{"id":2758,"date":"2020-01-24T06:35:41","date_gmt":"2020-01-24T06:35:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2758"},"modified":"2020-01-24T06:36:20","modified_gmt":"2020-01-24T06:36:20","slug":"campanha-global-do-gaia-revela-segredos-de-par-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/24\/campanha-global-do-gaia-revela-segredos-de-par-estelar\/","title":{"rendered":"Campanha global do Gaia revela segredos de par estelar"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33580\/35361\/ESA_Gaia_Microlensing_Gaia16aye.jpg\/182fe5ab-04e9-f39c-289d-fbad56f542fa?version=1.1&amp;t=1579543023369\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ESA_Gaia_Microlensing_Gaia16aye_600.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2759\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ESA_Gaia_Microlensing_Gaia16aye_600.jpg 600w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ESA_Gaia_Microlensing_Gaia16aye_600-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do sistema bin\u00e1rio descoberto no evento de microlente Gaia16aye, a sua gravidade distorcendo o tecido do espa\u00e7o-tempo e o percurso da luz de uma estrela ainda mais distante.<br>Cr\u00e9dito: M. R\u0119bisz<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma campanha de observa\u00e7\u00e3o global de 500 dias, liderada h\u00e1 mais de tr\u00eas anos pelo Gaia da ESA, forneceu informa\u00e7\u00f5es sem precedentes sobre o sistema bin\u00e1rio que provocou um aumento invulgar de brilho de uma estrela ainda mais distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aumento no brilho estelar, localizado na constela\u00e7\u00e3o de Cisne, foi detetado pela primeira vez em agosto de 2016 pelo programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este sistema, gerido pelo Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, Reino Unido, varre diariamente a enorme quantidade de dados provenientes do Gaia e alerta os astr\u00f3nomos para o aparecimento de novas fontes ou varia\u00e7\u00f5es invulgares de brilho em fontes conhecidas, para que possam apontar rapidamente outros telesc\u00f3pios terrestres e espaciais e assim estudar os eventos em detalhe. Os fen\u00f3menos podem incluir explos\u00f5es de supernova e outros surtos estelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste caso em particular, as observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento realizadas com mais de 50 telesc\u00f3pios em todo o mundo revelaram que a fonte &#8211; desde ent\u00e3o denominada Gaia16aye &#8211; estava a comportar-se de uma maneira bastante estranha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Vimos a estrela a ficar cada vez mais brilhante e ent\u00e3o, no espa\u00e7o de apenas um dia, o seu brilho caiu rapidamente,&#8221; diz Lukasz Wyrzykowski do Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico da Universidade de Vars\u00f3via, Pol\u00f3nia, um dos cientistas do programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este foi um comportamento muito invulgar. Quase nenhum tipo de supernova ou outra estrela faz isto.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/web\/gaia\/-\/zooming-into-gaia16aye\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33580\/35361\/Gaia_zooming_into_Gaia16aye_565.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Anima\u00e7\u00e3o que faz zoom na estrela 2MASS19400112+3007533, localizada na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Cisne. Ap\u00f3s a dete\u00e7\u00e3o do aumento s\u00fabito de brilho desta estrela pelo sat\u00e9lite Gaia da ESA em agosto de 2016, a fonte tamb\u00e9m \u00e9 referida como Gaia16aye.<br>Ao in\u00edcio, a anima\u00e7\u00e3o mostra uma grande parte do Plano Gal\u00e1ctico, com base em dados do levantamento Mellinger e abrangendo 120\u00ba; seguidamente, a imagem move-se para uma por\u00e7\u00e3o mais pequena do c\u00e9u, com cerca de meio-grau, pelo Digital Sky Survey; finalmente, um campo ainda mais pequeno, com cerca de 1 minuto de arco, centrado na estrela e com base no levantamento Pan-STARRS1.