{"id":2368,"date":"2019-09-06T05:33:34","date_gmt":"2019-09-06T05:33:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2368"},"modified":"2019-09-06T05:33:47","modified_gmt":"2019-09-06T05:33:47","slug":"elemento-quimico-potassio-detetado-em-atmosfera-exoplanetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/09\/06\/elemento-quimico-potassio-detetado-em-atmosfera-exoplanetaria\/","title":{"rendered":"Elemento qu\u00edmico pot\u00e1ssio detetado em atmosfera exoplanet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"Impress\u00e3o de artista de um J\u00fapiter quente (direita) e da sua estrela fria hospedeira. Cr\u00e9dito: AIP\/Kristin Riebe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2369\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image.jpg 1867w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um J\u00fapiter quente (direita) e da sua estrela fria hospedeira.<br>Cr\u00e9dito: AIP\/Kristin Riebe<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desde as primeiras previs\u00f5es te\u00f3ricas, h\u00e1 20 anos atr\u00e1s, que se esperava que os elementos qu\u00edmicos pot\u00e1ssio e s\u00f3dio fossem detet\u00e1veis nas atmosferas de &#8220;J\u00fapiteres quentes&#8221;, planetas gasosos com temperaturas na ordem dos milhares de Kelvin que orbitam perto de estrelas distantes. Enquanto o s\u00f3dio foi detetado com observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o bastante cedo, o pot\u00e1ssio n\u00e3o o foi, o que criou um quebra-cabe\u00e7as para a qu\u00edmica e f\u00edsica atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os elementos podem ser descobertos analisando o espectro de luz da estrela quando o planeta passa \u00e0 sua frente, a partir do ponto de vista da Terra. Diferentes elementos provocam sinais de absor\u00e7\u00e3o espec\u00edficos no espectro, linhas escuras que sugerem a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da atmosfera. No entanto, a presen\u00e7a de nuvens nas atmosferas dos J\u00fapiteres quentes enfraquece fortemente qualquer caracter\u00edstica de absor\u00e7\u00e3o espectral e, portanto, dificulta a sua dete\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 para HD 189733b, o J\u00fapiter quente mais bem estudado, at\u00e9 agora os cientistas possu\u00edam apenas um conhecimento muito vago e impreciso da absor\u00e7\u00e3o do pot\u00e1ssio. O exoplaneta, situado a 64 anos-luz de dist\u00e2ncia e com aproximadamente o tamanho de J\u00fapiter, orbita a sua estrela &#8211; uma an\u00e3 com 0,8 vezes a massa do Sol &#8211; em 53 horas e est\u00e1 30 vezes mais pr\u00f3xima da sua estrela do que a Terra do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi necess\u00e1ria a capacidade de capta\u00e7\u00e3o de luz do LBT (Large Binocular Telescope) de 2&#215;8,4 m e a alta resolu\u00e7\u00e3o espectral do PEPSI (Potsdam Echelle Polarimetric and Spectroscopic Instrument) para medir, definitivamente, o pot\u00e1ssio pela primeira vez em alta resolu\u00e7\u00e3o nas camadas atmosf\u00e9ricas acima das nuvens.<\/p>\n\n\n\n<p>Com estas novas medi\u00e7\u00f5es, os cientistas podem agora comparar os sinais de absor\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio e s\u00f3dio e, assim, aprender mais sobre processos como condensa\u00e7\u00e3o ou fotoioniza\u00e7\u00e3o nessas atmosferas exoplanet\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-JFAt14xJefs\/XW_8mec0zeI\/AAAAAAAAFlg\/J-dD4iXeEhIIVV5DWjMtrk1W5BhqmLa1ACLcBGAs\/s1600\/PEPSI_K_2019.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-JFAt14xJefs\/XW_8mec0zeI\/AAAAAAAAFlg\/J-dD4iXeEhIIVV5DWjMtrk1W5BhqmLa1ACLcBGAs\/s640\/PEPSI_K_2019.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>Dete\u00e7\u00e3o do pot\u00e1ssio em HD 189733b. A imagem mostra o excesso de absor\u00e7\u00e3o na linha do pot\u00e1ssio na atmosfera do exoplaneta durante o tr\u00e2nsito. O eixo horizontal mostra o tempo em minutos, 0 significa que o exoplaneta est\u00e1 no meridiano central, perto do meio do disco estelar. As linhas tracejadas verticais indicam a dura\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito. A linha azul mostra a absor\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria modelada.