{"id":2729,"date":"2020-01-14T06:58:37","date_gmt":"2020-01-14T06:58:37","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2729"},"modified":"2020-01-14T06:58:47","modified_gmt":"2020-01-14T06:58:47","slug":"colisao-iminente-da-via-lactea-ja-esta-a-produzir-novas-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/14\/colisao-iminente-da-via-lactea-ja-esta-a-produzir-novas-estrelas\/","title":{"rendered":"Colis\u00e3o iminente da Via L\u00e1ctea j\u00e1 est\u00e1 a produzir novas estrelas"},"content":{"rendered":"\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os arredores da Via L\u00e1ctea abrigam as estrelas mais antigas da Gal\u00e1xia. Mas os astr\u00f3nomos descobriram algo inesperado neste &#8220;lar de idosos&#8221; celeste: um bando de estrelas jovens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda mais surpreendente, a an\u00e1lise espectral sugere que as estrelas jovens t\u00eam uma origem extragal\u00e1tica. As estrelas aparentemente formaram-se n\u00e3o a partir de material da Via L\u00e1ctea, mas de duas gal\u00e1xias an\u00e3s pr\u00f3ximas conhecidas como Nuvens de Magalh\u00e3es. Essas gal\u00e1xias est\u00e3o numa rota de colis\u00e3o com a nossa. A descoberta sugere que um fluxo de g\u00e1s que se estende a partir das gal\u00e1xias est\u00e1 a cerca de metade da dist\u00e2ncia que se pensava ser necess\u00e1ria para colidir com a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 um grupo insignificante de estrelas &#8211; no total, inferior a alguns milhares de estrelas &#8211; mas tem grandes implica\u00e7\u00f5es al\u00e9m da \u00e1rea local da Via L\u00e1ctea,&#8221; diz o investigador principal Adrian Price-Whelan, cientista do Centro de Astrof\u00edsica Computacional do Instituto Flatiron em Nova Iorque (o enxame tamb\u00e9m tem o seu nome: Price-Whelan 1).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas rec\u00e9m-descobertas podem revelar novas informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea; podem, por exemplo, dizer se as Nuvens de Magalh\u00e3es colidiram com a nossa Gal\u00e1xia no passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Price-Whelan e colegas apresentaram os seus achados no passado dia 8 de janeiro na reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em Honolulu, Hawaii. J\u00e1 tinham relatado anteriormente a descoberta de Price-Whelan 1 no dia 5 de dezembro na revista The Astrophysical Journal e a sua subsequente an\u00e1lise espectrosc\u00f3pica das estrelas no dia 16 de dezembro, tamb\u00e9m na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A identifica\u00e7\u00e3o de enxames estelares \u00e9 complicada porque a nossa Gal\u00e1xia est\u00e1 repleta de objetos deste tipo. Algumas estrelas podem parecer pr\u00f3ximas umas das outras no c\u00e9u, mas na verdade ficam a dist\u00e2ncias drasticamente diferentes da Terra. Outras podem aproximar-se temporariamente, mas seguir em dire\u00e7\u00f5es opostas. A determina\u00e7\u00e3o de quais as estrelas realmente agrupadas requer muitas medi\u00e7\u00f5es precisas ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/s3.amazonaws.com\/sf-web-assets-prod\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/19134054\/image_decam_g.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/tkoa3vK.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Os astr\u00f3nomos avistaram um grupo de estrelas jovens (azul) nos arredores da Via L\u00e1ctea. Os cientistas prop\u00f5em que estas estrelas se formaram a partir de material de duas gal\u00e1xias an\u00e3s conhecidas como Nuvens de Magalh\u00e3es.<br>Cr\u00e9dito: A. Price-Whelan <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Price-Whelan come\u00e7ou com os dados mais recentes recolhidos pelo observat\u00f3rio espacial Gaia, que mediu e catalogou as dist\u00e2ncias e movimentos de 1,7 mil milh\u00f5es de estrelas. Ele analisou o conjunto de dados do Gaia em busca de estrelas muito azuis, raras no Universo, e identificou grupos estelares que se movem ao seu lado. Ap\u00f3s a correspond\u00eancia cruzada e a elimina\u00e7\u00e3o de enxames conhecidos, permaneceu apenas um.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enxame rec\u00e9m-descoberto \u00e9 relativamente jovem, com 117 milh\u00f5es de anos, e fica nos arredores long\u00ednquos da Via L\u00e1ctea. &#8220;Est\u00e1 mesmo, mesmo distante,&#8221; diz Price-Whelan. &#8220;Mais do que quaisquer outras estrelas jovens conhecidas na Via L\u00e1ctea, que normalmente est\u00e3o no disco. Ent\u00e3o, imediatamente perguntei: &#8216;Caramba, o que \u00e9 isto?'