{"id":2321,"date":"2019-08-20T05:32:32","date_gmt":"2019-08-20T05:32:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2321"},"modified":"2019-08-20T05:32:34","modified_gmt":"2019-08-20T05:32:34","slug":"aniquilacao-total-para-estrelas-supermassivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/08\/20\/aniquilacao-total-para-estrelas-supermassivas\/","title":{"rendered":"Aniquila\u00e7\u00e3o total para estrelas supermassivas"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma estrela renegada, que explodiu numa gal\u00e1xia distante, for\u00e7ou os astr\u00f3nomos a colocar de lado d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o e a concentraram-se num novo tipo de supernova que pode aniquilar completamente a sua estrela-m\u00e3e &#8211; n\u00e3o deixando nenhum remanescente para tr\u00e1s. O evento de assinatura, algo que os astr\u00f3nomos nunca haviam testemunhado antes, pode representar o modo pelo qual as estrelas mais massivas do Universo, incluindo as primeiras estrelas, morrem.<\/p>\n\n\n\n<p>O sat\u00e9lite Gaia da ESA notou pela primeira vez a supernova, conhecida como SN 2016iet, no dia 14 de novembro de 2016. Tr\u00eas anos de observa\u00e7\u00f5es intensivas de acompanhamento com uma variedade de telesc\u00f3pios, incluindo o Gemini Norte no Hawaii, o Observat\u00f3rio MMT de Harvard e do Smithsonian, localizado no Observat\u00f3rio Fred Lawrence Whipple em Amado, Arizona, EUA, e os Telesc\u00f3pios Magellan, no Observat\u00f3rio Las Campanas, no Chile, forneceram perspetivas cruciais sobre a dist\u00e2ncia e a composi\u00e7\u00e3o do objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os dados do Gemini forneceram uma vis\u00e3o mais profunda da supernova do que qualquer outra das nossas observa\u00e7\u00f5es,&#8221; disse Edo Berger do Centro Harvard-Smithsonian para Astrof\u00edsica e membro da equipa de investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Isto permitiu-nos estudar SN 2016iet mais de 800 dias ap\u00f3s a sua descoberta, quando diminuiu para um cent\u00e9simo do seu brilho m\u00e1ximo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/images\/pio\/News\/2019\/pr2019_07\/SN2016iet_final.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"324\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/fig1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2322\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/fig1.jpg 500w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/fig1-300x194.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da supernova por instabilidade de pares SN 2016iet.\nCr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Gemini\/NSF\/AURA; ilustra\u00e7\u00e3o por Joy Pollard<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Chris Davis, diretor de programas na NSF (National Science Foundation), uma das ag\u00eancias patrocinadoras do Gemini, acrescentou: &#8220;Estas observa\u00e7\u00f5es not\u00e1veis do Gemini demonstram a import\u00e2ncia de estudar o Universo em constante mudan\u00e7a. A procura, nos c\u00e9us, por eventos explosivos repentinos, a sua observa\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e, igualmente importante, a sua monitoriza\u00e7\u00e3o ao longo de dias, semanas, meses, e \u00e0s vezes at\u00e9 anos \u00e9 fundamental para obter uma vis\u00e3o geral. Daqui a apenas alguns anos, o LSST (Large Synoptic Survey Telescope) da NSF ir\u00e1 descobrir milhares destes eventos e o Gemini est\u00e1 bem posicionado para fazer o trabalho crucial de acompanhamento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, este olhar profundo revelou apenas uma fraca emiss\u00e3o de hidrog\u00e9nio na posi\u00e7\u00e3o da supernova, evidenciando que a estrela progenitora de SN 2016iet viveu numa regi\u00e3o isolada com muito pouca forma\u00e7\u00e3o estelar. Este \u00e9 um ambiente invulgar para uma estrela t\u00e3o massiva. &#8220;Apesar de procurarmos, h\u00e1 d\u00e9cadas, milhares de supernovas,&#8221; retomou Berger, &#8220;esta parece diferente de tudo o que j\u00e1 vimos antes. \u00c0s vezes, vemos supernovas que s\u00e3o invulgares num \u00fanico aspeto, mas que por outro lado s\u00e3o normais; esta \u00e9 \u00fanica de todas as maneiras poss\u00edveis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>SN 2016iet tem uma infinidade de excentricidades, incluindo a sua dura\u00e7\u00e3o incrivelmente longa, grande energia, impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas incomuns e ambiente pobre em elementos mais pesados &#8211; para os quais n\u00e3o existem an\u00e1logos \u00f3bvios na literatura astron\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando percebemos o qu\u00e3o invulgar era SN 2016iet, a minha rea\u00e7\u00e3o foi &#8216;Whoa \u2013 ser\u00e1 que est\u00e1 algo horrivelmente errado com os nossos dados?'&#8221; disse Sebastian Gomez, tamb\u00e9m do Centro para Astrof\u00edsica e autor principal da investiga\u00e7\u00e3o. A pesquisa foi publicada na edi\u00e7\u00e3o de 15 de agosto da revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>A natureza invulgar de SN 2016iet, como revelado pelo Gemini e por outros dados, sugere que come\u00e7ou a sua vida como uma estrela com cerca de 200 vezes a massa do nosso Sol &#8211; tornando-se uma das explos\u00f5es estelares mais massivas e poderosas j\u00e1 observadas. Evid\u00eancias crescentes sugerem que as primeiras estrelas nascidas no Universo podem ter sido igualmente massivas. Os astr\u00f3nomos previram que se tais gigantes mantiverem a sua massa durante a sua breve vida (alguns milh\u00f5es de anos), morrer\u00e3o como supernovas por instabilidade de pares, que recebe o nome dos pares de mat\u00e9ria-antimat\u00e9ria formados na explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das estrelas massivas terminam as suas vidas num evento explosivo que expele mat\u00e9ria rica em metais pesados para o espa\u00e7o, enquanto o seu n\u00facleo