{"id":2754,"date":"2020-01-24T06:32:56","date_gmt":"2020-01-24T06:32:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2754"},"modified":"2020-01-24T06:33:09","modified_gmt":"2020-01-24T06:33:09","slug":"xmm-newton-mapeia-os-arredores-de-um-buraco-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/24\/xmm-newton-mapeia-os-arredores-de-um-buraco-negro\/","title":{"rendered":"XMM-Newton mapeia os arredores de um buraco negro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33839\/35420\/ESA_XMM-Newton_Black_hole_corona_dynamic_behaviour.gif\/759b3074-e7e8-be53-0d81-73d8571202c7?version=1.0&amp;t=1579533569526\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"374\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ESA_XMM-Newton_Black_hole_corona_dynamic_behaviour_600.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-2755\"\/><\/a><figcaption>Esta anima\u00e7\u00e3o mostra os arredores de um buraco negro que se alimenta de g\u00e1s circundante. \u00c0 medida que este material cai para o buraco negro, espirala para formar um disco achatado aquecido. No pr\u00f3prio centro do disco, perto do buraco negro, uma regi\u00e3o de eletr\u00f5es muito quentes &#8211; com temperaturas na ordem dos mil milh\u00f5es de graus &#8211; conhecida como coroa produziu raios-X altamente energ\u00e9ticos que s\u00e3o expelidos para o espa\u00e7o.<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O material que cai num buraco negro lan\u00e7a raios-X para o espa\u00e7o &#8211; e agora, pela primeira vez, o observat\u00f3rio de raios-X XMM-Newton da ESA usou os ecos reverberantes desta radia\u00e7\u00e3o para mapear o comportamento din\u00e2mico e os arredores do pr\u00f3prio buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte dos buracos negros s\u00e3o demasiado pequenos, no c\u00e9u, para resolvermos o seu ambiente imediato, mas ainda assim podemos explorar estes objetos misteriosos observando como a mat\u00e9ria se comporta quando se aproxima e cai neles.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que o material espirala em dire\u00e7\u00e3o a um buraco negro, \u00e9 aquecido e emite raios-X que, por sua vez, ecoam e reverberam \u00e0 medida que interagem com o g\u00e1s pr\u00f3ximo. Estas regi\u00f5es do espa\u00e7o s\u00e3o altamente distorcidas devido \u00e0 natureza extrema e \u00e0 gravidade esmagadoramente forte do buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela primeira vez, investigadores usaram o XMM-Newton para rastrear estes ecos de luz e mapear os arredores do buraco negro no n\u00facleo de uma gal\u00e1xia ativa. Com o nome IRAS 13224\u20133809, a gal\u00e1xia hospedeira do buraco negro \u00e9 uma das fontes de raios-X mais vari\u00e1veis do c\u00e9u, passando por flutua\u00e7\u00f5es muito grandes e r\u00e1pidas de brilho, na ordem de 50 em poucas horas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todos n\u00f3s estamos habituados \u00e0 forma como o eco das nossas vozes soa diferente quando falamos numa sala de aula, em compara\u00e7\u00e3o com uma catedral &#8211; isto deve-se simplesmente \u00e0 geometria e aos materiais dos locais, que fazem com que o som se comporte e se mova de maneira diferente,&#8221; explica William Alston da Universidade de Cambridge, autor principal do novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;De maneira semelhante, podemos observar como os ecos da radia\u00e7\u00e3o de raios-X se propagam nas proximidades de um buraco negro, a fim de mapear a geometria de uma regi\u00e3o e o estado de um aglomerado de mat\u00e9ria antes de desaparecer na singularidade. \u00c9 um pouco como ecolocaliza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Como a din\u00e2mica do g\u00e1s em queda est\u00e1 fortemente ligada com as propriedades do buraco negro, William e colegas foram tamb\u00e9m capazes de determinar a massa e a rota\u00e7\u00e3o do buraco negro central da gal\u00e1xia, observando as propriedades da mat\u00e9ria enquanto espiralava para dentro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33839\/35420\/ESA_XMM-Newton_Black_hole_mapping.jpg\/5994b201-c2a7-3568-c256-a435f8ee93a7?version=1.0&amp;t=1579534162907\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33839\/35420\/ESA_XMM-Newton_Black_hole_mapping_625.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Estas imagens mostram os arredores de um buraco negro que se alimenta de g\u00e1s circundante.<br>\u00c0 medida que este material cai para o buraco negro, espirala para formar um disco achatado aquecido. No pr\u00f3prio centro do disco, perto do buraco negro, uma regi\u00e3o de eletr\u00f5es muito quentes &#8211; com temperaturas na ordem dos mil milh\u00f5es de graus &#8211; conhecida como coroa produziu raios-X altamente energ\u00e9ticos que s\u00e3o expelidos para o espa\u00e7o.<br>Cr\u00e9dito: ESA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O material em espiral forma um disco enquanto cai para o buraco negro. Acima deste disco encontra-se uma regi\u00e3o de eletr\u00f5es muito quentes &#8211; com temperaturas na ordem dos mil milh\u00f5es de graus &#8211; chamada coroa. Embora os cientistas esperassem ver os ecos de reverbera\u00e7\u00e3o que usaram para mapear a geometria da regi\u00e3o, tamb\u00e9m avistaram algo inesperado: a pr\u00f3pria coroa mudou de tamanho incrivelmente depressa, em quest\u00e3o de dias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c0 medida que o tamanho da coroa muda, o mesmo ocorre com o eco de luz &#8211; um pouco como se o teto da catedral estivesse a subir e a descer, mudando o eco das nossas vozes,&#8221; acrescenta William.