{"id":2527,"date":"2019-10-29T06:40:49","date_gmt":"2019-10-29T06:40:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2527"},"modified":"2019-10-29T06:41:02","modified_gmt":"2019-10-29T06:41:02","slug":"vlt-revela-o-que-pode-muito-bem-ser-o-planeta-anao-mais-pequeno-do-sistema-solar-conhecido-ate-a-data","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/10\/29\/vlt-revela-o-que-pode-muito-bem-ser-o-planeta-anao-mais-pequeno-do-sistema-solar-conhecido-ate-a-data\/","title":{"rendered":"VLT revela o que pode muito bem ser o planeta an\u00e3o mais pequeno do Sistema Solar conhecido at\u00e9 \u00e0 data"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso1918a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"450\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1918a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2528\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1918a.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1918a-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Uma nova imagem SPHERE\/VLT de H\u00edgia, que pode muito bem ser o planeta an\u00e3o mais pequeno do Sistema Solar conhecido at\u00e9 \u00e0 data. Tal como os objetos da cintura principal de asteroides, H\u00edgia satisfaz logo \u00e0 partida tr\u00eas dos quatro crit\u00e9rios necess\u00e1rios para ser classificado como planeta an\u00e3o: orbita em torno do Sol, n\u00e3o \u00e9 sat\u00e9lite de nenhum planeta e, contrariamente aos planetas, n\u00e3o &#8220;limpou&#8221; o espa\u00e7o em torno da sua \u00f3rbita. O \u00faltimo crit\u00e9rio diz que tem que ter massa suficiente para que a sua gravidade lhe permita ter uma forma mais ou menos esf\u00e9rica. Foi isto que as observa\u00e7\u00f5es obtidas com o VLT revelaram agora sobre H\u00edgia.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/P. Vernazza et al.\/algoritmo MISTRAL (ONERA\/CNRS)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio do instrumento SPHERE montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astr\u00f3nomos revelaram que o asteroide H\u00edgia pode ser classificado como planeta an\u00e3o. Este objeto \u00e9 o quarto maior da cintura de asteroides, depois de Ceres, Vesta e Pallas, e pela primeira vez foram feitas observa\u00e7\u00f5es com resolu\u00e7\u00e3o suficiente para estudar a sua superf\u00edcie e determinar a sua forma e tamanho. Os astr\u00f3nomos descobriram que H\u00edgia \u00e9 um asteroide esf\u00e9rico, podendo potencialmente destronar Ceres da sua posi\u00e7\u00e3o de planeta an\u00e3o mais pequeno do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como os objetos da cintura principal de asteroides, H\u00edgia satisfaz logo \u00e0 partida tr\u00eas dos quatro crit\u00e9rios necess\u00e1rios para ser classificado como planeta an\u00e3o: orbita em torno do Sol, n\u00e3o \u00e9 sat\u00e9lite de nenhum planeta e, contrariamente aos planetas, n\u00e3o &#8220;limpou&#8221; o espa\u00e7o em torno da sua \u00f3rbita. O \u00faltimo crit\u00e9rio diz que tem que ter massa suficiente para que a sua gravidade lhe permita ter uma forma mais ou menos esf\u00e9rica. Foi isto que as observa\u00e7\u00f5es obtidas com o VLT revelaram agora sobre H\u00edgia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Gra\u00e7as \u00e0 capacidade \u00fanica do instrumento SPHERE montado no VLT, um dos mais poderosos sistemas de imagens astron\u00f3micas do mundo, pudemos resolver a forma de H\u00edgia, a qual se revelou ser praticamente esf\u00e9rica,&#8221; disse o investigador principal deste estudo Pierre Vernazza, do Laboratoire d&#8217;Astrophysique de Marseille, em Fran\u00e7a. &#8220;Gra\u00e7as a estas imagens novas, H\u00edgia p\u00f4de ser reclassificado como planeta an\u00e3o, at\u00e9 agora o mais pequeno do Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa utilizou tamb\u00e9m as observa\u00e7\u00f5es SPHERE para constringir o tamanho de H\u00edgia, colocando o seu di\u00e2metro a pouco mais de 430 km. Plut\u00e3o, o mais famoso dos planetas an\u00f5es, tem um di\u00e2metro de cerca de 2400 km, enquanto Ceres apresenta cerca de 950 km de di\u00e2metro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Surpreendentemente, as observa\u00e7\u00f5es revelaram tamb\u00e9m que H\u00edgia n\u00e3o apresenta a enorme cratera de impacto que os cientistas esperavam ver na sua superf\u00edcie, tal como descrito no artigo cient\u00edfico que a equipa publicou ontem na revista Nature Astronomy. H\u00edgia \u00e9 o membro principal de uma das maiores fam\u00edlias de asteroides, a qual \u00e9 composta por cerca de 7000 membros todos com origem no mesmo corpo celeste. Os astr\u00f3nomos esperavam que o evento que levou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o desta fam\u00edlia numerosa tivesse deixado uma marca profunda e imensa em H\u00edgia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso1918b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/thumb700x\/eso1918b.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Com o aux\u00edlio do instrumento SPHERE montado no VLT do ESO, os astr\u00f3nomos puderam observar que a superf\u00edcie de H\u00edgia n\u00e3o apresenta a enorme cratera de impacto que se esperava. Uma vez que se formou a partir de um dos maiores impactos na hist\u00f3ria da cintura de asteroides, pensava-se que a sua superf\u00edcie tivesse pelo menos uma cratera de impacto enorme e profunda, como acontece com Vesta (na imagem central, em baixo \u00e0 direita).<br>O novo estudo revelou tamb\u00e9m que H\u00edgia tem uma forma esf\u00e9rica, podendo potencialmente destronar Ceres da sua posi\u00e7\u00e3o de planeta an\u00e3o mais pequeno do Sistema Solar. A equipa utilizou ainda as observa\u00e7\u00f5es SPHERE para constringir o tamanho de H\u00edgia, colocando o seu di\u00e2metro a pouco mais de 430 km, enquanto Ceres apresenta cerca de 950 km de di\u00e2metro.