{"id":2720,"date":"2020-01-14T06:50:00","date_gmt":"2020-01-14T06:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2720"},"modified":"2020-01-14T06:50:02","modified_gmt":"2020-01-14T06:50:02","slug":"o-gigante-nas-nossas-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/14\/o-gigante-nas-nossas-estrelas\/","title":{"rendered":"O gigante nas nossas estrelas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/9HnqiL2.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/9HnqiL2-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2721\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/9HnqiL2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/9HnqiL2-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/9HnqiL2-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/9HnqiL2.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Nesta ilustra\u00e7\u00e3o, os dados da &#8220;Onda Radcliffe&#8221; est\u00e3o sobrepostos numa imagem da Via L\u00e1ctea.\nCr\u00e9dito: Worldwide Telescope, cortesia de Alyssa Goodman<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos da Universidade de Harvard descobriram uma estrutura gasosa monol\u00edtica em forma de onda &#8211; a maior j\u00e1 vista na nossa Gal\u00e1xia &#8211; composta de ber\u00e7\u00e1rios estelares interligados. Denominada &#8220;Onda Radcliffe&#8221; em homenagem \u00e0 sede da colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o Instituto Radcliffe para Estudos Avan\u00e7ados, a descoberta transforma uma vis\u00e3o de 150 anos de ber\u00e7\u00e1rios estelares pr\u00f3ximos como um anel em expans\u00e3o que apresenta um filamento ondulado que forma estrelas e que se estica bili\u00f5es de quil\u00f3metros acima e abaixo do disco gal\u00e1ctico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho, publicado na revista Nature, teve por base uma nova an\u00e1lise de dados da sonda Gaia da ESA, lan\u00e7ada em 2013 com a miss\u00e3o de medir com precis\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o, a dist\u00e2ncia e o movimento das estrelas. A abordagem inovadora da equipa de investiga\u00e7\u00e3o combinou os dados superprecisos do Gaia com outras medi\u00e7\u00f5es para construir um mapa 3D detalhado da mat\u00e9ria interestelar na Via L\u00e1ctea e notaram um padr\u00e3o inesperado no bra\u00e7o espiral mais pr\u00f3ximo da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores descobriram uma estrutura longa e fina, com cerca de 9000 anos-luz de comprimento e 400 anos-luz de largura, em forma de onda, alcan\u00e7ando 500 anos-luz acima e abaixo do plano m\u00e9dio do disco da nossa Gal\u00e1xia. A Onda inclui muitos dos ber\u00e7\u00e1rios estelares que se pensava fazerem parte da &#8220;Cintura de Gould&#8221;, uma faixa de regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar que se pensava estar orientada num anel em torno do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nenhum astr\u00f3nomo esperava que mor\u00e1ssemos ao lado de uma gigantesca cole\u00e7\u00e3o de g\u00e1s semelhante a uma onda &#8211; ou que ela forma o bra\u00e7o local da Via L\u00e1ctea,&#8221; disse Alyssa Goodman, professora de astronomia, investigadora associada da Institui\u00e7\u00e3o Smithsonian e codiretora do Programa de Ci\u00eancias do Instituto Radcliffe para Estudos Avan\u00e7ados. &#8220;Fic\u00e1mos completamente chocados quando percebemos qu\u00e3o longa e direita a Onda Radcliffe \u00e9, observando-a de cima e em 3D &#8211; mas tamb\u00e9m qu\u00e3o sinusoidal \u00e9 quando vista da Terra. A pr\u00f3pria exist\u00eancia da Onda est\u00e1 a for\u00e7ar-nos a repensar a nossa compreens\u00e3o da estrutura 3D da Via L\u00e1ctea.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Gould e Herschel observaram a forma\u00e7\u00e3o de estrelas brilhantes num arco projetado no c\u00e9u, de modo que h\u00e1 muito tempo as pessoas t\u00eam vindo a tentar descobrir se estas nuvens moleculares realmente formam um anel em 3D, disse Jo\u00e3o Alves, professor de f\u00edsica e astronomia na Universidade de Viena. &#8220;Ao inv\u00e9s, o que observ\u00e1mos \u00e9 a maior estrutura de g\u00e1s coerente que conhecemos na Gal\u00e1xia, organizada n\u00e3o em anel, mas num filamento massivo e ondulado. O Sol fica a apenas 500 anos-luz da Onda no seu ponto mais pr\u00f3ximo. Tem estado mesmo em frente dos nossos