{"id":2467,"date":"2019-10-08T05:39:09","date_gmt":"2019-10-08T05:39:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2467"},"modified":"2019-10-08T05:39:21","modified_gmt":"2019-10-08T05:39:21","slug":"a-ciencia-solar-tem-um-futuro-brilhante-na-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/10\/08\/a-ciencia-solar-tem-um-futuro-brilhante-na-lua\/","title":{"rendered":"A ci\u00eancia solar tem um futuro brilhante na Lua"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/sdo_9-21-2017_transit_hmi-171_blend.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/sdo_9-21-2017_transit_hmi-171_blend-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2468\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/sdo_9-21-2017_transit_hmi-171_blend-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/sdo_9-21-2017_transit_hmi-171_blend-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/sdo_9-21-2017_transit_hmi-171_blend-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/sdo_9-21-2017_transit_hmi-171_blend-768x768.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Imagem da Lua a transitar o Sol, pela sonda SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA no dia 21 de agosto de 2017.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/SDO<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem muitas raz\u00f5es pelas quais a NASA est\u00e1 a perseguir a miss\u00e3o Artemis de fazer regressar astronautas \u00e0 Lua at\u00e9 2024: \u00e9 uma maneira crucial de estudar a pr\u00f3pria Lua e de pavimentar um caminho seguro para Marte. Mas tamb\u00e9m \u00e9 um \u00f3timo lugar para aprender mais sobre a prote\u00e7\u00e3o da Terra, que \u00e9 apenas uma parte do maior sistema Sol-Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os heliof\u00edsicos &#8211; cientistas que estudam o Sol e a sua influ\u00eancia na Terra &#8211; tamb\u00e9m enviar\u00e3o as suas pr\u00f3prias miss\u00f5es da NASA como parte do programa Artemis. O seu objetivo \u00e9 entender melhor o complexo ambiente espacial que rodeia o nosso planeta, grande parte do qual \u00e9 impulsionado pelo nosso Sol. Quanto mais entendermos esse sistema, melhor poderemos proteger a tecnologia espacial, as comunica\u00e7\u00f5es por r\u00e1dio e as redes utilit\u00e1rias da ira da nossa estrela mais pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui ficam cinco raz\u00f5es pelas quais os heliof\u00edsicos est\u00e3o ansiosos por estas oportunidades lunares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1. \u00c9 um Sat\u00e9lite Est\u00e1vel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira vantagem da ci\u00eancia com base na Lua diz respeito \u00e0 instabilidade dos sat\u00e9lites artificiais, que muito transtorna os cientistas espaciais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/GrHJsbB.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/GrHJsbB.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>\u00c0 medida que a Lua orbita a Terra, gira \u00e0 mesma velocidade &#8211; um tipo especial de bloqueio de mar\u00e9s chamado rota\u00e7\u00e3o s\u00edncrona. Como resultado, um lado da Lua est\u00e1 sempre virado para a Terra.<br>Cr\u00e9dito: SVS da NASA\/Ernie Wright <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sat\u00e9lites s\u00e3o mais inst\u00e1veis do que se imagina. S\u00e3o feitos de metais que se expandem e se contraem com as mudan\u00e7as de temperatura. Transportam telesc\u00f3pios que constantemente giram para permanecerem apontados para os alvos. Disparam motores e giram as rodas de rea\u00e7\u00e3o para permanecer em \u00f3rbita. Cada uma destas manobras causa tremula\u00e7\u00e3o, que pode provocar erros nas medi\u00e7\u00f5es, medi\u00e7\u00f5es estas que exigem precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a Lua &#8211; o \u00fanico sat\u00e9lite natural da Terra &#8211; \u00e9 uma viagem muito mais suave.