&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enxame habita uma regi\u00e3o pr\u00f3xima de um &#8220;rio&#8221; de g\u00e1s, denominado Corrente de Magalh\u00e3es, que forma a extremidade mais distante da Grande e da Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es e alcan\u00e7a a Via L\u00e1ctea. O g\u00e1s neste fluxo n\u00e3o cont\u00e9m muitos metais, ao contr\u00e1rio dos gases nos confins da Via L\u00e1ctea. David Nidever, professor assistente de f\u00edsica na Universidade Estatal de Montana em Bozeman, EUA, liderou uma an\u00e1lise do conte\u00fado met\u00e1lico das 27 estrelas mais brilhantes do enxame. Assim como a Corrente de Magalh\u00e3es, as estrelas cont\u00eam n\u00edveis escassos de metais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores prop\u00f5em que o enxame se formou \u00e0 medida que o g\u00e1s da Corrente de Magalh\u00e3es passava pelos gases em redor da Via L\u00e1ctea. Este cruzamento criou uma for\u00e7a de arrasto que comprimiu o g\u00e1s da Corrente de Magalh\u00e3es. Este arrasto, juntamente com as for\u00e7as de mar\u00e9 do reboque gravitacional da Via L\u00e1ctea, condensou o g\u00e1s o suficiente para desencadear a forma\u00e7\u00e3o estelar. Com o tempo, as estrelas aproximaram-se do g\u00e1s circundante e juntaram-se \u00e0 Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/rXOaxBz.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/rXOaxBz.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Visualiza\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o do rec\u00e9m-descoberto enxame estelar Price-Whelan 1 (pontos azuis) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Via L\u00e1ctea (pontos brancos). O enxame foi provavelmente formado a partir de material das Nuvens de Magalh\u00e3es (pontos roxos). A linha vertical verde mostra a posi\u00e7\u00e3o do Sol.<br>Cr\u00e9dito: A. Price-Whelan, simula\u00e7\u00e3o por J. Hunt <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a das estrelas fornece uma oportunidade \u00fanica. A medi\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia do g\u00e1s \u00e0 Terra \u00e9 complexa e imprecisa, de modo que os astr\u00f3nomos n\u00e3o tinham certeza de qu\u00e3o longe a Corrente de Magalh\u00e3es estava de alcan\u00e7ar a Via L\u00e1ctea. A dist\u00e2ncia das estrelas, por outro lado, \u00e9 comparativamente trivial. Usando as posi\u00e7\u00f5es e movimentos atuais das estrelas no enxame, os cientistas preveem que a orla da Corrente de Magalh\u00e3es est\u00e1 a 90.000 anos-luz da Via L\u00e1ctea. Este valor \u00e9 aproximadamente metade da dist\u00e2ncia prevista anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se a Corrente de Magalh\u00e3es estiver mais pr\u00f3xima, especialmente o bra\u00e7o principal mais pr\u00f3ximo da nossa Gal\u00e1xia, ent\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que seja incorporada \u00e0 Via L\u00e1ctea antes do previsto pelo modelo atual,&#8221; explicou Nidever. &#8220;Eventualmente, esse g\u00e1s transformar-se-\u00e1 em novas estrelas no disco da Via L\u00e1ctea. De momento, a nossa Gal\u00e1xia est\u00e1 a consumir g\u00e1s mais depressa do que est\u00e1 a ser reabastecido. Este g\u00e1s extra que est\u00e1 a entrar ajudar\u00e1 a reabastecer esse reservat\u00f3rio e a garantir que a nossa Gal\u00e1xia continua a prosperar e a formar novas estrelas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dist\u00e2ncia atualizada da Corrente de Magalh\u00e3es melhorar\u00e1 os modelos de onde as Nuvens de Magalh\u00e3es estiveram e para onde est\u00e3o a ir, diz Price-Whelan. Os n\u00fameros aprimorados podem at\u00e9 resolver um debate sobre se as Nuvens de Magalh\u00e3es j\u00e1 atravessaram antes a Via L\u00e1ctea. Encontrar uma resposta a essa pergunta ajudar\u00e1 os astr\u00f3nomos a entender melhor a hist\u00f3ria e as propriedades da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.simonsfoundation.org\/2020\/01\/07\/milky-way-new-stars\/\" target=\"_blank\">\/\/ Centro para Astrof\u00edsica Computacional da Funda\u00e7\u00e3o Simons (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab4bdd\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1811.05991\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab52fc\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.05360\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/magellanic-stars-inside-milky-way.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/144556\/an-upcoming-impact-with-the-magellanic-clouds-is-already-causing-star-formation-in-the-milky-way\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/earthsky.org\/space\/milky-way-collision-magellanic-clouds-price-whelan-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EarthSky<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Milky_Ways_impending_galactic_collision_is_already_birthing_new_stars_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-01-milky-impending-galactic-collision-birthing.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2020\/01\/08\/milky-way-doomed-collide-nearby-two-dwarf-galaxies-sooner-expected-astronomers-warn-12022370\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Corrente de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magellanic_Stream\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nuvens de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Small_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os arredores da Via L\u00e1ctea abrigam as estrelas mais antigas da Gal\u00e1xia. 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