{"id":2769,"date":"2020-01-28T06:41:49","date_gmt":"2020-01-28T06:41:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2769"},"modified":"2020-01-28T06:42:00","modified_gmt":"2020-01-28T06:42:00","slug":"o-legado-do-telescopio-espacial-spitzer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/28\/o-legado-do-telescopio-espacial-spitzer\/","title":{"rendered":"O legado do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA23643.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/yDrkycJ.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2770\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/yDrkycJ.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/yDrkycJ-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/yDrkycJ-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Nesta impress\u00e3o de artista do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA no espa\u00e7o, o fundo \u00e9 visto no infravermelho.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A NASA est\u00e1 a celebrar o legado de um dos seus grandes observat\u00f3rios, o Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer, que estuda h\u00e1 mais de 16 anos o Universo no infravermelho. A miss\u00e3o terminar\u00e1 no dia 30 de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lan\u00e7ado em 2003, o Spitzer revelou caracter\u00edsticas anteriormente ocultas de objetos c\u00f3smicos conhecidos e levou a descobertas e informa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde o nosso pr\u00f3prio Sistema Solar at\u00e9 quase aos confins do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Spitzer ensinou-nos o qu\u00e3o importante a radia\u00e7\u00e3o infravermelha \u00e9 para entender o nosso Universo, tanto na nossa pr\u00f3pria vizinhan\u00e7a c\u00f3smica quanto nas gal\u00e1xias mais distantes,&#8221; disse Paul Hertz, diretor de astrof\u00edsica na sede da NASA. &#8220;Os avan\u00e7os que fizermos nas muitas \u00e1reas da astrof\u00edsica, no futuro, ser\u00e3o por causa do extraordin\u00e1rio legado do Spitzer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"NASA&#039;s Spitzer Space Telescope (Mission Overview)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ghnnbMWVtWU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Spitzer foi constru\u00eddo para estudar &#8220;o frio, o velho e o empoeirado,&#8221; tr\u00eas coisas que os astr\u00f3nomos observam particularmente bem no infravermelho. A radia\u00e7\u00e3o infravermelha refere-se a uma gama de comprimentos de onda no espectro infravermelho, desde os 700 nan\u00f3metros (demasiado pequeno para ser visto a olho nu) at\u00e9 cerca de 1 mil\u00edmetro (aproximadamente o tamanho da cabe\u00e7a de um alfinete). Diferentes comprimentos de onda infravermelhos podem revelar caracter\u00edsticas diferentes do Universo. Por exemplo, o Spitzer pode ver coisas demasiado frias para emitirem muita luz vis\u00edvel, incluindo exoplanetas (planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar), an\u00e3s castanhas e mat\u00e9ria fria encontrada no espa\u00e7o entre as estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto ao &#8220;antigo&#8221;, o Spitzer estudou algumas das gal\u00e1xias mais distantes j\u00e1 detetadas. A luz de algumas delas viajou durante milhares de milh\u00f5es de anos para chegar at\u00e9 n\u00f3s, permitindo que os cientistas vissem esses objetos como eram h\u00e1 muito, muito tempo. De facto, trabalhando juntos, o Spitzer e o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble (que observa principalmente no vis\u00edvel e em comprimentos de onda infravermelhos mais pequenos do que os detetados pelo Spitzer) identificaram e estudaram a gal\u00e1xia mais distante observada at\u00e9 hoje. A luz que vemos daquela gal\u00e1xia foi emitida h\u00e1 13,4 mil milh\u00f5es de anos, quando o Universo tinha menos de 5% da sua idade atual.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA23644.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/r1BynYv.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer (conhecido anteriormente como SIRTF, ou &#8220;Space Infrared Telescope Facility&#8221;), em prepara\u00e7\u00e3o para o seu lan\u00e7amento na Esta\u00e7\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea de Cabo Canaveral, em 2003.<br>Cr\u00e9dito: NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre outras coisas, os dois observat\u00f3rios descobriram que estas gal\u00e1xias iniciais s\u00e3o mais pesadas do que os cientistas esperavam. E, ao estudar gal\u00e1xias mais pr\u00f3ximas de n\u00f3s, o Spitzer aprofundou a nossa compreens\u00e3o de como a forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica evoluiu ao longo da vida do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Spitzer tamb\u00e9m est\u00e1 atento \u00e0 poeira interestelar, prevalente na maioria das gal\u00e1xias. Misturada com g\u00e1s em nuvens massivas, pode condensar-se para formar estrelas, e os restos podem dar \u00e0 luz planetas. Com uma t\u00e9cnica chamada espectroscopia, o Spitzer pode analisar a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da poeira para aprender mais sobre os ingredientes que formam planetas e estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2005, ap\u00f3s a miss\u00e3o Deep Impact da NASA ter intencionalmente atingido o Cometa Tempel 1, o telesc\u00f3pio analisou a poeira levantada, fornecendo uma lista de materiais que estariam presentes no in\u00edcio do Sistema Solar. Al\u00e9m disso, o Spitzer encontrou um anel anteriormente n\u00e3o detetado em torno de Saturno, composto por part\u00edculas esparsas de poeira que os observat\u00f3rios n\u00e3o conseguem ver no vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA04936.