{"id":2524,"date":"2019-10-29T06:37:26","date_gmt":"2019-10-29T06:37:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2524"},"modified":"2019-10-29T06:37:28","modified_gmt":"2019-10-29T06:37:28","slug":"rochas-lunares-ajudam-a-formar-nova-imagem-da-terra-e-lua-primitivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/10\/29\/rochas-lunares-ajudam-a-formar-nova-imagem-da-terra-e-lua-primitivas\/","title":{"rendered":"Rochas lunares ajudam a formar nova imagem da Terra e Lua primitivas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/news.uchicago.edu\/sites\/default\/files\/styles\/full_width\/public\/images\/2019-10\/590_moon_origin_10_min_after_impact_4000wide_wkhok.jpg?itok=88XphWBm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/590_moon_origin_10_min_after_impact_4000wide_wkhok-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2525\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/590_moon_origin_10_min_after_impact_4000wide_wkhok-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/590_moon_origin_10_min_after_impact_4000wide_wkhok-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/590_moon_origin_10_min_after_impact_4000wide_wkhok-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/590_moon_origin_10_min_after_impact_4000wide_wkhok.jpg 1380w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Os cientistas pensam que a Lua foi formada ap\u00f3s a colis\u00e3o de um grande objeto com a Terra, mas os detalhes s\u00e3o escassos acerca do que aconteceu depois.<br>Cr\u00e9dito: William Hartmann<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A maioria das pessoas s\u00f3 encontra rub\u00eddio como a cor p\u00farpura dos fogos-de-artif\u00edcio, mas o metal obscuro ajudou dois cientistas da Universidade de Chicago a propor uma teoria de como a Lua se pode ter formado.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizado no laborat\u00f3rio do professor Nicolas Dauphas, cuja investiga\u00e7\u00e3o pioneira analisa a composi\u00e7\u00e3o isot\u00f3pica das rochas da Terra e da Lua, o novo estudo mediu o rub\u00eddio nos dois corpos planet\u00e1rios e criou um novo modelo para explicar as diferen\u00e7as. A descoberta revela novas ideias sobre um enigma acerca da forma\u00e7\u00e3o da Lua que tem dominado ao longo da \u00faltima d\u00e9cada o campo da ci\u00eancia lunar, conhecido como &#8220;crise isot\u00f3pica lunar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta crise come\u00e7ou quando novos m\u00e9todos de teste revelaram que as rochas da Terra e da Lua t\u00eam n\u00edveis surpreendentemente semelhantes de alguns is\u00f3topos, mas n\u00edveis muito diferentes de outros. Isto confunde os dois principais cen\u00e1rios de como a Lua se formou: um diz que um objeto gigante colidiu com a Terra e levou com ele um grande peda\u00e7o da Terra para formar a Lua (neste caso a Lua deve ter uma composi\u00e7\u00e3o decisivamente diferente, principalmente o outro objeto); e o outro cen\u00e1rio \u00e9 que esse objeto obliterou a Terra e os dois corpos celestes acabaram-se formando a partir dos destro\u00e7os resultantes (neste caso, as duas composi\u00e7\u00f5es devem ser virtualmente id\u00eanticas).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 claramente algo aqui em falta,&#8221; disse Nicole Nie, doutoranda e autora principal do estudo publicado recentemente na revista The Astrophysical Journal Letters. Ex-aluna do laborat\u00f3rio de Dauphas, Nie est\u00e1 agora no Instituto Carnegie para Ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para testar diferentes teorias, o laborat\u00f3rio de Dauphas tem uma cole\u00e7\u00e3o de rochas lunares emprestadas pela NASA (representando cada uma das miss\u00f5es Apollo que recuperaram amostras). Nie criou uma maneira rigorosa de medir os is\u00f3topos de rub\u00eddio &#8211; um elemento que nunca havia sido medido com precis\u00e3o nas rochas da Lua porque \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil isolar do pot\u00e1ssio, que \u00e9 quimicamente extremamente semelhante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/news.uchicago.edu\/sites\/default\/files\/styles\/full_width\/public\/images\/2019-07\/20190628_moonrocks_017.jpg?itok=J4ifyMOD\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/news.uchicago.edu\/sites\/default\/files\/styles\/full_width\/public\/images\/2019-07\/20190628_moonrocks_017.jpg?itok=J4ifyMOD\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O professor Nicolas Dauphas (direita) e Nicole Nie, doutoranda de 2019, usam amostras de rochas lunares das miss\u00f5es Apollo para tentar descodificar a idade e composi\u00e7\u00e3o da Lua.