est\u00e3o a descobrir que a resposta n\u00e3o \u00e9 somente &#8220;sim&#8221;, mas &#8220;sim&#8221; mediante uma variedade de condi\u00e7\u00f5es surpreendentes em compara\u00e7\u00e3o com a Terra. Esta revela\u00e7\u00e3o levou muitos cientistas a ponderar uma quest\u00e3o vital para a busca da NASA por vida para l\u00e1 da Terra: ser\u00e1 poss\u00edvel que as nossas no\u00e7\u00f5es sobre o que torna um planeta adequado \u00e0 vida sejam demasiado restritivas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios poderosos e observat\u00f3rios espaciais vai certamente dar-nos mais pistas. Estes instrumentos permitir\u00e3o que os cientistas analisem pela primeira vez as atmosferas dos planetas mais tentadores: planetas rochosos, como a Terra, que podem ter um ingrediente essencial para a vida &#8211; \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por enquanto, \u00e9 dif\u00edcil investigar atmosferas distantes. Enviar uma sonda para o exoplaneta mais pr\u00f3ximo levaria 75.000 anos com a tecnologia de hoje. Mesmo com telesc\u00f3pios poderosos, os exoplanetas vizinhos s\u00e3o virtualmente imposs\u00edveis de estudar em detalhe. O problema \u00e9 que s\u00e3o demasiado pequenos e &#8220;abafados&#8221; pela luz das suas estrelas para os cientistas discernirem as fracas assinaturas de luz que refletem &#8211; assinaturas que podem revelar a qu\u00edmica da vida \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outras palavras, a dete\u00e7\u00e3o de ingredientes das atmosferas em redor destes planetas, como muitos cientistas gostam de real\u00e7ar, \u00e9 como tentar avistar um pirilampo ao lado de um holofote, holofote este situado a mais de 4000 km de dist\u00e2ncia. Esta realidade torna os modelos clim\u00e1ticos cr\u00edticos para a explora\u00e7\u00e3o, disse o principal cientista exoplanet\u00e1rio Karl Stapelfeldt, que trabalha no JPL da NASA em Pasadena, Calif\u00f3rnia, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os modelos fazem previs\u00f5es espec\u00edficas e test\u00e1veis do que devemos ver,&#8221; disse. &#8220;S\u00e3o muito importantes para a proje\u00e7\u00e3o dos nossos futuros telesc\u00f3pios e paras as estrat\u00e9gias de observa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ser\u00e1 que o Sistema Solar \u00e9 um bom modelo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao examinar o cosmos com grandes telesc\u00f3pios terrestres e espaciais, os astr\u00f3nomos descobriram uma variedade ecl\u00e9tica de mundos que parecem sa\u00eddos da nossa imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Durante muito tempo, os cientistas estiveram realmente focados em encontrar sistemas semelhantes ao Sol e \u00e0 Terra. Era tudo o que conhec\u00edamos,&#8221; disse Elisa Quintana, astrof\u00edsica de Goddard da NASA que liderou a descoberta, em 2014, do planeta Kepler-186f, com o tamanho da Terra. &#8220;Mas descobrimos que h\u00e1 toda uma diversidade louca de planetas. Encontr\u00e1mos planetas t\u00e3o pequenos quanto a Lua. Encontr\u00e1mos planetas gigantes. E encontr\u00e1mos alguns que orbitam estrelas min\u00fasculas, estrelas gigantes e estrelas m\u00faltiplas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De facto, a maioria dos g\u00e9neros exoplanet\u00e1rios detetados pelo telesc\u00f3pio espacial Kepler da NASA e agora pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), bem como por observa\u00e7\u00f5es terrestres, n\u00e3o existem no nosso Sistema Solar. Caem entre o tamanho de uma Terra rochosa e um \u00darano gasoso, que \u00e9 quatro vezes maior [do que o nosso planeta].<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/transit_method.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/g7ZUu5t.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Quando um planeta passa em frente da estrela, a partir da perspetiva da Terra, vemos a estrela diminuir ligeiramente de brilho porque o planeta tapa uma pequena parte. A medi\u00e7\u00e3o destas quedas de brilho estelar \u00e9 uma t\u00e9cnica conhecida como &#8220;m\u00e9todo de tr\u00e2nsito&#8221;, que os cientistas usam para identificar exoplanetas. Os cientistas fazem um gr\u00e1fico chamado &#8220;curva de luz&#8221; que mostra o brilho da estrela ao longo do tempo. Usando este gr\u00e1fico, os cientistas podem ver que percentagem da luz estelar o planeta tapa e quanto tempo o planeta demora a atravessar o disco da estrela, informa\u00e7\u00f5es que os ajudam a estimar a dist\u00e2ncia do planeta \u00e0 estrela e a sua massa.