{"id":2708,"date":"2020-01-10T07:05:16","date_gmt":"2020-01-10T07:05:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2708"},"modified":"2020-01-10T07:05:28","modified_gmt":"2020-01-10T07:05:28","slug":"sofia-revela-novo-panorama-do-centro-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/10\/sofia-revela-novo-panorama-do-centro-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"SOFIA revela novo panorama do centro da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/gc_tumblr.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"266\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/HzTlm66-1024x266.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2709\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/HzTlm66-1024x266.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/HzTlm66-300x78.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/HzTlm66-768x199.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Composi\u00e7\u00e3o infravermelha do centro da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Esta imagem abrange mais de 600 anos-luz e est\u00e1 a ajudar os cientistas a aprender como muitas estrelas massivas se formam no centro da nossa Gal\u00e1xia. Novos dados do SOFIA, obtidos a 25 e 37 micr\u00f3metros, vistos em azul e verde, foram combinados com dados do Observat\u00f3rio Espacial Herschel vistos a vermelho (70 micr\u00f3metros) e com dados do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer a branco (8 micr\u00f3metros). A imagem do SOFIA revela caracter\u00edsticas poeirentas em detalhes sem precedentes.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/SOFIA\/Caltech\/ESA\/Herschel<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A NASA capturou uma imagem infravermelha extremamente n\u00edtida do centro da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Abrangendo uma dist\u00e2ncia de mais de 600 anos-luz, este panorama revela detalhes no interior de densos redemoinhos de g\u00e1s e poeira em alta resolu\u00e7\u00e3o, abrindo a porta para futuras investiga\u00e7\u00f5es sobre como as estrelas massivas est\u00e3o a ser formadas e sobre o que est\u00e1 a alimentar o buraco negro supermassivo no N\u00facleo Gal\u00e1ctico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as caracter\u00edsticas em foco est\u00e3o as curvas salientes do Enxame do Arco, que cont\u00e9m a concentra\u00e7\u00e3o mais densa de estrelas na nossa Gal\u00e1xia, bem como o Enxame do Quintupleto, com estrelas um milh\u00e3o de vezes mais brilhantes do que o Sol. O buraco negro da nossa Gal\u00e1xia toma forma com um vislumbre do anel de g\u00e1s de apar\u00eancia ardente em seu redor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta nova vis\u00e3o foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao maior telesc\u00f3pio a\u00e9reo do mundo, o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy). Voando alto na atmosfera, este Boeing 747 modificado apontou a sua c\u00e2mara infravermelha FORCAST (Faint Object Infrared Camera for the SOFIA Telescope) para observar material gal\u00e1ctico quente emitindo em comprimentos de onda que outros telesc\u00f3pios n\u00e3o podem detetar. A imagem combina a nova perspetiva de regi\u00f5es quentes do SOFIA com dados anteriores que exp\u00f5em materiais muito quentes e frios do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA e do Observat\u00f3rio Espacial Herschel da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um artigo cient\u00edfico que destaca os resultados iniciais foi submetido para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal. A imagem foi apresentada pela primeira vez esta semana na reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em Honolulu, Hawaii.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 incr\u00edvel ver o nosso Centro Gal\u00e1ctico em detalhe como nunca vimos antes,&#8221; disse James Radomski, cientista da USRA (Universities Space Research Association) no Centro de Ci\u00eancias do SOFIA pertencente ao Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;Estudar esta \u00e1rea tem sido como tentar montar um quebra-cabe\u00e7as com pe\u00e7as em falta. Os dados do SOFIA preenchem algumas das lacunas, colocando-nos significativamente mais perto de ter uma imagem completa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nascimento Estelar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As regi\u00f5es centrais da Via L\u00e1ctea possuem significativamente mais do denso g\u00e1s e da densa poeira que s\u00e3o os elementos b\u00e1sicos de novas estrelas em compara\u00e7\u00e3o com outras partes da Gal\u00e1xia. No entanto, h\u00e1 10 vezes menos estrelas massivas aqui nascidas do que o esperado. Tem sido dif\u00edcil entender o porqu\u00ea desta discrep\u00e2ncia devido \u00e0 poeira que se interp\u00f5e entre a Terra e o N\u00facleo Gal\u00e1ctico &#8211; mas ao observarmos no infravermelho conseguimos estudar melhor esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/ZS2djBg.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/ZS2djBg.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Composi\u00e7\u00e3o infravermelha dos 75 anos-luz mais interiores da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Nos dados do SOFIA obtidos a 25 e 37 micr\u00f3metros (vistos a azul e verde, respetivamente) foram combinados com dados do Observat\u00f3rio Espacial Herschel, vistos a vermelho (70 micr\u00f3metros) e do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer, vistos a branco (4,5 micr\u00f3metros).