{"id":2622,"date":"2019-12-06T07:01:47","date_gmt":"2019-12-06T07:01:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2622"},"modified":"2019-12-06T07:01:49","modified_gmt":"2019-12-06T07:01:49","slug":"parker-solar-probe-lanca-nova-luz-sobre-o-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/12\/06\/parker-solar-probe-lanca-nova-luz-sobre-o-sol\/","title":{"rendered":"Parker Solar Probe lan\u00e7a nova luz sobre o Sol"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"579\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/fOpboJ4-1024x579.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2623\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/fOpboJ4-1024x579.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/fOpboJ4-300x170.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/fOpboJ4-768x434.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Impress\u00e3o de artista da Parker Solar Probe.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em agosto de 2018, a Parker Solar Probe da NASA foi lan\u00e7ada para o espa\u00e7o, tornando-se pouco tempo depois a sonda mais pr\u00f3xima do Sol. Com instrumentos cient\u00edficos de ponta para medir o ambiente em torno de si pr\u00f3pria, a Parker Solar Probe completou tr\u00eas das 24 passagens planeadas por partes nunca antes exploradas da atmosfera do Sol, a coroa. No dia 4 de dezembro de 2019, quatro novos artigos cient\u00edficos publicados na Nature descrevem o que os cientistas aprenderam com esta explora\u00e7\u00e3o sem precedentes da nossa estrela &#8211; e o que esperam aprender a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas descobertas revelam novas informa\u00e7\u00f5es sobre o comportamento do material e das part\u00edculas que se afastam do Sol, aproximando os cientistas de responder a perguntas fundamentais sobre a f\u00edsica da nossa estrela. Na busca para proteger os astronautas e a tecnologia no espa\u00e7o, as informa\u00e7\u00f5es que a Parker Solar Probe descobriu sobre como o Sol ejeta constantemente material e energia v\u00e3o ajudar a reescrever os modelos que usamos para entender e prever o clima espacial em redor do planeta e para entender o processo pelo qual as estrelas se formam e evoluem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes primeiros dados da Parker revelam a nossa estrela, o Sol, de maneiras novas e surpreendentes,&#8221; disse Thomas Zurbuchen, administrador associado para ci\u00eancia na sede da NASA em Washington. &#8220;A observa\u00e7\u00e3o do Sol de perto, e n\u00e3o a uma dist\u00e2ncia muito maior, est\u00e1 a dar-nos uma vis\u00e3o sem precedentes de fen\u00f3menos solares importantes e de como nos afetam na Terra, al\u00e9m de fornecer novas ideias relevantes para a compreens\u00e3o das estrelas ativas nas gal\u00e1xias. \u00c9 apenas o come\u00e7o de um momento incrivelmente emocionante para a heliof\u00edsica com a Parker na vanguarda de novas descobertas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"5 New Discoveries from NASA&#039;s Parker Solar Probe\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ReQAUocScw0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora possa parecer pl\u00e1cido para n\u00f3s aqui na Terra, o Sol \u00e9 tudo menos quieto. A nossa estrela \u00e9 magneticamente ativa, libertando poderosas explos\u00f5es de luz, dil\u00favios de part\u00edculas que se movem perto da velocidade da luz e nuvens com milhares de milh\u00f5es de toneladas de material magnetizado. Toda esta atividade afeta o nosso planeta, injetando part\u00edculas prejudiciais no espa\u00e7o onde os nossos sat\u00e9lites e astronautas voam, interrompendo as comunica\u00e7\u00f5es e sinais de navega\u00e7\u00e3o, e mesmo &#8211; quando intensos &#8211; levando a falhas na energia el\u00e9trica. Tem vindo a acontecer ao longo da vida \u00fatil de 5 mil milh\u00f5es de anos do Sol e assim continuar\u00e1 a moldar os destinos da Terra e dos outros planetas no nosso Sistema Solar futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Sol tem fascinado a humanidade durante toda a nossa exist\u00eancia,&#8221; disse Nour E. Raouafi, cientista do projeto Parker Solar Probe do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, no estado norte-americano de Maryland, que construiu e gere a miss\u00e3o da NASA. &#8220;Aprendemos muito sobre a nossa estrela ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, mas realmente precis\u00e1vamos de uma miss\u00e3o como a Parker Solar Probe para entrar na atmosfera do Sol. \u00c9 s\u00f3 a\u00ed que podemos realmente aprender os detalhes destes processos solares complexos. E o que aprendemos apenas nestas tr\u00eas \u00f3rbitas solares mudou muito do que sabemos sobre o Sol.