{"id":2425,"date":"2019-09-24T05:38:11","date_gmt":"2019-09-24T05:38:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2425"},"modified":"2019-09-24T05:38:13","modified_gmt":"2019-09-24T05:38:13","slug":"descoberto-portal-de-cometas-para-o-sistema-solar-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/09\/24\/descoberto-portal-de-cometas-para-o-sistema-solar-interior\/","title":{"rendered":"Descoberto &#8220;portal&#8221; de cometas para o Sistema Solar interior"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rMj973l.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rMj973l-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2426\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rMj973l-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rMj973l-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rMj973l-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rMj973l.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do potencial aspeto do Centauro SW1 como um Cometa da Fam\u00edlia de J\u00fapiter do Sistema Solar interior a uma dist\u00e2ncia de 0,2 UA (30 milh\u00f5es de quil\u00f3metros) da Terra. A Lua est\u00e1 no canto superior direito da imagem para efeitos de escala.<br>Cr\u00e9dito: Universidade do Arizona\/Heather Roper<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um novo estudo liderado por um investigador da Universidade da Fl\u00f3rida Central pode alterar fundamentalmente a nossa compreens\u00e3o de como os cometas chegam da periferia do Sistema Solar e s\u00e3o canalizados para o Sistema Solar interior, aproximando-se da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado a semana passada na revista The Astrophysical Journal Letters, Gal Sarid e coautores descrevem no artigo a descoberta de um &#8220;portal&#8221; orbital atrav\u00e9s do qual muitos cometas passam antes de se aproximarem do Sol. O portal foi descoberto como parte de uma simula\u00e7\u00e3o de centauros, pequenos corpos gelados que viajam em \u00f3rbitas ca\u00f3ticas entre J\u00fapiter e Neptuno. A equipa do estudo modelou a evolu\u00e7\u00e3o dos corpos para l\u00e1 da \u00f3rbita de Neptuno, atrav\u00e9s da regi\u00e3o do planeta gigante e para dentro da \u00f3rbita de J\u00fapiter. Estes corpos gelados s\u00e3o considerados restos quase intocados de material do nascimento do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>O percurso dos cometas desde o seu local de forma\u00e7\u00e3o original em dire\u00e7\u00e3o ao Sol h\u00e1 muito tempo que \u00e9 debatido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como \u00e9 que os cometas novos, controlados pela influ\u00eancia de J\u00fapiter, subsituem os que s\u00e3o perdidos? Onde est\u00e1 a transi\u00e7\u00e3o entre residir no Sistema Solar exterior, como pequenos corpos adormecidos, e tornarem-se ativos no Sistema Solar interior, exibindo uma cabeleira e uma cauda generalizadas de g\u00e1s e poeira?&#8221; pergunta Sarid, o principal cientista do estudo. Estas perguntas permaneceram um mist\u00e9rio at\u00e9 agora. &#8220;O que descobrimos, o modelo de portal como um &#8216;ber\u00e7o de cometas&#8217;, vai mudar o modo como pensamos sobre a hist\u00f3ria dos corpos gelados,&#8221; diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensa-se que os centauros tenham origem na Cintura de Kuiper, uma regi\u00e3o para l\u00e1 de Neptuno, e s\u00e3o considerados como a fonte dos Cometas da Fam\u00edlia de J\u00fapiter (CFJ) que ocupam o Sistema Solar interior. A natureza ca\u00f3tica das \u00f3rbitas dos centauros obscurece os seus percursos exatos, dificultando a previs\u00e3o do seu futuro como cometas. Quando corpos gelados como os centauros ou cometas se aproximam do Sol, come\u00e7am a libertar g\u00e1s e poeira para produzir a apar\u00eancia difusa da cabeleira e as caudas longas que chamamos de cometas. Esta exibi\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre os fen\u00f3menos observ\u00e1veis mais impressionantes do c\u00e9u noturno, mas tamb\u00e9m \u00e9 um lampejo de beleza fugaz que \u00e9 rapidamente seguido pela destrui\u00e7\u00e3o do cometa ou pela sua evolu\u00e7\u00e3o para um estado adormecido, explica Sarid.