{"id":2647,"date":"2019-12-17T06:25:35","date_gmt":"2019-12-17T06:25:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2647"},"modified":"2019-12-17T06:25:48","modified_gmt":"2019-12-17T06:25:48","slug":"como-moldar-uma-galaxia-espiral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/12\/17\/como-moldar-uma-galaxia-espiral\/","title":{"rendered":"Como &#8220;moldar&#8221; uma gal\u00e1xia espiral"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/aDQEeiH.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/aDQEeiH-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2648\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/aDQEeiH-1024x1024.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/aDQEeiH-150x150.png 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/aDQEeiH-300x300.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/aDQEeiH-768x769.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/aDQEeiH.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Os campos magn\u00e9ticos em NGC 1086, ou M77, s\u00e3o vistos como linhas de campo sobre uma composi\u00e7\u00e3o vis\u00edvel e em raios-X da gal\u00e1xia obtida com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Array) e SDSS (Sloan Digital Sky Survey). Os campos magn\u00e9ticos alinham-se ao longo de todo o comprimento dos bra\u00e7os espirais massivos &#8211; 24.000 anos-luz &#8211; o que implica que as for\u00e7as gravitacionais que criaram a forma espiral da gal\u00e1xia tamb\u00e9m est\u00e3o a comprimir o seu campo magn\u00e9tico. Isto apoia a teoria de como estes bra\u00e7os s\u00e3o for\u00e7ados na sua forma ic\u00f3nica, conhecida como &#8220;teoria das ondas de densidade.&#8221; O SOFIA estudou a gal\u00e1xia no infravermelho distante (89 micr\u00f3metros) para revelar facetas dos seus campos magn\u00e9ticos que observa\u00e7\u00f5es anteriores no vis\u00edvel e no r\u00e1dio n\u00e3o foram capazes de detetar.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/SOFIA; NASA\/JPL-Caltech\/Univ. Roma Tre<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nossa Via L\u00e1ctea tem uma forma espiral elegante com bra\u00e7os longos repletos de estrelas, mas exatamente como ela assumiu esta forma h\u00e1 muito que intriga os cientistas. Novas observa\u00e7\u00f5es de outra gal\u00e1xia est\u00e3o a lan\u00e7ar luz sobre como as gal\u00e1xias em forma de espiral, como a nossa, obt\u00eam a sua forma ic\u00f3nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com uma investiga\u00e7\u00e3o do SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy), os campos magn\u00e9ticos desempenham um papel importante na forma\u00e7\u00e3o destas gal\u00e1xias. Os cientistas mediram campos magn\u00e9ticos ao longo dos bra\u00e7os espirais da gal\u00e1xia chamada NGC 1068, ou M77. Os campos s\u00e3o mostrados como linhas de campo que seguem de perto os bra\u00e7os espirais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os campos magn\u00e9ticos s\u00e3o invis\u00edveis, mas podem influenciar a evolu\u00e7\u00e3o de uma gal\u00e1xia,&#8221; disse Enrique Lopez-Rodriguez, cientista da USRA (Universities Space Research Association) no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;Temos um bom entendimento de como a gravidade afeta as estruturas gal\u00e1cticas, mas estamos apenas a come\u00e7ar a aprender o papel dos campos magn\u00e9ticos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gal\u00e1xia M77 est\u00e1 localizada a 47 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Baleia. Tem um buraco negro supermassivo ativo no centro que \u00e9 duas vezes maior que o buraco negro no cora\u00e7\u00e3o da nossa Via L\u00e1ctea. Os bra\u00e7os rodopiantes est\u00e3o cheios de poeira, g\u00e1s e \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o estelar extrema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es infravermelhas do SOFIA revelam o que os olhos humanos n\u00e3o conseguem: campos magn\u00e9ticos que seguem de perto os bra\u00e7os espirais cheios de estrelas rec\u00e9m-nascidas. Isto apoia a teoria de como estes bra\u00e7os s\u00e3o for\u00e7ados na sua forma ic\u00f3nica, conhecida como &#8220;teoria das ondas de densidade.&#8221; Esta afirma que a poeira, o g\u00e1s e as estrelas nos bra\u00e7os n\u00e3o est\u00e3o fixos no seu lugar como l\u00e2minas numa ventoinha. Em vez disso, o material move-se ao longo dos bra\u00e7os \u00e0 medida que a gravidade o comprime, como objetos numa correia transportadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O alinhamento do campo magn\u00e9tico estende-se por todo o comprimento dos bra\u00e7os massivos &#8211; aproximadamente 24.000 anos-luz. Isto implica que as for\u00e7as gravitacionais que criaram a forma espiral da gal\u00e1xia tamb\u00e9m est\u00e3o a comprimir o seu campo magn\u00e9tico, apoiando a teoria das ondas de densidade. Os resultados da investiga\u00e7\u00e3o foram publicados na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que vimos campos magn\u00e9ticos alinhados em escalas t\u00e3o grandes com o atual nascimento estelar nos bra\u00e7os espirais,&#8221; disse Lopez-Rodriguez. &#8220;\u00c9 sempre emocionante ter evid\u00eancias observacionais que apoiam as teorias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os campos magn\u00e9ticos celestes s\u00e3o notoriamente dif\u00edceis de observar. O mais recente instrumento do SOFIA, o HAWC+ (High-resolution Airborne Wideband Camera-Plus), usa luz infravermelha distante para observar gr\u00e3os de poeira que se alinham perpendicularmente \u00e0s linhas de campo magn\u00e9tico. A partir destes resultados, os astr\u00f3nomos podem inferir a forma e a dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico invis\u00edvel. A radia\u00e7\u00e3o infravermelha distante fornece informa\u00e7\u00f5es importantes sobre os campos magn\u00e9ticos, porque o sinal n\u00e3o est\u00e1 contaminado pela emiss\u00e3o de outros mecanismos, como luz vis\u00edvel dispersa e radia\u00e7\u00e3o de part\u00edculas altamente energ\u00e9ticas. A capacidade do SOFIA em estudar a gal\u00e1xia no infravermelho long\u00ednquo, especialmente no comprimento de onda de 89 micr\u00f3metros, revelou facetas anteriormente desconhecidas dos seus campos magn\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o necess\u00e1rias mais observa\u00e7\u00f5es para entender como os campos magn\u00e9ticos influenciam a forma\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o de outros tipos de gal\u00e1xias, como aquelas com formas irregulares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/how-to-shape-a-spiral-galaxy\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.sofia.usra.edu\/multimedia\/science-results-archive\/sofia-confirms-predictions-density-wave-theory-ngc-1068\" target=\"_blank\">\/\/ SOFIA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1907.06648\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/144342\/how-spiral-galaxies-get-their-shape\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-12-milky-galaxy-spiral.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/how-to-shape-a-spiral-galaxy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/How_does_the_Milky_Way_get_its_spiral_form_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>M77:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2017\/messier-77\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Messier_77\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias espirais:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spiral_galaxy\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SOFIA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.sofia.usra.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">USRA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.dlr.de\/dlr\/en\/desktopdefault.aspx\/tabid-10419\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DLR<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stratospheric_Observatory_for_Infrared_Astronomy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os campos magn\u00e9ticos em NGC 1086, ou M77, s\u00e3o vistos como linhas de campo sobre uma composi\u00e7\u00e3o vis\u00edvel e em raios-X da gal\u00e1xia obtida com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Array) e SDSS (Sloan Digital Sky Survey). 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