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/PlA88Ys.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Os magn\u00edficos bra\u00e7os espirais da vizinha gal\u00e1xia Messier 81, real\u00e7ados nesta imagem do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA. Localizado na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Ursa Maior, esta gal\u00e1xia encontra-se a mais ou menos 12 milh\u00f5es de anos-luz da Terra.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, alguns comprimentos de onda infravermelhos podem penetrar a poeira quando a luz vis\u00edvel n\u00e3o consegue, permitindo que o Spitzer revele regi\u00f5es que, de outra forma, permaneceriam obscurecidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 incr\u00edvel quando &#8216;colocamos na mesa&#8217; tudo o que o Spitzer j\u00e1 fez ao longo da sua vida, desde a dete\u00e7\u00e3o de asteroides no nosso Sistema Solar, n\u00e3o maiores do que uma limusine, at\u00e9 aprender mais sobre algumas das gal\u00e1xias mais distantes que conhecemos,&#8221; disse Michael Werner, cientista do projeto Spitzer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para aprofundar as suas ideias cient\u00edficas, os cientistas do Spitzer combinaram frequentemente os seus achados com os de muitos outros observat\u00f3rios, incluindo dois dos outros Grandes Observat\u00f3rios da NASA, o Hubble e o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA03654.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/YAlveQL.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta imagem do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer mostra centenas de milhares de estrelas no n\u00facleo da nossa Gal\u00e1xia espiral, a Via L\u00e1ctea. Nesta imagem, as estrelas velhas e frias s\u00e3o azuis, enquanto caracter\u00edsticas de poeira iluminadas por estrelas massivas e escaldantes t\u00eam um tom avermelhado.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Outros mundos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas das maiores descobertas cient\u00edficas do Spitzer, incluindo aquelas relativas a exoplanetas, n\u00e3o faziam parte dos objetivos cient\u00edficos originais da miss\u00e3o. A equipa usou uma t\u00e9cnica chamada m\u00e9todo de tr\u00e2nsito, que procura uma queda no brilho da estrela que resulta quando um planeta passa \u00e0 sua frente, para confirmar a presen\u00e7a de dois planetas do tamanho da Terra no sistema TRAPPIST-1. Depois, o Spitzer descobriu outros cinco planetas do tamanho da Terra no mesmo sistema &#8211; e forneceu informa\u00e7\u00f5es cruciais sobre as suas densidades &#8211; totalizando o maior lote de exoplanetas terrestres j\u00e1 descoberto em torno uma \u00fanica estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos primeiros observat\u00f3rios a distinguir a luz vinda diretamente de um exoplaneta, o Spitzer aproveitou a mesma capacidade para outro &#8220;primeiro&#8221;: a dete\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas na atmosfera de um exoplaneta (estudos anteriores revelaram elementos qu\u00edmicos individuais em atmosferas exoplanet\u00e1rias). E tamb\u00e9m forneceu as primeiras medi\u00e7\u00f5es de varia\u00e7\u00f5es de temperatura e de vento numa atmosfera exoplanet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando o Spitzer estava a ser projetado, os cientistas ainda n\u00e3o tinham encontrado um \u00fanico exoplaneta em tr\u00e2nsito e, quando o Spitzer foi lan\u00e7ado, s\u00f3 conhec\u00edamos um punhado deles,&#8221; disse Sean Carey, gestor do Centro Cient\u00edfico Spitzer do IPAC no Caltech, Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;O facto do Spitzer se ter tornado numa ferramenta exoplanet\u00e1ria t\u00e3o poderosa, quando isso nem era algo para o qual os planeadores originais pudessem ter-se preparado, \u00e9 realmente profundo. E obtivemos alguns resultados absolutamente impressionantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA10181.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/kmMgnZv.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Estrelas rec\u00e9m-nascidas surgem de baixo do seu cobertor natal de poeira nesta imagem din\u00e2mica da nuvem escura Rho Ophiuchi pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA. Chamada &#8220;Rho Oph&#8221; pelos astr\u00f3nomos, \u00e9 uma das regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar mais pr\u00f3ximas do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar, a cerca de 407 anos-luz da Terra.