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo original da investiga\u00e7\u00e3o era explorar a hist\u00f3ria de um centauro peculiar &#8211; 29P\/Schwassmann-Wachmann 1 (SW1), um centauro de tamanho m\u00e9dio numa \u00f3rbita quase circular logo a seguir a J\u00fapiter. SW1 h\u00e1 muito que intriga os astr\u00f3nomos com a sua alta atividade e frequentes surtos explosivos que ocorrem a uma dist\u00e2ncia do Sol onde o gelo efetivamente n\u00e3o dever\u00e1 vaporizar. Tanto a sua \u00f3rbita quanto a sua atividade colocam SW1 num meio termo evolutivo entre os outros centauros e os Cometas da Fam\u00edlia de J\u00fapiter. A equipa de investiga\u00e7\u00e3o queria explorar se as circunst\u00e2ncias de SW1 eram consistentes com a progress\u00e3o orbital dos outros centauros, acrescentou Sarid.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mais de um em cada cinco centauros que rastre\u00e1mos encontrava-se numa \u00f3rbita semelhante \u00e0 de SW1 em algum momento da sua vida,&#8221; disse Maria Womack, cientista do Instituto Espacial da Fl\u00f3rida e coautora do estudo. &#8220;Em vez de ser um &#8216;outlier&#8217; peculiar, SW1 \u00e9 um centauro apanhado no ato de evoluir dinamicamente para um CFJ.&#8221; Al\u00e9m da natureza comum da \u00f3rbita de SW1, as simula\u00e7\u00f5es levam a uma descoberta ainda mais surpreendente, real\u00e7a Womack.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os centauros que passam por esta regi\u00e3o s\u00e3o a fonte de mais de dois-ter\u00e7os de todos os CFJs, tornando-se no portal principal atrav\u00e9s do qual estes cometas s\u00e3o produzidos,&#8221; diz Womack. Esta regi\u00e3o n\u00e3o hospeda objetos durante muito tempo, sendo que a maioria dos centauros se tornam CFJs em alguns milhares de anos. Esta \u00e9 uma parte curta da vida \u00fatil de qualquer objeto do Sistema Solar, que pode durar milh\u00f5es e por vezes milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a do portal fornece um meio h\u00e1 muito procurado de identificar os centauros numa trajet\u00f3ria iminente em dire\u00e7\u00e3o ao Sistema Solar interior. SW1 \u00e9 atualmente o maior e mais ativo dos poucos objetos descobertos nesta regi\u00e3o, o que o torna num &#8220;principal candidato a avan\u00e7ar o nosso conhecimento das transi\u00e7\u00f5es orbitais e f\u00edsicas que moldam a popula\u00e7\u00e3o de cometas que vemos hoje,&#8221; disse Sarid.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa compreens\u00e3o dos cometas est\u00e1 intimamente ligada ao conhecimento da composi\u00e7\u00e3o inicial do nosso Sistema Solar e \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es para o surgimento de atmosferas e da vida, explicaram os investigadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ucf.edu\/news\/comet-gateway-discovered-to-inner-solar-system-may-alter-fundamental-understanding-of-comet-evolution\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Fl\u00f3rida Central (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1908.04185\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-09-comet-gateway-solar-fundamental-evolution.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/briankoberlein\/2019\/09\/20\/the-orbital-gateway-that-brings-all-the-comets-to-our-yard\/#6528b25e48dd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>29P\/Schwassmann-Wachmann 1 (SW1):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/29P\/Schwassmann%E2%80%93Wachmann\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=29P;orb=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Centauros:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Centaur_(minor_planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.minorplanetcenter.org\/iau\/lists\/Centaurs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Planetas Menores da UAI<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cometas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Comet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/profile.cfm?Object=Comets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista do potencial aspeto do Centauro SW1 como um Cometa da Fam\u00edlia de J\u00fapiter do Sistema Solar interior a uma dist\u00e2ncia de 0,2 UA (30 milh\u00f5es de quil\u00f3metros) da Terra. 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