{"id":2335,"date":"2019-08-27T05:32:37","date_gmt":"2019-08-27T05:32:37","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2335"},"modified":"2019-08-27T05:32:39","modified_gmt":"2019-08-27T05:32:39","slug":"onde-nascem-as-novas-estrelas-o-telescopio-webb-vai-investigar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/08\/27\/onde-nascem-as-novas-estrelas-o-telescopio-webb-vai-investigar\/","title":{"rendered":"Onde nascem as novas estrelas? O Telesc\u00f3pio Webb vai investigar"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-j-p1941a-f-2908x2374.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"804\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/iesk90r.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2336\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/iesk90r.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/iesk90r-300x245.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/iesk90r-768x627.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta \u00e9 uma imagem, pelo Hubble, da gal\u00e1xia SDSS J1226+2152, que est\u00e1 a ser ampliada e distorcida pela imensa gravidade de um enxame de gal\u00e1xias \u00e0 sua frente. \u00c9 uma de quatro gal\u00e1xias com forma\u00e7\u00e3o estelar que a equipa TEMPLATES vai estudar com o Webb. A equipa escolheu-a como um exemplo de uma gal\u00e1xia que n\u00e3o tem muita poeira.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, STScI e H. Ebeling (Universidade do Hawaii)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando se trata de produzir novas estrelas, a &#8220;festa&#8221; est\u00e1 no fim para o Universo atual. Na verdade, est\u00e1 quase no fim h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos. A nossa Via L\u00e1ctea continua a formar o equivalente a um Sol todos os anos. Mas, no passado, esse ritmo era at\u00e9 100 vezes maior. De modo que se quisermos realmente entender como as estrelas como o nosso Sol se formaram no Universo, precisamos de olhar milhares de milh\u00f5es de anos para o passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA como uma esp\u00e9cie de m\u00e1quina do tempo, uma equipa de investigadores pretende fazer exatamente isso. Liderada pela investigadora Jane Rigby do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, e por Joaquin Vieira da Universidade de Illinois, Champaign, a equipa aproveitar\u00e1 os telesc\u00f3pios naturais e c\u00f3smicos chamados lentes gravitacionais. Estes grandes objetos celestes ampliam a luz de gal\u00e1xias distantes que est\u00e3o no pico da forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f3meno das lentes gravitacionais ocorre quando uma enorme quantidade de mat\u00e9ria, como uma gal\u00e1xia gigante ou enxame gal\u00e1ctico, cria um campo gravitacional que distorce e amplia a luz de objetos por tr\u00e1s, mas na mesma linha de vis\u00e3o. O efeito permite que os cientistas estudem os detalhes das primeiras gal\u00e1xias demasiado longe para serem vistas de outra forma, mesmo com os telesc\u00f3pios espaciais mais poderosos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos a estudar quatro gal\u00e1xias que parecem muito, muito mais brilhantes do que realmente s\u00e3o, porque foram ampliadas at\u00e9 50 vezes. Usaremos lentes gravitacionais para estudar como essas gal\u00e1xias est\u00e3o a formar as suas estrelas, e como essa forma\u00e7\u00e3o estelar \u00e9 distribu\u00edda pelas gal\u00e1xias,&#8221; explicou Rigby.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O lado bom de usar fontes que sofrem o efeito de lente gravitacional \u00e9 que \u00e9 como uma lupa c\u00f3smica, onde a gal\u00e1xia \u00e9 esticada, aumentando assim a resolu\u00e7\u00e3o do seu telesc\u00f3pio,&#8221; explicou Vieira.