{"id":2497,"date":"2019-10-18T06:01:47","date_gmt":"2019-10-18T06:01:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2497"},"modified":"2019-10-18T06:02:00","modified_gmt":"2019-10-18T06:02:00","slug":"alma-testemunha-formacao-planetaria-em-acao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/10\/18\/alma-testemunha-formacao-planetaria-em-acao\/","title":{"rendered":"ALMA testemunha forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em a\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Teague_artistimp_SD.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"680\" height=\"501\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Teague_artistimp_SD-680x501.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2498\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Teague_artistimp_SD-680x501.png 680w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Teague_artistimp_SD-680x501-300x221.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do g\u00e1s que flui como uma cascata para uma abertura num disco protoplanet\u00e1rio, provavelmente provocado por um planeta em forma\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NRAO\/AUI\/NSF, S. Dagnello<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pela primeira vez, os astr\u00f3nomos que usam o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) testemunharam os movimentos 3D de g\u00e1s num disco protoplanet\u00e1rio. Em tr\u00eas locais do disco em torno de uma jovem estrela chamada HD 163296, o g\u00e1s flui como uma cascata para aberturas que s\u00e3o provavelmente provocadas por planetas em forma\u00e7\u00e3o. Estes fluxos gasosos h\u00e1 muito que foram previstos e influenciam diretamente a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das atmosferas dos planetas. Esta investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na edi\u00e7\u00e3o mais recente da revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p>Os locais de nascimento dos planetas s\u00e3o discos feitos de g\u00e1s e poeira. Os astr\u00f3nomos estudam estes chamados discos protoplanet\u00e1rios a fim de entender os processos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. As incr\u00edveis imagens destes discos, obtidas com o ALMA, mostram lacunas distintas e caracter\u00edsticas anulares na poeira, que podem ser provocadas por planetas beb\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ter mais certeza de que os planetas provocam estas divis\u00f5es, e para ter uma vis\u00e3o completa da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, os cientistas estudam o g\u00e1s nos discos, al\u00e9m da poeira. Noventa e nove por cento da massa de um disco protoplanet\u00e1rio \u00e9 g\u00e1s, dos quais o mon\u00f3xido de carbono (CO) \u00e9 o componente mais brilhante, e o ALMA pode observ\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, duas equipas de astr\u00f3nomos demonstraram uma nova t\u00e9cnica de ca\u00e7a planet\u00e1ria usando este g\u00e1s. As equipas mediram a velocidade do g\u00e1s mon\u00f3xido de carbono que gira em redor da jovem estrela HD 163296. Dist\u00farbios localizados nos movimentos do g\u00e1s revelaram tr\u00eas padr\u00f5es semelhantes a planetas no disco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/nrao19cb13_Figure2_no_text.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/nrao19cb13_Figure2_no_text.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Os cientistas mediram o movimento do g\u00e1s (setas) num disco protoplanet\u00e1rio em tr\u00eas dire\u00e7\u00f5es: girando em torno da estrela, aproximando-se ou afastando-se da estrela, e para cima e para a baixo no disco. A inser\u00e7\u00e3o mostra uma amplia\u00e7\u00e3o de onde um planeta em \u00f3rbita da estrela empurra o g\u00e1s e a poeira, criando uma divis\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NRAO\/AUI\/NSF, B. Saxton <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Neste novo estudo, o autor principal Richard Teague da Universidade do Michigan e a sua equipa usaram novos dados ALMA de alta resolu\u00e7\u00e3o do projeto DSHARP (Disk Substructures at High Angular Resolution Project) para estudar em mais detalhe a velocidade do g\u00e1s. &#8220;Com os dados de alta fidelidade deste programa, conseguimos medir a velocidade do g\u00e1s em tr\u00eas dire\u00e7\u00f5es, em vez de apenas uma,&#8221; disse Teague. &#8220;Pela primeira vez, medimos o movimento do g\u00e1s em todas as dire\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Girando, aproximando-se ou afastando-se da estrela, e para cima ou para baixo no disco.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Teague e colegas viram o g\u00e1s movendo-se das camadas superiores em dire\u00e7\u00e3o ao meio do disco em tr\u00eas locais diferentes. &#8220;O que provavelmente acontece \u00e9 que um planeta em \u00f3rbita em redor da estrela empurra o g\u00e1s e a poeira para o lado, abrindo uma lacuna,&#8221; explicou Teague. &#8220;O g\u00e1s acima da divis\u00e3o entra em colapso como uma cascata, provocando um fluxo girat\u00f3rio de g\u00e1s no disco.