<br>Cr\u00e9dito: Joe Sterbenc <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O rub\u00eddio faz parte de uma fam\u00edlia de elementos que sempre aparece com diferentes propor\u00e7\u00f5es de is\u00f3topos na Lua em compara\u00e7\u00e3o com a Terra. Quando Nie examinou as rochas lunares, descobriu que continham menos is\u00f3topos leves de rub\u00eddio e mais is\u00f3topos pesados do que as rochas da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o havia realmente nenhuma estrutura para explicar esta diferen\u00e7a,&#8221; disse Dauphas, professor no Departamento de Ci\u00eancias Geof\u00edsicas. &#8220;De modo que decidimos fazer uma.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7aram com a ideia de que tanto a Terra quanto o objeto gigante foram vaporizados ap\u00f3s o impacto. Neste cen\u00e1rio, uma massa que se tornar\u00e1 a Terra coalesce lentamente e um anel exterior de detritos forma-se em seu redor. Ainda est\u00e1 t\u00e3o quente, com mais de 3300\u00ba C, que este anel \u00e9 provavelmente uma camada exterior de vapor em redor de um n\u00facleo de magma l\u00edquido.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo, Nie e Dauphas sup\u00f5em, os is\u00f3topos mais leves de elementos como o rub\u00eddio evaporam-se mais rapidamente. Estes condensam-se na Terra, enquanto o resto dos is\u00f3topos mais pesados deixados para tr\u00e1s no anel eventualmente formam a Lua.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto disse-lhes mais sobre o aspeto da Terra e da Lua primitivas. Como sabem exatamente quanto mais dos is\u00f3topos leves evaporaram, trabalharam para tr\u00e1s para descobrir o aspeto da camada de vapor &#8211; quanto mais saturada, mais lenta a evapora\u00e7\u00e3o (pense em tentar secar a sua roupa num dia muito h\u00famido nos tr\u00f3picos, vs. num dia muito seco no deserto).<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9 \u00fatil porque as caracter\u00edsticas exatas desta fase inicial s\u00e3o dif\u00edceis de determinar. Os resultados tamb\u00e9m encaixam bem com medi\u00e7\u00f5es anteriores de outros is\u00f3topos em rochas lunares, como o pot\u00e1ssio, cobre e zinco. &#8220;O nosso novo cen\u00e1rio pode explicar quantitativamente o esgotamento lunar n\u00e3o apenas do rub\u00eddio, mas tamb\u00e9m da maioria dos elementos vol\u00e1teis,&#8221; salientou Nie.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo \u00e9 um passo h\u00e1 muito necess\u00e1rio para ligar as linhas entre medi\u00e7\u00f5es isot\u00f3picas e modelos f\u00edsicos dos corpos protoplanet\u00e1rios, acrescentou Dauphas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este elo estava em falta e esperamos que ajude a restringir, no futuro, os cen\u00e1rios para a forma\u00e7\u00e3o da Lua e da Terra,&#8221; concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/news.uchicago.edu\/story\/nasa-moon-rocks-help-form-new-picture-early-moon-and-earth\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Chicago (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ab4a16\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.08530\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/scitechdaily.com\/new-theory-of-how-the-earth-and-moon-formed-based-on-reanalysis-of-nasa-moon-rocks\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SciTechDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-10-nasa-moon-picture-early-earth.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terra:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Earth\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programa Apollo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/apollo\/missions\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA&nbsp;<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Apollo_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas pensam que a Lua foi formada ap\u00f3s a colis\u00e3o de um grande objeto com a Terra, mas os detalhes s\u00e3o escassos acerca do que aconteceu depois.Cr\u00e9dito: William Hartmann A maioria das pessoas s\u00f3 encontra rub\u00eddio como a cor p\u00farpura dos fogos-de-artif\u00edcio, mas o metal obscuro ajudou dois cientistas da Universidade de Chicago a &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2525,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[152,482,599,190],"class_list":["post-2524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-lua","tag-programa-apollo","tag-rubidio","tag-terra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2524"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2524\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2526,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2524\/revisions\/2526"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}