{"id":2521,"date":"2019-10-29T06:35:16","date_gmt":"2019-10-29T06:35:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2521"},"modified":"2019-10-29T06:35:17","modified_gmt":"2019-10-29T06:35:17","slug":"um-mega-enxame-de-galaxias-em-formacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/10\/29\/um-mega-enxame-de-galaxias-em-formacao\/","title":{"rendered":"Um mega-enxame de gal\u00e1xias em forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2019\/a1758\/a1758_lg.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"525\" height=\"525\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a1758_w11.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2522\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a1758_w11.jpg 525w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a1758_w11-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a1758_w11-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><figcaption>Composi\u00e7\u00e3o de dados em raios-X e no vis\u00edvel dos enxames de gal\u00e1xias Abell 1758. <br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/G. Schellenberger et al.; \u00f3tico &#8211; SDSS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos que usam dados do Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA e de outros telesc\u00f3pios reuniram um mapa detalhado de uma rara colis\u00e3o entre quatro enxames de gal\u00e1xias. Eventualmente, todos os quatro enxames &#8211; cada com uma massa de pelo menos v\u00e1rias centenas de bili\u00f5es de vezes a massa do Sol &#8211; se v\u00e3o fundir para formar um dos objetos mais massivos do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os enxames gal\u00e1cticos s\u00e3o as maiores estruturas do cosmos mantidas juntas pela gravidade. Os enxames consistem de centenas ou mesmo milhares de gal\u00e1xias embebidas em g\u00e1s quente e cont\u00eam uma quantidade ainda maior de mat\u00e9ria escura invis\u00edvel. \u00c0s vezes, dois enxames de gal\u00e1xias colidem, como no caso do Enxame da Bala, e ocasionalmente mais de dois colidem ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas observa\u00e7\u00f5es mostram uma megaestrutura sendo montada num sistema chamado Abell 1758, localizado a cerca de 3 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra. Cont\u00e9m dois pares de enxames gal\u00e1cticos em colis\u00e3o que se est\u00e3o a aproximar. Os cientistas reconheceram Abell 1758 pela primeira vez como um enxame qu\u00e1druplo de gal\u00e1xias em 2004 usando dados do Chandra e do XMM-Newton, um sat\u00e9lite operado pela ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada par no sistema cont\u00e9m dois aglomerados gal\u00e1cticos que est\u00e3o j\u00e1 em fus\u00e3o. No par norte (topo) da imagem, os centros de cada enxame j\u00e1 passaram um pelo outro, h\u00e1 cerca de 300 a 400 milh\u00f5es de anos, e eventualmente voltar\u00e3o a aproximar-se. O segundo par, na parte inferior da imagem, possui dois grupos que est\u00e3o perto de se aproximar pela primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2019\/a1758\/a1758-with-labels.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2019\/a1758\/a1758-with-labels-525.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Composi\u00e7\u00e3o, legendada, de dados em raios-X e no vis\u00edvel dos enxames de gal\u00e1xias Abell 1758.<br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/G. Schellenberger et al.; \u00f3tico &#8211; SDSS <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os raios-X do Chandra s\u00e3o vistos em azul e branco, representando emiss\u00e3o difusa mais fraca e mais brilhante, respetivamente. Esta nova composi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inclui uma imagem \u00f3tica do SDSS (Sloan Digital Sky Survey). Os dados do Chandra revelaram, pela primeira vez, uma onda de choque &#8211; semelhante ao boom s\u00f3nico de um avi\u00e3o supers\u00f3nico &#8211; em g\u00e1s quente vis\u00edvel com o Chandra na colis\u00e3o do par norte. A partir desta onda de choque, os investigadores estimam que os dois grupos est\u00e3o a mover-se a 3-5 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora, em rela\u00e7\u00e3o um ao outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Chandra tamb\u00e9m fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre como os elementos mais pesados do que o h\u00e9lio, os &#8220;elementos pesados&#8221;, nos enxames de gal\u00e1xias, s\u00e3o misturados e redistribu\u00eddos depois que os aglomerados colidem e se fundem. Dado que este processo depende do progresso da fus\u00e3o, Abell 1758 \u00e9 um valioso estudo de caso, uma vez que os pares de enxames a norte e a sul est\u00e3o em diferentes est\u00e1gios de fus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No par sul, os elementos pesados s\u00e3o mais abundantes nos centros dos dois enxames em colis\u00e3o, mostrando que a localiza\u00e7\u00e3o original dos elementos n\u00e3o foi fortemente impactada pela colis\u00e3o em andamento. Em contraste, no par norte, onde a colis\u00e3o e a fus\u00e3o j\u00e1 progrediram, a localiza\u00e7\u00e3o dos elementos pesados foi fortemente influenciada pela colis\u00e3o. As maiores abund\u00e2ncias s\u00e3o encontradas entre os dois centros do enxame e do lado esquerdo do par de enxames, enquanto as abund\u00e2ncias mais baixas est\u00e3o no centro do enxame no lado esquerdo da imagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As colis\u00f5es entre os enxames afetam as suas gal\u00e1xias componentes, bem como o g\u00e1s quente que as rodeia. Dados do telesc\u00f3pio MMT de 6,5 metros no estado norte-americano do Arizona, obtidos como parte do ACReS (Arizona Cluster Redshift Survey), mostram que algumas gal\u00e1xias est\u00e3o a mover-se muito mais depressa do que outras, provavelmente porque foram expelidas de perto das outras gal\u00e1xias do enxame pelas for\u00e7as gravitacionais concedidas pela colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m usou dados de r\u00e1dio do GMRT (Giant Metrewave Radio Telescope) e raios-X da miss\u00e3o XMM-Newton da ESA. O artigo que descreve estes resultados mais recentes foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de 1 de setembro de 2019 da revista The Astrophysical Journal e est\u00e1 dispon\u00edvel online.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A Quick Look at a Collision Between Four Galaxy Clusters in Abell 1758\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xvR7QHRjvCg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2019\/a1758\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio de raios-X Chandra &#8211; Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/image-feature\/a-mega-cluster-of-galaxies-in-the-making\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab35e4\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1907.10581\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/chandra-spots-a-mega-cluster-of-galaxies-in-the-making.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/dailygalaxy.com\/2019\/10\/in-realtime-creation-of-one-of-largest-objects-in-the-universe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Daily Galaxy<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-10-chandra-mega-cluster-galaxies.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/scitechdaily.com\/colossal-collision-of-galaxy-clusters-will-form-one-of-the-most-massive-objects-in-the-universe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SciTechDaily<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.ccvalg.pt\/astronomia\/newsletter\/n_1632\/forbes.com\/sites\/brucedorminey\/2019\/10\/26\/nasas-chandra-observatory-spots-cosmic-mega-collision-in-the-making\/#4d2a1791548b\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxames gal\u00e1cticos:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_groups_and_clusters\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal (Harvard)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SDSS:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.sdss.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sloan_Digital_Sky_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio MMT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mmto.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.as.arizona.edu\/mmt-65m-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Arizona<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MMT_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GMRT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/gmrt.ncra.tifr.res.in\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Giant_Metrewave_Radio_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Composi\u00e7\u00e3o de dados em raios-X e no vis\u00edvel dos enxames de gal\u00e1xias Abell 1758. 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