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a melhor evid\u00eancia, at\u00e9 \u00e0 data, de que realmente existem planetas em forma\u00e7\u00e3o em torno de HD 163296. Mas os astr\u00f3nomos n\u00e3o podem dizer com 100% de certeza que os planetas provocam o fluxo de g\u00e1s. Por exemplo, o campo magn\u00e9tico da estrela tamb\u00e9m pode provocar dist\u00farbios no g\u00e1s. &#8220;De momento, apenas a observa\u00e7\u00e3o direta dos planetas podia descartar as outras op\u00e7\u00f5es. Mas os padr\u00f5es deste g\u00e1s s\u00e3o \u00fanicos e, muito provavelmente, apenas os planetas podem provoc\u00e1-los,&#8221; disse o coautor Jaehan Bae, do Instituto Carnegie para Ci\u00eancia, que testou esta teoria com uma simula\u00e7\u00e3o de computador do disco.<\/p>\n\n\n\n<p>As posi\u00e7\u00f5es dos tr\u00eas planetas previstos neste estudo correspondem aos resultados do ano passado. Est\u00e3o provavelmente localizados a 87, 140 e 237 UA (1 UA, ou unidade astron\u00f3mica, \u00e9 a dist\u00e2ncia m\u00e9dia da Terra ao Sol). Calculou-se que o planeta mais pr\u00f3ximo de HD 163296 tem metade da massa de J\u00fapiter e o planeta mais distante tenha o dobro da massa de J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Teague_Fig_4_SD.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Teague_Fig_4_SD-680x490.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Uma simula\u00e7\u00e3o de computador que mostra que os padr\u00f5es de fluxo gasoso s\u00e3o \u00fanicos e muito provavelmente provocados por planetas em tr\u00eas locais do disco. Os planetas em \u00f3rbita da estrela empurram o g\u00e1s e a poeira, criando aberturas. O g\u00e1s por cima destas lacunas colapsa como uma cascata, criando um fluxo girat\u00f3rio de g\u00e1s no disco.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), J. Bae; NRAO\/AUI\/NSF, S. Dagnello <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os fluxos de g\u00e1s da superf\u00edcie para o plano m\u00e9dio do disco protoplanet\u00e1rio foram previstos no final da d\u00e9cada de 1990. Mas esta \u00e9 a primeira vez que os astr\u00f3nomos os observam. Al\u00e9m de serem \u00fateis para detetar planetas beb\u00e9s, estes fluxos tamb\u00e9m podem esculpir a nossa compreens\u00e3o de como os planetas gigantes gasosos obt\u00eam as suas atmosferas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os planetas formam-se na camada interm\u00e9dia do disco, no chamado plano m\u00e9dio. Este \u00e9 um lugar frio, protegido da radia\u00e7\u00e3o estelar,&#8221; explicou Teague. &#8220;N\u00f3s pensamos que estas aberturas provocadas pelos planetas trazem g\u00e1s mais quente das camadas externas e quimicamente mais ativas do disco e que este g\u00e1s ir\u00e1 formar a atmosfera do planeta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Teague e a sua equipa n\u00e3o esperavam poder ver este fen\u00f3meno. &#8220;O disco em torno de HD 163296 \u00e9 o maior e o mais brilhante disco que podemos ver com o ALMA,&#8221; salientou Teague. &#8220;Mas foi uma grande surpresa ver estes fluxos de g\u00e1s com tanta nitidez. Os discos parecem ser muito mais din\u00e2micos do que pens\u00e1vamos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto d\u00e1-nos uma imagem muito mais completa da forma\u00e7\u00e3o dos planetas do que jamais sonh\u00e1mos,&#8221; disse o coautor Ted Bergin da Universidade de Michigan. &#8220;Ao caracterizar estes fluxos, podemos determinar como nascem os planetas como J\u00fapiter e caracterizar a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica durante o nascimento. Podemos ser capazes de usar isto para rastrear o local de nascimento destes planetas, pois podem mover-se durante a forma\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-release\/alma-witness-planet-formation-in-action\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/gas-waterfalls-reveal-infant-planets-around-young-star\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.umich.edu\/dont-go-chasing-gas-waterfalls-unless-youre-an-astronomer-studying-planet-formation\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-019-1642-0\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.06980\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/rick-s-story\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-10-cascades-gas-young-star-early.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/10\/16\/world\/gas-cascade-baby-planets-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista do g\u00e1s que flui como uma cascata para uma abertura num disco protoplanet\u00e1rio, provavelmente provocado por um planeta em forma\u00e7\u00e3o.Cr\u00e9dito: NRAO\/AUI\/NSF, S. 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