{"id":2687,"date":"2019-12-31T06:49:45","date_gmt":"2019-12-31T06:49:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2687"},"modified":"2019-12-31T06:49:47","modified_gmt":"2019-12-31T06:49:47","slug":"spitzer-estuda-parque-estelar-com-uma-longa-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/12\/31\/spitzer-estuda-parque-estelar-com-uma-longa-historia\/","title":{"rendered":"Spitzer estuda &#8220;parque&#8221; estelar com uma longa hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia23405-1600.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"401\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/a8VP8d0.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2688\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/a8VP8d0.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/a8VP8d0-300x122.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/a8VP8d0-768x313.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Uma cole\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e poeira com mais de 500 anos-luz de di\u00e2metro, a Nuvem Molecular de Perseu cont\u00e9m uma abund\u00e2ncia de estrelas jovens. Foi capturada aqui pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Esta imagem do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA mostra a Nuvem Molecular de Perseu, uma enorme cole\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e poeira que se estende por mais de 500 anos-luz em di\u00e2metro. Lar de uma abund\u00e2ncia de jovens estrelas, h\u00e1 d\u00e9cadas que atrai a aten\u00e7\u00e3o dos astr\u00f3nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>O instrumento MIPS (Multiband Imaging Photometer) do Spitzer obteve esta imagem durante a &#8220;miss\u00e3o fria&#8221; do telesc\u00f3pio, que decorreu desde o seu lan\u00e7amento em 2003 at\u00e9 2009, quando o telesc\u00f3pio espacial esgotou o seu reservat\u00f3rio refrigerante de h\u00e9lio l\u00edquido (isto marcou o in\u00edcio da &#8220;miss\u00e3o quente&#8221; do Spitzer). A luz infravermelha n\u00e3o pode ser vista pelo olho humano, mas os objetos quentes, desde corpos humanos a nuvens de poeira interestelar, emitem radia\u00e7\u00e3o infravermelha.<\/p>\n\n\n\n<p>A radia\u00e7\u00e3o infravermelha da poeira quente gera grande parte do brilho visto aqui da Nuvem Molecular de Perseu. Os enxames estelares, como aquele perto do lado esquerdo da imagem, geram ainda mais luz infravermelha e iluminam as nuvens em redor, como o Sol iluminando um c\u00e9u nublado ao p\u00f4r-do-Sol. Grande parte da poeira vista aqui emite pouca ou nenhuma luz vis\u00edvel (na verdade, a poeira bloqueia a luz vis\u00edvel) e, portanto, \u00e9 revelada mais claramente em observat\u00f3rios infravermelhos como o Spitzer.<\/p>\n\n\n\n<p>No lado direito da imagem, h\u00e1 um grupo brilhante de jovens estrelas conhecido como NGC 1333, que o Spitzer observou v\u00e1rias vezes. Est\u00e1 localizado a cerca de 1000 anos-luz da Terra. Parece distante, mas est\u00e1 pr\u00f3ximo em compara\u00e7\u00e3o com o tamanho da nossa Gal\u00e1xia, que tem cerca de 100.000 anos-luz em di\u00e2metro. A proximidade de NGC 1333 e as fortes emiss\u00f5es no infravermelho tornaram-no vis\u00edvel para os astr\u00f3nomos, usando alguns dos primeiros instrumentos infravermelhos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia23405a-1600.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/zvm1NJU.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta imagem do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA mostra a posi\u00e7\u00e3o e tamanho aparente da Nuvem Molecular de Perseu no c\u00e9u noturno. Localizada na fronteira da constela\u00e7\u00e3o de Perseu, esta cole\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e poeira est\u00e1 a mais ou menos 1000 anos-luz da Terra e tem cerca de 500 anos-luz de di\u00e2metro.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De facto, algumas das suas estrelas foram observadas na d\u00e9cada de 1980 com o IRAS (Infrared Astronomical Survey), uma miss\u00e3o conjunta entre a NASA, o Reino Unido e os Pa\u00edses Baixos. O primeiro telesc\u00f3pio espacial do seu g\u00e9nero observou o c\u00e9u nestes comprimentos de onda bloqueados pela atmosfera da Terra, fornecendo a primeira vis\u00e3o infravermelha do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 sobre NGC 1333 foram escritos mais de 1200 artigos cient\u00edficos, e tem sido estudado noutros comprimentos de onda, incluindo pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, que deteta principalmente a luz vis\u00edvel, e pelo Observat\u00f3rio de raios-X Chandra.