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que acontece no Sol \u00e9 fundamental para entender como molda o espa\u00e7o em nosso redor. A maior parte do material que escapa do Sol faz parte do vento solar, um fluxo cont\u00ednuo de material solar que banha todo o Sistema Solar. Este g\u00e1s ionizado, chamado plasma, carrega consigo o campo magn\u00e9tico do Sol, estendendo-o atrav\u00e9s do Sistema Solar numa bolha gigante que abrange mais de 16 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"NASA Science Live: New Discoveries from Our Mission to Touch the Sun\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5VO5GcfgCz8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O din\u00e2mico vento solar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observado perto da Terra, o vento solar \u00e9 um fluxo relativamente uniforme de plasma, com ocasionais quedas turbulentas. Mas, a essa altura, este j\u00e1 percorreu quase 150 milh\u00f5es de quil\u00f3metros &#8211; e as assinaturas dos mecanismos exatos do Sol para aquecer e acelerar o vento solar s\u00e3o apagadas. Mais perto da fonte do vento solar, a Parker Solar Probe viu uma imagem muito diferente: um sistema ativo e complicado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A complexidade era alucinante quando come\u00e7\u00e1mos a analisar os dados,&#8221; disse Stuart Bale, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley, l\u00edder do conjunto de instrumentos FIELDS da Parker Solar Probe, que estuda a escala e a forma dos campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos. &#8220;Agora, j\u00e1 me habituei. Mas quando os mostro a colegas pela primeira vez, ficam impressionados.&#8221; Do ponto de vista da Parker, a 24 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, explicou Bale, o vento solar \u00e9 muito mais impulsivo e inst\u00e1vel do que vemos perto da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como o pr\u00f3prio Sol, o vento solar \u00e9 composto por plasma, onde eletr\u00f5es com carga negativa se separam de i\u00f5es com carga positiva, criando um mar de part\u00edculas flutuantes com carga el\u00e9trica individual. Estas part\u00edculas flutuantes significam que o plasma carrega campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos, e as mudan\u00e7as no plasma geralmente deixam marcas nesses campos. Os instrumentos FIELDS estudaram o estado do vento solar medindo e analisando cuidadosamente como os campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos em redor da nave mudavam ao longo do tempo, juntamente com a medi\u00e7\u00e3o de ondas no plasma pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"New Science from NASA&#039;s Mission to Touch the Sun\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uwsmehZ3Qc0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas medi\u00e7\u00f5es mostraram revers\u00f5es r\u00e1pidas no campo magn\u00e9tico e jatos velozes e repentinos de material &#8211; todas caracter\u00edsticas que tornam o vento solar mais turbulento. Estes detalhes s\u00e3o essenciais para entender como o vento dispersa a energia \u00e0 medida que flui para longe do Sol e por todo o Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um tipo de evento em particular chamou a aten\u00e7\u00e3o das equipas cient\u00edficas: oscila\u00e7\u00f5es na dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico, que flui do Sol, embebido no vento solar. Estas revers\u00f5es duram entre alguns segundos a v\u00e1rios minutos enquanto fluem pela Parker Solar Probe. Durante uma revers\u00e3o, o campo magn\u00e9tico volta-se sob si pr\u00f3prio at\u00e9 que aponta quase diretamente de volta ao Sol. Juntos, o FIELDS e o SWEAP, o conjunto de instrumentos de vento solar liderado pela Universidade de Michigan e gerido pelo Observat\u00f3rio Astrof\u00edsico do Smithsonian, mediu grupos de revers\u00f5es nos dois primeiros &#8220;flybys&#8221; da Parker Solar Probe.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/imcfKru.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/imcfKru.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A Parker Solar Probe observou revers\u00f5es &#8211; perturba\u00e7\u00f5es viajantes no vento solar que fazem com que o campo magn\u00e9tico se dobre sobre si pr\u00f3prio &#8211; como um fen\u00f3meno ainda por explicar que pode ajudar os cientistas a desvendar mais informa\u00e7\u00f5es sobre o modo como o vento solar \u00e9 acelerado a partir do Sol.