{"id":2440,"date":"2019-10-01T05:31:50","date_gmt":"2019-10-01T05:31:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2440"},"modified":"2019-10-01T05:31:51","modified_gmt":"2019-10-01T05:31:51","slug":"explosao-radio-enigmatica-ilumina-o-halo-tranquilo-de-uma-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/10\/01\/explosao-radio-enigmatica-ilumina-o-halo-tranquilo-de-uma-galaxia\/","title":{"rendered":"Explos\u00e3o r\u00e1dio enigm\u00e1tica ilumina o halo tranquilo de uma gal\u00e1xia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astr\u00f3nomos observaram pela primeira vez uma r\u00e1pida explos\u00e3o de ondas r\u00e1dio a passar por um halo gal\u00e1ctico. Com uma dura\u00e7\u00e3o de menos de um milissegundo, esta explos\u00e3o enigm\u00e1tica de ondas r\u00e1dio c\u00f3smicas chegou quase imperturb\u00e1vel at\u00e9 \u00e0 Terra, sugerindo assim que o halo da gal\u00e1xia atravessado tem uma densidade surpreendentemente baixa e um campo magn\u00e9tico bastante fraco. Esta nova t\u00e9cnica poder\u00e1 ser usada para explorar halos esquivos de outras gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando um mist\u00e9rio c\u00f3smico para investigar outro, os astr\u00f3nomos analisaram o sinal de uma r\u00e1pida explos\u00e3o de ondas r\u00e1dio no intuito de estudarem o g\u00e1s difuso existente no halo de uma gal\u00e1xia massiva. Em novembro de 2018, o r\u00e1dio telesc\u00f3pio ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder) observou uma r\u00e1pida explos\u00e3o de ondas r\u00e1dio, chamada FRB 181112. Observa\u00e7\u00f5es de seguimento levadas a cabo com o VLT e outros telesc\u00f3pios revelaram que as pulsa\u00e7\u00f5es r\u00e1dio passaram pelo halo de uma gal\u00e1xia massiva na sua traject\u00f3ria at\u00e9 \u00e0 Terra. Esta descoberta permitiu aos astr\u00f3nomos analisar os sinais r\u00e1dio no intuito de extrair informa\u00e7\u00f5es sobre a natureza do halo de g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O sinal da r\u00e1pida explos\u00e3o r\u00e1dio exp\u00f4s a natureza do campo magn\u00e9tico existente em torno da gal\u00e1xia e a estrutura do halo de g\u00e1s. O estudo demonstra uma nova t\u00e9cnica para explorar a natureza dos halos das gal\u00e1xias,&#8221; disse J. Xavier Prochaska, professor de Astronomia e Astrof\u00edsica na Universidade de Santa Cruz, Calif\u00f3rnia, EUA, autor principal de um artigo cient\u00edfico que apresenta estes novos resultados e que foi publicado a semana passada na revista Science.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso1915b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"452\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1915b.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2441\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1915b.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/eso1915b-300x194.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>O sinal de FRB 181112 era composto por diversas pulsa\u00e7\u00f5es, cada uma com menos de 40 microssegundos de dura\u00e7\u00e3o (10.000 vezes mais curtas que um piscar de olhos). Esta curta dura\u00e7\u00e3o das pulsa\u00e7\u00f5es d\u00e1-nos um limite superior para a densidade do g\u00e1s do halo da gal\u00e1xia atravessada, uma vez que a passagem por um meio mais denso alargaria a dura\u00e7\u00e3o do sinal r\u00e1dio.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos ainda n\u00e3o sabem o que causa as r\u00e1pidas explos\u00f5es de ondas r\u00e1dio e apenas recentemente conseguiram localizar as gal\u00e1xias que deram origem a alguns destes novos sinais r\u00e1dio muito brilhantes e curtos. &#8220;Assim que sobrepusemos as imagens r\u00e1dio e vis\u00edveis, vimos logo que esta explos\u00e3o r\u00e1dio passava pelo halo de uma gal\u00e1xia localizada mais perto de n\u00f3s e que, pela primeira vez, t\u00ednhamos uma maneira direta de investigar a mat\u00e9ria que rodeia esta gal\u00e1xia, mat\u00e9ria esta