{"id":2417,"date":"2019-09-20T05:29:23","date_gmt":"2019-09-20T05:29:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2417"},"modified":"2019-09-20T05:29:24","modified_gmt":"2019-09-20T05:29:24","slug":"rochas-saltitantes-e-colapsos-de-penhascos-no-cometa-67p-c-g","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/09\/20\/rochas-saltitantes-e-colapsos-de-penhascos-no-cometa-67p-c-g\/","title":{"rendered":"Rochas &#8220;saltitantes&#8221; e colapsos de penhascos no Cometa 67P\/C-G"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/09\/bouncing_boulder_on_comet_67p_c-g\/19707518-1-eng-GB\/Bouncing_boulder_on_Comet_67P_C-G.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Bouncing_boulder_on_Comet_67P_C-G_large.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2418\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Bouncing_boulder_on_Comet_67P_C-G_large.jpg 625w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Bouncing_boulder_on_Comet_67P_C-G_large-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><figcaption>Exemplo de um pedregulho a mover-se pela superf\u00edcie do Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko, capturado em imagens da c\u00e2mara OSIRIS da Rosetta.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/MPS para Equipa OSIRIS MPS\/UPD\/LAM\/IAA\/SSO\/INTA\/UPM\/DASP\/IDA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas que analisam o tesouro de imagens obtidas pela miss\u00e3o da Rosetta da ESA descobriram mais evid\u00eancias de curiosas rochas &#8220;saltitantes&#8221; e quedas dram\u00e1ticas de penhascos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Rosetta operou no Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko entre agosto de 2014 e setembro de 2016, recolhendo dados sobre o ambiente de poeira, g\u00e1s e plasma do cometa, sobre as suas caracter\u00edsticas de superf\u00edcie e sobre a sua estrutura interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como parte da an\u00e1lise de cerca de 76.000 imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o capturadas com a sua c\u00e2mara OSIRIS, os cientistas t\u00eam procurado mudan\u00e7as na superf\u00edcie. Em particular, est\u00e3o interessados em comparar o per\u00edodo da maior aproxima\u00e7\u00e3o do cometa ao Sol &#8211; conhecido como peri\u00e9lio &#8211; com aquele ap\u00f3s esta fase mais ativa, para entender melhor os processos que impulsionam a evolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/09\/evolution_of_a_bouncing_boulder\/19707407-1-eng-GB\/Evolution_of_a_bouncing_boulder.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/09\/evolution_of_a_bouncing_boulder\/19707407-1-eng-GB\/Evolution_of_a_bouncing_boulder_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Exemplo de um pedregulho a mover-se pela superf\u00edcie do Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko, capturado em imagens da c\u00e2mara OSIRIS da Rosetta. A imagem da esquerda fornece uma vis\u00e3o de refer\u00eancia do cometa, juntamente com uma amplia\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o em estudo. As inser\u00e7\u00f5es mais pequenas \u00e0 direita mostram o antes e o depois da regi\u00e3o que alberga a rocha saltitante, capturadas nos dias 15 de mar\u00e7o de 2015 e 19 de junho de 2016, respetivamente. A rocha deixou impress\u00f5es no reg\u00f3lito suave que cobre a superf\u00edcie do cometa enquanto saltava at\u00e9 parar. Pensa-se que tenha ca\u00eddo de um desfiladeiro pr\u00f3ximo com 50 metros de altura. O gr\u00e1fico em baixo ilustra o percurso da rocha enquanto saltava \u00e0 superf\u00edcie, com medi\u00e7\u00f5es preliminares calculadas das &#8220;crateras&#8221;.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/MPS para Equipa OSIRIS MPS\/UPD\/LAM\/IAA\/SSO\/INTA\/UPM\/DASP\/IDA; an\u00e1lise &#8211; J-B. Vincent et al. (2019) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por todo o cometa existem detritos soltos, mas algumas vezes os pedregulhos s\u00e3o fotografados no ato de serem lan\u00e7ados para o espa\u00e7o, ou de rolar pela superf\u00edcie. Um novo exemplo de uma rocha saltitante foi recentemente identificado na regi\u00e3o lisa do pesco\u00e7o que liga os dois l\u00f3bulos do cometa, uma \u00e1rea que passou por muitas mudan\u00e7as vis\u00edveis de superf\u00edcie em larga escala ao longo da miss\u00e3o. L\u00e1, uma