{"id":2751,"date":"2020-01-24T06:30:17","date_gmt":"2020-01-24T06:30:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2751"},"modified":"2020-01-24T06:30:18","modified_gmt":"2020-01-24T06:30:18","slug":"o-enigma-das-explosoes-celestes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/24\/o-enigma-das-explosoes-celestes\/","title":{"rendered":"O enigma das explos\u00f5es celestes"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/14367199\/original-1579620704.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjoxNDM2NzE5OX0=--d58eef6939171477301f7b5c2b00ccddfc0c7399\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"698\" height=\"335\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/original.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2752\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/original.jpg 698w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/original-300x144.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 698px) 100vw, 698px\" \/><\/a><figcaption>O radiotelesc\u00f3pio em Effelsberg faz parte da rede europeia VLBI, que procura surtos de r\u00e1dio.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck para Radioastronomia\/Norbert Tacken<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta tempestade de &#8220;rel\u00e2mpagos c\u00f3smicos&#8221; acontece \u00e0 nossa volta. Por todo o c\u00e9u da Terra, existem pulsos que piscam e se apagam no momento seguinte. Estas explos\u00f5es, que s\u00e3o medidas com radiotelesc\u00f3pios e duram um mil\u00e9simo de segundo, s\u00e3o dos maiores mist\u00e9rios da astrof\u00edsica. Os cientistas duvidam que sejam alien\u00edgenas a combater numa &#8220;Guerra das Estrelas&#8221; na vastid\u00e3o do espa\u00e7o. Mas de onde v\u00eam estes fen\u00f3menos, apelidados de FRBs (sigla inglesa para &#8220;Fast Radio Bursts&#8221;) pelos especialistas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na cidade de Parkes, Austr\u00e1lia, uma antena gigante \u00e9 apontada para o c\u00e9u. Em 2001, este radiotelesc\u00f3pio de 64 metros de di\u00e2metro (uma vez o maior radiotelesc\u00f3pio totalmente m\u00f3vel do hemisf\u00e9rio sul) registou uma misteriosa explos\u00e3o de r\u00e1dio &#8211; e ningu\u00e9m notou! Somente cinco anos depois \u00e9 que o astrof\u00edsico Duncan Lorimer e o seu aluno David Narkevic encontraram mais ou menos por acaso a assinatura do sinal nos dados do telesc\u00f3pio. Mesmo assim, os especialistas n\u00e3o conseguiam entender o fen\u00f3meno. Mas esta n\u00e3o foi a \u00fanica &#8220;explos\u00e3o de Lorimer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Conhecemos agora mais de cem,&#8221; diz Laura Spitler. Desde mar\u00e7o de 2019 que lidera um grupo que investiga este t\u00f3pico no Instituto Max Planck para Radioastronomia. Spitler dedica-se h\u00e1 muitos anos a estes surtos fugazes no espa\u00e7o. Sob a sua lideran\u00e7a, uma equipa internacional descobriu um FRB no hemisf\u00e9rio norte em 2014. Os astr\u00f3nomos usaram a antena do telesc\u00f3pio Arecibo em Porto Rico. A antena, que mede 305 metros em di\u00e2metro, est\u00e1 firmemente ancorada num vale natural e s\u00f3 pode concentrar-se numa sec\u00e7\u00e3o relativamente pequena do c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estatisticamente falando, devem existir apenas sete erup\u00e7\u00f5es por minuto, espalhas pelo c\u00e9u. Portanto, \u00e9 preciso ter muita sorte para alinhar o seu telesc\u00f3pio na posi\u00e7\u00e3o certa, \u00e0 hora certa&#8221;, disse Spitler ap\u00f3s o an\u00fancio da descoberta. Tanto as propriedades das explos\u00f5es de r\u00e1dio quanto a sua frequ\u00eancia derivada das medi\u00e7\u00f5es estavam em alta concord\u00e2ncia com o que os astr\u00f3nomos tinham descoberto sobre todas as erup\u00e7\u00f5es observadas anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De facto, os pressupostos estat\u00edsticos foram confirmados; estes dizem que aproximadamente 10.000 destes fen\u00f3menos c\u00f3smicos invulgares surgem no firmamento todos os dias. O n\u00famero surpreendentemente elevado resulta de c\u00e1lculos de quanto do c\u00e9u teria que observado e por quanto tempo para explicar as comparativamente poucas descobertas at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A medi\u00e7\u00e3o de Arecibo tamb\u00e9m removeu