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/CIL\/Adriana Manrique Gutierrez <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As ondas j\u00e1 s\u00e3o vistas no vento solar desde o in\u00edcio da era espacial, e assumimos que eram mais fortes mais perto do Sol, mas n\u00e3o esper\u00e1vamos v\u00ea-las organizando-se nestes picos estruturados e coerentes de velocidade,&#8221; disse Justin Kasper, investigador principal do SWEAP (Solar Wind Electrons Alphas and Protons) da Universidade de Michigan em Ann Arbor. &#8220;Estamos a detetar remanescentes de estruturas do Sol sendo lan\u00e7adas para o espa\u00e7o e a alterar violentamente a organiza\u00e7\u00e3o dos fluxos e o campo magn\u00e9tico. Isto mudar\u00e1 dramaticamente as nossas teorias de como a coroa e o vento solar est\u00e3o a ser aquecidos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fonte exata das revers\u00f5es ainda n\u00e3o \u00e9 conhecida, mas as medi\u00e7\u00f5es da Parker Solar Probe permitiram que os cientistas reduzissem as possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as muitas part\u00edculas que perpetuamente fluem do Sol, h\u00e1 um feixe constante de eletr\u00f5es em movimento r\u00e1pido, que percorrem as linhas do campo magn\u00e9tico do Sol para o Sistema Solar. Estes eletr\u00f5es fluem sempre estritamente ao longo da forma das linhas de campo que se deslocam do Sol, independentemente do polo norte do campo magn\u00e9tico nessa regi\u00e3o espec\u00edfica estar apontando na dire\u00e7\u00e3o do Sol ou na dire\u00e7\u00e3o oposta. Mas a Parker Solar Probe mediu este fluxo de eletr\u00f5es indo na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, voltando para o Sol &#8211; mostrando que o pr\u00f3prio campo magn\u00e9tico deve estar a curvar-se em dire\u00e7\u00e3o ao Sol, em vez da Parker Solar Probe encontrar apenas uma linha diferente de campo magn\u00e9tico do Sol que aponta na dire\u00e7\u00e3o oposta. Isto sugere que as revers\u00f5es s\u00e3o dobras no campo magn\u00e9tico &#8211; dist\u00farbios localizados viajando para longe do Sol, em vez de uma mudan\u00e7a no campo magn\u00e9tico \u00e0 medida que emerge do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es das revers\u00f5es pela Parker Solar Probe sugerem que estes eventos se tornar\u00e3o ainda mais comuns \u00e0 medida que a sonda se aproxima do Sol. O pr\u00f3ximo encontro solar da miss\u00e3o, no dia 29 de janeiro de 2020, levar\u00e1 a sonda mais perto do Sol do que nunca, e poder\u00e1 lan\u00e7ar uma nova luz sobre este processo. Estas informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 ajudam a mudar a nossa compreens\u00e3o do que provoca o vento solar e o clima espacial em nosso redor, como tamb\u00e9m nos ajudam a entender um processo fundamental de como as estrelas funcionam e de como libertam energia para o seu ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A rota\u00e7\u00e3o do vento solar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas das medi\u00e7\u00f5es da Parker Solar Probe est\u00e3o a aproximar os cientistas de respostas a perguntas com d\u00e9cadas. Uma dessas perguntas \u00e9 como, exatamente, o vento solar flui do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perto da Terra, vemos o vento solar fluir quase radialmente &#8211; o que significa que est\u00e1 a sair diretamente do Sol em todas as dire\u00e7\u00f5es. Mas o Sol gira enquanto liberta o vento solar; antes de se libertar, o vento solar gira com ele. \u00c9 um pouco como uma crian\u00e7a num carrossel &#8211; a atmosfera gira com o Sol da mesma forma que a parte externa do carrossel gira, mas quanto mais longe estamos do centro, mais depressa nos movemos no espa\u00e7o. Uma crian\u00e7a na extremidade do carrossel pode saltar e, nesse ponto mover-se em linha reta para fora, em vez de continuar a girar. De maneira semelhante, h\u00e1 um determinado ponto entre o Sol e a Terra em que o vento solar transita de girar juntamente com o Sol para fluir diretamente para fora, ou radialmente, como vemos na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exatamente onde o vento solar transita de um fluxo girat\u00f3rio para um fluxo perfeitamente radial tem implica\u00e7\u00f5es na maneira como o Sol liberta energia. Encontrar esse ponto pode ajudar-nos a entender melhor o ciclo de vida de outras estrelas ou a forma\u00e7\u00e3o de discos protoplanet\u00e1rios, os discos densos de g\u00e1s e poeira em torno