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A Lua \u00e9 um bom lugar est\u00e1vel &#8211; n\u00e3o treme nem tremula como uma nave espacial,&#8221; disse David Sibeck, heliof\u00edsico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;Qualquer pessoa que tente fazer medi\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 feliz em n\u00e3o precisar de se preocupar com a instabilidade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ambiente sem instabilidade \u00e9 uma vantagem para todas as ci\u00eancias espaciais, mas existem b\u00f3nus adicionais para os heliof\u00edsicos que estudam as auroras. A uma m\u00e9dia de 384.400 km da Terra, a Lua tem uma excelente vista das auroras da Terra quando se movem equatorialmente durante tempestades geomagn\u00e9ticas. Al\u00e9m disso, como o mesmo lado da Lua est\u00e1 sempre virado para a Terra, os telesc\u00f3pios n\u00e3o precisam de ser t\u00e3o ajustados. Colocados \u00e0 superf\u00edcie, a Lua mant\u00e9m-nos apontados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2. Observa\u00e7\u00e3o de Eclipses<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito antes da era espacial, os cientistas contavam com a Lua para ajud\u00e1-los a estudar o Sol. Observadores pacientes esperavam eclipses solares totais, quando a Lua bloqueia a superf\u00edcie brilhante do Sol. S\u00f3 ent\u00e3o \u00e9 que podiam ver a sua t\u00e9nue atmosfera exterior, conhecida como coroa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/zxfiABZ.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/zxfiABZ.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Anima\u00e7\u00e3o de um eclipse solar total.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/CIL <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas as esperas podem ser longas. Um eclipse solar total ocorre em algum lugar da Terra a cada 18 meses. Para qualquer local espec\u00edfico, \u00e9 mais uma vez a cada quatro s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Obtemos resultados fant\u00e1sticos com os eclipses,&#8221; disse John Cooper, heliof\u00edsico de Goddard. &#8220;Mas n\u00e3o temos eclipses todos os dias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas um telesc\u00f3pio de observa\u00e7\u00e3o solar, no tipo certo de \u00f3rbita em torno da Lua, pode gerar eclipses &#8220;sob demanda&#8221;. Em vez de esperarmos que a Lua se mova pela linha de vis\u00e3o do telesc\u00f3pio, Cooper, explica, movemos a nossa linha de vis\u00e3o para tr\u00e1s da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Basicamente, estamos a usar o limbo lunar contra o c\u00e9u escuro e profundo,&#8221; disse Cooper. Dado que a Lua n\u00e3o tem uma atmosfera que distorce a imagem, as medi\u00e7\u00f5es seriam ainda mais n\u00edtidas do que as feitas na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da sua \u00f3rbita \u00edntima, um telesc\u00f3pio do g\u00e9nero n\u00e3o geraria eclipses solares totais &#8211; estudaria, sim, uma parte do limbo do Sol de cada vez. Mas Cooper calcula que podemos ver tanto os lados este como este do limbo do Sol uma vez a cada \u00f3rbita &#8211; duas vistas de alta resolu\u00e7\u00e3o, todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3. Est\u00e1 Fora do Campo Magn\u00e9tico da Terra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O clima espacial faz parte da heliof\u00edsica, onde a ci\u00eancia pura \u00e9 aplicada em tempo real. Os cientistas do clima espacial estudam o Sol &#8211; incluindo o seu fluxo constante de vento solar &#8211; e os seus impactos na Terra. Estes investigadores precisam de acertar na f\u00edsica fundamental para manter seguras as nossas valiosas comunica\u00e7\u00f5es e sat\u00e9lites GPS. Mas determinar se um sat\u00e9lite est\u00e1 em perigo pode ser complicado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/cEbhrAw.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/cEbhrAw.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Uma eje\u00e7\u00e3o de massa coronal simulada atinge o campo magn\u00e9tico da Terra.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/SVS\/CCMC <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguran\u00e7a de um sat\u00e9lite depende, em parte, se est\u00e1 dentro ou fora da magnetopausa da Terra. A magnetopausa \u00e9 uma &#8220;terra de ningu\u00e9m&#8221; m\u00f3vel, onde o escudo magn\u00e9tico do nosso planeta termina e tem in\u00edcio todo o impacto do clima espacial. Aqui dentro, estamos em grande parte seguros. Fora, n\u00e3o estamos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, de momento, a \u00fanica maneira de saber onde est\u00e1 essa fronteira, \u00e9 voar atrav\u00e9s dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c0s vezes existem oscila\u00e7\u00f5es nos dados e podemos ver o cruzar dessa fronteira,&#8221; disse Sibeck. &#8220;\u00c0s vezes, vemos dez oscila\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas h\u00e1 outra maneira de encontrar a magnetopausa se pudermos afastarmo-nos o suficiente para l\u00e1 do escudo magn\u00e9tico da Terra. Quando o vento solar atinge a atmosfera da Terra, logo para l\u00e1 da magnetopausa, emite raios-X. Um telesc\u00f3pio de raios-X, colocado corretamente, podia capturar essa radia\u00e7\u00e3o e rastrear a localiza\u00e7\u00e3o da magnetopausa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por isso que Sibeck pertence a uma equipa, liderada pelo cientista espacial Brian Walsh da Universidade de Boston, que est\u00e1 a querer colocar um telesc\u00f3pio de raios-X na Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ningu\u00e9m ainda obteve estas imagens globais e a Lua tem um bom ponto de vista de fora do campo magn\u00e9tico da Terra,&#8221; explicou Sibeck.