{"id":2422,"date":"2019-09-24T05:35:34","date_gmt":"2019-09-24T05:35:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2422"},"modified":"2019-09-24T05:37:16","modified_gmt":"2019-09-24T05:37:16","slug":"wfirst-da-nasa-vai-ajudar-a-descobrir-o-destino-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/09\/24\/wfirst-da-nasa-vai-ajudar-a-descobrir-o-destino-do-universo\/","title":{"rendered":"WFIRST da NASA vai ajudar a descobrir o destino do Universo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/jZTOzEf.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/jZTOzEf-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2423\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/jZTOzEf-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/jZTOzEf-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/jZTOzEf-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do WFIRST.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os cientistas descobriram que uma press\u00e3o misteriosa chamada &#8220;energia escura&#8221; comp\u00f5e cerca de 68% do conte\u00fado energ\u00e9tico total do cosmos, mas at\u00e9 agora n\u00e3o sabemos muito sobre ela. A explora\u00e7\u00e3o da natureza da energia escura \u00e9 uma das principais raz\u00f5es pelas quais a NASA est\u00e1 a construir o WFIRST (Wide Field Infrared Survey Telescope), um telesc\u00f3pio espacial cujas medi\u00e7\u00f5es v\u00e3o ajudar a iluminar o quebra-cabe\u00e7as da energia escura. Com uma melhor compreens\u00e3o da energia escura, teremos uma melhor no\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o passada e futura do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um Cosmos em expans\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ao s\u00e9culo XX, a maioria das pessoas achava que o Universo era est\u00e1tico, permanecendo essencialmente inalterado por toda a eternidade. Quando Einstein desenvolveu a sua teoria geral da relatividade em 1915, descrevendo como a gravidade atua atrav\u00e9s do tecido do espa\u00e7o-tempo, ele ficou intrigado ao descobrir que a teoria indicava que o cosmos ou devia expandir-se ou contrair-se. Ele fez altera\u00e7\u00f5es para preservar um Universo est\u00e1tico, acrescentando algo que chamou de &#8220;constante cosmol\u00f3gica&#8221;, mesmo n\u00e3o existindo evid\u00eancias da sua exist\u00eancia. Esta for\u00e7a misteriosa deveria neutralizar a gravidade para manter tudo no lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, no final da d\u00e9cada de 1920, o astr\u00f3nomo George Lemaitre, e depois Edwin Hubble, fizeram a descoberta surpreendente de que, com poucas exce\u00e7\u00f5es, as gal\u00e1xias est\u00e3o a afastar-se umas das outras. O Universo estava longe de ser est\u00e1tico &#8211; estava a &#8220;inchar&#8221;. Consequentemente, se imaginarmos rebobinar esta expans\u00e3o, dever\u00e1 ter havido uma altura em que tudo no Universo estava quase impossivelmente quente e pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fim do Universo: fogo ou gelo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A teoria do Big Bang descreve a expans\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o do Universo a partir deste estado inicial superquente e superdenso. Os cientistas teorizaram que a gravidade acabaria por desacelerar e possivelmente at\u00e9 reverter completamente esta expans\u00e3o. Se o Universo tivesse mat\u00e9ria suficiente, a gravidade superaria a expans\u00e3o e o Universo entraria em colapso num grande &#8220;Big Crunch&#8221; de fogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso contr\u00e1rio, a expans\u00e3o nunca terminaria &#8211; as gal\u00e1xias afastar-se-iam umas das outras cada vez mais at\u00e9 que passassem para l\u00e1 da orla do Universo observ\u00e1vel. Os nossos distantes descendentes poder\u00e3o n\u00e3o ter conhecimento da exist\u00eancia de outras gal\u00e1xias uma vez que estariam demasiado longe para serem vis\u00edveis. Grande parte da astronomia moderna pode um dia ser reduzida a mera lenda, \u00e0 medida que o Universo desvanece gradualmente para uma gelada escurid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Universo