as \u00faltimas d\u00favidas sobre se as explos\u00f5es de r\u00e1dio realmente vieram das profundezas do Universo. Ap\u00f3s as primeiras explos\u00f5es registadas, os cientistas conclu\u00edram que estavam a ser geradas numa \u00e1rea bem para l\u00e1 da Via L\u00e1ctea. Isto foi deduzido de um efeito chamado dispers\u00e3o de plasma. Quando os sinais de r\u00e1dio viajam longas dist\u00e2ncias pelo Universo, encontram muitos eletr\u00f5es livres localizados no espa\u00e7o entre as estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o das ondas de r\u00e1dio em frequ\u00eancias mais baixas diminui de maneira caracter\u00edstica. Por exemplo, durante o mencionado surto de radia\u00e7\u00e3o descoberto com o telesc\u00f3pio Arecibo, esta dispers\u00e3o foi tr\u00eas vezes maior do que seria de esperar de uma fonte dentro da Via L\u00e1ctea. Se a fonte estivesse localizada na nossa Gal\u00e1xia, a mat\u00e9ria interestelar teria contribu\u00eddo 33% para a fonte observada pelo radiotelesc\u00f3pio de Arecibo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas qual \u00e9, ent\u00e3o, a origem destes FRBs? Os astrof\u00edsicos constru\u00edram v\u00e1rios cen\u00e1rios, todos mais ou menos ex\u00f3ticos. Muitos deles t\u00eam a ver com estrelas de neutr\u00f5es. As estrelas de neutr\u00f5es s\u00e3o os remanescentes de explos\u00f5es gigantes de estrelas massivas como supernovas, com apenas 30 km de tamanho. Nestas esferas, a mat\u00e9ria \u00e9 t\u00e3o densamente compactada que, na Terra, uma colher de ch\u00e1 do seu material pesaria tanto quanto uma montanha. As estrelas de neutr\u00f5es giram rapidamente em torno de si pr\u00f3prias. Algumas t\u00eam campos magn\u00e9ticos excecionalmente fortes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por exemplo, os FRBs podem ocorrer durante uma supernova &#8211; mas tamb\u00e9m durante a fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es num sistema bin\u00e1rio \u00edntimo &#8211; quando os campos magn\u00e9ticos das duas estrelas individuais colapsam. Al\u00e9m disso, uma estrela de neutr\u00f5es pode entrar em colapso e formar um buraco negro, emitindo uma explos\u00e3o de r\u00e1dio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 primeira vista, estes &#8220;gui\u00f5es&#8221; cient\u00edficos parecem plaus\u00edveis. No entanto, t\u00eam uma falha: preveem apenas um FRB de cada vez. &#8220;Se o flash foi gerado num evento catacl\u00edsmico que destr\u00f3i a fonte, apenas pode ser esperado uma explos\u00e3o por fonte,&#8221; diz Laura Spitler. De facto, nos primeiros anos, sempre houve explos\u00f5es singulares &#8211; at\u00e9 2014, quando ocorreu o evento chamado FRB 121102. Em 2016, Spitler e a sua equipa observaram que este era o primeiro &#8220;repetidor&#8221;, uma explos\u00e3o com pulsos repetidos. &#8220;Isto refutou todos os modelos que explicam os FRBs como consequ\u00eancia de um evento catastr\u00f3fico,&#8221; explica Spitler.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A repeating Fast Radio Burst from a spiral galaxy\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eKo-Jx3l418?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FRB 121102, descoberto no radiotelesc\u00f3pio Arecibo, foi tamb\u00e9m observado por cientistas com o VLA (Very Large Array) no estado norte-americano do Novo M\u00e9xico. Ap\u00f3s 80 horas de observa\u00e7\u00f5es, registaram nove explos\u00f5es e determinaram a posi\u00e7\u00e3o com uma precis\u00e3o de um segundo de arco. Nesta posi\u00e7\u00e3o no c\u00e9u, h\u00e1 uma fonte de r\u00e1dio que irradia permanentemente; as imagens \u00f3ticas mostram uma gal\u00e1xia t\u00e9nue a cerca de 3 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com um di\u00e2metro de apenas 13.000 anos-luz, \u00e9 uma gal\u00e1xia an\u00e3; a Via L\u00e1ctea \u00e9 cerca de dez vezes maior. &#8220;No entanto, nesta gal\u00e1xia nascem muitas estrelas novas e talvez at\u00e9 particularmente grandes. Isto pode ser uma indica\u00e7\u00e3o da fonte das explos\u00f5es de r\u00e1dio,&#8221; salienta Spitler.