rocha com mais ou menos 10 metros aparentemente caiu do penhasco pr\u00f3ximo e saltou v\u00e1rias vezes pela superf\u00edcie sem quebrar, deixando &#8220;pegadas&#8221; no material superficial pouco consolidado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s pensamos que caiu do penhasco de 50 metros nas proximidades e \u00e9 o maior fragmento deste deslizamento de terra, com uma massa de cerca de 230 toneladas,&#8221; disse Jean-Baptist Vincent do Instituto DLR para Pesquisa Planet\u00e1ria, que apresentou os resultados na confer\u00eancia EPSC-DPS em Genebra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Entre maio e dezembro de 2015 aconteceram tantas coisas neste cometa, quando estava mais ativo, mas infelizmente por causa desta atividade tivemos que manter a Rosetta a uma dist\u00e2ncia segura. Como tal, n\u00e3o temos uma vis\u00e3o suficientemente pr\u00f3xima para discernir com resolu\u00e7\u00e3o suficiente as superf\u00edcies iluminadas e assim identificar exatamente a localiza\u00e7\u00e3o &#8216;anterior&#8217; da pedra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/09\/comet_outburst_12_september_2015\/19707444-1-eng-GB\/Comet_outburst_12_September_2015.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/09\/comet_outburst_12_september_2015\/19707444-1-eng-GB\/Comet_outburst_12_September_2015_node_full_image_2.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> No dia 12 de setembro de 2015 teve lugar um evento explosivo no Cometa 67P\/churymov-Gerasimenko e pensa-se estar associado com um dos mais dram\u00e1ticos colapsos de penhascos capturados durante a vida da miss\u00e3o Rosetta.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/MPS para Equipa OSIRIS MPS\/UPD\/LAM\/IAA\/SSO\/INTA\/UPM\/DASP\/IDA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo de movimentos de rochas como estas, em diferentes partes do cometa, ajuda a determinar as propriedades mec\u00e2nicas do material em queda e do terreno da superf\u00edcie em que pousa. O material do cometa \u00e9, de modo geral, muito fraco em compara\u00e7\u00e3o com o gelo e com as rochas a que estamos habituados c\u00e1 na Terra: os pedregulhos do Cometa 67P\/C-G s\u00e3o cerca de cem vezes mais fracos do que a neve rec\u00e9m-compactada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro tipo de mudan\u00e7a tamb\u00e9m foi testemunhado em v\u00e1rios locais em redor do cometa: o colapso de faces de penhascos ao longo de linhas de fraqueza, como a dram\u00e1tica captura da queda de um segmento de 70 metros no desfiladeiro Aswan, observada em julho de 2015. Mas Ramy El-Maarry e Graham Driver de Birbeck, Universidade de Londres, podem ter encontrado um evento de colapso ainda maior, ligado a uma explos\u00e3o brilhante vista no dia 12 de setembro de 2015 ao longo da divis\u00e3o do hemisf\u00e9rio norte-sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este parece ser um dos maiores colapsos de penhascos que vimos no cometa durante a vida da Rosetta, com o colapso de uma \u00e1rea com cerca de 2000 metros quadrados,&#8221; disse Ramy, que tamb\u00e9m falou na confer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a passagem pelo peri\u00e9lio, o hemisf\u00e9rio sul do cometa foi submetido a altos fluxos solares, resultando num aumento dos n\u00edveis de atividade e numa eros\u00e3o mais intensa do que em outras partes do cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A inspe\u00e7\u00e3o das imagens &#8216;antes e depois&#8217; permitem-nos verificar que a escarpa estava intacta at\u00e9 pelo menos maio de 2015, pois ainda temos imagens de resolu\u00e7\u00e3o suficientemente alta dessa regi\u00e3o para a ver,&#8221; explicou Graham, estudante que trabalha com Ramy para investigar o vasto arquivo de imagens de Rosetta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta regi\u00e3o particularmente ativa aumenta a probabilidade de o evento de colapso estar vinculado \u00e0 explos\u00e3o ocorrida em setembro de 2015.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/09\/cliff_collapse_before_and_after\/19707555-1-eng-GB\/Cliff_collapse_before_and_after.