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mantendo-se frio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos principais pontos fortes do Spitzer \u00e9 a sua sensibilidade &#8211; isto \u00e9, a capacidade de detetar fontes muito fracas de luz infravermelha. A Terra \u00e9 uma das principais fontes de radia\u00e7\u00e3o infravermelha, e tentar ver fontes infravermelhas fracas a partir do solo \u00e9 como tentar observar estrelas quando o Sol est\u00e1 acima do horizonte. Essa \u00e9 uma das principais raz\u00f5es pelas quais os construtores do Spitzer o tornaram o primeiro observat\u00f3rio astrof\u00edsico numa \u00f3rbita que segue a \u00f3rbita da Terra: longe do calor do nosso planeta, os detetores do Spitzer n\u00e3o teriam que lidar com a sua radia\u00e7\u00e3o infravermelha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diferentes comprimentos de onda infravermelhos podem revelar diferentes caracter\u00edsticas do Universo. Alguns telesc\u00f3pios terrestres podem observar em certos comprimentos de onda infravermelhos e fornecer informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas valiosas, mas o Spitzer pode alcan\u00e7ar uma maior sensibilidade do que telesc\u00f3pios terrestres muito maiores e ver fontes muito mais fracas, como gal\u00e1xias extremamente distantes. Al\u00e9m disso, foi projetado para detetar alguns comprimentos de onda infravermelhos que a atmosfera da Terra bloqueia completamente, observando nesses comprimentos de onda que est\u00e3o fora do alcance dos observat\u00f3rios terrestres.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Science In A Minute: What is Infrared Light?\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XCD6fAHc97c?list=PLTiv_XWHnOZrcv46P6T4-u3v53VgGWKkh\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As naves espaciais tamb\u00e9m podem gerar calor infravermelho, de modo que o Spitzer foi constru\u00eddo para permanecer frio, operando a temperaturas t\u00e3o baixas quanto -267\u00ba Celsius. Em 2009, o Spitzer esgotou a sua reserva de h\u00e9lio refrigerante, assinalando o fim da sua &#8220;miss\u00e3o fria&#8221;. Mas a grande dist\u00e2ncia do Spitzer, \u00e0 Terra, ajudou-o a n\u00e3o aquecer demasiado &#8211; ainda opera a -244\u00ba Celsius &#8211; e os membros da equipa da miss\u00e3o descobriram que podiam continuar a observar em dois comprimentos de onda infravermelhos. A &#8220;miss\u00e3o quente&#8221; do Spitzer j\u00e1 dura h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, quase o dobro da sua &#8220;miss\u00e3o fria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planeadores da miss\u00e3o original n\u00e3o esperavam que o Spitzer operasse por mais de 16 anos. Esta vida \u00fatil prolongada levou a alguns dos resultados cient\u00edficos mais profundos do Spitzer, mas tamb\u00e9m colocou desafios \u00e0 medida que o observat\u00f3rio se afasta cada vez mais da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o estava nos planos ter o Spitzer a operar t\u00e3o longe da Terra, de modo que a equipa teve que adaptar-se, ano ap\u00f3s ano, a manter a nave em opera\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Joseph Hunt, gestor do projeto do Spitzer. &#8220;Mas eu acho que superar esse desafio deu \u00e0s pessoas uma grande sensa\u00e7\u00e3o de orgulho. Esta miss\u00e3o afetou-nos positivamente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 30 de janeiro de 2020, os engenheiros v\u00e3o desativar o Spitzer e cessar as opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Durante o processo de revis\u00e3o da NASA, em 2016, a ag\u00eancia espacial tomou a decis\u00e3o de encerrar a miss\u00e3o do Spitzer. O encerramento estava inicialmente planeado para 2018, em antecipa\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, que tamb\u00e9m realizar\u00e1 observa\u00e7\u00f5es astron\u00f3micas no infravermelho. Quando o lan\u00e7amento do Webb foi adiado, a miss\u00e3o do Spitzer recebeu a sua quinta e \u00faltima extens\u00e3o. Estas extens\u00f5es deram ao Spitzer mais tempo para continuar a produzir ci\u00eancia transformadora, incluindo tarefas de &#8220;desbravamento de caminho&#8221; para o Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/nasa-celebrates-the-legacy-of-the-spitzer-space-telescope\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/news\/press_kits\/spitzer\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (<em>Press kit<\/em>)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2020\/01\/nasa-infrared-telescope-says-goodbye-after-16-year-run\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astronomy.com\/news\/2020\/01\/celebrating-the-legacy-of-the-spitzer-space-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/nasa-celebrates-spitzer-telescope-legacy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.scientificamerican.com\/observations\/why-the-spitzer-space-telescope-matters\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Scientific American<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/nasa-celebrates-the-legacy-of-the-spitzer-space-telescope.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.wired.com\/story\/space-photos-of-the-week-farewell-spitzer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wired<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/lauratenenbaum\/2020\/01\/25\/the-spitzer-space-telescope-is-about-to-bite-the-dust\/#1a15d5446465\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Espacial Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta impress\u00e3o de artista do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA no espa\u00e7o, o fundo \u00e9 visto no infravermelho.Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech A NASA est\u00e1 a celebrar o legado de um dos seus grandes observat\u00f3rios, o Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer, que estuda h\u00e1 mais de 16 anos o Universo no infravermelho. 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