de estrelas jovens que eventualmente coalescem em planetas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Parker Solar Probe&#039;s View of Sun&#039;s Corona\" width=\"618\" height=\"464\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CT85aXsGTOo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, pela primeira vez &#8211; ao inv\u00e9s de apenas ver o fluxo direto que observamos perto da Terra &#8211; a Parker Solar Probe foi capaz de observar o vento solar enquanto ainda estava em rota\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se a Parker Solar Probe visse o carrossel rodopiante diretamente pela primeira vez, n\u00e3o apenas as crian\u00e7as que saltam dele. O instrumento de vento solar da Parker Solar Probe detetou a rota\u00e7\u00e3o a come\u00e7ar a mais de 32 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol e, \u00e0 medida que a Parker se aproximava do seu ponto de peri\u00e9lio, a velocidade da rota\u00e7\u00e3o aumentava. A for\u00e7a da circula\u00e7\u00e3o era mais forte do que muitos cientistas previram, mas tamb\u00e9m transitou para um fluxo externo mais rapidamente do que o previsto, que \u00e9 o que ajuda a mascarar estes efeitos onde geralmente estamos, a cerca de 150 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O grande fluxo rotacional do vento solar visto durante os primeiros encontros foi uma verdadeira surpresa,&#8221; disse Kasper. &#8220;Enquanto esper\u00e1vamos ver o movimento girat\u00f3rio mais perto do Sol, as altas velocidades que estamos a ver nestes primeiros encontros s\u00e3o quase dezes maiores do que o previsto pelos modelos padr\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Poeira perto do Sol<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra quest\u00e3o que estamos perto de obter resposta \u00e9 a elusiva zona livre de poeira. O nosso Sistema Solar est\u00e1 inundado de poeira &#8211; as migalhas c\u00f3smicas de colis\u00f5es que formaram planetas, asteroides, cometas e outros corpos celestes h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Os cientistas suspeitam h\u00e1 muito que, perto do Sol, esta poeira seria aquecida a altas temperaturas pela poderosa luz solar, transformando-se em g\u00e1s e criando uma regi\u00e3o livre de poeira em torno do Sol. Mas nunca ningu\u00e9m a tinha observado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela primeira vez, a Parker Solar Probe viu a poeira c\u00f3smica a come\u00e7ar a diminuir. Dado que o WISPR &#8211; o instrumento de imagem da Parker Solar Probe, liderado pelo Laborat\u00f3rio Naval de Investiga\u00e7\u00e3o dos EUA &#8211; olha para o lado da sonda, pode ver grandes faixas da coroa e do vento solar, incluindo regi\u00f5es mais pr\u00f3ximas do Sol. Estas imagens mostram que a poeira come\u00e7a a diminuir a pouco mais de 11 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, e esta diminui\u00e7\u00e3o na poeira continua de modo constante at\u00e9 aos limites atuais das medi\u00e7\u00f5es do WISPR, a pouco mais de 6 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/fEViWV3.png\" alt=\"\"\/><figcaption> A Parker Solar Probe viu poeira c\u00f3smica (aqui ilustrada) &#8211; espalhada por todo o Sistema Solar &#8211; come\u00e7ando a esgotar-se perto do Sol, suportando a ideia de uma h\u00e1 muito teorizada zona livre de poeira.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/Scott Wiessinger <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta zona livre de poeira foi prevista h\u00e1 d\u00e9cadas atr\u00e1s, mas nunca tinha sido vista antes,&#8221; disse Russ Howard, investigador principal do conjunto de instrumentos WISPR (Wide-field Imager for Solar Probe) no Laborat\u00f3rio Naval de Investiga\u00e7\u00e3o em Washington, DC. &#8220;Estamos agora a ver o que est\u00e1 a acontecer com a poeira perto do Sol.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ritmo desta diminui\u00e7\u00e3o, os cientistas esperam ver uma zona verdadeiramente livre de poeira a pouco mais de 3,2-4,8 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol &#8211; o que significa que a Parker Solar Probe poder\u00e1 observar a zona livre de poeira j\u00e1 no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano, quando o seu sexto &#8220;flyby&#8221; pelo Sol a levar mais perto do Sol do que nunca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Colocando o clima espacial sob um microsc\u00f3pio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medi\u00e7\u00f5es da Parker Solar Probe deram-nos uma nova perspetiva sobre dois tipos de