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao rastrear os ecos de luz, fomos capazes de rastrear esta coroa em mudan\u00e7a e &#8211; ainda mais excitante &#8211; obter valores muito melhores para a massa e para a rota\u00e7\u00e3o do buraco negro do que poder\u00edamos determinar se a coroa n\u00e3o estivesse a mudar de tamanho. Sabemos que a massa do buraco negro n\u00e3o pode estar a flutuar; portanto, qualquer altera\u00e7\u00e3o no eco deve ser devida ao ambiente gasoso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo usou a observa\u00e7\u00e3o mais longa de um buraco negro em acre\u00e7\u00e3o j\u00e1 obtida com o XMM-Newton, recolhida ao longo de 16 \u00f3rbitas em 2011 e 2016 e totalizando 2 milh\u00f5es de segundos &#8211; pouco mais de 23 dias. Isto, combinado com a variabilidade forte e de curto prazo do pr\u00f3prio buraco negro, permitiu a William e colaboradores modelarem os ecos de maneira abrangente ao longo de escalas de tempo de um dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o explorada neste estudo n\u00e3o \u00e9 acess\u00edvel a observat\u00f3rios como o EHT (Event Horizon Telescope), que conseguiu obter a primeira imagem do g\u00e1s na vizinhan\u00e7a imediata de um buraco negro &#8211; aquele localizado no centro da massiva gal\u00e1xia vizinha M87. O resultado, com base em observa\u00e7\u00f5es realizadas com radiotelesc\u00f3pios em todo o mundo em 2017 e publicado o ano passado, tornou-se imediatamente uma sensa\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A imagem do EHT foi obtida usando um m\u00e9todo conhecido como interferometria &#8211; uma t\u00e9cnica maravilhosa que s\u00f3 pode funcionar nos pouqu\u00edssimos buracos negros supermassivos mais pr\u00f3ximos da Terra, como o de M87 e o da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, porque o seu tamanho aparente no c\u00e9u \u00e9 grande o suficiente para este m\u00e9todo funcionar,&#8221; diz o coautor Michael Parker, cientista da ESA no Centro Europeu de Astronomia perto de Madrid, Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em contraste, a nossa abordagem \u00e9 capaz de investigar as centenas de buracos negros supermassivos mais pr\u00f3ximos que consomem ativamente mat\u00e9ria &#8211; e este n\u00famero aumentar\u00e1 significativamente com o lan\u00e7amento do sat\u00e9lite Athena da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o dos ambientes pr\u00f3ximos dos buracos negros \u00e9 um objetivo cient\u00edfico essencial da miss\u00e3o Athena da ESA, com lan\u00e7amento previsto para o in\u00edcio da d\u00e9cada de 2030 e que revelar\u00e1 os segredos do Universo quente e energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>A medi\u00e7\u00e3o da massa, rota\u00e7\u00e3o e ritmos de acre\u00e7\u00e3o de uma grande amostra de buracos negros \u00e9 fundamental para entender a gravidade em todo o cosmos. Al\u00e9m disso, dado que os buracos negros supermassivos est\u00e3o fortemente ligados \u00e0s propriedades das suas gal\u00e1xias hospedeiras, estes estudos tamb\u00e9m s\u00e3o fundamentais para aprofundar o nosso conhecimento de como as gal\u00e1xias se formam e evoluem ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O grande conjunto de dados fornecidos pelo XMM-Newton foi essencial para este resultado,&#8221; disse Norbert Schartel, cientista do projeto XMM-Newton da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O mapeamento da reverbera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma t\u00e9cnica excitante que promete revelar muito sobre os buracos negros e sobre o Universo em geral nos pr\u00f3ximos anos. Espero que o XMM-Newton realize campanhas de observa\u00e7\u00e3o semelhantes para mais algumas gal\u00e1xias ativas nos pr\u00f3ximos anos, para que o m\u00e9todo esteja totalmente estabelecido quando a miss\u00e3o Athena for lan\u00e7ada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/sci.esa.int\/web\/xmm-newton\/-\/xmm-newton-maps-black-hole-surroundings\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cam.ac.uk\/research\/news\/astronomers-use-cosmic-echo-location-to-map-black-hole-surroundings\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.bristol.ac.uk\/news\/2020\/january\/light-echoes-black-hole.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Bristol (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-019-1002-x\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2001.06454\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/astronomers-have-mapped-the-edges-of-a-dynamic-black-hole-using-echoes-of-light\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/XMM_Newton_maps_black_hole_surroundings_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-01-astronomers-cosmic-echolocation-black-hole.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/01\/astronomers-just-got-deep-peek-at-black-hole-xray-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">National Geographic<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EHT (Event Horizon Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eventhorizontelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Event_Horizon_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ATHENA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/athena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.the-athena-x-ray-observatory.eu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Cantabria<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Advanced_Telescope_for_High_Energy_Astrophysics\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta anima\u00e7\u00e3o mostra os arredores de um buraco negro que se alimenta de g\u00e1s circundante. \u00c0 medida que este material cai para o buraco negro, espirala para formar um disco achatado aquecido. 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