{"id":2656,"date":"2019-12-20T06:28:05","date_gmt":"2019-12-20T06:28:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2656"},"modified":"2019-12-20T06:28:15","modified_gmt":"2019-12-20T06:28:15","slug":"vlt-observa-regiao-central-da-via-lactea-e-descobre-formacao-estelar-primordial-muito-intensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/12\/20\/vlt-observa-regiao-central-da-via-lactea-e-descobre-formacao-estelar-primordial-muito-intensa\/","title":{"rendered":"VLT observa regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea e descobre forma\u00e7\u00e3o estelar primordial muito intensa"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/publicationjpg\/eso1920a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"303\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/eso1920a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2657\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/eso1920a.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/eso1920a-300x130.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Obtida com o instrumento HAWK-I montado noVLT do ESO, no deserto chileno do Atacama, esta imagem mostra a regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea com uma resolu\u00e7\u00e3o angular de 0,2 segundos de arco, o que significa que o n\u00edvel de detalhe obtido pelo HAWK-I corresponde, aproximadamente, a estar em Lisboa e conseguir ver um campo de futebol no Porto. A imagem combina observa\u00e7\u00f5es em tr\u00eas bandas diferentes de comprimentos de onda. A equipa utilizou os filtros de banda larga J (centrado a 1250 nan\u00f3metros, no azul), H (centrado a 1635 nan\u00f3metros, no verde) e K (centrado a 2150 nan\u00f3metros, no vermelho), para cobrir a regi\u00e3o do infravermelho pr\u00f3ximo do espectro electromagn\u00e9tico. Ao observar nesta regi\u00e3o de comprimentos de onda, o instrumento HAWK-I v\u00ea para l\u00e1 da poeira, conseguindo observar determinadas estrelas na regi\u00e3o central da Gal\u00e1xia que, de outro modo, seriam invis\u00edveis. <br>Cr\u00e9dito: ESO\/Nogueras-Lara et al.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O VLT (Very Large Telescope) do ESO observou a regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea com uma resolu\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria e revelou novos detalhes sobre a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o estelar na nossa Gal\u00e1xia. Gra\u00e7as a estas novas observa\u00e7\u00f5es, os astr\u00f3nomos descobriram evid\u00eancias de um evento dram\u00e1tico na vida da Via L\u00e1ctea: um epis\u00f3dio de forma\u00e7\u00e3o estelar t\u00e3o intenso que resultou em mais de uma centena de milhar de explos\u00f5es de supernovas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O rastreio que efetu\u00e1mos a uma enorme regi\u00e3o do Centro Gal\u00e1ctico deu-nos informa\u00e7\u00f5es sobre o processo de forma\u00e7\u00e3o estelar nessa regi\u00e3o da Via L\u00e1ctea,&#8221; disse Rainer Sch\u00f6del do Instituto de Astrof\u00edsica de Andalusia, em Granada, Espanha, que liderou as observa\u00e7\u00f5es. &#8220;Contrariamente ao que se pensava at\u00e9 agora, descobrimos que a forma\u00e7\u00e3o de estrelas n\u00e3o ocorreu de forma cont\u00ednua,&#8221; acrescenta Francisco Nogueras-Lara, que liderou dois novos estudos da regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea quando esteve a trabalhar no mesmo instituto em Granada.<\/p>\n\n\n\n<p>No estudo, publicado na revista Nature Astronomy, a equipa descobriu que cerca de 80% das estrelas situadas na regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea se formaram nos anos mais primordiais da nossa Gal\u00e1xia, h\u00e1 cerca de 8\u201413,5 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. A este per\u00edodo inicial de forma\u00e7\u00e3o estelar seguiram-se cerca de 6 mil milh\u00f5es de anos durante os quais nasceram muito poucas estrelas. Esta fase terminou com um epis\u00f3dio muito intenso de forma\u00e7\u00e3o estelar que ocorreu h\u00e1 cerca de mil milh\u00f5es de anos quando se formaram nesta regi\u00e3o central, durante um per\u00edodo de menos de 100 milh\u00f5es de anos, estrelas com a massa combinada de, provavelmente, algumas dezenas de milh\u00f5es de s\u00f3is.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As condi\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o estudada durante a altura desta intensa atividade deve ter-se assemelhado \u00e0quelas que vemos em gal\u00e1xias com &#8216;forma\u00e7\u00e3o explosiva de estrelas&#8217;, as quais formam estrelas a taxas superiores a 100 massas solares por ano&#8221;, explica Nogueras-Lara, que se encontra agora a trabalhar no Instituto Max Planck de Astronomia, em Heidelberg, Alemanha. Atualmente, toda a Via L\u00e1ctea forma estrelas a uma taxa de cerca de uma ou duas massas solares por ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/publicationjpg\/eso1920b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/thumb700x\/eso1920b.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Obtida com o instrumento HAWK-I montado no Very Large Telescope do ESO, esta imagem da regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea mostra detalhes interessantes desta parte da Gal\u00e1xia. Mesmo ao centro, destacamos o Enxame Estelar Nuclear (Nuclear Star Cluster \u2014 NSC). Vemos tamb\u00e9m o Enxames Arches, que se trata do enxame de estrelas mais denso da Via L\u00e1ctea. Outros destaques v\u00e3o para o Enxame do Quintupleto, com cinco estrelas proeminentes, e uma regi\u00e3o de hidrog\u00e9nio gasoso ionizado (regi\u00e3o HII).