eventos clim\u00e1ticos espaciais: tempestades de part\u00edculas energ\u00e9ticas e eje\u00e7\u00f5es de massa coronal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pequenas part\u00edculas &#8211; eletr\u00f5es e i\u00f5es &#8211; s\u00e3o aceleradas pela atividade solar, criando tempestades de part\u00edculas energ\u00e9ticas. Os eventos no Sol podem ejetar estas part\u00edculas quase \u00e0 velocidade da luz, o que significa que atingem a Terra em menos de meia-hora e podem afetar outros mundos em escalas de tempo igualmente curtas. Estas part\u00edculas carregam muita energia, de modo que podem danificar componentes eletr\u00f3nicos nas naves espaciais e at\u00e9 mesmo colocar em risco os astronautas, especialmente aqueles no espa\u00e7o profundo, fora da prote\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico da Terra &#8211; e o curto tempo de aviso para tais part\u00edculas dificulta a sua preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 crucial entender exatamente como estas part\u00edculas s\u00e3o aceleradas a velocidades t\u00e3o altas. Mas mesmo que alcancem a Terra em apenas alguns minutos, ainda \u00e9 tempo suficiente para que as part\u00edculas percam as assinaturas dos processos que as aceleram em primeiro lugar. Ao orbitar o Sol a apenas alguns milh\u00f5es de quil\u00f3metros, a Parker Solar Probe pode medir essas part\u00edculas logo ap\u00f3s deixarem o Sol, lan\u00e7ando nova luz sobre como s\u00e3o libertadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/uv6g1C4.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/uv6g1C4.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> A Parker Solar Probe fez novas observa\u00e7\u00f5es de part\u00edculas energ\u00e9ticas &#8211; como aquelas vista aqui a impactar um detetor da SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) da ESA e da NASA &#8211; que v\u00e3o ajudar os cientistas a melhor compreender como estes eventos s\u00e3o acelerados.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/NASA\/SOHO <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os instrumentos IS\u0298IS da Parker Solar Probe, liderados pela Universidade de Princeton, j\u00e1 mediram v\u00e1rios eventos de part\u00edculas energ\u00e9ticas nunca antes vistos &#8211; eventos t\u00e3o pequenos que todos os seus vest\u00edgios s\u00e3o perdidos antes de chegarem \u00e0 Terra ou a qualquer um dos sat\u00e9lites pr\u00f3ximos da Terra. Estes instrumentos tamb\u00e9m mediram um tipo raro de explos\u00e3o de part\u00edculas com um n\u00famero particularmente elevado de elementos mais pesados &#8211; sugerindo que ambos os tipos de eventos podem ser mais comuns do que os cientistas pensavam anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 incr\u00edvel &#8211; mesmo em condi\u00e7\u00f5es do m\u00ednimo solar, o Sol produz muitos mais eventos min\u00fasculos de part\u00edculas energ\u00e9ticas do que jamais imagin\u00e1mos,&#8221; disse David McComas, investigador principal do IS\u0298IS (Integrated Science Investigation of the Sun), da Universidade de Princeton em Nova Jersey. &#8220;Estas medi\u00e7\u00f5es v\u00e3o ajudar-nos a desvendar as fontes, a acelera\u00e7\u00e3o e o transporte de part\u00edculas energ\u00e9ticas solares e, finalmente, proteger\u00e3o melhor os sat\u00e9lites e os astronautas no futuro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados dos instrumentos WISPR tamb\u00e9m forneceram detalhes sem precedentes sobre as estruturas da coroa e do vento solar &#8211; incluindo eje\u00e7\u00f5es de massa coronal, nuvens com milhares de milh\u00f5es de toneladas de material solar que o Sol envia para o Sistema Solar. As EMCs podem desencadear uma s\u00e9rie de efeitos na Terra e noutros mundos, desde o aparecimento de auroras at\u00e9 \u00e0 indu\u00e7\u00e3o de correntes el\u00e9tricas que podem danificar redes de energia e oleodutos. A perspetiva \u00fanica do WISPR, olhando os eventos que se afastam do Sol de lado, j\u00e1 recolheu novas informa\u00e7\u00f5es sobre a variedade de eventos que a nossa estrela pode despoletar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Dado que a Parker Solar Probe estava a igualar a rota\u00e7\u00e3o do Sol, pudemos observar o fluxo de material durante dias e ver a evolu\u00e7\u00e3o das estruturas,&#8221; disse Howard. &#8220;As observa\u00e7\u00f5es perto da Terra fizeram-nos pensar que estruturas finas na coroa se transformam num fluxo suave e estamos a descobrir que isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Isto vai ajudar-nos a melhor