<br>Cr\u00e9dito: NASA\/SOFIA\/JPL-Caltech\/ESA\/Herschel <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos dados infravermelhos iluminam estruturas indicativas de nascimento estelar perto do Enxame do Quintupleto e material ameno perto do Enxame do Arco que podem ser as sementes de novas estrelas. A observa\u00e7\u00e3o destas caracter\u00edsticas em alta resolu\u00e7\u00e3o pode ajudar os cientistas a explicar como algumas das estrelas mais massivas de toda a nossa Gal\u00e1xia conseguiram se formar t\u00e3o perto uma das outras, numa regi\u00e3o relativamente pequena, apesar da baixa taxa de natalidade nas \u00e1reas circundantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Compreender como o nascimento estelar massivo ocorre no centro da nossa Gal\u00e1xia d\u00e1-nos informa\u00e7\u00f5es que podem ajudar a aprender mais sobre outras gal\u00e1xias mais distantes,&#8221; disse Matthew Hankins, investigador p\u00f3s-doutorado do Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia em Pasadena, EUA, e investigador principal do projeto. &#8220;A utiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios telesc\u00f3pios d\u00e1-nos pistas que precisamos para entender estes processos, e ainda h\u00e1 mais por descobrir.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Anel em Redor do Buraco Negro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas tamb\u00e9m conseguem ver mais claramente o material que pode estar a alimentar o anel em torno do buraco negro supermassivo da nossa Gal\u00e1xia. O anel tem cerca de 10 anos-luz de di\u00e2metro e desempenha um papel fundamental para aproximar a mat\u00e9ria do buraco negro, onde pode ser devorada. A origem deste anel h\u00e1 muito que \u00e9 um enigma para os cientistas, pois pode esgotar-se ao longo do tempo, mas os dados do SOFIA revelam v\u00e1rias estruturas que podem representar material sendo nele incorporado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados foram recolhidos em julho de 2019 durante o destacamento anual do SOFIA em Christchurch, Nova Zel\u00e2ndia, onde os cientistas estudam os c\u00e9us do hemisf\u00e9rio sul. O conjunto de dados, completo e calibrado, est\u00e1 atualmente dispon\u00edvel aos astr\u00f3nomos de todo o mundo para pesquisas adicionais atrav\u00e9s do Programa do Legado SOFIA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer ser\u00e1 desativado no dia 30 de janeiro, depois de operar durante mais de 16 anos. O SOFIA continua a explorar o Universo estudando comprimentos de onda no infravermelho m\u00e9dio e distante com alta resolu\u00e7\u00e3o, inacess\u00edveis a outros telesc\u00f3pios, e a ajudar os cientistas a compreender a forma\u00e7\u00e3o estelar e planet\u00e1ria, o papel que os campos magn\u00e9ticos desempenham na forma\u00e7\u00e3o do nosso Universo e a evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das gal\u00e1xias. Alguns dos pontos muitos fracos e regi\u00f5es escuras reveladas na imagem do SOFIA podem ajudar a planear alvos para os telesc\u00f3pios do futuro, como o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"SOFIA Reveals New View of Milky Way\u2019s Center\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sgEkCZ-1CNA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/sofia-reveals-new-view-of-milky-way-s-center\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/flying-observatory-maps-our-galaxy\" target=\"_blank\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/144508\/this-is-the-core-of-the-milky-way-seen-in-infrared-revealing-features-normally-hidden-by-gas-and-dust\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2020\/01\/06\/sofia-captures-milky-ways-core-in-stunning-infrared-glory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popularmechanics.com\/space\/deep-space\/a30417719\/nasa-sofia-image-milky-way\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Mechanics<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-01-observatory-milky.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxame do Arco:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Arches_Cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxame do Quintupleto:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Quintuplet_cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SOFIA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.sofia.usra.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">USRA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.dlr.de\/dlr\/en\/desktopdefault.aspx\/tabid-10419\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DLR<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stratospheric_Observatory_for_Infrared_Astronomy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Espacial Herschel:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=16\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (ci\u00eancia e tecnologia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/herschel.esac.esa.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (centro cient\u00edfico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Herschel\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (p\u00e1gina de opera\u00e7\u00f5es)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/herschel\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.herschel.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Herschel_Space_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Espacial Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Composi\u00e7\u00e3o infravermelha do centro da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. 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