{"id":2745,"date":"2020-01-21T06:43:40","date_gmt":"2020-01-21T06:43:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2745"},"modified":"2020-01-21T06:43:52","modified_gmt":"2020-01-21T06:43:52","slug":"xmm-newton-descobre-gas-escaldante-no-halo-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/21\/xmm-newton-descobre-gas-escaldante-no-halo-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"XMM-Newton descobre g\u00e1s escaldante no halo da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33839\/35420\/ESA_XMM-Newton_MWhalo.gif\/48be6686-3541-517f-4f6c-3e6f78b6dc82?version=1.0&amp;t=1579184768265\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"410\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/ESA_XMM-Newton_MWhalo_600.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-2746\"\/><\/a><figcaption>Esta anima\u00e7\u00e3o mostra a via L\u00e1ctea (a pequena gal\u00e1xia no centro da imagem) e o seu halo (a regi\u00e3o gasosa estendida). Ilustra o halo em tr\u00eas tons diferentes &#8211; esmeralda, amarelo e verde. Todos estes se misturam ao longo do halo, e cada um representa g\u00e1s de uma temperatura diferente. Aparecem pontos por todo o halo; estes representam elementos e a suas abund\u00e2ncias relativas, conforme detetado pelo observat\u00f3rio de raios-X XMM-Newton da ESA: azoto (preto, 41 pontos), n\u00e9on (laranja\/amarelo, 39 pontos), oxig\u00e9nio (azul claro, 7 pontos) e ferro (vermelho, 1 ponto).<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O XMM-Newton da ESA descobriu que o g\u00e1s escondido no halo da Via L\u00e1ctea atinge temperaturas muito mais quentes do que se pensava anteriormente e que tem uma composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica diferente da prevista, desafiando a nossa compreens\u00e3o do nosso lar gal\u00e1ctico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um halo \u00e9 uma vasta regi\u00e3o de g\u00e1s, estrelas e mat\u00e9ria escura invis\u00edvel em redor de uma gal\u00e1xia. \u00c9 um componente-chave de uma gal\u00e1xia, ligando-a a um espa\u00e7o intergal\u00e1ctico mais amplo e, portanto, pensa-se que desempenhe um papel importante na evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 agora, pensava-se que o halo de uma gal\u00e1xia contivesse g\u00e1s quente a uma \u00fanica temperatura, com a temperatura exata deste g\u00e1s dependente da massa da gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, um novo estudo usando o observat\u00f3rio espacial de raios-X XMM-Newton da ESA mostra agora que o halo da Via L\u00e1ctea cont\u00e9m n\u00e3o apenas um, mas tr\u00eas componentes diferentes de g\u00e1s quente, o mais quente destes sendo dez vezes mais quente do que se pensava anteriormente. \u00c9 a primeira vez que m\u00faltiplos componentes de g\u00e1s, estruturados desta maneira, s\u00e3o descobertos n\u00e3o apenas na Via L\u00e1ctea, mas em qualquer gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pens\u00e1vamos que as temperaturas do g\u00e1s nos halos gal\u00e1cticos variavam entre 10.000 e um milh\u00e3o de graus &#8211; mas parece que parte do g\u00e1s no halo da Via L\u00e1ctea pode atingir 10 milh\u00f5es de graus,&#8221; disse Sanskriti Das, estudante na Universidade Estatal do Ohio, EUA, autor principal do novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Embora pensemos que o g\u00e1s \u00e9 aquecido a cerca de um milh\u00e3o de graus quando uma gal\u00e1xia se forma inicialmente, n\u00e3o temos a certeza de como este componente ficou t\u00e3o quente. Pode ser devido aos ventos que emanam do disco de estrelas da Via L\u00e1ctea.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo usou uma combina\u00e7\u00e3o de dois instrumentos a bordo do XMM-Newton: o RGS (Reflection Grating Spectrometer) e o EPIC (European Photon Imaging Camera). O EPIC foi usado para estudar a luz emitida pelo halo e o RGS para estudar como o halo afeta e absorve luz que passa por ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para estudar o halo da Via L\u00e1ctea no que toca \u00e0 sua absor\u00e7\u00e3o, Sanskriti e colegas observaram um objeto conhecido como blazar: o n\u00facleo energ\u00e9tico e muito ativo de uma gal\u00e1xia distante que emite feixes intensos de luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tendo viajado quase cinco mil milh\u00f5es de anos-luz atrav\u00e9s do cosmos, a luz de raios-X deste blazar tamb\u00e9m passou pelo halo da nossa Gal\u00e1xia antes de atingir os detetores do XMM-Newton e, portanto, cont\u00e9m pistas sobre as propriedades desta regi\u00e3o gasosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio dos estudos anteriores do halo da Via L\u00e1ctea em raios-X, que normalmente duram um ou dois dias, a equipa realizou observa\u00e7\u00f5es durante um per\u00edodo de tr\u00eas semanas, permitindo a dete\u00e7\u00e3o de sinais que geralmente s\u00e3o demasiado fracos para serem vistos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s analis\u00e1mos a luz do blazar e concentr\u00e1mo-nos nas suas assinaturas espectrais individuais: as caracter\u00edsticas da luz que nos podem dizer mais sobre o material pelo qual passou a caminho de n\u00f3s,&#8221; disse a coautora Smita Mahur, tamb\u00e9m da Universidade Estatal do Ohio e orientadora de Sanskriti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 assinaturas espec\u00edficas que existem apenas em temperaturas espec\u00edficas, de modo que fomos capazes de determinar o qu\u00e3o quente o halo gasoso deve ter estado para afetar a luz do blazar da maneira como afetou.