{"id":2705,"date":"2020-01-07T06:40:44","date_gmt":"2020-01-07T06:40:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2705"},"modified":"2020-01-07T06:40:45","modified_gmt":"2020-01-07T06:40:45","slug":"astronomos-encontram-buracos-negros-errantes-e-massivos-em-galaxias-anas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/07\/astronomos-encontram-buracos-negros-errantes-e-massivos-em-galaxias-anas\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos encontram buracos negros errantes e massivos em gal\u00e1xias an\u00e3s"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/nrao19df02_Reines_wanderingBHArtistimp_V2-scaled.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"634\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Y3F51Qw-1024x634.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2706\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Y3F51Qw-1024x634.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Y3F51Qw-300x186.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Y3F51Qw-768x476.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de uma gal\u00e1xia an\u00e3, com a sua forma distorcida, provavelmente por uma intera\u00e7\u00e3o passada com outra gal\u00e1xia, e um buraco negro massivo nos seus arredores (inser\u00e7\u00e3o). O buraco negro est\u00e1 a atrair material que forma um disco girat\u00f3rio e produz jatos de material expelidos para fora.<br>Cr\u00e9dito: Sophia Dagnello, NRAO\/AUI\/NSF<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos que procuram aprender mais sobre os mecanismos que formaram os buracos negros massivos no in\u00edcio da hist\u00f3ria do Universo ganharam novas pistas importantes com a descoberta de 13 desses buracos negros em gal\u00e1xias an\u00e3s a menos de mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas gal\u00e1xias an\u00e3s, mais de 100 vezes menos massivas do que a nossa pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea, est\u00e3o entre as gal\u00e1xias mais pequenas que se sabem abrigar buracos negros gigantes. Os cientistas esperam que os buracos negros nestas gal\u00e1xias pequenas tenham, em m\u00e9dia, cerca de 400.000 vezes a massa do nosso Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esperamos, ao estudar estes buracos negros e as suas gal\u00e1xias, melhor compreender como buracos negros semelhantes no Universo primitivo se formaram e depois cresceram, atrav\u00e9s de fus\u00f5es gal\u00e1cticas ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos, produzindo os buracos negros supermassivos que vemos hoje em gal\u00e1xias maiores, com massas de milh\u00f5es ou milhares de milh\u00f5es de vezes a massa do Sol,&#8221; disse Amy Reines da Universidade Estatal do Montana, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reines e colegas usaram o VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) da NSF (National Science Foundation) para fazer a descoberta, que relataram na reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em Honolulu, Hawaii.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reines e colaboradores usaram o VLA para descobrir o primeiro buraco negro massivo numa gal\u00e1xia an\u00e3 com forma\u00e7\u00e3o estelar explosiva em 2011. Essa descoberta foi uma surpresa para os astr\u00f3nomos e estimulou uma pesquisa no r\u00e1dio por mais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/KbMMN6a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/KbMMN6a.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagens, no vis\u00edvel, de gal\u00e1xias que as observa\u00e7\u00f5es do VLA mostraram hospedar buracos negros massivos. A ilustra\u00e7\u00e3o do centro \u00e9 uma impress\u00e3o de artista do disco girat\u00f3rio de material que cai para um buraco negro do g\u00e9nero, e dos jatos de material expelidos para fora.<br>Cr\u00e9dito: Sophia Dagnello, NRAO\/AUI\/NSF; Levantamento DECaLS; CTIO <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas come\u00e7aram por selecionar uma amostra de gal\u00e1xias do Atlas NASA-Sloan, um cat\u00e1logo de gal\u00e1xias feito com telesc\u00f3pios \u00f3ticos. Depois, escolheram gal\u00e1xias com estrelas que totalizavam menos de 3 mil milh\u00f5es de vezes a massa do Sol, mais ou menos a massa da Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, uma pequena companheira da Via L\u00e1ctea. A partir desta amostra, escolheram candidatos que tamb\u00e9m apareciam no levantamento FIRST (Faint Images of the Radio Sky at Twenty centimeters) do NRAO (National Radio Astronomy Observatory), realizado entre 1993 e 2011.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usaram ent\u00e3o o VLA para criar imagens novas, mais sens\u00edveis e de alta resolu\u00e7\u00e3o de 111 das gal\u00e1xias selecionadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As novas observa\u00e7\u00f5es do VLA revelaram que 13 destas gal\u00e1xias t\u00eam fortes evid\u00eancias de um enorme buraco negro que est\u00e1 a consumir ativamente o material circundante. Fic\u00e1mos muito surpresos ao descobrir que, em aproximadamente metade destas 13 gal\u00e1xias, o buraco negro n\u00e3o est\u00e1 no centro da gal\u00e1xia, ao contr\u00e1rio das gal\u00e1xias maiores,&#8221; explicou reines.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas disseram que isto indica que as gal\u00e1xias provavelmente fundiram-se com outras no in\u00edcio da sua hist\u00f3ria. Isto \u00e9 consistente com simula\u00e7\u00f5es de computador que preveem que aproximadamente metade dos buracos negros massivos nas gal\u00e1xias an\u00e3s podem ser encontrados a vaguear nos arredores das suas gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este trabalho ensinou-nos que devemos ampliar as nossas buscas por buracos negros massivos em gal\u00e1xias an\u00e3s para l\u00e1 dos seus centros a fim de obter uma compreens\u00e3o mais completa da popula\u00e7\u00e3o e aprender quais os mecanismos que ajudaram a formar os primeiros buracos negros massivos no in\u00edcio do Universo,&#8221; concluiu Reines.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/wandering-black-holes-dwarf-galaxies\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1909.04670\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-01-astronomers-massive-black-holes-dwarf.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/startswithabang\/2020\/01\/06\/the-smallest-galaxies-have-off-kilter-black-holes-but-astronomers-know-why\/#62c13cb44d2c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias an\u00e3s:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dwarf_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Atlas NASA-Sloan:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nsatlas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Levantamento FIRST:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sundog.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Faint_Images_of_the_Radio_Sky_at_Twenty-Centimeters\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista de uma gal\u00e1xia an\u00e3, com a sua forma distorcida, provavelmente por uma intera\u00e7\u00e3o passada com outra gal\u00e1xia, e um buraco negro massivo nos seus arredores (inser\u00e7\u00e3o). 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