{"id":2579,"date":"2019-11-19T06:50:30","date_gmt":"2019-11-19T06:50:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2579"},"modified":"2019-11-19T06:50:42","modified_gmt":"2019-11-19T06:50:42","slug":"luas-de-neptuno-numa-danca-da-evasao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/11\/19\/luas-de-neptuno-numa-danca-da-evasao\/","title":{"rendered":"Luas de Neptuno numa &#8220;dan\u00e7a da evas\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/so2vHKx.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"540\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/so2vHKx.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-2580\"\/><\/a><figcaption>A dan\u00e7a das luas de Neptuno: esta anima\u00e7\u00e3o ilustra como as estranhas \u00f3rbitas das luas interiores de Neptuno N\u00e1iade e Talassa permitem com que se evitem uma \u00e0 outra enquanto viajam em redor do planeta.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com uma investiga\u00e7\u00e3o publicada recentemente, mesmo para os padr\u00f5es selvagens do Sistema Solar exterior, as \u00f3rbitas estranhas das duas luas mais interiores de Neptuno n\u00e3o t\u00eam rival.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialistas em din\u00e2mica orbital est\u00e3o a chamar &#8220;dan\u00e7a da evas\u00e3o&#8221; \u00e0s \u00f3rbitas das pequenas luas N\u00e1iade e Talassa. As duas s\u00e3o verdadeiras parceiras, separadas por apenas 1850 quil\u00f3metros. Mas nunca se aproximam assim tanto uma da outra; a \u00f3rbita de N\u00e1iade \u00e9 inclinada e perfeitamente sincronizada. Todas as vezes que passa por Talassa &#8211; mais lenta -, as duas est\u00e3o mais ou menos a 3540 km uma da outra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta coreografia perp\u00e9tua, N\u00e1iade gira em torno do gigante gasoso a cada sete horas, enquanto Talassa, mais longe, demora sete horas e meia. Um observador em Talassa veria N\u00e1iade numa \u00f3rbita que varia bastante num padr\u00e3o em ziguezague, passando duas vezes por cima e duas vezes por baixo. Este padr\u00e3o cima, cima, baixo, baixo repete-se de cada vez que N\u00e1iade d\u00e1 quatro voltas a Neptuno por cada \u00f3rbita de Talassa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas disseram que embora a dan\u00e7a possa parecer estranha, mant\u00e9m as \u00f3rbitas est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s referimo-nos a este padr\u00e3o repetitivo como resson\u00e2ncia,&#8221; disse Marina Brozovi\u0107, especialista em din\u00e2mica do Sistema Solar no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, autora principal do novo artigo cient\u00edfico, publicado no dia 13 de novembro na revista Icarus. &#8220;Existem muitos tipos diferentes de &#8216;dan\u00e7as&#8217; que os planetas, as luas e os asteroides podem seguir, mas esta nunca tinha sido vista antes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bem longe da atra\u00e7\u00e3o do Sol, os planetas gigantes do Sistema Solar exterior s\u00e3o as fontes dominantes da gravidade e, coletivamente, ostentam d\u00fazias e d\u00fazias de luas. Algumas destas luas formaram-se juntamente com os seus planetas e nunca foram a lugar algum; outras foram capturadas mais tarde e depois trancadas em \u00f3rbitas ditadas pelos seus planetas. Algumas orbitam na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 rota\u00e7\u00e3o do planeta; outras trocam \u00f3rbitas entre si como que para evitar colis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neptuno tem 14 luas confirmadas. Neso, a sua lua mais distante, tem uma \u00f3rbita muito el\u00edptica que a leva a 74 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do planeta e demora 27 anos a completar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e1iade e Talassa s\u00e3o pequenas e com a forma de Tic Tacs, medindo apenas cerca de 100 km em comprimento. S\u00e3o duas das sete luas interiores de Neptuno, parte de um sistema bem compacto que est\u00e1 entrela\u00e7ado com an\u00e9is t\u00e9nues.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, como \u00e9 que ficaram juntas &#8211; mas separadas? Pensa-se que o sistema de sat\u00e9lites original tenha sido interrompido quando Neptuno capturou a sua lua gigante, Trit\u00e3o, e que estas luas interiores e an\u00e9is se formaram a partir dos detritos remanescentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Suspeitamos que N\u00e1iade tenha sido lan\u00e7ada para a sua \u00f3rbita inclinada por uma intera\u00e7\u00e3o anterior com uma das outras luas interiores de Neptuno,&#8221; explicou Brozovi\u0107. &#8220;Somente mais tarde, depois da sua inclina\u00e7\u00e3o orbital ter sido estabelecida, N\u00e1iade se p\u00f4de estabelecer nesta resson\u00e2ncia invulgar com Talassa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brozovi\u0107 e colegas descobriram o padr\u00e3o orbital invulgar usando an\u00e1lises de observa\u00e7\u00f5es com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA. O trabalho tamb\u00e9m fornece a primeira dica sobre a composi\u00e7\u00e3o das luas interiores de Neptuno. Os investigadores usaram as observa\u00e7\u00f5es para calcular a sua massa e, portanto, as suas densidades &#8211; pr\u00f3ximas da da \u00e1gua gelada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos sempre empolgados por encontrar estas codepend\u00eancias entre luas,&#8221; disse Mark Showalter, astr\u00f3nomo planet\u00e1rio do Instituto SETI em Mountain View, Calif\u00f3rnia, coautor do novo artigo cient\u00edfico. &#8220;N\u00e1iade e Talassa ficaram provavelmente presas nesta configura\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito tempo, porque torna as suas \u00f3rbitas mais est\u00e1veis. Elas mant\u00eam a paz nunca se aproximando demais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Neptune Moon Dance (animation)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WEsiSZtIDyI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/nasa-finds-neptune-moons-locked-in-dance-of-avoidance\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.13612\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/neptune-moons-weird-dance-of-avoidance.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/144029\/two-of-neptunes-moons-dance-around-each-other-as-they-orbit\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/neptune-s-moons-are-caught-in-one-of-the-weirdest-orbits-ever-seen\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/neptune\/two-of-neptune-moons-are-locked-in-a-dance-of-avoidance.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-11-nasa-neptune-moons.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/nasa-discovers-never-before-seen-dance-avoidance-neptune-moons-naiad-thalassa-1472322\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Neptuno:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/moons\/neptune-moons\/in-depth\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neptune_(planet)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Naiad_(moon)\" target=\"_blank\">N\u00e1iade (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Thalassa_(moon)\" target=\"_blank\">Talassa (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Triton_(moon)\" target=\"_blank\">Trit\u00e3o (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dan\u00e7a das luas de Neptuno: esta anima\u00e7\u00e3o ilustra como as estranhas \u00f3rbitas das luas interiores de Neptuno N\u00e1iade e Talassa permitem com que se evitem uma \u00e0 outra enquanto viajam em redor do planeta.Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech 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