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investigadora est\u00e1 a considerar os pulsares &#8211; &#8220;far\u00f3is&#8221; c\u00f3smicos que emitem regularmente ondas de r\u00e1dio. Por tr\u00e1s deles est\u00e3o, novamente, estrelas de neutr\u00f5es com r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o e com fortes campos magn\u00e9ticos. Se o eixo de rota\u00e7\u00e3o e o eixo do campo magn\u00e9tico de tal objeto se desviarem um do outro, pode ser produzido um feixe de r\u00e1dio. De cada vez que a &#8220;luz&#8221; deste &#8220;farol&#8221; natural varre a Terra, os astr\u00f3nomos medem um pulso curto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das explos\u00f5es dos pulsares de r\u00e1dio s\u00e3o fracas demais para serem detetadas a uma grande dist\u00e2ncia. Este n\u00e3o \u00e9 o caso dos pulsos gigantes, particularmente curtos e extremamente fortes. Um excelente exemplo desta classe de objetos \u00e9 o pulsar da Nebulosa do Caranguejo, um remanescente de explos\u00e3o de supernova observada no ano 1054. Os seus pulsos seriam vis\u00edveis at\u00e9 de gal\u00e1xias vizinhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um modelo promissor sugere que os FRBs s\u00e3o muito mais fortes e raros do que os pulsos gigantes de estrelas de neutr\u00f5es extragal\u00e1ticas parecidas com o pulsar da Nebulosa do Caranguejo. Ou mesmo mais jovens e energ\u00e9ticos como este,&#8221; diz Spitler. &#8220;A gal\u00e1xia hospedeira de FRB 121102 encaixa neste modelo porque tem o potencial de produzir as estrelas certas para se tornarem estrelas de neutr\u00f5es no final das suas vidas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confirma\u00e7\u00e3o deste modelo n\u00e3o est\u00e1 a ficar mais f\u00e1cil. No entanto, as observa\u00e7\u00f5es continuam. Por exemplo, as antenas de r\u00e1dio da rede europeia VLBI examinaram outro repetidor no ver\u00e3o de 2019. FRB 180916.J0158+65 mostrou n\u00e3o menos que quatro surtos de radia\u00e7\u00e3o durante as cinco horas de observa\u00e7\u00e3o. Cada um durou menos de dois milissegundos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O lar desta explos\u00e3o de r\u00e1dio \u00e9 uma gal\u00e1xia espiral a cerca de 500 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Isto torna-o o FRB mais pr\u00f3ximo at\u00e9 agora observado, embora esta dist\u00e2ncia pare\u00e7a &#8220;astron\u00f3mica&#8221;. Parece tamb\u00e9m haver uma aparentemente alta taxa de natalidade estelar em torno da explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A posi\u00e7\u00e3o na gal\u00e1xia difere da de todos os outros surtos investigados at\u00e9 agora. Por outras palavras: aparentemente, os FRBs surgem em todos os tipos de regi\u00f5es c\u00f3smicas e ambientes diversos. &#8220;Esta \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se todas as explos\u00f5es t\u00eam o mesmo tipo de fonte ou se s\u00e3o geradas pelos mesmos processos f\u00edsicos,&#8221; comenta Spitler. &#8220;Continua o mist\u00e9rio das suas origens.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/14374055\/the-riddle-of-the-heavenly-bursts\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck para Radioastronomia (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FRB (&#8220;Fast Radio Burst&#8221;):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fast_radio_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astronomy.swin.edu.au\/pulsar\/frbcat\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo de FRBs (Universidade de Swinburne)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Radiotelesc\u00f3pio Parkes:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.parkes.atnf.csiro.au\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CSIRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Parkes_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de Arecibo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.naic.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Arecibo_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rede europeia VLBI:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.evlbi.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_VLBI_Network\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O radiotelesc\u00f3pio em Effelsberg faz parte da rede europeia VLBI, que procura surtos de r\u00e1dio.Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck para Radioastronomia\/Norbert Tacken Esta tempestade de &#8220;rel\u00e2mpagos c\u00f3smicos&#8221; acontece \u00e0 nossa volta. 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