olhos este tempo todo, mas n\u00e3o a consegu\u00edamos ver. At\u00e9 agora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo mapa 3D mostra a nossa vizinhan\u00e7a gal\u00e1ctica sob uma nova luz, dando aos cientistas uma vis\u00e3o corrigida da Via L\u00e1ctea e abrindo a porta a outras grandes descobertas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s n\u00e3o sabemos o que provoca esta forma, mas pode ser como uma ondula\u00e7\u00e3o num lago, como se algo extraordinariamente massivo tivesse &#8216;aterrado&#8217; na nossa Gal\u00e1xia,&#8221; disse Alves. &#8220;O que sabemos \u00e9 que o nosso Sol interage com esta estrutura. Passou por um festival de supernovas quando cruzou Orionte h\u00e1 13 milh\u00f5es de anos, e daqui a outros 13 milh\u00f5es de anos cruzar\u00e1 novamente a estrutura, como se estiv\u00e9ssemos a &#8216;surfar a onda&#8217;.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A determina\u00e7\u00e3o das estruturas na vizinhan\u00e7a gal\u00e1ctica &#8220;poeirenta&#8221; onde nos situamos \u00e9 um desafio de longa data na astronomia. Em estudos anteriores, o grupo de investiga\u00e7\u00e3o de Douglas Finkbeiner, professor de astronomia e f\u00edsica em Harvard, foi pioneiro em t\u00e9cnicas estat\u00edsticas avan\u00e7adas para mapear a estrutura tridimensional da poeira usando levantamentos sobre as cores das estrelas. Armado com novos dados do Gaia, os estudantes de Harvard Catherine Zucker e Joshua Speagle expandiram estas t\u00e9cnicas, melhorando drasticamente a capacidade dos astr\u00f3nomos em medir dist\u00e2ncias a regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar. Este trabalho, liderado por Zucker, foi publicado na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/LEptC6B.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/LEptC6B.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s suspeit\u00e1vamos que pudessem haver estruturas maiores que simplesmente n\u00e3o consegu\u00edamos colocar em contexto. Assim, para criar um mapa preciso da nossa vizinhan\u00e7a solar, combin\u00e1mos observa\u00e7\u00f5es de telesc\u00f3pios espaciais como o Gaia com astroestat\u00edstica, visualiza\u00e7\u00e3o de dados e simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas,&#8221; explicou Zucker, estudante da NSF (National Science Foundation) e candidata a doutoramento no Departamento de Astronomia da Escola de Artes e Ci\u00eancias de Harvard.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zucker desempenhou um papel fundamental na compila\u00e7\u00e3o do maior cat\u00e1logo de dist\u00e2ncias precisas de todos os tempos para ber\u00e7\u00e1rios estelares locais &#8211; a base para o mapa 3D usado no estudo. Ela estabeleceu o objetivo de pintar uma nova imagem da Via L\u00e1ctea, perto e longe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Reunimos esta equipa para que pud\u00e9ssemos ir al\u00e9m do processamento e tabula\u00e7\u00e3o dos dados para os visualizar ativamente &#8211; n\u00e3o apenas n\u00f3s pr\u00f3prios, mas para todos. Agora, podemos literalmente ver a Via L\u00e1ctea com novos olhos,&#8221; comentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O estudo dos nascimentos estelares \u00e9 complicado por dados imperfeitos. Corremos o risco de errar nos detalhes, porque se estamos confusos com as dist\u00e2ncias, estamos confusos com os tamanhos,&#8221; observou Finkbeiner.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Goodman concordou: &#8220;Todas as estrelas do Universo, incluindo o nosso Sol, s\u00e3o formadas em nuvens din\u00e2micas, em colapso, de g\u00e1s e poeira. Mas a determina\u00e7\u00e3o da massa das nuvens, qu\u00e3o grandes s\u00e3o, tem sido dif\u00edcil, porque estas propriedades dependem de qu\u00e3o longe a nuvem est\u00e1.