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa tem o nome TEMPLATES (Targeting Extremely Magnified Panchromatic Lensed Arcs and Their Extended Star Formation). Embora TEMPLATES seja um acr\u00f3nimo, o seu significado \u00e9 mais profundo. A palavra &#8220;template&#8221; pode ser traduzida para portugu\u00eas como &#8220;modelo&#8221;, uma palavra que se refere a algo usado como padr\u00e3o, molde ou guia para projetar ou construir itens semelhantes. &#8220;Queremos tornar estas quatro gal\u00e1xias em alvos incrivelmente bem estudados, para que outros investigadores do Webb possam us\u00e1-las como modelos, ou bons exemplos, quando trabalharem para entender os dados de um grande n\u00famero de gal\u00e1xias que s\u00e3o muito mais fracas,&#8221; disse Rigby.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como os alvos foram escolhidos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais raz\u00f5es pelas quais estas quatro gal\u00e1xias foram escolhidas \u00e9 porque s\u00e3o muito brilhantes, facilitando o estudo. &#8220;Todas estas gal\u00e1xias est\u00e3o a formar furiosamente estrelas,&#8221; acrescentou Vieira.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes alvos tamb\u00e9m representam grande parte da variedade de gal\u00e1xias no Universo em termos de qu\u00e3o empoeiradas s\u00e3o, qu\u00e3o brilhantes s\u00e3o e quantas estrelas j\u00e1 fabricaram. Os astr\u00f3nomos chamam as gal\u00e1xias de &#8220;empoeiradas&#8221; quando as suas imagens mostram manchas escuras, muitas vezes difusas, que v\u00eam da poeira da gal\u00e1xia que bloqueia a luz estelar.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas das gal\u00e1xias s\u00e3o muito empoeiradas, e duas delas n\u00e3o o s\u00e3o. As duas gal\u00e1xias empoeiradas s\u00e3o, cada uma delas, ampliadas por uma outra gal\u00e1xia. As duas gal\u00e1xias que n\u00e3o parecem ter poeira s\u00e3o ampliadas por enxames de gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p>Das gal\u00e1xias com muita poeira, os cientistas t\u00eam uma imagem de como as gal\u00e1xias evolu\u00edram. De levantamentos de gal\u00e1xias sem poeira, t\u00eam uma imagem diferente. Essas imagens nem sempre correspondem. Espera-se que o Webb forne\u00e7a uma hist\u00f3ria mais completa da forma\u00e7\u00e3o estelar, pois tem sensibilidade para ver a luz da poeira aquecida por estrelas jovens &#8211; mesmo em gal\u00e1xias que n\u00e3o t\u00eam muita poeira &#8211; bem como a sensibilidade para ver luz vis\u00edvel at\u00e9 das gal\u00e1xias empoeiradas.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa do programa TEMPLATES vai usar tr\u00eas dos quatro instrumentos a bordo do Webb, bem como muitos dos filtros e configura\u00e7\u00f5es do telesc\u00f3pio, para obter o m\u00e1ximo de dados poss\u00edvel destas gal\u00e1xias. Al\u00e9m de obter fotos, a equipa vai usar espectroscopia, uma t\u00e9cnica que revela a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das gal\u00e1xias, como o g\u00e1s est\u00e1 a mover-se e qu\u00e3o denso e quente esse g\u00e1s \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>O Webb vai permitir que a equipa fa\u00e7a essas medi\u00e7\u00f5es em cada gal\u00e1xia. &#8220;\u00c9 como uma disseca\u00e7\u00e3o,&#8221; explicou Rigby. &#8220;Vamos separar cada peda\u00e7o da gal\u00e1xia, em vez de obter apenas uma medi\u00e7\u00e3o m\u00e9dia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desbloqueando os mist\u00e9rios da forma\u00e7\u00e3o estelar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A equipa TEMPLATES tem quatro objetivos principais:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Medir quantas novas estrelas est\u00e3o a formar-se, para determinar com que rapidez as gal\u00e1xias formam estrelas. Ao fazer diferentes tipos de medi\u00e7\u00f5es de ritmos de forma\u00e7\u00e3o estelar para as quatro gal\u00e1xias, a equipa planeia ver como concordam ou discordam uma das outras. Por meio de verifica\u00e7\u00f5es cruzadas, a equipa determinar\u00e1 se estas gal\u00e1xias est\u00e3o, ou n\u00e3o, em forma\u00e7\u00e3o estelar vigorosa, ou se apenas formam uma estrela ocasionalmente;<\/li><li>Mapear o ritmo de forma\u00e7\u00e3o estelar nestas gal\u00e1xias. Os cientistas n\u00e3o sabem muito sobre onde as estrelas se formam nas gal\u00e1xias durante a maior parte do tempo c\u00f3smico. O mapeamento da forma\u00e7\u00e3o estelar em gal\u00e1xias no Universo pr\u00f3ximo \u00e9 relativamente