{"id":2414,"date":"2019-09-20T05:25:03","date_gmt":"2019-09-20T05:25:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2414"},"modified":"2019-09-20T05:25:04","modified_gmt":"2019-09-20T05:25:04","slug":"detetada-a-estrela-de-neutroes-mais-massiva-quase-massiva-demais-para-existir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/09\/20\/detetada-a-estrela-de-neutroes-mais-massiva-quase-massiva-demais-para-existir\/","title":{"rendered":"Detetada a estrela de neutr\u00f5es mais massiva, quase massiva demais para existir"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/greenbankobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/neutron_star.jpg?resize=768%2C591&amp;ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"591\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/neutron_star.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2415\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/neutron_star.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/neutron_star-300x231.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do pulsar de uma estrela de neutr\u00f5es a ser &#8220;atrasado&#8221; pela passagem de uma an\u00e3 branca entre a estrela de neutr\u00f5es e a Terra.<br>Cr\u00e9dito: B. Saxton, NRAO\/AUI\/NSF<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Usando o GBT (Green Bank Telescope), astr\u00f3nomos descobriram a estrela de neutr\u00f5es mais massiva at\u00e9 agora, um pulsar de r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o a aproximadamente 4600 anos-luz da Terra. Este objeto recorde est\u00e1 no limite da exist\u00eancia, aproximando-se da massa m\u00e1xima teoricamente poss\u00edvel para uma estrela de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As estrelas de neutr\u00f5es &#8211; remanescentes compactos de estrelas massivas transformadas em supernovas &#8211; s\u00e3o os objetos &#8220;normais&#8221; mais densos do Universo conhecido (os buracos negros s\u00e3o tecnicamente mais densos, mas est\u00e3o longe de serem normais). Somente um cubo de a\u00e7\u00facar de material de uma estrela de neutr\u00f5es pesaria 100 milh\u00f5es de toneladas aqui na Terra, o equivalente a toda a popula\u00e7\u00e3o humana. Embora os astr\u00f3nomos e f\u00edsicos estudem estes objetos h\u00e1 j\u00e1 d\u00e9cadas, permanecem muitos mist\u00e9rios sobre a natureza dos seus interiores: ser\u00e1 que os neutr\u00f5es esmagados se tornam &#8220;superfluidos&#8221; e fluem livremente? Ser\u00e1 que se decomp\u00f5em numa sopa de quarks subat\u00f3micos ou de outras part\u00edculas ex\u00f3ticas? Qual \u00e9 o ponto de inflex\u00e3o em que a gravidade vence a mat\u00e9ria e forma um buraco negro?<\/p>\n\n\n\n<p>Uma equipa de astr\u00f3nomos usou o GBT da NSF (National Science Foundation) para nos levar mais perto das respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas, membros do NANOGrav Physics Frontiers Center, descobriram que um pulsar de milissegundo, chamado J0740+6620, \u00e9 a estrela de neutr\u00f5es mais massiva j\u00e1 medida, acumulando 2,17 vezes a massa do nosso Sol numa esfera com apenas 30 km de di\u00e2metro. Esta medi\u00e7\u00e3o est\u00e1 perto dos limites de qu\u00e3o grande e compacto um \u00fanico objeto se pode tornar sem se esmagar a ele pr\u00f3prio num buraco negro. Trabalhos recentes envolvendo ondas gravitacionais observadas pelo LIGO durante a colis\u00e3o de estrelas de neutr\u00f5es sugerem que o valor de 2,17 massas solares pode estar muito perto desse limite.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As estrelas de neutr\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o misteriosas quanto fascinantes,&#8221; disse Thankful Cromartie, estudante da Universidade da Virg\u00ednia e do NRAO (National Radio Astronomy Observatory) em Charlottesville, no mesmo estado norte-americano. &#8220;Estes objetos do tamanho de cidades s\u00e3o essencialmente n\u00facleos at\u00f3micos gigantes. S\u00e3o t\u00e3o grandes que os seus interiores assumem propriedades estranhas. A determina\u00e7\u00e3o da massa m\u00e1xima permitida pela f\u00edsica e pela natureza pode ensinar-nos muito sobre este dom\u00ednio inacess\u00edvel da astrof\u00edsica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pulsares recebem este nome devido aos feixes g\u00e9meos de ondas r\u00e1dio que emitem dos seus polos magn\u00e9ticos. Estes feixes varrem o espa\u00e7o de maneira semelhante a um farol. Alguns giram centenas de vezes por segundo. Dado que os pulsares giram com velocidade e regularidade fenomenais, os astr\u00f3nomos podem us\u00e1-los como equivalentes c\u00f3smicos dos rel\u00f3gios at\u00f3micos. Esta cronometragem precisa ajuda os astr\u00f3nomos a estudar a natureza do espa\u00e7o-tempo, a medir as massas de objetos estelares e a melhorar a sua compreens\u00e3o da relatividade geral.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso deste sistema bin\u00e1rio, que \u00e9 visto quase de lado da perspetiva da Terra, esta precis\u00e3o c\u00f3smica forneceu um percurso para os astr\u00f3nomos calcularem a massa das duas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que o pulsar passa por tr\u00e1s da sua an\u00e3 branca companheira, h\u00e1 um atraso subtil (na ordem dos 10 milion\u00e9simos de segundo) no tempo de chegada dos sinais. Este fen\u00f3meno \u00e9 conhecido como &#8220;Atraso de Shapiro&#8221;. Em ess\u00eancia, a gravidade da an\u00e3 branca distorce levemente o espa\u00e7o em seu redor, de acordo com a teoria geral da relatividade de Einstein. Esta distor\u00e7\u00e3o significa que os pulsos da estrela de neutr\u00f5es girat\u00f3ria t\u00eam que viajar um pouco mais enquanto se desviam das distor\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o-tempo provocadas pela an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos podem usar esse atraso cronol\u00f3gico para calcular a massa da an\u00e3 branca. Uma vez conhecida a massa de um dos corpos em co-\u00f3rbita, a determina\u00e7\u00e3o precisa da massa do outro \u00e9 um processo relativamente simples.