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas mais semelhantes \u00e0 Terra (em termos de tamanho) e provavelmente (em teoria) a terem condi\u00e7\u00f5es habit\u00e1veis, at\u00e9 agora foram encontrados apenas em torno de estrelas &#8220;an\u00e3s vermelhas&#8221;, que comp\u00f5em a grande maioria das estrelas na Gal\u00e1xia. Mas isto \u00e9 provavelmente porque as an\u00e3s vermelhas s\u00e3o mais pequenas e t\u00e9nues que o Sol, de modo que o sinal dos planetas em \u00f3rbita \u00e9 mais facilmente detetado pelos telesc\u00f3pios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tendo em conta que as an\u00e3s vermelhas s\u00e3o pequenas, os planetas precisam de estar inconfortavelmente perto &#8211; mais perto do que Merc\u00fario est\u00e1 do Sol &#8211; para permanecerem gravitacionalmente ligados a elas. E dado que as an\u00e3s vermelhas s\u00e3o frias, em compara\u00e7\u00e3o com todas as outras estrelas, os planetas precisam de estar mais perto delas para atrair calor suficiente para permitir que a \u00e1gua l\u00edquida se acumule \u00e0s suas superf\u00edcies.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a010000\/a011600\/a011672\/c-1920.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/IBocnjd.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Em 2014, a miss\u00e3o Swift da NASA detetou uma s\u00e9rie de erup\u00e7\u00f5es de raios-X libertadas por DG CVn, um bin\u00e1rio pr\u00f3ximo que consiste de duas an\u00e3s vermelhas, aqui ilustrado. No seu pico, a explos\u00e3o inicial era mais brilhante, em raios-X, do que a luz combinada de ambas as estrelas em todos os comprimentos de onda sob condi\u00e7\u00f5es normais.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as descobertas recentes mais atraentes dos sistemas de an\u00e3s vermelhas est\u00e3o planetas como Proxima Centauri b, ou simplesmente Proxima b. \u00c9 o exoplaneta mais pr\u00f3ximo do Sistema Solar. Tamb\u00e9m existem sete planetas rochosos no sistema TRAPPIST-1 (a 39,6 anos-luz de dist\u00e2ncia). Se estes planetas podem, ou n\u00e3o, suportar vida, ainda \u00e9 uma quest\u00e3o em debate. Os cientistas salientam que as an\u00e3s vermelhas podem emitir at\u00e9 500 vezes mais radia\u00e7\u00e3o ultravioleta e raios-X prejudiciais do que o Sol liberta no Sistema Solar. Com isto em mente, este ambiente destroi atmosferas, evapora oceanos e &#8220;frita&#8221; ADN em qualquer planeta pr\u00f3ximo de uma an\u00e3 vermelha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E mesmo assim, talvez n\u00e3o. Os modelos clim\u00e1ticos da Terra est\u00e3o a mostrar que os exoplanetas rochosos em torno de an\u00e3s vermelhas, apesar da radia\u00e7\u00e3o, podem ser habit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A magia est\u00e1 nas nuvens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anthony Del Genio \u00e9 um cientista clim\u00e1tico planet\u00e1rio rec\u00e9m-aposentado do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA em Nova Iorque. Durante a sua carreira, ele simulou os climas da Terra e de outros planetas, incluindo Proxima b.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Del Genio simulou recentemente poss\u00edveis climas em Proxima b para testar quantos o deixariam ameno e h\u00famido o suficiente para suportar vida. Este tipo de trabalho de modelagem ajuda os cientistas da NASA a identificarem um punhado de planetas promissores dignos de um estudo mais rigoroso com o futuro Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Embora o nosso trabalho n\u00e3o possa dizer aos observadores se algum planeta \u00e9 habit\u00e1vel ou n\u00e3o, podemos dizer se um planeta \u00e9 um bom candidato para estudos mais detalhados,&#8221; comentou Del Genio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Earth Climate Models Bring Exoplanet To Life\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VzyfvE6zEow?