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Goodman, os cientistas h\u00e1 mais de 100 anos que estudam nuvens densas de g\u00e1s e poeira entre as estrelas, observando estas regi\u00f5es com cada vez maior resolu\u00e7\u00e3o. Antes do Gaia, n\u00e3o havia um conjunto de dados grande o suficiente para revelar a estrutura da Gal\u00e1xia em larga escala. Desde o seu lan\u00e7amento em 2013, o observat\u00f3rio espacial permitiu medi\u00e7\u00f5es das dist\u00e2ncias de mil milh\u00f5es de estrelas na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta &#8220;enxurrada&#8221; de dados do Gaia serviu como a plataforma de testes perfeita para novos e inovadores m\u00e9todos estat\u00edsticos que revelam a forma dos ber\u00e7\u00e1rios estelares locais e a sua liga\u00e7\u00e3o com a estrutura gal\u00e1ctica da Via L\u00e1ctea. Alves foi para Radcliffe para trabalhar com Zucker e Goodman, pois previam que o fluxo de dados do Gaia melhorasse a tecnologia de mapeamento 3D da poeira do grupo de Finkbeiner o suficiente para revelar as dist\u00e2ncias destes ber\u00e7\u00e1rios estelares locais. Mas n\u00e3o faziam ideia de que iam encontrar a Onda Radcliffe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os grupos de Finkbeiner, Alves e Goodman colaboraram intimamente neste esfor\u00e7o de dados cient\u00edficos. O grupo de Finkbeiner desenvolveu a estrutura estat\u00edstica necess\u00e1ria para inferir a distribui\u00e7\u00e3o 3D das nuvens de poeira; o grupo de Alves contribuiu com profunda experi\u00eancia no que toca \u00e0s estrelas, forma\u00e7\u00e3o estelar e ao Gaia; e o grupo de Goodman desenvolveu as visualiza\u00e7\u00f5es 3D e a estrutura anal\u00edtica, chamada &#8220;cola&#8221;, que permitiu que a Onda Radcliffe fosse observada, explorada e descrita quantitativamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os artigos, os dados analisados, o c\u00f3digo estat\u00edstico, as figuras interativas, v\u00eddeos e o &#8220;tour&#8221; pelo Worldwide Telescope est\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente ao p\u00fablico e comunidade cient\u00edfica num website dedicado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rise of the Milky Way | Jo\u00e3o Alves || Radcliffe Institute\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uZjiE81ofFM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.harvard.edu\/gazette\/story\/2020\/01\/largest-gaseous-structure-ever-seen-in-our-galaxy-is-discovered\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-019-1874-z\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2001.00591\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab2388\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1902.01425\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2020-01\/hu-nmo010320.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/radcliffe-wave-largest-milky-way-structure.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/144558\/a-huge-wave-is-passing-through-the-milky-way-unleashing-new-stellar-nurseries\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/the-largest-gaseous-structure-ever-observed-in-the-milky-way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/wave-stellar-nurseries-galaxys-biggest-structure\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/a-colossal-wave-of-star-forming-gas-could-be-the-largest-gaseous-structure-in-the-milky-way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-01-milky-reveals-giant-stellar-nurseries.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/New_map_of_Milky_Way_reveals_giant_wave_of_stellar_nurseries_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/story\/space\/stellar-nursery-found-in-milky-way\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/article\/62172-new-discovery-of-giant-wave-connecting-stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-51021704\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/nearby-gas-clouds-actually-form-behemoth-structure-that-1840855945\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/milky-way-huge-wave-collision-1480799\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><br><a href=\"https:\/\/time.com\/5761234\/radcliffe-wave-milky-way-baby-stars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TIME<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/algo-colidido-via-lactea-onda-gigante-301188\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Onda Radcliffe:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/sites.google.com\/cfa.harvard.edu\/radcliffewave\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Surfe&#8221; a Onda Radcliffe (Harvard via Google sites)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Radcliffe_wave\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ilustra\u00e7\u00e3o, os dados da &#8220;Onda Radcliffe&#8221; 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