{"id":2641,"date":"2019-12-13T06:45:50","date_gmt":"2019-12-13T06:45:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2641"},"modified":"2019-12-13T06:49:16","modified_gmt":"2019-12-13T06:49:16","slug":"um-novo-metodo-de-medir-buracos-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/12\/13\/um-novo-metodo-de-medir-buracos-negros\/","title":{"rendered":"Um novo m\u00e9todo de medir buracos negros"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/YROFkpR.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/YROFkpR-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2642\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/YROFkpR-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/YROFkpR-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/YROFkpR-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/YROFkpR.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Mapa que mostra o agrupamento de gal\u00e1xias com buracos negros ativos criado com o Astera, uma ferramenta de visualiza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica desenvolvida na Universidade de Southampton.\nCr\u00e9dito: Chris Marsden<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os buracos negros supermassivos s\u00e3o os maiores buracos negros, com massas que podem exceder mil milh\u00f5es de s\u00f3is. Apenas esta primavera foi divulgada a primeira imagem do buraco negro supermassivo no centro da gal\u00e1xia M87, e os investigadores recentemente avistaram o maior buraco negro supermassivo conhecido. Apesar destes esfor\u00e7os inovadores, descobrir como esses buracos negros moldam e estruturam uma gal\u00e1xia continua a ser um desafio, porque a maioria delas est\u00e1 demasiada longe para os telesc\u00f3pios atuais as resolverem com precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo publicado na Nature Astronomy descreve uma nova maneira de &#8220;pesar&#8221; buracos negros supermassivos no centro das gal\u00e1xias usando gal\u00e1xias vizinhas como representantes. A investiga\u00e7\u00e3o foi uma colabora\u00e7\u00e3o global envolvendo investigadores de institui\u00e7\u00f5es do Reino Unido, It\u00e1lia, Alemanha, Chile e Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obten\u00e7\u00e3o de uma estimativa precisa da massa de um buraco negro supermassivo \u00e9 geralmente feita medindo a velocidade da poeira e do g\u00e1s que gira em seu redor. Isto requer telesc\u00f3pios extremamente sens\u00edveis usando uma an\u00e1lise complexa e s\u00f3 pode ser feito para buracos negros grandes o suficiente para serem resolvidos relativamente perto da Terra. No entanto, se esta massa estiver correlacionada com outras propriedades da gal\u00e1xia hospedeira, aquelas que podem ser medidas mesmo quando o buraco negro \u00e9 mais pequeno ou est\u00e1 mais distante, \u00e9 poss\u00edvel usar estas outras propriedades como &#8220;representantes&#8221; da massa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, como explica Mariangela Bernardi da Universidade da Pensilv\u00e2nia, EUA: &#8220;Percebemos que existe um vi\u00e9s na amostra vizinha usada para calibrar as massas. Os objetos para os quais atualmente podemos medir massas n\u00e3o parecem ser t\u00edpicos. O nosso trabalho sugeriu que os buracos negros supermassivos n\u00e3o s\u00e3o, em m\u00e9dia, t\u00e3o grandes quanto se pensava anteriormente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para verificar esta diferen\u00e7a de massa, os cientistas desenvolveram uma maneira nova e muito diferente de estimar as massas dos buracos negros. Usaram o facto de que, enquanto um buraco negro \u00e9 cercado pela sua gal\u00e1xia hospedeira, a pr\u00f3pria gal\u00e1xia \u00e9 cercada por um &#8220;halo&#8221; ainda maior de mat\u00e9ria escura. Sabe-se que gal\u00e1xias cercadas por halos mais massivos se agrupam com outras gal\u00e1xias grandes e massivas. Como existem buracos negros mais massivos em gal\u00e1xias mais massivas com halos mais massivos, a for\u00e7a deste agrupamento na verdade &#8220;pesa&#8221; os halos de mat\u00e9ria escura e, por conseguinte, as massas dos buracos negros nos seus centros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta nova medi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sugere que os buracos negros supermassivos s\u00e3o menos massivos do que se pensava anteriormente e podem explicar por que \u00e9 que algumas experi\u00eancias em andamento n\u00e3o produziram os resultados esperados. Como exemplo, os pulsares, remanescentes de estrelas que explodiram, brilham como far\u00f3is que giram centenas de vezes por segundo. A luz dos pulsares \u00e9 emitida em intervalos incrivelmente curtos e regulares, \u00e0 medida que o feixe varre a Terra repetidamente. Os investigadores est\u00e3o atualmente \u00e0 procura de ondas gravitacionais produzidas pela colis\u00e3o de dois buracos negros supermassivos, que devem fazer com que estes feixes oscilem na dire\u00e7\u00e3o da Terra e para longe da Terra, \u00e0 medida que a onda passa e afeta o campo dos pulsos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como as mudan\u00e7as esperadas ainda n\u00e3o foram vistas, diz Ravi Sheth, tamb\u00e9m da mesma universidade norte-americana, &#8220;as pessoas estavam a come\u00e7ar a ficar preocupadas com a possibilidade de que talvez a gravidade fosse estranha, ou talvez n\u00e3o compreend\u00eassemos completamente a f\u00edsica das fus\u00f5es que formam ondas gravitacionais. Mas se as verdadeiras massas dos buracos negros forem menores do que se pensava, ent\u00e3o as ondas gravitacionais previstas seriam mais fracas, dificultando a dete\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as no &#8216;timing&#8217; do pulsar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos pr\u00f3ximos 10 anos, espera-se que novos telesc\u00f3pios sejam capazes de obter medi\u00e7\u00f5es de massa mais precisas para buracos negros e proporcionem uma oportunidade para os investigadores testarem o seu novo m\u00e9todo em conjuntos maiores de dados. Instala\u00e7\u00f5es como o ELT (Extremely Large Telescope), com 39 metros, com conclus\u00e3o para 2025, podem permitir que os cientistas me\u00e7am buracos negros mais pequenos e mais distantes e as suas gal\u00e1xias hospedeiras diretamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas descobertas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es significativas para a nossa compreens\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o e crescimento dos buracos negros supermassivos,&#8221; diz o autor principal Francesco Shankar. Bernardi acrescenta que este trabalho tamb\u00e9m permitir\u00e1 que os cientistas estudem mais detalhadamente a liga\u00e7\u00e3o entre o crescimento dos buracos negros supermassivos e a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/penntoday.upenn.edu\/news\/new-way-measure-cosmic-black-holes\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Pensilv\u00e2nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-019-0949-y\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.10175\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxames de gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_groups_and_clusters\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mapa que mostra o agrupamento de gal\u00e1xias com buracos negros ativos criado com o Astera, uma ferramenta de visualiza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica desenvolvida na Universidade de Southampton. 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