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Proxima b orbita Proxima Centauri num sistema estelar triplo localizado a apenas 4,2 anos-luz do Sol. Al\u00e9m disto, os cientistas n\u00e3o sabem muito sobre ele. Pensam que \u00e9 rochoso, com base na sua massa estimada, um pouco maior que a da Terra. Os cientistas podem inferir a massa observando quanto Proxima b &#8220;puxa&#8221; a sua estrela enquanto a orbita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema com Proxima b \u00e9 que est\u00e1 20 vezes mais perto da sua estrela do que a Terra est\u00e1 do Sol. Portanto, o planeta demora apenas 11,2 dias a completar uma \u00f3rbita (a Terra demora 365 dias a orbitar o Sol uma vez). A f\u00edsica diz aos cientistas que este arranjo \u00edntimo pode deixar Proxima b &#8220;preso&#8221; gravitacionalmente \u00e0 sua estrela, tal como a Lua sofre bloqueio de mar\u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra. A ser verdade, um lado de Proxima b est\u00e1 sempre voltado para a intensa radia\u00e7\u00e3o da estrela enquanto o outro congela na escurid\u00e3o do espa\u00e7o, numa receita planet\u00e1ria que n\u00e3o augura nada de bom para a vida em ambos os lados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas as simula\u00e7\u00f5es de Del Genio mostram que Proxima b, ou qualquer planeta com caracter\u00edsticas semelhantes, pode ser habit\u00e1vel, apesar das for\u00e7as que conspiram contra ele. &#8220;E as nuvens e os oceanos desempenham um papel fundamental nisso,&#8221; explicou Del Genio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/1DIwBhZ.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/1DIwBhZ.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Excerto de c\u00f3digo Fortran do modelo ROCKE-3D que calcula os detalhes da \u00f3rbita de qualquer planeta em torno da sua estrela. Foi modificado do modelo original da Terra para que possa lidar com qualquer tipo de planeta, em qualquer tipo de \u00f3rbita, incluindo planetas que sofrem &#8220;bloqueio de mar\u00e9&#8221;, um lado estando sempre virado para a estrela. Este c\u00f3digo \u00e9 necess\u00e1rio para prever qu\u00e3o alto no c\u00e9u do planeta est\u00e1 a estrela, a qualquer hora, e tamb\u00e9m qu\u00e3o fortemente \u00e9 aquecido, a dura\u00e7\u00e3o do dia e da noite, se existem esta\u00e7\u00f5es e, a existirem, a sua dura\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA\/Anthony Del Genio <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Del Genio atualizou um modelo clim\u00e1tico da Terra desenvolvido pela primeira vez na d\u00e9cada de 1970 para criar um simulador planet\u00e1rio chamado ROCKE-3D. Saber se Proxima b tem uma atmosfera \u00e9 ainda uma quest\u00e3o em aberto e fundamental que, esperan\u00e7osamente, ser\u00e1 respondida por telesc\u00f3pios futuros. Mas a equipa de Del Genio assumiu que tem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada simula\u00e7\u00e3o, a equipa de Del Genio variou os tipos e quantidades de gases de efeito de estufa no ar de Proxima b. Tamb\u00e9m mudaram a profundidade, tamanho e salinidade dos seus oceanos e ajustaram a propor\u00e7\u00e3o solo-\u00e1gua a fim de ver como estes ajustes influenciavam o clima do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Modelos como o ROCKE-3D come\u00e7am apenas com informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre um exoplaneta: tamanho, massa e dist\u00e2ncia da estrela. Os cientistas podem inferir estas coisas observando a luz de uma estrela a diminuir quando um planeta passa \u00e0 sua frente, ou medindo a atra\u00e7\u00e3o gravitacional de uma estrela enquanto um planeta a orbita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes escassos detalhes f\u00edsicos informam equa\u00e7\u00f5es que compreendem at\u00e9 um milh\u00e3o de linhas de c\u00f3digo de computador necess\u00e1rias para criar os modelos clim\u00e1ticos mais sofisticados. O c\u00f3digo instrui um computador como o supercomputador Discover da NASA a usar regras estabelecidas da natureza para simular sistemas clim\u00e1ticos globais. Entre muitos outros fatores, os modelos clim\u00e1ticos consideram como as nuvens e os oceanos circulam e interagem e como a radia\u00e7\u00e3o de uma estrela interage com a atmosfera e com a superf\u00edcie de um planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a equipa de Del Genio executou o ROCKE-3D no Discover, viram que as nuvens hipot\u00e9ticas de Proxima b agiam como um enorme guarda-sol ao desviar a radia\u00e7\u00e3o. Isto pode reduzir a temperatura no lado diurno de Proxima b, de muito quente para ameno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros cientistas descobriram que Proxima b podia formar nuvens t\u00e3o massivas que tapariam todo o c\u00e9u, caso estiv\u00e9ssemos a olhar para elas a partir da superf\u00edcie do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se um planeta est\u00e1 bloqueado gravitacionalmente e a girar lentamente sob si pr\u00f3prio, forma-se um c\u00edrculo de nuvens em frente da estrela, apontando sempre para ela. Isto deve-se a uma for\u00e7a conhecida como efeito Coriolis, que provoca convec\u00e7\u00e3o no local em que a estrela aquece a atmosfera,&#8221; disse Ravi Kopparapu, cientista planet\u00e1rio de Goddard que tamb\u00e9m modela os climas potenciais dos exoplanetas. &#8220;A nossa modelagem mostra que Proxima b pode parecer-se com isto.