colapsa numa estrela de neutr\u00f5es ou buraco negro. Mas as supernovas por instabilidade de pares pertencem a outra classe. O n\u00facleo em colapso produz enormes quantidades de raios-gama, levando a uma produ\u00e7\u00e3o descontrolada de pares de part\u00edculas e antipart\u00edculas que, eventualmente, desencadeiam uma explos\u00e3o termonuclear catastr\u00f3fica que aniquila toda a estrela, incluindo o n\u00facleo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os modelos de supernovas por instabilidade de pares preveem que ocorrer\u00e3o em ambientes pobres em metais (termo astron\u00f3mico para elementos mais pesados do que o hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio), como em gal\u00e1xias an\u00e3s e no Universo inicial &#8211; e a investiga\u00e7\u00e3o da equipa descobriu exatamente isso. O evento ocorreu a uma dist\u00e2ncia de mil milh\u00f5es de anos-luz numa gal\u00e1xia an\u00e3, anteriormente n\u00e3o catalogada, pobre em metais. &#8220;Esta \u00e9 a primeira supernova em que o conte\u00fado de massa e metal da estrela est\u00e1 no intervalo previsto pelos modelos te\u00f3ricos,&#8221; disse Gomez.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra caracter\u00edstica surpreendente \u00e9 a localiza\u00e7\u00e3o de SN 2016iet. A maioria das estrelas massivas nasce em enxames densos de estrelas, mas SN 2016iet formou-se isolada a cerca de 54.000 anos-luz do centro da sua gal\u00e1xia an\u00e3 hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/images\/pio\/News\/2019\/pr2019_07\/fig2.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.gemini.edu\/images\/pio\/News\/2019\/pr2019_07\/fig2.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Imagem de SN 2016iet e da sua prov\u00e1vel gal\u00e1xia hospedeira obtida com o telesc\u00f3pio Magellan Clay de 6,5 metros no Observat\u00f3rio Las Campanas, na banda-i, no dia 9 de julho de 2018.<br>Cr\u00e9dito: Centro Harvard-Smithsonian para Astrof\u00edsica <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Como uma estrela t\u00e3o massiva se pode formar em completo isolamento ainda \u00e9 um mist\u00e9rio,&#8221; acrescentou Gomez. &#8220;Na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica local, s\u00f3 conhecemos algumas estrelas que se aproximam da massa da estrela que explodiu e deu origem a SN 2016iet, mas todas vivem em enxames gigantescos com milhares de outras estrelas.&#8221; A fim de explicar a longa dura\u00e7\u00e3o do evento e a sua lenta evolu\u00e7\u00e3o de brilho, a equipa avan\u00e7a a ideia de que a estrela progenitora expeliu mat\u00e9ria para o seu ambiente circundante a um ritmo de cerca de tr\u00eas vezes a massa do Sol por ano durante uma d\u00e9cada antes da explos\u00e3o estelar. Quando a estrela finalmente se tornou supernova, os detritos colidiram com este material, alimentando a emiss\u00e3o de SN 2016iet.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A maioria das supernovas desaparecem e tornam-se invis\u00edveis contra o brilho das suas gal\u00e1xias hospedeiras em poucos meses. Mas dado que SN 2016iet \u00e9 t\u00e3o brilhante e est\u00e1 t\u00e3o isolada, podemos estudar a sua evolu\u00e7\u00e3o durante anos,&#8221; acrescentou Gomez. &#8220;A ideia das supernovas por instabilidade de pares existe h\u00e1 d\u00e9cadas,&#8221; disse Berger. &#8220;Mas termos, finalmente, o primeiro exemplo observacional que coloca uma estrela moribunda no regime correto de massa, com o comportamento correto, e numa gal\u00e1xia an\u00e3 pobre em metais, \u00e9 um incr\u00edvel passo em frente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 n\u00e3o muito tempo atr\u00e1s, n\u00e3o se sabia se tais estrelas supermassivas podiam realmente existir. A descoberta e as observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento de SN 2016iet forneceram evid\u00eancias claras da sua exist\u00eancia e do potencial para afetar o desenvolvimento do Universo inicial. &#8220;O papel do Gemini nesta descoberta surpreendente \u00e9 significativo,&#8221; disse Gomez, &#8220;pois ajuda-nos a entender melhor como o Universo primordial se desenvolveu depois da sua &#8216;idade das trevas&#8217; &#8211; quando n\u00e3o ocorreu forma\u00e7\u00e3o estelar &#8211; para formar o espl\u00eandido Universo que vemos hoje.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/node\/21217\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio Gemini (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/2019-19\" target=\"_blank\">\/\/ Centro Harvard-Smithsonian para Astrof\u00edsica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab2f92\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1904.07259\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/explosion-of-monster-star-requires-new-supernova-mechanism.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-08-total-annihilation-supermassive-stars.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supernova por instabilidade de pares:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pair-instability_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lco.cl\/telescopes-information\/magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio Las Campanas<\/a><br><a href=\"http:\/\/obs.carnegiescience.edu\/Magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Carnegie<\/a><br><a href=\"https:\/\/visao.as.arizona.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Arizona<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magellan_Telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma estrela renegada, que explodiu numa gal\u00e1xia distante, for\u00e7ou os astr\u00f3nomos a colocar de lado d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o e a concentraram-se num novo tipo de supernova que pode aniquilar completamente a sua estrela-m\u00e3e &#8211; n\u00e3o deixando nenhum remanescente para tr\u00e1s. 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