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas estrelas jovens no enxame est\u00e3o a libertar quantidades enormes de material &#8211; o mesmo material que forma a estrela &#8211; para o espa\u00e7o. \u00c0 medida que o material \u00e9 expelido, \u00e9 aquecido e colide com o meio interestelar circundante. Estes fatores fazem com que os jatos irradiem intensamente e podem ser vistos em estudos detalhados da regi\u00e3o. Isto proporcionou aos astr\u00f3nomos uma vis\u00e3o clara de como as estrelas passam de uma adolesc\u00eancia \u00e0s vezes turbulenta para uma idade adulta mais calma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um mist\u00e9rio em evolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outros aglomerados de estrelas vistos abaixo de NGC 1333 nesta imagem representam um mist\u00e9rio fascinante para os astr\u00f3nomos: parecem conter estrelas beb\u00e9s, adolescentes e adultas. De acordo com Luisa Rebull, astrof\u00edsica do IRSA (Infrared Science Archive) da NASA no Caltech-IPAC, que estudou NGC 133 e alguns dos enxames na regi\u00e3o, uma mistura t\u00e3o compacta de idades \u00e9 extremamente invulgar. Embora muitas irm\u00e3s estelares se possam formar em grupos \u00edntimos, as estrelas est\u00e3o sempre a mover-se e, \u00e0 medida que envelhecem, tendem a afastar-se cada vez mais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia23405b-1200.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/In2e37g.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem legendada da Nuvem Molecular de Perseu, obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA, mostra a localiza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios enxames estelares, incluindo NGC 1333.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Encontrar uma mistura t\u00e3o compacta de idades aparentes n\u00e3o encaixa bem nas ideias atuais sobre como as estrelas evoluem. &#8220;Esta regi\u00e3o est\u00e1 a dizer aos astr\u00f3nomos que h\u00e1 algo que n\u00e3o entendemos sobre a forma\u00e7\u00e3o estelar,&#8221; disse Rebull. O puzzle apresentado por esta zona \u00e9 algo que mant\u00e9m os astr\u00f3nomos interessados. &#8220;\u00c9 uma das minhas regi\u00f5es favoritas de estudar,&#8221; acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde as primeiras observa\u00e7\u00f5es do IRAS que a \u00e1rea passou a ter um foco mais n\u00edtido, um processo comum na astronomia, disse Rebull. Novos instrumentos fornecem mais sensibilidade e novas t\u00e9cnicas, e a hist\u00f3ria torna-se mais clara a cada nova gera\u00e7\u00e3o de observat\u00f3rios. No dia 30 de janeiro de 2020, a NASA vai desativar o Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer, mas o seu legado abriu caminho para os pr\u00f3ximos observat\u00f3rios, incluindo o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, que tamb\u00e9m observar\u00e1 no infravermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do Spitzer-MIPS usados nesta imagem est\u00e3o no comprimento de onda dos 24 micr\u00f3metros. Pequenas lacunas ao longo dos lados desta imagem, \u00e1reas n\u00e3o observadas pelo Spitzer, foram preenchidas com dados de 22 micr\u00f3metros do WISE (Wide-Field Infrared Survey Explorer) da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/spitzer-studies-a-stellar-playground-with-a-long-history\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Nuvem Molecular de Perseu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Perseus_molecular_cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NGC 1333:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_1333\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Espacial Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IRAS:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/irsa.ipac.caltech.edu\/IRASdocs\/iras.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/IRAS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>WISE:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide-field_Infrared_Survey_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/neo.jpl.nasa.gov\/stats\/wise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NEOWISE (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/wise.ssl.berkeley.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">U. Berkeley<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma cole\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e poeira com mais de 500 anos-luz de di\u00e2metro, a Nuvem Molecular de Perseu cont\u00e9m uma abund\u00e2ncia de estrelas jovens. 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