n\u00e3o est\u00e1 apenas a expandir-se &#8211; est\u00e1 a acelerar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos mediram o ritmo de expans\u00e3o usando telesc\u00f3pios terrestres para estudar explos\u00f5es de supernovas relativamente pr\u00f3ximas. O mist\u00e9rio cresceu em 1998 quando observa\u00e7\u00f5es de supernovas mais distantes, pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, ajudaram a mostrar que o Universo realmente se expandiu mais lentamente no passado do que hoje. A expans\u00e3o do Universo n\u00e3o est\u00e1 a diminuir devido \u00e0 gravidade, como todos pensavam. Est\u00e1 a acelerar.<\/p>\n\n\n\n<p>Avan\u00e7ando rapidamente para hoje. Embora ainda n\u00e3o saibamos, exatamente, a raz\u00e3o desta acelera\u00e7\u00e3o, a &#8220;culpada&#8221; recebeu um nome &#8211; energia escura. Esta press\u00e3o misteriosa permaneceu desconhecida por tanto tempo porque \u00e9 t\u00e3o fraca que a gravidade se sobrep\u00f5e a ela \u00e0 escala dos humanos, dos planetas e at\u00e9 da nossa Gal\u00e1xia. Est\u00e1 presente na sua sala enquanto l\u00ea, dentro do seu pr\u00f3prio corpo, mas a gravidade neutraliza-a para que n\u00e3o saia a voar do seu lugar. Somente a escalas intergal\u00e1cticas \u00e9 que a energia escura se torna percet\u00edvel, agindo como uma esp\u00e9cie de oposi\u00e7\u00e3o fraca \u00e0 gravidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 a energia escura?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9, exatamente, a energia escura? Desconhecemos mais do que sabemos, mas os te\u00f3ricos est\u00e3o \u00e0 procura de algumas explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. A acelera\u00e7\u00e3o c\u00f3smica pode ser provocada por um novo componente energ\u00e9tico, o que exigiria alguns ajustes na teoria da gravidade de Einstein &#8211; talvez a constante cosmol\u00f3gica, que Einstein chamou do seu maior erro seja, afinal, real.<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativamente, a teoria da gravidade de Einstein pode quebrar-se a escalas cosmol\u00f3gicas. Se for esse o caso, a teoria precisar\u00e1 de ser substitu\u00edda por uma nova que incorpore a acelera\u00e7\u00e3o c\u00f3smica que observamos. Os te\u00f3ricos ainda n\u00e3o sabem qual \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o correta, mas o WFIRST ajudar-nos-\u00e1 a descobrir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Unraveling the Mysteries of Dark Energy with NASA&#039;s WFIRST\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wnSVBLXaoO8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>WFIRST ir\u00e1 iluminar a energia escura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As miss\u00f5es anteriores reuniram algumas pistas, mas at\u00e9 agora n\u00e3o produziram resultados que favorecem fortemente uma explica\u00e7\u00e3o ou outra. Com a mesma resolu\u00e7\u00e3o das c\u00e2maras do Hubble, mas com um campo de vis\u00e3o 100 vezes maior, o WFIRST produzir\u00e1 imagens grandes do Universo nunca antes vistas. A nova miss\u00e3o avan\u00e7ar\u00e1 a explora\u00e7\u00e3o da energia escura de maneiras que outros telesc\u00f3pios n\u00e3o conseguem, mapeando como a mat\u00e9ria \u00e9 estruturada e distribu\u00edda por todo o cosmos e medindo tamb\u00e9m um grande n\u00famero de supernovas distantes. Os resultados indicar\u00e3o como a energia escura atua por todo o Universo e se mudou ao longo da hist\u00f3ria c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p>A miss\u00e3o vai usar tr\u00eas m\u00e9todos de pesquisa para procurar uma explica\u00e7\u00e3o da energia escura.