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/P. Vernazza et al., L. Jorda et al.\/algortimo MISTRAL (ONERA\/CNRS) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este resultado revelou-se bastante surpreendente, j\u00e1 que esper\u00e1vamos ver uma enorme cratera de impacto, como \u00e9 o caso de Vesta,&#8221; disse Vernazza. Apesar dos astr\u00f3nomos terem observado 95% da superf\u00edcie de H\u00edgia, foram apenas identificadas inequivocamente duas crateras. &#8220;Nenhuma destas duas crateras poderia ter sido causada pelo impacto que deu origem \u00e0 fam\u00edlia de asteroides H\u00edgia, cujo volume \u00e9 compar\u00e1vel a um objeto com uma dimens\u00e3o da ordem dos 100 km. As crateras observadas s\u00e3o muito pequenas,&#8221; explica o coautor do estudo Miroslav Bro\u017e, do Instituto Astron\u00f3mico da Universidade Charles em Praga, na Rep\u00fablica Checa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa decidiu investigar este facto mais detalhadamente. Com o aux\u00edlio de simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas, deduziu-se que a enorme fam\u00edlia de asteroides e a forma esf\u00e9rica de H\u00edgia s\u00e3o provavelmente o resultado de uma enorme colis\u00e3o frontal com um proj\u00e9til de di\u00e2metro compreendido entre 75 e 150 km. As simula\u00e7\u00f5es mostram que o impacto violento, que se pensa ter ocorrido h\u00e1 cerca de 2 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, despeda\u00e7ou completamente o corpo progenitor. Quando os v\u00e1rios peda\u00e7os se voltaram a juntar, deram a H\u00edgia uma forma esf\u00e9rica e milhares de asteroides companheiros. &#8220;Uma tal colis\u00e3o entre dois corpos grandes na cintura de asteroides \u00e9 um evento \u00fanico dos \u00faltimos 3 a 4 mil milh\u00f5es de anos,&#8221; disse Pavel \u0160eve\u010dek, estudante de doutoramento no Instituto Astron\u00f3mico da Universidade Charles, que tamb\u00e9m participou no estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo detalhado de asteroides tem sido poss\u00edvel gra\u00e7as n\u00e3o apenas a avan\u00e7os em computa\u00e7\u00e3o num\u00e9rica, mas tamb\u00e9m a telesc\u00f3pios mais potentes. &#8220;Gra\u00e7as ao VLT e ao instrumento SPHERE de \u00f3tica adaptativa de nova gera\u00e7\u00e3o, podemos agora obter imagens dos asteroides da cintura principal com uma resolu\u00e7\u00e3o sem precedentes, fechando assim o fosso que existia entre observa\u00e7\u00f5es feitas a partir da Terra e miss\u00f5es interplanet\u00e1rias,&#8221; conclui Vernazza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ESOcast 211 Light: ESO Telescope Reveals What Could be the Smallest Dwarf Planet in the Solar System\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VBi-KeZABl4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso1918\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-019-0915-8?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed%3A+natastron\/rss\/current+(Nature+Astronomy)\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso1918\/eso1918a.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso1918\/eso1918b.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Material suplementar (PDF)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/zWK1llFUFbU\" target=\"_blank\">\/\/ Localiza\u00e7\u00e3o de H\u00edgia no Sistema Solar (ESO via YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2019-10\/e-etr102519.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/asteroid-hygiea-may-be-smallest-dwarf-planet.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2221288-surprisingly-round-asteroid-may-actually-be-the-smallest-dwarf-planet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-10-eso-telescope-reveals-smallest-dwarf.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/hygiea-may-be-solar-system-smallest-dwarf-planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/scientists-detect-smallest-dwarf-planet-solar-system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/astronomers-have-just-found-what-might-be-the-smallest-dwarf-planet-in-the-solar-system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/mysterious-large-asteroid-may-actually-be-the-smallest-1839413360\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/hygiea-enormous-asteroid-tiny-dwarf-planet-scientists-1468134\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2019\/10\/28\/a-large-asteroid-in-our-solar-system-may-actually-be-a-dwarf-planet-10995677\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/10\/28\/world\/hygiea-smallest-dwarf-planet-intl-scli-trnd-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>H\u00edgia:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=2000010#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL\/NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/10_Hygiea\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hygiea_family\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fam\u00edlia de asteroides H\u00edgia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ceres:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ceres_%28dwarf_planet%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vesta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/4_Vesta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pallas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2_Pallas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova imagem SPHERE\/VLT de H\u00edgia, que pode muito bem ser o planeta an\u00e3o mais pequeno do Sistema Solar conhecido at\u00e9 \u00e0 data. 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