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de tornar o lado diurno de Proxima b mais temperado do que o esperado, uma combina\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica e atmosf\u00e9rica moveria ar quente e \u00e1gua em redor do planeta, transportando assim calor para o lado noturno. &#8220;Portanto, n\u00e3o evita apenas que a atmosfera do lado noturno congele, mas tamb\u00e9m cria partes neste hemisf\u00e9rio que mant\u00eam \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 superf\u00edcie, mesmo que estas partes nunca recebam luz,&#8221; disse Del Genio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dando uma nova olhada num modelo antigo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As atmosferas s\u00e3o inv\u00f3lucros de mol\u00e9culas em torno de planetas. Al\u00e9m de ajudarem a manter e a circular calor, as atmosferas distribuem gases que nutrem a vida ou que s\u00e3o produzidos por ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes gases s\u00e3o as chamadas &#8220;bioassinaturas&#8221; que os cientistas v\u00e3o procurar nas atmosferas dos exoplanetas. Mas o que exatamente devem procurar ainda est\u00e1 por decidir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Terra \u00e9 a \u00fanica evid\u00eancia que os cientistas t\u00eam da qu\u00edmica de uma atmosfera que sustenta vida. No entanto, t\u00eam que ser cautelosos ao usar a qu\u00edmica da Terra como modelo para o resto da Gal\u00e1xia. Por exemplo, as simula\u00e7\u00f5es da cientista planet\u00e1ria de Goddard, Giada Arney, mostram que mesmo algo t\u00e3o simples quanto o oxig\u00e9nio &#8211; o sinal quintessencial da vida vegetal e da fotoss\u00edntese na Terra moderna &#8211; pode representar uma armadilha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a010000\/a012700\/a012774\/header.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/jpYpa8j.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Os cientistas da NASA t\u00eam agora a imagem global mais completa, at\u00e9 \u00e0 data, da vida na Terra. A partir do ponto de vantagem do espa\u00e7o, a NASA observa n\u00e3o apenas a massa terrestre e oce\u00e2nica do planeta mas tamb\u00e9m os organismos que vivem nelas.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho de Arney destaca algo interessante. Se civiliza\u00e7\u00f5es alien\u00edgenas tivessem apontado os seus telesc\u00f3pios para a Terra h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, na esperan\u00e7a de encontrar um planeta azul repleto de oxig\u00e9nio, talvez tivessem virado os seus telesc\u00f3pios para outro mundo. Em vez de oxig\u00e9nio, o metano poderia ter sido a melhor bioassinatura a procurar h\u00e1 3,8-2,5 mil milh\u00f5es de anos. Esta mol\u00e9cula foi produzida em abund\u00e2ncia naquela \u00e9poca, provavelmente pelos microrganismos que floresciam silenciosamente nos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que \u00e9 interessante sobre esta fase da hist\u00f3ria da Terra \u00e9 que era muito alien\u00edgena em compara\u00e7\u00e3o com a Terra moderna,&#8221; disse Arney. &#8220;Ainda n\u00e3o havia oxig\u00e9nio, de modo que nem era um p\u00e1lido ponto azul. Era um p\u00e1lido ponto laranja,&#8221; disse, referindo-se \u00e0 neblina alaranjada produzida pelo &#8220;smog&#8221; de metano que pode ter coberto a Terra primitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Achados como este, disse Arney, &#8220;ampliaram o nosso pensamento sobre o que \u00e9 poss\u00edvel entre os exoplanetas,&#8221; ajudando a expandir a lista de bioassinaturas que os cientistas planet\u00e1rios v\u00e3o procurar em atmosferas distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Contruindo um plano para os ca\u00e7adores de atmosferas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora as li\u00e7\u00f5es dos modelos clim\u00e1ticos planet\u00e1rios sejam te\u00f3ricas &#8211; o que significa que os cientistas n\u00e3o tiveram oportunidade de test\u00e1-las no &#8220;campo&#8221; &#8211; elas fornecem um plano para