que \u00e9 invis\u00edvel doutro modo,&#8221; disse a coautora do artigo Cherie Day, estudante de doutoramento na Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um halo gal\u00e1ctico cont\u00e9m tanto mat\u00e9ria escura como normal ou bari\u00f3nica, esta \u00faltima encontrando-se essencialmente sob a forma de um g\u00e1s quente ionizado. Enquanto a parte luminosa de uma gal\u00e1xia massiva pode ter uma dimens\u00e3o de cerca de 30.000 anos-luz, o seu halo mais ou menos esf\u00e9rico apresenta um di\u00e2metro dez vezes maior. O g\u00e1s do halo alimenta a forma\u00e7\u00e3o estelar, \u00e0 medida que se move em dire\u00e7\u00e3o ao centro da gal\u00e1xia, enquanto outros processos, tais como explos\u00f5es de supernovas, podem lan\u00e7ar material para fora das regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar e em dire\u00e7\u00e3o ao halo gal\u00e1ctico. Uma das raz\u00f5es pelas quais os astr\u00f3nomos estudam o g\u00e1s do halo prende-se com o facto de tentarem compreender melhor estes processos de eje\u00e7\u00e3o, os quais podem &#8220;desligar&#8221; a forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O halo desta gal\u00e1xia \u00e9 surpreendentemente calmo,&#8221; diz Prochaska. &#8220;O sinal r\u00e1dio passou pela gal\u00e1xia quase sem ser perturbado, o que contradiz modelos anteriores que previam o que deveria acontecer a explos\u00f5es r\u00e1dio nestas circunst\u00e2ncias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sinal de FRB 181112 era composto por diversas pulsa\u00e7\u00f5es, cada uma com menos de 40 microssegundos de dura\u00e7\u00e3o (10.000 vezes mais curtas que um piscar de olhos). Esta curta dura\u00e7\u00e3o das pulsa\u00e7\u00f5es d\u00e1-nos um limite superior para a densidade do g\u00e1s do halo, uma vez que a passagem por um meio mais denso alargaria a dura\u00e7\u00e3o do sinal r\u00e1dio. Os investigadores calcularam que a densidade do g\u00e1s do halo dever\u00e1 ser inferior a 0,1 \u00e1tomos por cent\u00edmetro c\u00fabito (equivalente a algumas centenas de \u00e1tomos num volume correspondente a um bal\u00e3o de crian\u00e7a). A densidade limita tamb\u00e9m a possibilidade de exist\u00eancia de turbul\u00eancia ou nuvens de g\u00e1s frio no halo. Frio aqui \u00e9 um termo relativo, referindo-se a temperaturas de cerca de 10.000\u00ba C, comparativamente ao g\u00e1s quente do halo com cerca de 1 milh\u00e3o de graus Celsius.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso1915c.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/thumb700x\/eso1915c.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Pouco depois do r\u00e1dio telesc\u00f3pio ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder) ter descoberto uma r\u00e1pida explos\u00e3o r\u00e1dio chamada FRB 181112, o VLT do ESO capturou esta imagem e outros dados para determinar a dist\u00e2ncia \u00e0 gal\u00e1xia hospedeira (a localiza\u00e7\u00e3o de FRB 181112 est\u00e1 assinalada pelas eclipses brancas). A an\u00e1lise destes dados revelou que as pulsa\u00e7\u00f5es r\u00e1dio passaram pelo halo de uma gal\u00e1xia massiva (no topo da imagem) no seu percurso at\u00e9 \u00e0 Terra.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/X. Prochaska et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tal como o ar estremece num dia quente de ver\u00e3o, tamb\u00e9m a atmosfera t\u00e9nue nesta gal\u00e1xia massiva deveria deformar o sinal da explos\u00e3o das r\u00e1pidas ondas r\u00e1dio. Em vez disso, recebemos um sinal t\u00e3o limpo e n\u00edtido que n\u00e3o existe praticamente nenhuma assinatura do g\u00e1s por onde passou,&#8221; disse o coautor Jean-Pierre Macquart, astr\u00f3nomo no ICRAR (International Center for Radio Astronomy Research) da Universidade de Curtin, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo n\u00e3o encontrou evid\u00eancias de nuvens turbulentas frias ou pequenos nodos densos de g\u00e1s frio. O sinal de r\u00e1dio tamb\u00e9m nos