<br>Cr\u00e9dito: AIP\/Engin Keles, Kristin Riebe <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica aplicada neste estudo com o LBT \u00e9 denominada espectroscopia de transmiss\u00e3o. Exige que o exoplaneta transite a estrela hospedeira. &#8220;Obtivemos uma s\u00e9rie temporal de espectros de luz durante o tr\u00e2nsito e compar\u00e1mos a profundidade de absor\u00e7\u00e3o,&#8221; disse o autor principal do estudo, Engin Keles, estudante de doutoramento do Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam e do grupo de F\u00edsica Estelar e Exoplanetas. &#8220;Durante o tr\u00e2nsito, detet\u00e1mos a assinatura do pot\u00e1ssio, que desapareceu antes e depois do tr\u00e2nsito como esperado, o que indica que a absor\u00e7\u00e3o \u00e9 induzida pela atmosfera planet\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es de outras equipas j\u00e1 tinham tentado detetar pot\u00e1ssio no mesmo exoplaneta; no entanto, nada foi encontrado ou o que foi encontrado era muito fraco para ser estatisticamente significativo. At\u00e9 agora, n\u00e3o havia uma dete\u00e7\u00e3o significativa de pot\u00e1ssio em observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o para qualquer exoplaneta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As nossas observa\u00e7\u00f5es claramente conseguiram alcan\u00e7ar este feito,&#8221; enfatiza o co-l\u00edder do projeto, o Dr. Matthias Mallonn, vice-investigador principal do PEPSI, atr\u00e1s do professor Klaus Strasseier: &#8220;O PEPSI est\u00e1 adequado para esta tarefa devido \u00e0 sua alta resolu\u00e7\u00e3o espectral que permite recolher mais fot\u00f5es por pixel de linhas espectrais muito estreitas do que qualquer outra combina\u00e7\u00e3o telesc\u00f3pio-espectr\u00f3grafo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tanto como espectr\u00f3grafo quando espectropolar\u00edmetro, o PEPSI j\u00e1 fez contribui\u00e7\u00f5es significativas para a f\u00edsica estelar,&#8221; acrescenta Christian Veillet, Diretor do Observat\u00f3rio LBT. &#8220;Esta forte dete\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio na atmosfera de um exoplaneta estabelece o PEPSI como uma ferramenta incr\u00edvel para a caracteriza\u00e7\u00e3o dos exoplanetas, bem como um recurso \u00fanico para a comunidade do LBT.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa incluiu colegas da Dinamarca, Pa\u00edses Baixos, Su\u00ed\u00e7a, It\u00e1lia e Estados Unidos e apresentou os resultados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aip.de\/en\/news\/science\/chemical-element-potassium-detected-in-an-exoplanet-atmosphere\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/lbtonews.blogspot.com\/2019\/09\/chemical-element-potassium-detected-in.html\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio LBT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/mnrasl\/slz123\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>HD 189733b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/6876\/hd-189733-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/hd_189733_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/HD%20189733%20A%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/HD_189733_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pot\u00e1ssio:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Potassium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LBT (Large Binocular Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lbto.org\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LBTO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Binocular_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/pepsi.aip.de\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PEPSI (AIP)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista de um J\u00fapiter quente (direita) e da sua estrela fria hospedeira.Cr\u00e9dito: AIP\/Kristin Riebe Desde as primeiras previs\u00f5es te\u00f3ricas, h\u00e1 20 anos atr\u00e1s, que se esperava que os elementos qu\u00edmicos pot\u00e1ssio e s\u00f3dio fossem detet\u00e1veis nas atmosferas de &#8220;J\u00fapiteres quentes&#8221;, planetas gasosos com temperaturas na ordem dos milhares de Kelvin que orbitam perto 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