<\/p>\n\n\n\n<p>Cromartie \u00e9 a autora principal de um artigo aceite para publica\u00e7\u00e3o na Nature Astronomy. As observa\u00e7\u00f5es do GBT foram no \u00e2mbito da sua tese de doutoramento, que propunha observar este sistema em dois pontos especiais das suas \u00f3rbitas m\u00fatuas para calcular com precis\u00e3o a massa da estrela de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A orienta\u00e7\u00e3o deste sistema bin\u00e1rio criou um laborat\u00f3rio c\u00f3smico fant\u00e1stico,&#8221; disse Scott Ransom, astr\u00f3nomo do NRAO e coautor do artigo. &#8220;As estrelas de neutr\u00f5es t\u00eam este ponto de inflex\u00e3o, onde as suas densidades interiores se tornam t\u00e3o extremas que a for\u00e7a da gravidade supera a capacidade dos neutr\u00f5es em resistir a um colapso gravitacional. Cada estrela de neutr\u00f5es &#8216;mais massiva&#8217; que encontramos aproxima-nos da identifica\u00e7\u00e3o deste ponto cr\u00edtico e ajuda-nos a compreender a f\u00edsica da mat\u00e9ria a estas densidades surpreendentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/greenbankobservatory.org\/most-massive-neutron-star-ever-detected\/\" target=\"_blank\">\/\/ Green Bank Telescope (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/wvutoday.wvu.edu\/stories\/2019\/09\/16\/wvu-astronomers-help-detect-the-most-massive-neutron-star-ever-measured\" target=\"_blank\">\/\/ West Virginia University (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/s41550-019-0880-2\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1904.06759\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/most-massive-neutron-star-detected.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/143412\/the-most-massive-neutron-star-has-been-found-its-almost-the-most-massive-neutron-star-thats-even-possible\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/astronomers-have-found-what-could-be-the-most-massive-neutron-star-yet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-09-astronomers-massive-neutron-star.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/most-massive-neutron-star-14092019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/a-neutron-star-almost-too-massive-to-exist\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popularmechanics.com\/space\/deep-space\/a29068602\/massive-neutron-star\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Mechanics<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/astronomers-biggest-neutron-star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/extremely-massive-neutron-star-may-be-the-largest-ever-1838146004\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/most-massive-neutron-star-discovered-1459430\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/09\/16\/world\/massive-neutron-star-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2019\/09\/17\/heaviest-star-universe-almost-massive-exist-10756914\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.dn.pt\/vida-e-futuro\/interior\/astronomos-detetaram-a-estrela-de-neutroes-mais-densa-de-sempre-11308371.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Di\u00e1rio de Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/detetada-maior-estrela-neutroes-vez-vista-280311\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Buraco negro:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ondas gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/gracedb.ligo.org\/latest\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GraceDB (Gravitational Wave Candidate Event Database)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave_detection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomia de ondas gravitacionais &#8211; Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127255\/gravitational-waves-101\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ondas gravitacionais: como distorcem o espa\u00e7o &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127286\/gravitational-wave-detectors-how-they-work\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Detetores: como funcionam &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127329\/gravitational-wave-sources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As fontes de ondas gravitacionais &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4GbWfNHtHRg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que \u00e9 uma onda gravitacional (YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GBT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/greenbankobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Green_Bank_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LIGO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/ligo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ligo.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.advancedligo.mit.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Advanced LIGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/LIGO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista do pulsar de uma estrela de neutr\u00f5es a ser &#8220;atrasado&#8221; pela passagem de uma an\u00e3 branca entre a estrela de neutr\u00f5es e a Terra.Cr\u00e9dito: B. Saxton, NRAO\/AUI\/NSF Usando o GBT (Green Bank Telescope), astr\u00f3nomos descobriram a estrela de neutr\u00f5es mais massiva at\u00e9 agora, um pulsar de r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o a aproximadamente 4600 anos-luz &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2415,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,50,1],"tags":[192,313,431,564,443,445],"class_list":["post-2414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-buraco-negro","tag-estrelas-de-neutroes","tag-gbt","tag-j07406620","tag-ligo","tag-ondas-gravitacionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2414"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2414\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2416,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2414\/revisions\/2416"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}