{"id":2693,"date":"2020-01-03T06:33:50","date_gmt":"2020-01-03T06:33:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2693"},"modified":"2020-01-03T06:33:51","modified_gmt":"2020-01-03T06:33:51","slug":"telescopio-webb-vai-procurar-anas-castanhas-e-planetas-fugitivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/01\/03\/telescopio-webb-vai-procurar-anas-castanhas-e-planetas-fugitivos\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio Webb vai procurar an\u00e3s castanhas e planetas &#8220;fugitivos&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"795\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/YYAlGIZ-795x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2694\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/YYAlGIZ-795x1024.jpg 795w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/YYAlGIZ-233x300.jpg 233w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/YYAlGIZ-768x989.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/YYAlGIZ.jpg 985w\" sizes=\"auto, (max-width: 795px) 100vw, 795px\" \/><figcaption>Os cientistas v\u00e3o usar o Webb para investigar o ber\u00e7\u00e1rio estelar pr\u00f3ximo NGC 1333 em busca dos seus residentes mais pequenos e t\u00e9nues. \u00c9 um local ideal para procurar objetos &#8220;fugitivos&#8221; e muito fracos, incluindo aqueles com massas planet\u00e1rias.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/R. A. Gutermuth (Harvard-Smithsonian CfA)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Qu\u00e3o pequenos s\u00e3o os objetos celestes mais pequenos que se formam como estrelas, mas que n\u00e3o produzem a sua pr\u00f3pria luz? Qu\u00e3o comuns s\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com estrelas de pleno direito? E que dizer dos &#8220;planetas fugitivos&#8221;, que se formam em torno de estrelas antes de serem lan\u00e7ados para o espa\u00e7o interestelar? Quando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA for lan\u00e7ado em 2021, lan\u00e7ar\u00e1 luz sobre estas quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sua resposta vai definir um limite entre objetos que se formam como estrelas, que nascem de nuvens de g\u00e1s e poeira em colapso gravitacional e aqueles que se formam como planetas, criados quando o g\u00e1s e a poeira se aglomeram num disco em torno de uma estrela jovem. Tamb\u00e9m vai distinguir, entre ideias concorrentes, as origens das an\u00e3s castanhas, objetos com massas entre 1% e 8% a massa do Sol que n\u00e3o conseguem sustentar a fus\u00e3o de hidrog\u00e9nio nos seus n\u00facleos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num estudo liderado por Aleks Scholz da Universidade de St. Andrews no Reino Unido, investigadores v\u00e3o usar o Webb para descobrir os residentes mais pequenos e t\u00e9nues de um ber\u00e7\u00e1rio estelar pr\u00f3ximo chamado NGC 1333. Localizado a cerca de 1000 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Perseu, o enxame NGC 1333 est\u00e1 relativamente perto em termos astron\u00f3micos. Tamb\u00e9m \u00e9 muito compacto e cont\u00e9m muitas estrelas jovens. Estes tr\u00eas fatores tornam-no no local ideal para estudar a forma\u00e7\u00e3o estelar em a\u00e7\u00e3o, particularmente para aqueles interessados em objetos muito fracos e flutuantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As an\u00e3s castanhas menos massivas identificadas at\u00e9 agora t\u00eam apenas cinco a dez vezes a massa do planeta J\u00fapiter,&#8221; explicou Scholz. &#8220;Ainda n\u00e3o sabemos se objetos ainda mais leves se formam nos ber\u00e7\u00e1rios estelares. Com o Webb, esperamos identificar pela primeira vez membros do enxame t\u00e3o pequenos quanto J\u00fapiter. Os seus n\u00fameros, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mais massivas an\u00e3s castanhas e estrelas, v\u00e3o lan\u00e7ar luz sobre as suas origens e tamb\u00e9m fornecer pistas importantes sobre o processo mais amplo de forma\u00e7\u00e3o estelar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um limite difuso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Objetos de massa muito baixa s\u00e3o frios, o que significa que emitem a maior parte da sua luz em comprimentos de onda infravermelhos. A