modelar como os eventos viajam entre o Sol e a Terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que a Parker Solar Probe continua a sua viagem, far\u00e1 mais 21 grandes aproxima\u00e7\u00f5es ao Sol a dist\u00e2ncias cada vez menores, culminando em tr\u00eas \u00f3rbitas a uns meros 6,16 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da superf\u00edcie solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Sol \u00e9 a \u00fanica estrela que podemos examinar t\u00e3o de perto,&#8221; disse Nicola Fox, diretor da Divis\u00e3o de Heliof\u00edsica na sede da NASA. &#8220;Obter dados na fonte j\u00e1 est\u00e1 a revolucionar o nosso entendimento da nossa pr\u00f3pria estrela e das estrelas por todo o Universo. A nossa pequena nave espacial est\u00e1 a enfrentar condi\u00e7\u00f5es brutais para transmitir para casa revela\u00e7\u00f5es surpreendentes e emocionantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados dos dois primeiros encontros solares da Parker Solar Probe est\u00e3o dispon\u00edveis ao p\u00fablico via online.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/nasas-parker-solar-probe-sheds-new-light-on-the-sun\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.princeton.edu\/news\/2019\/12\/04\/suns-close-reveals-atmosphere-hopping-highly-energetic-particles\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Princeton (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/2019\/12\/04\/parker-probe-traces-solar-wind-to-its-source-on-suns-surface\/\" target=\"_blank\">\/\/ UC Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.umich.edu\/parker-solar-probe-were-missing-something-fundamental-about-the-sun\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.imperial.ac.uk\/news\/194246\/closest-ever-approach-sun-gives-insights-into\/\" target=\"_blank\">\/\/ Imperial College London (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nature.com\/articles\/s41586-019-1818-7\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/nature.com\/articles\/s41586-019-1813-z\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nature.com\/articles\/s41586-019-1811-1\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nature.com\/articles\/s41586-019-1807-x\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #4 (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-019-03710-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nature<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.technologyreview.com\/f\/614820\/the-closest-ever-approach-to-the-sun-has-shown-us-the-origin-of-solar-wind\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIT Technology Review<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2019-12\/uoc--psp120319.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"http:\/\/astronomy.com\/news\/2019\/12\/nasas-mission-to-the-sun-is-already-cracking-some-of-our-stars-mysteries\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.skyandtelescope.com\/astronomy-news\/first-science-returns-parker-solar-probe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/parker-solar-probe-first-sun-science-results.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.discovermagazine.com\/the-sciences\/nasas-mission-to-the-sun-is-already-cracking-some-of-our-stars-mysteries\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Discover<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.scientificamerican.com\/article\/nasas-sun-kissing-parker-solar-probe-lifts-the-veil-on-our-closest-star\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Scientific American<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/nasa-parker-solar-probe-reveals-sun-plasma-waves-magnetic-islands\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"https:\/\/earthsky.org\/space\/parker-solar-probe-4-new-studies-dec-4-2019\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EarthSky<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/article\/61431-parker-solar-probe-sends-back-initial-data\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/solar-physics\/parker-solar-probe-were-missing-something-fundamental-about-the-sun.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2226005-nasas-closest-ever-flight-to-the-sun-answers-solar-wind-mystery\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/first-results-from-close-to-the-sun\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-12-nasa-parker-solar-probe-sun.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-12-parker-solar-probe-source-sun.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-12-sun-close-up-reveals-atmosphere-highly.