{"id":2293,"date":"2019-08-09T05:34:16","date_gmt":"2019-08-09T05:34:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2293"},"modified":"2019-08-09T05:34:18","modified_gmt":"2019-08-09T05:34:18","slug":"a-lua-e-mercurio-podem-ter-espessos-depositos-de-agua-gelada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/08\/09\/a-lua-e-mercurio-podem-ter-espessos-depositos-de-agua-gelada\/","title":{"rendered":"A Lua e Merc\u00fario podem ter espessos dep\u00f3sitos de \u00e1gua gelada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com uma nova an\u00e1lise de dados das sondas LRO e MESSENGER, a Lua e Merc\u00fario, o planeta mais pr\u00f3ximo do Sol, podem conter significativamente mais \u00e1gua gelada do que se pensava anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os potenciais dep\u00f3sitos de gelo encontram-se em crateras pr\u00f3ximas dos polos de ambos os mundos. Na Lua, &#8220;descobrimos que as crateras rasas tendem a estar localizadas em \u00e1reas onde o gelo \u00e0 superf\u00edcie foi previamente detetado perto do polo sul da Lua, e inferimos que esta menor profundidade \u00e9 mais prov\u00e1vel devido \u00e0 presen\u00e7a de densos dep\u00f3sitos enterrados de \u00e1gua gelada,&#8221; disse o autor principal Lior Rubanenko da Universidade de Calif\u00f3rnia em Los Angeles.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/cover_new_earth_high_brightness2.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"871\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UcW3JzZ-871x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2294\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UcW3JzZ-871x1024.png 871w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UcW3JzZ-255x300.png 255w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UcW3JzZ-768x903.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UcW3JzZ.png 985w\" sizes=\"auto, (max-width: 871px) 100vw, 871px\" \/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o concetual de crateras rasas e geladas, permanentemente \u00e0 sombra, perto do polo sul lunar.<br>Cr\u00e9dito: UCLA\/NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No passado, observa\u00e7\u00f5es telesc\u00f3picas e por naves espaciais encontraram dep\u00f3sitos de gelo semelhantes a glaciares em Merc\u00fario, mas ainda n\u00e3o na Lua. O novo trabalho levanta a possibilidade de que dep\u00f3sitos espessos e ricos em gelo tamb\u00e9m existem na Lua. A investiga\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o apenas ajudar a resolver a quest\u00e3o sobre a aparente baixa abund\u00e2ncia de gelo lunar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 de Merc\u00fario, mas tamb\u00e9m pode ter aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas: &#8220;Se confirmado, este potencial reservat\u00f3rio de \u00e1gua gelada na Lua pode ser suficientemente massivo para sustentar uma explora\u00e7\u00e3o lunar a longo prazo,&#8221; comentou Noah Petro, cientista do projeto LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os polos de Merc\u00fario e da Lua est\u00e3o entre os lugares mais frios do nosso Sistema Solar. Ao contr\u00e1rio da Terra, os eixos de rota\u00e7\u00e3o de Merc\u00fario e da Lua est\u00e3o orientados de tal modo que, nas suas regi\u00f5es polares, o Sol nunca se eleva acima do horizonte. Consequentemente, as depress\u00f5es topogr\u00e1ficas polares, como as crateras de impacto, nunca veem o Sol. Postulou-se, durante d\u00e9cadas, que estas regi\u00f5es permanentemente \u00e0 sombra s\u00e3o t\u00e3o frias que qualquer gelo preso dentro delas pode sobreviver durante milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias dos polos de Merc\u00fario com radar terrestre revelaram uma assinatura caracter\u00edstica de dep\u00f3sitos espessos de gelo puro. Mais tarde, a MESSENGER (MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry and Ranging) fotografou estes dep\u00f3sitos de gelo. &#8220;Mostr\u00e1mos que os dep\u00f3sitos polares de Merc\u00fario s\u00e3o compostos predominantemente de \u00e1gua gelada e amplamente distribu\u00eddos nas regi\u00f5es polares norte e sul de Merc\u00fario,&#8221; disse Nancy Chabot, cientista do instrumento MDIS (Mercury Dual Imaging System) da MESSENGER no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland. &#8220;Os dep\u00f3sitos de gelo de Merc\u00fario parecem ser muito menos remendados do que os da Lua e relativamente frescos, talvez colocados ou revigorados nas \u00faltimas dezenas de milh\u00f5es de anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos anteriores de radar e imagem da Lua, cujos ambientes t\u00e9rmicos polares s\u00e3o muito semelhantes aos de Merc\u00fario, encontraram apenas dep\u00f3sitos superficiais e irregulares de gelo. Esta diferen\u00e7a not\u00e1vel serviu como motiva\u00e7\u00e3o para o trabalho dos investigadores da UCLA &#8211; uma an\u00e1lise comparativa das crateras polares de Merc\u00fario e da Lua para aprofundar esta diferen\u00e7a entre os dois mundos. A investiga\u00e7\u00e3o foi publicada no dia 22 de julho na revista Nature Geoscience.