<br>Cr\u00e9dito: ESO\/Nogueras-Lara et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta intensa atividade, que deve ter resultado na explos\u00e3o de mais de uma centena de milhar de supernovas, foi provavelmente um dos eventos mais energ\u00e9ticos em toda a hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea,&#8221; acrescenta Nogueras-Lara. Durante esta intensa atividade de forma\u00e7\u00e3o estelar, formaram-se muitas estrelas massivas; uma vez que o tempo de vida destas estrelas \u00e9 menor que o das estrelas de pequena massa, as suas vidas chegaram ao fim muito mais depressa, terminando em violentas explos\u00f5es de supernova.<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho de investiga\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel gra\u00e7as a observa\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o central gal\u00e1ctica obtidas com o instrumento HAWK-I montado no VLT do ESO, no deserto chileno do Atacama. Esta c\u00e2mara infravermelha observou para l\u00e1 da poeira, dando-nos uma imagem extremamente detalhada da regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea, a qual foi publicada em outubro na revista da especialidade Astronomy &amp; Astrophysics por Noguera-Lara e uma equipa de astr\u00f3nomos de Espanha, Estados Unidos, Jap\u00e3o e Alemanha. A imagem mostra a regi\u00e3o mais densa da Gal\u00e1xia, repleta de estrelas, g\u00e1s e poeira, onde existe ainda um buraco negro supermassivo. Esta imagem tem uma resolu\u00e7\u00e3o angular de 0,2 segundos de arco, o que significa que o n\u00edvel de detalhe obtido pelo HAWK-I corresponde, aproximadamente, a estar em Lisboa e conseguir ver um campo de futebol no Porto.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a primeira imagem divulgada no \u00e2mbito do rastreio GALACTICNUCLEUS. O programa tirou partido do grande campo e elevada resolu\u00e7\u00e3o angular do instrumento HAWK-I para produzir imagens extremamente n\u00edtidas da regi\u00e3o central da nossa Gal\u00e1xia. O rastreio estudou mais de 3 milh\u00f5es de estrelas, cobrindo uma \u00e1rea correspondente a mais de 60.000 anos-luz quadrados \u00e0 dist\u00e2ncia do Centro Gal\u00e1ctico (um ano-luz corresponde a cerca de 9,5 bili\u00f5es de km).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ESOcast 213 Light: Stunning stars in the Milky Way central region\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k7HESA8K9Hc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso1920\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/en\/mpia\/2019-11-starformation\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2019\/11\/aa36263-19\/aa36263-19.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1908.10366\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-019-0967-9\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.06968\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/k7HESA8K9Hc\" target=\"_blank\">\/\/ Zoom da regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea (ESO via YouTube)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/soLvc0jH6jA\" target=\"_blank\">\/\/ A regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea no vis\u00edvel e no infravermelho pr\u00f3ximo (ESO via YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2019-12\/e-eti121319.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/milky-way-ancient-starburst-discovery-image-video.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/12\/191216122402.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2019\/12\/17\/a-titanic-burst-of-star-formation-in-milky-ways-recent-past\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-12-large-telescope-images-stunning-central.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/ancient-star-burst-found-in-the-central-region-of-the-milky-way.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/a-billion-years-ago-the-milky-way-s-heart-erupted-in-100-000-supernovae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/hawk-i-peers-through-the-dust\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/story\/space\/milky-way-snapshot-reveals-ancient-starburst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/astronomers-wrong-mlky-ways-history\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2019\/12\/17\/astronomers-uncover-burst-activity-formation-stars-milky-way-11918951\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/brucedorminey\/2019\/12\/16\/stars-in-milky-ways-galactic-center-formed-in-early-intense-bursts\/#18db57b722a7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/12\/16\/world\/milky-way-image-ancient-stars-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obtida com o instrumento HAWK-I montado noVLT do ESO, no deserto chileno do Atacama, esta imagem mostra a regi\u00e3o central da Via L\u00e1ctea com uma resolu\u00e7\u00e3o angular de 0,2 segundos de arco, o que significa que o n\u00edvel de detalhe obtido pelo HAWK-I corresponde, aproximadamente, a estar em Lisboa e conseguir ver um campo de 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