observa\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos principais objetivos das simula\u00e7\u00f5es dos climas \u00e9 identificar os planetas mais promissores para observar com o telesc\u00f3pio Webb e outras miss\u00f5es, para que os cientistas possam usar com mais efici\u00eancia o tempo limitado e dispendioso do telesc\u00f3pio. Al\u00e9m disso, estas simula\u00e7\u00f5es est\u00e3o a ajudar os cientistas a criar um cat\u00e1logo de poss\u00edveis assinaturas qu\u00edmicas que um dia ir\u00e3o detetar. A exist\u00eancia desta base de dados ajudar\u00e1 a determinar rapidamente o tipo de planeta que est\u00e3o a observar e a decidir se devem continuar a investig\u00e1-lo ou apontar os seus telesc\u00f3pios para outro objeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Descobrir vida em planetas distantes \u00e9 um jogo, salientou Del Genio: &#8220;Por isso, se queremos observar com mais sabedoria, temos que ter recomenda\u00e7\u00f5es de modelos clim\u00e1ticos, porque melhora as nossas hip\u00f3teses de ganhar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/how-earth-climate-models-help-scientists-picture-life-on-unimaginable-worlds\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/144770\/heres-what-the-climate-might-look-like-on-proxima-centauri-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-01-earth-climate-picture-life-unimaginable.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supercomputador Discover:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.nccs.nasa.gov\/systems\/discover\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NCCS\/NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supercomputer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Supercomputador (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Proxima b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/proxima_cen_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Proxima_Centauri_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Proxima Centauri:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Proxima_Centauri\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kepler-186f:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler-186_f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler-186\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-186 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRAPPIST-1:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/TRAPPIST-1%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1b (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1b (Exoplanet.eu)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1c (Wikipedia)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1c (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1d (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_d\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1d (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1e\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1e (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1e (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1f (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_f\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1f (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1g\">TRAPPIST-1g (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_g\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1g (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1h\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1h (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_h\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1h (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/kepler.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA (p\u00e1gina oficial)<\/a><br><a href=\"http:\/\/keplerscience.arc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">K2 (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/kepler\/\">Arquivo de dados do Kepler<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/k2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados da miss\u00e3o K2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilustra\u00e7\u00e3o de um exoplaneta.Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/Chris Smith Num edif\u00edcio situado na extremidade noroeste do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, milhares de computadores arrumados em &#8220;racks&#8221; do tamanho de m\u00e1quinas de venda autom\u00e1tica 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