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O halo quente da Via L\u00e1ctea tamb\u00e9m tem quantidades significativas de elementos mais pesados que o h\u00e9lio, que geralmente s\u00e3o produzidos nas fases posteriores da vida de uma estrela. Isto indica que o halo recebeu material fabricado por certas estrelas durante as suas vidas e est\u00e1gios finais, e que foi lan\u00e7ado para o espa\u00e7o quando morreram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;At\u00e9 agora, os cientistas procuravam principalmente oxig\u00e9nio, pois \u00e9 abundante e, portanto, mais f\u00e1cil de encontrar do que outros elementos,&#8221; acrescentou Sanskriti. &#8220;O nosso estudo foi mais detalhado: analis\u00e1mos n\u00e3o apenas o oxig\u00e9nio, mas tamb\u00e9m o azoto, o n\u00e9on e o ferro, e encontr\u00e1mos alguns resultados extremamente interessantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas esperam que o halo contenha elementos em propor\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s vistas no Sol. No entanto, Sanskriti e colegas notaram menos ferro no halo do que o esperado, indicando que o halo foi enriquecido por estrelas moribundas massivas, e tamb\u00e9m menos oxig\u00e9nio, provavelmente devido a esse elemento ser absorvido por part\u00edculas poeirentas no halo. &#8220;Isto \u00e9 realmente emocionante &#8211; foi completamente inesperado e diz-nos que temos muito a aprender sobre como a Via L\u00e1ctea evoluiu para a Gal\u00e1xia que \u00e9 hoje,&#8221; acrescentou Sanskriti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rec\u00e9m-descoberto componente de g\u00e1s quente tamb\u00e9m tem implica\u00e7\u00f5es mais amplas que afetam a nossa compreens\u00e3o geral do cosmos. A nossa Gal\u00e1xia cont\u00e9m muito menos massa do que esper\u00e1vamos: isto \u00e9 conhecido como o &#8220;problema da mat\u00e9ria em falta&#8221;, pois o que observamos n\u00e3o corresponde \u00e0s previs\u00f5es te\u00f3ricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do mapeamento a longo prazo do cosmos, a sonda Planck da ESA previu que pouco menos de 5% da massa do Universo deveria existir na forma de mat\u00e9ria &#8220;normal&#8221; &#8211; o tipo que comp\u00f5e estrelas, gal\u00e1xias, planetas e assim por diante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No entanto, quando somamos tudo o que vemos, o nosso valor n\u00e3o chega nem perto desta previs\u00e3o,&#8221; salientou o coautor Fabrizio Nicastro do Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico de Roma &#8211; INAF, It\u00e1lia, e do Centro Harvard-Smithsonian para Astrof\u00edsica, EUA. &#8220;Ent\u00e3o, onde est\u00e1 o resto? H\u00e1 quem sugira que pode estar escondido nos halos extensos e massivos que rodeiam as gal\u00e1xias, tornando a nossa descoberta realmente excitante.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado que este componente quente do halo da Via L\u00e1ctea nunca tinha sido visto antes, pode ter sido negligenciado em an\u00e1lises anteriores &#8211; e, portanto, pode conter uma grande quantidade desta mat\u00e9ria &#8220;em falta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas observa\u00e7\u00f5es fornecem novas ideias sobre a hist\u00f3ria t\u00e9rmica e qu\u00edmica da Via L\u00e1ctea e do seu halo e desafiam o nosso conhecimento de como as gal\u00e1xias se formam e evoluem,&#8221; disse Norbert Schartel, cientista do projeto XMM da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O estudo analisou o halo ao longo de uma linha de vis\u00e3o &#8211; aquela em dire\u00e7\u00e3o ao blazar -, de modo que ser\u00e1 extremamente empolgante ver investiga\u00e7\u00f5es futuras expandirem esta descoberta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/sci.esa.int\/web\/xmm-newton\/-\/xmm-newton-discovers-scorching-gas-in-milky-way-s-halo\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ab3b09\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1907.07176\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab5846\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1909.06688\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Blazar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Blazar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Planck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=17\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (ci\u00eancia e tecnologia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/planck\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (centro cient\u00edfico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Operations\/SEM45HZTIVE_0.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (p\u00e1gina de opera\u00e7\u00f5es)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/planck\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/pla.esac.esa.int\/pla\/#home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo do Legado Planck (ESA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Planck_(telescope)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta anima\u00e7\u00e3o mostra a via L\u00e1ctea (a pequena gal\u00e1xia no centro da imagem) e o seu halo (a regi\u00e3o gasosa estendida). 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