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o LEXI (Lunar Environment heliospheric X-ray Imager), ser\u00e1 colocada na superf\u00edcie lunar para obter imagens globais, em tempo real, da magnetopausa. No dia 1 de julho de 2019, a NASA anunciou que a LEXI estar\u00e1 entre as primeiras cargas lunares a participar da miss\u00e3o Artemis. Esperam estar \u00e0 superf\u00edcie da Lua em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O instrumento LEXI ter\u00e1 pouco mais de um metro, mas a superf\u00edcie lunar pode acomodar telesc\u00f3pios de raios-X muito maiores. Boas not\u00edcias, porque os raios-X s\u00e3o dif\u00edceis de focar; os telesc\u00f3pios mais longos obt\u00eam imagens de resolu\u00e7\u00e3o muito mais alta. O requisito de ser grande colocou um problema; alguns sat\u00e9lites simplesmente n\u00e3o t\u00eam tamanho suficiente para os transportar. &#8220;Mas na Lua as coisas podem ser realmente grandes,&#8221; acrescentou Sibeck.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4. Podemos &#8220;Desenterrar&#8221; a Hist\u00f3ria do Sol<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta para algumas perguntas da heliof\u00edsica encontram-se enterradas na pr\u00f3pria Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A Lua \u00e9 como uma c\u00e1psula no tempo,&#8221; disse Steve Clarke, Administrador Associado Adjunto para Explora\u00e7\u00e3o da NASA. &#8220;Como foi formada ao mesmo tempo que a Terra, tem a hist\u00f3ria do Sistema Solar \u00e0 sua superf\u00edcie.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante os seus primeiros mil milh\u00f5es de anos, o Sol provavelmente girou mais depressa do que gira hoje, disparando um volume maior de erup\u00e7\u00f5es solares e eletrificando o pr\u00f3prio espa\u00e7o que formava planetas. Mas, para ter certeza de como foram esses primeiros mil milh\u00f5es de anos, precisamos de evid\u00eancias de coisas que ocorreram h\u00e1 muito, muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lua &#8211; que n\u00e3o possui atmosfera, nem \u00e1gua l\u00edquida, nem placas tect\u00f3nicas &#8211; fornece esse mesmo registo hist\u00f3rico. As erup\u00e7\u00f5es solares de h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos deixaram vest\u00edgios imperturbados na poeira lunar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Magnetic Bubbles on the Moon Reveal Evidence of &quot;Sunburn&quot;\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/liZqW0MsrKM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um artigo recente analisou a poeira lunar para estudar a quantidade de vol\u00e1teis &#8211; elementos como s\u00f3dio e pot\u00e1ssio, com baixos pontos de ebuli\u00e7\u00e3o &#8211; que permaneceram nas amostras lunares. Estes vol\u00e1teis s\u00e3o expulsos da Lua quando part\u00edculas solares energ\u00e9ticas atingem a superf\u00edcie lunar. Ao analisar quanto destes elementos foram esgotados ao longo do tempo, os cientistas viram os primeiros mil milh\u00f5es de anos do nosso Sol num contexto mais amplo. Embora tenha girado mais depressa do que gira hoje, em compara\u00e7\u00e3o com outras estrelas ainda \u00e9 lenta, girando mais devagar do que 50% das estrelas semelhantes &#8211; e tendo surtos explosivos com muito menos frequ\u00eancia do que poderia ter tido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Poderia ter sido um ambiente muito mais severo,&#8221; disse Prabal Saxena, autor principal do estudo e astr\u00f3nomo de Goddard.