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As superf\u00edcies de Merc\u00fario e da Lua est\u00e3o marcadas por muitas crateras de impacto. Estas crateras s\u00e3o formadas quando meteoroides ou cometas colidem com a superf\u00edcie. A equipa analisou crateras simples formadas por corpos mais pequenos e menos energ\u00e9ticos. Estas depress\u00f5es s\u00e3o mantidas juntas pela for\u00e7a da camada de poeira superficial, ou reg\u00f3lito, e tendem a ser mais circulares e sim\u00e9tricas do que as grandes crateras. Os cientistas da UCLA exploraram esta simetria inerente para estimar a espessura do gelo preso dentro de crateras simples.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo usou dados de eleva\u00e7\u00e3o obtidos pela MESSENGER e pela LRO para medir aproximadamente 15.000 crateras simples com di\u00e2metros que variam entre 2,5 e 15 km em Merc\u00fario e na Lua. Os cientistas descobriram que as crateras se tornam at\u00e9 10% mais rasas perto do polo norte de Merc\u00fario e do polo sul da Lua, mas n\u00e3o no polo norte da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores conclu\u00edram que a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel para estas crateras mais rasas \u00e9 a acumula\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos de \u00e1gua gelada em ambos os mundos. Apoiando esta conclus\u00e3o, os investigadores descobriram que as encostas voltadas para os polos destas crateras s\u00e3o ligeiramente mais rasas do que as encostas voltadas para o equador, e que esta menor profundidade \u00e9 mais significativa em regi\u00f5es que promovem a estabilidade do gelo devido \u00e0 \u00f3rbita de Merc\u00fario em torno do Sol. O sinal topogr\u00e1fico detetado pelos cientistas \u00e9 relativamente mais proeminente em crateras simples mais pequenas, mas n\u00e3o exclui a possibilidade de que o gelo seja mais difundido em crateras maiores no polo lunar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adicionalmente, ao contr\u00e1rio de Merc\u00fario, onde o gelo se mostra quase puro, os dep\u00f3sitos detetados na Lua provavelmente est\u00e3o misturados com o reg\u00f3lito, possivelmente numa forma\u00e7\u00e3o em camadas. A idade t\u00edpica das crateras simples examinadas pelos investigadores indica que podem, potencialmente, acumular \u00e1gua gelada posteriormente misturada com o reg\u00f3lito sobreposto durante longas escalas de tempo. Os cientistas descobriram que estes dep\u00f3sitos inferidos de gelo enterrado est\u00e3o correlacionados com as localiza\u00e7\u00f5es de gelo superficial j\u00e1 detetadas. Esta descoberta pode implicar que os dep\u00f3sitos expostos de gelo podem ser exumados, ou podem resultar da difus\u00e3o molecular da profundidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/moon-mercury-ice\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/newsroom.ucla.edu\/releases\/more-water-ice-on-moon\" target=\"_blank\">\/\/ UCLA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41561-019-0405-8?fbclid=IwAR0QT5GZDTkfrsxwdp0vT1A1zMdDvKpaSU-zDaYz3S2l4764NsWRD-AizVM\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Geoscience)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/water-ice-moon-and-mercury-craters.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/there-may-be-way-more-water-on-the-moon-than-we-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/moon\/the-moon-and-mercury-may-have-thick-ice-deposits.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-07-moon-thought.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a>\u00a0<br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lunar_water\" target=\"_blank\">\u00c1gua na Lua (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Merc\u00fario:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mercury_(planet)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/lunar.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/LRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lunar_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda MESSENGER:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/messenger\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA&nbsp;<\/a><br><a href=\"http:\/\/messenger.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JHUAPL<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MESSENGER\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com uma nova an\u00e1lise de dados das sondas LRO e MESSENGER, a Lua e Merc\u00fario, o planeta mais pr\u00f3ximo do Sol, podem conter significativamente mais \u00e1gua gelada do que se pensava anteriormente. 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