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG &#8211; 3<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-sun-s-magnetic-field-appears-to-unexpectedly-flip-and-scientists-don-t-know-what-s-going-on\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popularmechanics.com\/space\/solar-system\/a30122686\/parker-solar-probe-sun-data\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Mechanics<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/scientists-new-data-nasa-solar-probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/2019\/12\/04\/nasa-parker-solar-probe-results\/?guccounter=1&amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly9uZXdzLmdvb2dsZS5jb20v&amp;guce_referrer_sig=AQAAALZcfrBVViiTdMyk-xK4Eml8hJ5TXXkwNDH5BWrKwonFRQjsjIddJuVBWG5MTY66lIZfyLiqVgV01WO9JaPY9eVDyZMbLhHdjuQX_yjLRu1QJNBeJvavh3v-GnTDv5-PtyUC1nORWG8sWZTti9UktuxRkwy2RXZpXWQUFajoHBNk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">engadget<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.theverge.com\/2019\/12\/4\/20993406\/nasa-parker-solar-probe-sun-wind-magnetic-field\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Verge<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2019\/12\/sun-keeps-getting-stranger-parker-solar-probe-shows\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">National Geographic<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/article\/us-space-exploration-sun\/nasas-probe-soaring-near-sun-reveals-surprises-about-solar-wind-idUSKBN1Y82YV\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Reuters<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2019\/12\/04\/nasas-parker-solar-probe-uncovers-secrets-suns-deadly-wind-11271984\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/12\/04\/world\/parker-solar-probe-sun-study-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/drdonlincoln\/2019\/12\/04\/nasas-new-probe-skims-the-sun-and-astronomers-are-in-awe\/#4b7eb3df4f84\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2019\/12\/04\/science\/nasa-parker-solar-probe-pictures.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New York Times<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.dn.pt\/vida-e-futuro\/sonda-espacial-revela-dados-da-atmosfera-do-sol-nunca-se-tinha-chegado-la-11584742.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Di\u00e1rio de Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/mundo\/ventos-a-150-km-por-segundo-sonda-espacial-entra-pela-primeira-vez-na-atmosfera-do-sol-11584566.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal de Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2019\/12\/05\/ciencia\/noticia\/sol-sopra-formamse-buracos-atmosfera-1896194\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00fablico<\/a><br><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2019\/12\/04\/sonda-entra-pela-primeira-vez-na-atmosfera-solar-e-sai-de-la-com-informacao-que-pode-mudar-as-teorias-dos-cientistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observador<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sol:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Coronal_mass_ejection\" target=\"_blank\">Eje\u00e7\u00e3o de massa coronal (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/sunearth\/spaceweather\/index.html\" target=\"_blank\">Tempestades solares e clima espacial &#8211; FAQ (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vento solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/solarscience.msfc.nasa.gov\/SolarWind.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.swpc.noaa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SWPC\/NOAA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_wind\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Parker Solar Probe:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/content\/goddard\/parker-solar-probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Parker_Solar_Probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/parkersolarprobe\/2019\/11\/12\/first-parker-solar-probe-science-data-released-to-public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como aceder aos dados cient\u00edficos<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista da Parker Solar Probe.Cr\u00e9dito: NASA\/Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins Em agosto de 2018, a Parker Solar Probe da NASA foi lan\u00e7ada para o espa\u00e7o, tornando-se pouco tempo depois a sonda mais pr\u00f3xima do Sol. 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