{"id":2461,"date":"2019-10-08T05:31:31","date_gmt":"2019-10-08T05:31:31","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2461"},"modified":"2019-10-08T05:31:32","modified_gmt":"2019-10-08T05:31:32","slug":"uma-rosquinha-cosmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/10\/08\/uma-rosquinha-cosmica\/","title":{"rendered":"Uma rosquinha c\u00f3smica"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso1916a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"510\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1916a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2462\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1916a.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1916a-300x219.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Com o aux\u00edlio do ALMA, os astr\u00f3nomos obtiveram esta imagem sem precedentes de dois discos onde estrelas beb\u00e9s est\u00e3o a crescer, alimentadas por material do disco circundante onde nasceram. A complexa rede de estruturas de poeira distribu\u00eddas em formas espirais fazem lembrar os la\u00e7os de uma rosquinha. Estas observa\u00e7\u00f5es ajudam os astr\u00f3nomos a compreender melhor as fases mais iniciais da vida das estrelas e a determinar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de estrelas bin\u00e1rias.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), Alves et al.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com o aux\u00edlio do ALMA, os astr\u00f3nomos obtiveram uma imagem de resolu\u00e7\u00e3o extremamente elevada de dois discos onde estrelas jovens est\u00e3o a crescer, alimentadas por uma complexa rede de filamentos de g\u00e1s e poeira em forma de rosquinha. A observa\u00e7\u00e3o deste fen\u00f3meno not\u00e1vel ajuda os astr\u00f3nomos a compreender melhor as fases mais iniciais da vida das estrelas e a determinar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de estrelas bin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas estrelas beb\u00e9s foram descobertas no sistema [BHB2007] 11 \u2014 o membro mais jovem de um pequeno enxame estelar na nebulosa escura Barnard 59, a qual faz parte das nuvens de poeira interestelar de nome Nebulosa do Cachimbo. Observa\u00e7\u00f5es anteriores deste sistema bin\u00e1rio mostraram a estrutura exterior. Agora, gra\u00e7as \u00e0 elevada resolu\u00e7\u00e3o do Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array (ALMA), uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada por cientistas do Instituto Max Planck de F\u00edsica Extraterrestre (MPE), p\u00f4de ver a estrutura interna deste objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vemos duas fontes compactas que interpretamos como discos circunstelares em torno de duas estrelas jovens,&#8221; explica Felipe Alves do MPE, que liderou o estudo. Um disco circunstelar \u00e9 o anel de g\u00e1s e poeira que rodeia uma estrela jovem. A estrela acreta mat\u00e9ria do anel e vai crescendo. &#8220;O tamanho de cada um destes discos \u00e9 semelhante \u00e0 cintura de asteroides do nosso Sistema Solar e a separa\u00e7\u00e3o entre eles \u00e9 28 vezes maior que a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol,&#8221; diz Alves.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/publicationjpg\/eso1233a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/thumb700x\/eso1233a.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta imagem mostra Barnard 59, parte de uma enorme nuvem escura de poeira interestelar chamada Nebulosa do Cachimbo. Esta nova imagem extremamente detalhada do objeto, que \u00e9 conhecido como uma nebulosa escura, foi obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telesc\u00f3pio MPG\/ESO de 2,2 metros, instalado no Observat\u00f3rio de La Silla do ESO. A imagem \u00e9 t\u00e3o grande que recomendamos que use a\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/portugal\/images\/eso1233a\/zoomable\/\" target=\"_blank\">vers\u00e3o zoom<\/a> para a apreciar na sua totalidade.<br>Cr\u00e9dito: ESO <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os dois discos circunstelares est\u00e3o rodeados por um disco maior com uma massa total de cerca de 80 massas de J\u00fapiter, apresentando uma rede complexa de estruturas de poeira distribu\u00eddas em formas espirais \u2014 os la\u00e7os da rosquinha. &#8220;Trata-se de um resultado importante,&#8221; comenta Paola Caselli, diretora administrativa do MPE, diretora do Centro de Estudos Astroqu\u00edmicos e coautora deste trabalho. &#8220;Podemos finalmente obter imagens da estrutura complexa de estrelas bin\u00e1rias jovens com os seus filamentos de &#8216;alimenta\u00e7\u00e3o&#8217; ligados ao disco onde nasceram, o que imp\u00f5e importantes limites aos atuais modelos de forma\u00e7\u00e3o estelar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As estrelas beb\u00e9s acretam massa do disco maior em duas fases. A primeira fase d\u00e1-se quando massa \u00e9 transferida para os discos circunstelares individuais em belos la\u00e7os rodopiantes, que \u00e9 o que a nova imagem do ALMA nos mostra. A an\u00e1lise dos dados revelou ainda que o disco circunstelar mais brilhante mas de menor massa \u2014 o que vemos na parte inferior da imagem \u2014 acreta mais material. Numa segunda fase, as estrelas acretam massa dos seus discos circunstelares. &#8220;Pensamos que este processo de acre\u00e7\u00e3o em duas fases seja respons\u00e1vel pela din\u00e2mica do sistema bin\u00e1rio nesta fase de acre\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria,&#8221; acrescenta Alves. &#8220;Apesar do bom ajuste destas observa\u00e7\u00f5es com a teoria ser j\u00e1 bastante promissor, precisamos ainda de estudar mais sistemas bin\u00e1rios jovens com todo o detalhe para compreendermos melhor como \u00e9 que estrelas m\u00faltiplas se formam.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ESOcast 208 Light: A Cosmic Pretzel (4K UHD)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PH3lPcegj0A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso1916\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/audiences\/a-cosmic-pretzel\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/13955692\/formation-of-twin-stars\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/366\/6461\/90\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.01141\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.astronomy.com\/news\/2019\/10\/baby-stars-found-twisting-planet-forming-disks-into-a-pretzel\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/baby-stars-cosmic-pretzel.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2019\/10\/04\/infant-stars-dine-on-a-cosmic-pretzel-of-dusty-debris\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/a-cosmic-pretzel.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-10-astronomers-suns-binary.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/10\/191004095938.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aux\u00edlio do ALMA, os astr\u00f3nomos obtiveram esta imagem sem precedentes de dois discos onde estrelas beb\u00e9s est\u00e3o a crescer, alimentadas por material do disco circundante onde nasceram. 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