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/09\/cliff_collapse_before_and_after\/19707555-1-eng-GB\/Cliff_collapse_before_and_after_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> &#8220;Antes e depois&#8221; do colapso de um penhasco no Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko. Nos paineis superiores as setas amarelas mostram a localiza\u00e7\u00e3o da escarpa no limite entre o hemisf\u00e9rio norte iluminado e o hemisf\u00e9rio sul n\u00e3o iluminado do pequeno l\u00f3bulo antes e depois do evento (setembro de 2014 e junho de 2016, respetivamente). Os paineis em baixo mostram amplia\u00e7\u00f5es dos paineis em cima; a seta azul aponta para a escarpa que parece ter colapsado na imagem depois do evento. Os pedregulhos 1 e 2 est\u00e3o marcados por motivos de orienta\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/MPS para Equipa OSIRIS MPS\/UPD\/LAM\/IAA\/SSO\/INTA\/UPM\/DASP\/IDA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A observa\u00e7\u00e3o detalhada dos detritos em torno da regi\u00e3o colapsada sugere que aconteceram aqui no passado outros grandes eventos de eros\u00e3o. Ramy e Graham descobriram que os detritos incluem blocos que variam at\u00e9 algumas dezenas de metros em tamanho, substancialmente maiores do que a popula\u00e7\u00e3o de rochas ap\u00f3s o colapso do desfiladeiro Aswan, que \u00e9 composto principalmente por rochas com alguns metros de di\u00e2metro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta variabilidade na distribui\u00e7\u00e3o de tamanho dos detritos ca\u00eddos sugere diferen\u00e7as na for\u00e7a dos materiais dos materiais em camadas do cometa e\/ou nos mecanismos variados de colapso do penhasco,&#8221; acrescentou Ramy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo de mudan\u00e7as no cometa, como estas, n\u00e3o fornecem apenas uma vis\u00e3o da natureza din\u00e2mica destes corpos pequenos em escalas de tempo curtas, mas o colapso de um penhasco a maior escala fornece informa\u00e7\u00f5es sobre a estrutura interna do cometa, ajudando-nos a juntar o puzzle da evolu\u00e7\u00e3o do cometa em escalas de tempo mais longas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os dados da Rosetta continuam a surpreender-nos e \u00e9 maravilhoso que a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de estudantes j\u00e1 esteja a fazer descobertas emocionantes,&#8221; acrescentou Matt Taylor, cientista do projeto Rosetta da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Rosetta\/Comet_s_collapsing_cliffs_and_bouncing_boulders\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/meetingorganizer.copernicus.org\/EPSC-DPS2019\/EPSC-DPS2019-1727-1.pdf\">\/\/ Resumo da apresenta\u00e7\u00e3o de M.R. El-Maarry e G. Driver (confer\u00eancia EPSC-DPS)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/meetingorganizer.copernicus.org\/EPSC-DPS2019\/EPSC-DPS2019-502-1.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Resumo da apresenta\u00e7\u00e3o de Jean-Baptiste Vincent (confer\u00eancia EPSC-DPS)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/67P\/Churyumov%E2%80%93Gerasimenko\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/rosetta\/14615-comet-67p\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda Rosetta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaMI\/Rosetta\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/blogs.esa.int\/rosetta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog da Rosetta &#8211; ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/imagearchives.esac.esa.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de imagens<\/a><br><a href=\"https:\/\/archives.esac.esa.int\/psa\/#!Table%20View\/Rosetta=mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dados da miss\u00e3o<\/a><br><a href=\"http:\/\/rosetta.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/ESA_Rosetta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RosettaMission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rosetta_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exemplo de um pedregulho a mover-se pela superf\u00edcie do Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko, capturado em imagens da c\u00e2mara OSIRIS da Rosetta.Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/MPS para Equipa OSIRIS MPS\/UPD\/LAM\/IAA\/SSO\/INTA\/UPM\/DASP\/IDA Cientistas que analisam o tesouro de imagens obtidas pela miss\u00e3o da Rosetta da ESA descobriram mais evid\u00eancias de curiosas rochas &#8220;saltitantes&#8221; e quedas dram\u00e1ticas de penhascos. 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