f\u00e1cil, mas \u00e9 muito mais dif\u00edcil para gal\u00e1xias distantes. Observando no passado distante, as gal\u00e1xias long\u00ednquas parecem muito pequenas no c\u00e9u e as caracter\u00edsticas individuais n\u00e3o podem ser resolvidas. De modo que os cientistas n\u00e3o t\u00eam uma boa compreens\u00e3o de onde as estrelas se formaram nas gal\u00e1xias do Universo inicial;<\/li><li>Comparar as popula\u00e7\u00f5es estelares jovens e velhas. Os cientistas v\u00e3o medir as estrelas mais antigas &#8211; estrelas que vivem milhares de milh\u00f5es de anos, como o Sol. V\u00e3o determinar onde essas estrelas residem, dentro de uma gal\u00e1xia, o que ir\u00e1 inform\u00e1-los sobre o passado da forma\u00e7\u00e3o estelar. Poder\u00e3o depois comparar esses dados com o local onde as novas estrelas est\u00e3o a formar-se. Isto revelar\u00e1 como a forma\u00e7\u00e3o estelar mudou nas gal\u00e1xias com o passar do tempo e responder\u00e1 a algumas quest\u00f5es b\u00e1sicas sobre como as gal\u00e1xias crescem. Por exemplo, constroem-se de dentro para fora ou de fora para dentro?<\/li><li>Medir as condi\u00e7\u00f5es do g\u00e1s dentro destas gal\u00e1xias. Os cientistas determinar\u00e3o quanto da tabela peri\u00f3dica estas gal\u00e1xias j\u00e1 constru\u00edram &#8211; por exemplo, quanto carbono, oxig\u00e9nio e azoto cont\u00eam. V\u00e3o tamb\u00e9m medir outras condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas como a densidade do g\u00e1s.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Ajudando outros investigadores a entender o Webb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As observa\u00e7\u00f5es da equipa far\u00e3o parte do programa Cient\u00edfico Discricion\u00e1rio Inicial do Diretor, que fornece tempo para projetos selecionados no in\u00edcio da miss\u00e3o do telesc\u00f3pio. Este programa permite que a comunidade astron\u00f3mica aprenda rapidamente a melhor maneira de usar as capacidades do Webb, ao mesmo tempo que produz ci\u00eancia robusta. A equipa tamb\u00e9m est\u00e1 a ajudar outros investigadores a entender a melhor maneira de obter dados com este telesc\u00f3pio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O TEMPLATES apenas arranha a superf\u00edcie do que podemos fazer com o Webb,&#8221; continuou Rigby. &#8220;Definitivamente n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima palavra &#8211; \u00e9 uma das primeiras palavras do que este telesc\u00f3pio ser\u00e1 capaz de fazer, como podemos entender as gal\u00e1xias. O que estamos a fazer com o TEMPLATES \u00e9 que queremos ter a certeza de que estamos a come\u00e7ar esta miss\u00e3o com o &#8216;p\u00e9 direito&#8217; para realmente entender como aproveitar ao m\u00e1ximo as incr\u00edveis capacidades do Webb.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb ser\u00e1 o principal observat\u00f3rio cient\u00edfico espacial do mundo quando for lan\u00e7ado em 2021. Vai resolver mist\u00e9rios do nosso Sistema Solar, olhar para mundos distantes em torno de outras estrelas e investigar as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo e o nosso lugar nele. O Webb \u00e9 um projeto internacional liderado pela NASA e pelos seus parceiros, a ESA e a Ag\u00eancia Espacial Canadiana.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gravity - Nature&#039;s Magnifying Glass\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vsaiUoJeUIo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/where-are-new-stars-born-nasa-s-webb-telescope-will-investigate\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Webb_Telescope_will_investigate_where_are_new_stars_born_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-08-stars-born-nasa-webb-telescope.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 uma imagem, pelo Hubble, da gal\u00e1xia SDSS J1226+2152, que est\u00e1 a ser ampliada e distorcida pela imensa gravidade de um enxame de gal\u00e1xias \u00e0 sua frente. \u00c9 uma de quatro gal\u00e1xias com forma\u00e7\u00e3o estelar que a equipa TEMPLATES vai estudar com o Webb. 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