<\/p>\n\n\n\n<p>O HLSS (High Latitude Spectroscopic Survey) vai medir com precis\u00e3o dist\u00e2ncias e posi\u00e7\u00f5es de milh\u00f5es de gal\u00e1xias usando uma t\u00e9cnica de &#8220;r\u00e9gua padr\u00e3o&#8221;. A medi\u00e7\u00e3o de como a distribui\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias varia com a dist\u00e2ncia vai abrir uma janela para a evolu\u00e7\u00e3o da energia escura ao longo do tempo. Este estudo vai ligar as dist\u00e2ncias das gal\u00e1xias com os ecos de ondas sonoras logo ap\u00f3s o Big Bang e testar a teoria da gravidade de Einstein ao longo da idade do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>O WFIRST tamb\u00e9m vai realizar um levantamento de um tipo de explos\u00e3o estelar, baseando-se nas observa\u00e7\u00f5es que levaram \u00e0 descoberta da expans\u00e3o acelerada. As supernovas do Tipo Ia ocorrem quando as estrelas an\u00e3s brancas explodem. As supernovas do Tipo Ia geralmente t\u00eam o mesmo brilho absoluto no seu pico, tornando-as no que os astr\u00f3nomos apelidam de &#8220;velas padr\u00e3o&#8221;. Isto significa que os astr\u00f3nomos podem determinar a que dist\u00e2ncia est\u00e3o a ver o seu brilho da Terra &#8211; e quanto mais longe est\u00e3o, mais t\u00e9nues parecem. Os astr\u00f3nomos tamb\u00e9m v\u00e3o observar comprimentos de onda espec\u00edficos provenientes de supernovas para descobrir com que rapidez as estrelas moribundas est\u00e3o a afastar-se n\u00f3s. Ao combinarem dist\u00e2ncias com medi\u00e7\u00f5es de brilho, os cientistas podem ver como a energia escura evoluiu ao longo do tempo, fornecendo uma verifica\u00e7\u00e3o cruzada com os dois levantamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, o HLIS (High Latitude Imaging Survey) vai medir as formas e dist\u00e2ncias de in\u00fameras gal\u00e1xias e enxames gal\u00e1cticos. A imensa gravidade de objetos massivos distorce o espa\u00e7o-tempo e faz com que as gal\u00e1xias mais distantes pare\u00e7am distorcidas. A observa\u00e7\u00e3o do grau de distor\u00e7\u00e3o permite que os cientistas possam inferir a distribui\u00e7\u00e3o de massa por todo o cosmos. Isto inclui toda a mat\u00e9ria que podemos ver diretamente, como planetas e estrelas, bem como a mat\u00e9ria escura &#8211; outro mist\u00e9rio c\u00f3smico escuro que \u00e9 &#8220;vis\u00edvel&#8221; apenas devido aos seus efeitos gravitacionais sobre a mat\u00e9ria normal. Este levantamento fornecer\u00e1 uma medi\u00e7\u00e3o independente do crescimento da estrutura a larga escala do Universo e de como a energia escura tem afetado o cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A miss\u00e3o WFIRST \u00e9 \u00fanica na combina\u00e7\u00e3o destes tr\u00eas m\u00e9todos. Levar\u00e1 a uma interpreta\u00e7\u00e3o muito robusta e rica dos efeitos da energia escura e permitir-nos-\u00e1 fazer uma declara\u00e7\u00e3o definitiva sobre a natureza da energia escura,&#8221; disse Olivier Dor\u00e9, cientista do JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, e l\u00edder da equipa que est\u00e1 a planear os dois primeiros m\u00e9todos de pesquisa com o WFIRST.<\/p>\n\n\n\n<p>Descobrir como a energia escura afetou a expans\u00e3o do Universo no passado vai lan\u00e7ar alguma luz sobre como influenciar\u00e1 a expans\u00e3o no futuro. Se continuar a acelerar a expans\u00e3o do Universo, podemos estar destinados a sofrer um &#8220;Big Rip&#8221;. Neste cen\u00e1rio, a energia escura acabar\u00e1 por tornar-se dominante sobre as for\u00e7as fundamentais, fazendo com que tudo o que est\u00e1 atualmente unido &#8211; gal\u00e1xias, planetas, pessoas &#8211; se separe. A explora\u00e7\u00e3o da energia escura vai permitir-nos investigar e possivelmente prever o destino do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/nasa-s-wfirst-will-help-uncover-universe-s-fate\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>WFIRST:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/wfirst.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide_Field_Infrared_Survey_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Energia escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_Energy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Reionization\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c9poca da Reioniza\u00e7\u00e3o (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista do WFIRST.Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA Os cientistas descobriram que uma press\u00e3o misteriosa chamada &#8220;energia escura&#8221; comp\u00f5e cerca de 68% do conte\u00fado energ\u00e9tico total do cosmos, mas at\u00e9 agora n\u00e3o sabemos muito sobre ela. 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