<br>Cr\u00e9dito: Mellinger\/Digital Sky Survey\/Pan-STARRS1; Wyrzykowski et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lukasz e colaboradores perceberam em pouco tempo que este aumento de brilho foi provocado por uma microlente gravitacional &#8211; um efeito previsto pela teoria da relatividade geral de Einstein, que curva o espa\u00e7o-tempo na vizinhan\u00e7a de objetos muito grandes, como estrelas ou buracos negros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um objeto t\u00e3o grande, que pode ser demasiado fraco para ser observado da Terra, passa em frente de outra fonte de luz mais distante, a sua gravidade curva o tecido do espa\u00e7o-tempo nas proximidades. Isto distorce o percurso da radia\u00e7\u00e3o oriunda da fonte de fundo &#8211; essencialmente comportando-se como uma lupa gigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gaia16aye \u00e9 o segundo evento de microlentes detetado pelo sat\u00e9lite da ESA. No entanto, os astr\u00f3nomos notaram que se comportava estranhamente, mesmo para este tipo de evento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se tivermos uma \u00fanica lente, provocada por um \u00fanico objeto, haver\u00e1 apenas um pequeno e constante aumento de brilho e haver\u00e1 um decl\u00ednio suave \u00e0 medida que a lente passa em frente da fonte distante e depois se afasta,&#8221; diz Lukasz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Neste caso, n\u00e3o s\u00f3 o aumento de brilho estelar caiu acentuadamente, em vez de a um ritmo constante, como ap\u00f3s algumas semanas, subiu novamente de brilho, o que \u00e9 muito invulgar. Ao longo de 500 dias de observa\u00e7\u00f5es, vimos o aumento e decl\u00ednio de brilho cinco vezes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta queda repentina e acentuada no brilho sugeriu que a lente gravitacional que provocava o aumento de brilho devia consistir de um sistema bin\u00e1rio &#8211; um par de estrelas ou outros objetos celestes, ligados entre si pela gravidade m\u00fatua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os campos gravitacionais combinados dos dois objetos produzem uma lente com uma rede bastante complexa de regi\u00f5es de alta amplia\u00e7\u00e3o. Quando uma fonte de fundo passa por estas regi\u00f5es no c\u00e9u, aumenta de brilho e depois cai imediatamente ao sair delas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do padr\u00e3o de aumentos e quedas de brilho subsequentes, os astr\u00f3nomos conseguiram deduzir que o sistema bin\u00e1rio estava a orbitar a um ritmo bastante r\u00e1pido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As \u00f3rbitas eram r\u00e1pidas o suficiente e o evento geral de microlente era lento o suficiente para a estrela de fundo entrar na regi\u00e3o de alta amplia\u00e7\u00e3o, sair e entrar novamente,&#8221; explica Lukasz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O longo per\u00edodo de observa\u00e7\u00f5es, que durou at\u00e9 ao final de 2017, e a grande participa\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios terrestres espalhados por todo o mundo, permitiram aos astr\u00f3nomos recolher uma grande quantidade de dados &#8211; quase 25.000 pontos de dados individuais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33580\/35361\/ESA_Gaia_Microlensing_Gaia16aye_Light_Curve.jpg\/6e5e335c-86ce-3f11-d97d-554e35e1cafb?version=1.0&amp;t=1579541679391\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33580\/35361\/Gaia_Gaia16aye_Light_Curve_600.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Este gr\u00e1fico mostra a varia\u00e7\u00e3o de brilho da estrela Gaia 16aye provocada pelo evento de microlente, \u00e0 medida que um objeto massivo no plano da frente &#8211; um sistema bin\u00e1rio &#8211; passava entre essa estrela e a Terra. O brilho est\u00e1 indicado no eixo vertical em termos de magnitude astron\u00f3mica, os valores mais pequenos (para o topo) indicando um brilho mais elevado; o eixo vertical \u00e9 o tempo.