{"id":2361,"date":"2019-09-06T05:27:27","date_gmt":"2019-09-06T05:27:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2361"},"modified":"2019-09-06T05:27:46","modified_gmt":"2019-09-06T05:27:46","slug":"metais-lunares-nova-investigacao-considera-o-que-esta-por-baixo-da-superficie-da-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/09\/06\/metais-lunares-nova-investigacao-considera-o-que-esta-por-baixo-da-superficie-da-lua\/","title":{"rendered":"Metais lunares: nova investiga\u00e7\u00e3o considera o que est\u00e1 por baixo da superf\u00edcie da Lua"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/cdn.dal.ca\/news\/2019\/08\/26\/moon-metals--new-research-suggests-precious-metals-may-lie-below\/_jcr_content\/image.adaptive.579.high.jpg\/1566823335552.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"579\" height=\"350\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/1566823335552.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2362\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/1566823335552.jpg 579w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/1566823335552-300x181.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 579px) 100vw, 579px\" \/><\/a><figcaption>Esta paisagem da superf\u00edcie da Lua foi fotografada pelos astronautas da Apollo 10 em maio de 1969.<br>Cr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo realizado por ge\u00f3logos no Canad\u00e1 e nos Estados Unidos sugere que um reposit\u00f3rio de metais preciosos pode estar trancado bem abaixo da superf\u00edcie da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">James Brenan, professor do Departamento de Ci\u00eancias da Terra e Ambientais da Universidade Dalhousie, Canad\u00e1, e autor principal do estudo publicado na revista Nature Geoscience, diz que ele e outros investigadores foram capazes de tra\u00e7ar paralelos entre os dep\u00f3sitos minerais encontrados na Terra e na Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Conseguimos ligar o conte\u00fado de enxofre das rochas vulc\u00e2nicas lunares com a presen\u00e7a de sulfeto de ferro nas profundezas da Lua,&#8221; disse o Dr. Brenan, que colaborou com ge\u00f3logos da Universidade Carleton e do Laborat\u00f3rio Geof\u00edsico em Washington, D.C. para o artigo publicado no dia 19 de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A an\u00e1lise de dep\u00f3sitos minerais na Terra sugere que o sulfeto de ferro \u00e9 um \u00f3timo local para armazenar metais preciosos, como platina e pal\u00e1dio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sob a superf\u00edcie da Lua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ge\u00f3logos h\u00e1 muito que especulam que a Lua foi formada pelo impacto de um objeto massivo do tamanho de um planeta com a Terra h\u00e1 4,5 mil milh\u00f5es de anos. Por causa desta hist\u00f3ria comum, pensa-se que os dois corpos tenham uma composi\u00e7\u00e3o semelhante. Medi\u00e7\u00f5es anteriores das concentra\u00e7\u00f5es de metais preciosos nas rochas vulc\u00e2nicas lunares realizadas em 2006, no entanto, mostraram n\u00edveis invulgarmente baixos, levantando uma quest\u00e3o que deixou os cientistas perplexos durante mais uma d\u00e9cada sobre a raz\u00e3o destes valores t\u00e3o baixos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Brenan diz que se pensava que estes baixos n\u00edveis refletiam uma deple\u00e7\u00e3o geral dos metais preciosos na Lua como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta nova investiga\u00e7\u00e3o fornece uma explica\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis surpreendentemente baixos e acrescenta informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a composi\u00e7\u00e3o da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os nossos resultados mostram que o enxofre nas rochas vulc\u00e2nicas lunares \u00e9 uma impress\u00e3o digital da presen\u00e7a de sulfeto de ferro no interior rochoso da Lua, onde pensamos que os metais preciosos foram deixados para tr\u00e1s quando as lavas foram criadas,&#8221; explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma recria\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brenan, juntamente com os colegas Jim Mungall da Universidade Carleton e Neil Bennett, anteriormente do Laborat\u00f3rio Geof\u00edsico dos EUA, fizeram experi\u00eancias para recriar a press\u00e3o e a temperatura extremas do interior da Lua a fim de determinar quanto sulfeto de ferro se formaria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles mediram a composi\u00e7\u00e3o da rocha e do sulfeto de ferro resultantes e confirmaram que os metais preciosos seriam ligados pelo sulfeto de ferro, tornando-os indispon\u00edveis para os magmas que flu\u00edram para a superf\u00edcie lunar. Brenan esclareceu que provavelmente n\u00e3o havia suficiente para formar um dep\u00f3sito de min\u00e9rio, mas &#8220;certamente o suficiente para explicar os baixos n\u00edveis nas lavas lunares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Brenan disse que precisar\u00e3o de amostras da parte rochosa e profunda da Lua, onde as lavas lunares tiveram origem, para confirmar as suas descobertas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Territ\u00f3rio n\u00e3o forjado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ge\u00f3logos t\u00eam acesso a amostras cient\u00edficas de centenas de quil\u00f3metros de profundidade do interior da Terra, mas material a essas profundezas ainda n\u00e3o foi recuperado da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estudamos a superf\u00edcie da Terra h\u00e1 j\u00e1 muito tempo, pelo que temos uma boa ideia da sua composi\u00e7\u00e3o, mas com a Lua j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o caso,&#8221; disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos um total de 400 kg de amostras trazidas pelas miss\u00f5es Apollo e por outras miss\u00f5es lunares&#8230; \u00e9 uma quantidade muito pequena de material. Assim sendo, para descobrir algo sobre o interior da Lua, precisamos de &#8216;come\u00e7ar do fim&#8217; e inverter o nosso estudo da composi\u00e7\u00e3o das lavas que chegaram at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos remotos por sat\u00e9lites sugerem a exist\u00eancia de afloramentos das partes mais profundas da Lua, reveladas ap\u00f3s impactos massivos terem formado as crateras Schr\u00f6dinger e Zeeman na bacia Aitken do polo sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 muito emocionante pensar que vamos voltar \u00e0 Lua,&#8221; disse Brenan. &#8220;E, a ser verdade, o polo sul parece ser um bom local para recolha de amostras.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.dal.ca\/news\/2019\/08\/26\/moon-metals--new-research-suggests-precious-metals-may-lie-below.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Dalhousie (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/s41561-019-0426-3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Geoscience)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Giant_impact_hypothesis\" target=\"_blank\">Teoria de Impacto Gigante (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta paisagem da superf\u00edcie da Lua foi fotografada pelos astronautas da Apollo 10 em maio de 1969.Cr\u00e9dito: NASA Um novo estudo realizado por ge\u00f3logos no Canad\u00e1 e nos Estados Unidos sugere que um reposit\u00f3rio de metais preciosos pode estar trancado bem abaixo da superf\u00edcie da Lua. James Brenan, professor do Departamento de Ci\u00eancias da Terra &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2362,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[152],"class_list":["post-2361","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-lua"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2361"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2361\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2364,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2361\/revisions\/2364"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}