{"id":2668,"date":"2019-12-24T06:30:47","date_gmt":"2019-12-24T06:30:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2668"},"modified":"2019-12-24T06:30:48","modified_gmt":"2019-12-24T06:30:48","slug":"alguns-planetas-comem-os-seus-proprios-ceus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/12\/24\/alguns-planetas-comem-os-seus-proprios-ceus\/","title":{"rendered":"Alguns planetas &#8220;comem&#8221; os seus pr\u00f3prios c\u00e9us?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/edgZMTr.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"577\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/edgZMTr-1024x577.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2669\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/edgZMTr-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/edgZMTr-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/edgZMTr-768x433.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/edgZMTr.jpg 1270w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um exoplaneta mais pequeno que Neptuno. Um novo estudo sugere uma raz\u00e3o para o porqu\u00ea de tais planetas raramente crescerem mais que Neptuno: os oceanos de magma do planeta come\u00e7am a &#8220;comer&#8221; o c\u00e9u.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA\/G. Bacon (STScI)\/L. Kreidberg; J. Bean (U. Chicago)\/H. Knutson (Caltech)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante muitos anos, pelo que sab\u00edamos, o nosso Sistema Solar estava sozinho no Universo. E depois, telesc\u00f3pios mais avan\u00e7ados come\u00e7aram a revelar um tesouro de planetas em \u00f3rbita de estrelas distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2014, o telesc\u00f3pio espacial Kepler da NASA entregou aos cientistas mais de 700 planetas distantes &#8220;novinhos em folha&#8221; para estudarem &#8211; muitos deles totalmente diferentes do que havia sido observado anteriormente. Em vez de gigantes gasosos como J\u00fapiter, que as investiga\u00e7\u00f5es anteriores haviam captado primeiro porque s\u00e3o mais f\u00e1ceis de observar, estes planetas eram mais pequenos e, na maioria, rochosos em termos de massa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas notaram que existiam muitos destes planetas de tamanho id\u00eantico ou pouco superior ao da Terra, mas que havia tamb\u00e9m um corte acentuado antes dos planetas alcan\u00e7arem o tamanho de Neptuno. &#8220;\u00c9 como se fosse um &#8216;precip\u00edcio&#8217; nos dados, e \u00e9 bastante dram\u00e1tico,&#8221; disse o cientista planet\u00e1rio Edwin Kite da Universidade de Chicago. &#8220;O que temos discutido \u00e9 o porqu\u00ea de os planetas tenderem a parar de crescer al\u00e9m do triplo do tamanho da Terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num artigo publicado dia 17 de dezembro na revista The Astrophysical Journal Letters, Kite e colegas da Universidade de Washington, da Universidade de Stanford e da Universidade Estatal da Pensilv\u00e2nia fornecem uma explica\u00e7\u00e3o inovadora para esta queda: os oceanos de magma \u00e0 superf\u00edcie destes planetas absorvem rapidamente as suas atmosferas assim que os planetas atingem cerca de tr\u00eas vezes o tamanho da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kite, que estuda a hist\u00f3ria de Marte e os climas de outros mundos, estava bem posicionado para estudar a quest\u00e3o. Ele pensou que a resposta podia depender de um aspeto pouco estudado de tais exoplanetas. Pensa-se que a maioria dos planetas um pouco mais pequenos do que a queda de tamanho tenham oceanos de magma \u00e0s suas superf\u00edcies &#8211; grandes mares de rocha derretida como os que outrora cobriram a Terra. Mas, em vez de solidificarem como o nosso, s\u00e3o mantidos quentes por uma espessa camada atmosf\u00e9rica rica em hidrog\u00e9nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;At\u00e9 agora, quase todos os modelos que temos ignoram este magma, tratando-o como quimicamente inerte, mas a rocha derretida \u00e9 quase t\u00e3o l\u00edquida quanto a \u00e1gua e muito reativa,&#8221; disse Kite, professor assistente no Departamento de Ci\u00eancias Geof\u00edsicas da Universidade de Chicago.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o que Kite e colegas consideraram foi se, \u00e0 medida que os planetas adquiriam mais hidrog\u00e9nio, o oceano podia come\u00e7ar a &#8220;comer&#8221; o c\u00e9u. Neste cen\u00e1rio, \u00e0 medida que o planeta adquire mais g\u00e1s, este acumula-se na atmosfera e a press\u00e3o em baixo, onde a atmosfera encontra o magma, come\u00e7a a aumentar. A princ\u00edpio, o magma absorve o g\u00e1s adicionado a um ritmo constante, mas \u00e0 medida que a press\u00e3o aumenta, o hidrog\u00e9nio come\u00e7a a dissolver-se muito mais facilmente no magma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o apenas isso, mas o pouco g\u00e1s adicionado que permanece na atmosfera faz subir a press\u00e3o atmosf\u00e9rica e, assim, uma fra\u00e7\u00e3o ainda maior do g\u00e1s que chega mais tarde dissolve-se no magma,&#8221; explicou Kite.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim sendo, o crescimento do planeta para antes de atingir o tamanho de Neptuno (porque a maioria do volume destes planetas est\u00e1 na atmosfera, o encolhimento da atmosfera encolhe os planetas).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores chamam a isto a &#8220;crise de fugacidade&#8221;, que pega no termo que mede quanto mais facilmente um g\u00e1s se dissolve numa mistura do que seria de esperar com base na press\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kite acrescentou que a teoria se encaixa bem com as observa\u00e7\u00f5es existentes. Tamb\u00e9m existem v\u00e1rios marcadores que os astr\u00f3nomos podem procurar no futuro. Por exemplo, se a teoria estiver correta, os planetas com oceanos de magma que s\u00e3o frios o suficiente para se cristalizarem \u00e0 superf\u00edcie devem exibir perfis diferentes, pois isso impediria o oceano de absorver tanto hidrog\u00e9nio. As investiga\u00e7\u00f5es atuais e futuras do TESS e de outros telesc\u00f3pios dever\u00e3o fornecer aos astr\u00f3nomos mais dados com que trabalhar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No nosso Sistema n\u00e3o h\u00e1 nada como estes mundos,&#8221; disse Kite. &#8220;Embora o nosso trabalho sugira uma solu\u00e7\u00e3o para um dos quebra-cabe\u00e7as dos exoplanetas sub-Neptuno, ainda t\u00eam muito para nos ensinar!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.uchicago.edu\/story\/why-some-planets-eat-their-own-skies\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Chicago (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ab59d9\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1912.02701\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/kepler.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA (p\u00e1gina oficial)<\/a><br><a href=\"http:\/\/keplerscience.arc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">K2 (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/kepler\/\">Arquivo de dados do Kepler<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/k2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados da miss\u00e3o K2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista de um exoplaneta mais pequeno que Neptuno. 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