deu informa\u00e7\u00e3o sobre o campo magn\u00e9tico do halo, o qual \u00e9 muito fraco \u2014 um milhar de milh\u00f5es de vezes mais fraco que o de um im\u00e3 de frigor\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta altura, com resultados para apenas um halo gal\u00e1ctico, os investigadores n\u00e3o podem dizer se a densidade baixa e campo magn\u00e9tico fraco que mediram s\u00e3o invulgares ou se estudos anteriores de halos gal\u00e1cticos sobrestimaram estas propriedades. Prochaska espera que o ASKAP e outros r\u00e1dio telesc\u00f3pios usem mais explos\u00f5es de ondas r\u00e1dio r\u00e1pidas para estudarem outros halos gal\u00e1cticos e investigar as suas propriedades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta gal\u00e1xia pode ser especial,&#8221; disse Prochaska. &#8220;Temos que utilizar explos\u00f5es de r\u00e1pidas ondas r\u00e1dio para estudar dezenas ou centenas de gal\u00e1xias com uma grande variedade de massas e idades para investigarmos a popula\u00e7\u00e3o completa.&#8221; Telesc\u00f3pios \u00f3ticos como o VLT do ESO desempenham um papel importante ao revelar qu\u00e3o longe se encontra a gal\u00e1xia que deu origem a cada explos\u00e3o de ondas r\u00e1dio, assim como se a explos\u00e3o passou atrav\u00e9s do halo de alguma gal\u00e1xia situada mais perto de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ESOcast 207 Light: Enigmatic radio burst illuminates a galaxy\u2019s tranquil \u200bhalo (4K UHD)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/emXJt6khFO0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso1915\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2019\/09\/fast-radio-burst.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2019\/09\/25\/science.aay0073\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1909.11681\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/fast-radio-burst-shined-light-galaxy-mysterious-gas-halo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-09-galaxy-tranquil-sea-halo-gas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FRB (&#8220;Fast Radio Burst&#8221;):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fast_radio_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astronomy.swin.edu.au\/pulsar\/frbcat\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo de FRBs (Universidade de Swinburne)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/projects\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ASKAP:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.atnf.csiro.au\/projects\/askap\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ATNF<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.csiro.au\/en\/Research\/Facilities\/ATNF\/ASKAP\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CSIRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Australian_Square_Kilometre_Array_Pathfinder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ICRAR:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.icrar.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astr\u00f3nomos observaram pela primeira vez uma r\u00e1pida explos\u00e3o de ondas r\u00e1dio a passar por um halo gal\u00e1ctico. Com uma dura\u00e7\u00e3o de menos de um milissegundo, esta explos\u00e3o enigm\u00e1tica de ondas r\u00e1dio c\u00f3smicas chegou quase imperturb\u00e1vel at\u00e9 \u00e0 Terra, sugerindo assim que o halo da &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2441,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,50,60,1],"tags":[574,166,573,575,107],"class_list":["post-2440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-estrelas","category-galaxias","category-telescopios-profissionais","tag-askap","tag-eso","tag-frb","tag-icrar","tag-vlt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2440"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2442,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2440\/revisions\/2442"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}