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda h\u00e1 mais hist\u00f3ria antiga para aprender com a poeira lunar. A Lua n\u00e3o tem um campo magn\u00e9tico global &#8211; mas pode ter tido um no passado. Amostras dos polos da Lua, onde a pr\u00f3xima miss\u00e3o Artemis planeia aterrar, podiam mostrar se um campo magn\u00e9tico hist\u00f3rico mudou o padr\u00e3o de vol\u00e1teis deixado para tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5. \u00c9 uma Plataforma de Testes para Marte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Par os futuros astronautas na Lua e em Marte, o clima espacial exigir\u00e1 aten\u00e7\u00e3o constante. O Sol liberta muitas &#8220;coisas&#8221; &#8211; e essas &#8220;coisas&#8221; viajam depressa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Lua, os raios-X das explos\u00f5es solares atingem a superf\u00edcie em oito minutos. As eje\u00e7\u00f5es de massa coronal &#8211; nuvens gigantes de part\u00edculas carregadas e quentes &#8211; podem chegar em 24 horas. As part\u00edculas energ\u00e9ticas solares, ou PESs, s\u00e3o mais raras, mas ainda mais r\u00e1pidas e perigosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As PESs atingem 10, 20% da velocidade da luz, chegando at\u00e9 n\u00f3s numa hora,&#8221; afirmou Karin Muglach, f\u00edsica solar do Laborat\u00f3rio do Clima Espacial de Goddard. &#8220;Estas coisas s\u00e3o como balas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"How NASA Will Protect Astronauts From Space Radiation\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vpNa4u997xA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tendo em conta que a Lua est\u00e1 a apenas um segundo-luz de dist\u00e2ncia, os sistemas de aviso na Terra devem ser suficientes para proteger os astronautas na Lua. &#8220;Mas se formos para Marte, as comunica\u00e7\u00f5es podem demorar bastante,&#8221; disse Muglach.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Testar estes sistemas de prote\u00e7\u00e3o, nas proximidades, \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais a NASA quer regressar \u00e0 Lua antes de ir para Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para a Lua, e Al\u00e9m<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que a NASA avan\u00e7a para a Lua e depois para Marte, surgem novas oportunidades para aprender sobre a liga\u00e7\u00e3o Sol-Terra. Mas n\u00e3o \u00e9 apenas ci\u00eancia b\u00e1sica. A influ\u00eancia do Sol preenche o espa\u00e7o em nosso redor &#8211; o pr\u00f3prio espa\u00e7o que os futuros astronautas ter\u00e3o que navegar e entender.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nem todas as ci\u00eancias t\u00eam este aspeto realmente pr\u00e1tico,&#8221; disse Jim Spann, principal cientista do clima espacial na sede da NASA em Washington, DC. &#8220;\u00c9 um aspeto muito especial.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/sun-science-has-a-bright-future-on-the-moon\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ab18fb\/meta\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico sobre os vol\u00e1teis da poeira lunar (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1906.05892\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico sobre os vol\u00e1teis da poeira lunar (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sol:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Coronal_mass_ejection\" target=\"_blank\">Eje\u00e7\u00e3o de massa coronal (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/sunearth\/spaceweather\/index.html\" target=\"_blank\">Tempestades solares e clima espacial &#8211; FAQ (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Terra:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Earth\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Programa Artemis:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/topics\/moon-to-mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Artemis_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem da Lua a transitar o Sol, pela sonda SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA no dia 21 de agosto de 2017.Cr\u00e9dito: NASA\/SDO Existem muitas raz\u00f5es pelas quais a NASA est\u00e1 a perseguir a miss\u00e3o Artemis de fazer regressar astronautas \u00e0 Lua at\u00e9 2024: \u00e9 uma maneira crucial de estudar a pr\u00f3pria Lua e de &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2468,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16,1],"tags":[152,4,510,124,190],"class_list":["post-2467","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-lua","tag-marte","tag-programa-artemis","tag-sol","tag-terra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2467"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2467\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2469,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2467\/revisions\/2469"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2468"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}