<br>Este gr\u00e1fico mostra dados recolhidos ao longo de um per\u00edodo de quase dois anos com mais de 50 telesc\u00f3pios espalhados pelo mundo, como parte de uma campanha de observa\u00e7\u00e3o global liderada pelo sat\u00e9lite Gaia da ESA. As medi\u00e7\u00f5es de brilho obtidas com o Gaia s\u00e3o vistas como os s\u00edmbolos pretos em forma de diamante, ao passo que as observa\u00e7\u00f5es terrestres foram realizadas com uma variedade de telesc\u00f3pios e podem ser vistos como c\u00edrculos mais pequenos, quadrados, diamantes e tri\u00e2ngulos de diferentes cores.<br>Cr\u00e9dito: Adaptado de Wyrzykowski et al. 2019 <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a equipa tamb\u00e9m utilizou d\u00fazias de observa\u00e7\u00f5es desta estrela obtidas pelo Gaia, enquanto continuava a vasculhar o c\u00e9u ao longo dos meses. Estes dados foram submetidos a calibra\u00e7\u00e3o preliminar e foram tornados p\u00fablicos como parte do programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir deste conjunto de dados, Lukasz e colegas foram capazes de aprender muitos detalhes sobre o sistema bin\u00e1rio de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s n\u00e3o vemos este sistema bin\u00e1rio mas, observando apenas os efeitos que criou ao agir como lente sob uma estrela de fundo, fomos capazes de saber tudo sobre ele,&#8221; diz o coautor Przemek Mr\u00f3z, estudante de doutoramento na Universidade de Vars\u00f3via durante o in\u00edcio da campanha e que \u00e9 atualmente bolsista de p\u00f3s-doutoramento no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pudemos determinar o per\u00edodo de transla\u00e7\u00e3o do sistema, as massas dos componentes, a sua separa\u00e7\u00e3o, a forma das suas \u00f3rbitas &#8211; basicamente tudo &#8211; sem ver a luz dos componentes bin\u00e1rios.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O par consiste de duas estrelas bastante pequenas, com 0,57 e 0,36 vezes a massa do nosso Sol, respetivamente. Separadas por aproximadamente o dobro da dist\u00e2ncia Terra-Sol, as estrelas orbitam em torno do seu centro de massa comum em menos de tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se n\u00e3o fosse o Gaia a estudar todo o c\u00e9u e a enviar os alertas imediatamente, nunca ter\u00edamos sabido sobre este evento de microlentes,&#8221; diz o coautor Simon Hodgkin da Universidade de Cambridge, que lidera o programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Talvez o encontr\u00e1ssemos mais tarde, mas a\u00ed se calhar j\u00e1 seria tarde demais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A compreens\u00e3o detalhada do sistema bin\u00e1rio dependia da extensa campanha de observa\u00e7\u00e3o e do amplo envolvimento internacional que o evento Gaia16aye atraiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Reconhecemos os astr\u00f3nomos profissionais, astr\u00f3nomos amadores e volunt\u00e1rios de todo o mundo que observaram este evento: sem a dedica\u00e7\u00e3o de todas estas pessoas, n\u00e3o ter\u00edamos sido capazes de obter estes resultados,&#8221; diz Lukasz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os eventos de microlente como este podem lan\u00e7ar luz sobre objetos celestes que, de outra forma, n\u00e3o poder\u00edamos ver,&#8221; diz Timo Prusti, cientista do projeto Gaia na ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos muito satisfeitos que a dete\u00e7\u00e3o do Gaia tenha desencadeado a campanha de observa\u00e7\u00e3o que tornou este resultado poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/sci.esa.int\/web\/gaia\/-\/global-gaia-campaign-reveals-secrets-of-stellar-pair\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2020\/01\/aa35097-19\/aa35097-19.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1901.07281?\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia16aye:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia16aye\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Microlentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Microlensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista do sistema bin\u00e1rio descoberto no evento de microlente Gaia16aye, a sua gravidade distorcendo o tecido do espa\u00e7o-tempo e o percurso da luz de uma estrela ainda mais distante.Cr\u00e9dito: M. 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