observa\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o infravermelha com telesc\u00f3pios terrestres \u00e9 complexa por causa da interfer\u00eancia da atmosfera da Terra. Devido ao seu tamanho e \u00e0 capacidade de ver a radia\u00e7\u00e3o infravermelha com uma sensibilidade sem precedentes, o Webb \u00e9 ideal para encontrar e caracterizar objetos fugitivos (ou flutuantes) com massas inferiores a cinco vezes a massa de J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A distin\u00e7\u00e3o entre as an\u00e3s castanhas e os planetas gigantes \u00e9 imprecisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Existem alguns objetos com massas abaixo da marca dos 10 J\u00fapiteres que flutuam livremente pelo enxame. Dado que n\u00e3o orbitam nenhuma estrela em particular, podemos cham\u00e1-los de an\u00e3s castanhas, ou objetos de massa planet\u00e1ria, pois n\u00e3o os conhecemos melhor,&#8221; disse Koraljka Muzic da Universidade de Lisboa em Portugal. &#8220;Por outro lado, alguns planetas gigantes e massivos podem ter rea\u00e7\u00f5es de fus\u00e3o. E algumas an\u00e3s castanhas podem formar-se num disco.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o dos planetas &#8220;fugitivos&#8221; &#8211; objetos que se formam como planetas e mais tarde s\u00e3o expelidos dos seus sistemas solares. Estes corpos flutuantes est\u00e3o condenados a vaguear para sempre entre as estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>D\u00fazias de uma s\u00f3 vez<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa ir\u00e1 usar o instrumento NIRISS (Near Infrared Imager and Slitless Spectrograph) do Webb para estudar estes v\u00e1rios objetos de baixa massa. Um espectr\u00f3grafo divide a luz de uma \u00fanica fonte nas suas cores componentes, da mesma maneira que um prisma divide a luz branca num arco-\u00edris. Esta luz transporta impress\u00f5es digitais produzidas quando o material emite ou interage com a luz. Os espectr\u00f3grafos permitem que os investigadores analisem essas impress\u00f5es digitais e descubram propriedades como a temperatura e composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O NIRISS vai fornecer \u00e0 equipa informa\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas para d\u00fazias de objetos. &#8220;Isto \u00e9 fundamental. Para uma confirma\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de uma an\u00e3 castanha ou de um planeta flutuante, precisamos de ver as assinaturas de absor\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas &#8211; \u00e1gua ou metano, principalmente &#8211; no espectro,&#8221; explicou o membro da equipa Ray Jayawardhana da Universidade de Cornell. &#8220;A espectroscopia \u00e9 demorada, e ser capaz de observar muitos objetos simultaneamente ajuda muito. A alternativa \u00e9 capturar imagens primeiro, medir cores, selecionar candidatos e, em seguida, recolher espectros, o que leva muito mais tempo e baseia-se em suposi\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb ser\u00e1 o principal observat\u00f3rio cient\u00edfico espacial do mundo quando for lan\u00e7ado em 2021. Vai resolver mist\u00e9rios do nosso Sistema Solar, olhar para mundos distantes em torno de outras estrelas e investigar as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo e o nosso lugar nele. O Webb \u00e9 um projeto internacional liderado pela NASA e pelos seus parceiros, a ESA e a Ag\u00eancia Espacial Canadiana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/nasa-s-webb-telescope-to-search-for-young-brown-dwarfs-and-rogue-planets\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/vision\/universe\/starsgalaxies\/brown_dwarf_detectives.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planetas flutuantes:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rogue_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas v\u00e3o usar o Webb para investigar o ber\u00e7\u00e1rio estelar pr\u00f3ximo NGC 1333 em busca dos seus residentes mais pequenos e t\u00e9nues. \u00c9 um local ideal para procurar objetos &#8220;fugitivos&#8221; e muito fracos, incluindo aqueles com massas planet\u00e1rias.Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/R. 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